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Mediação da informação em museu: o que significa quando um museu decide o que você vai ver na exposição? / Thiagoteca

Mediação da informação em museu: o que significa quando um museu decide o que você vai ver na exposição? / Thiagoteca

Toda exposição de museu é o resultado de um conjunto de decisões tomadas antes da sua chegada. Alguém escolheu quais objetos entrariam. Alguém decidiu a ordem em que as salas aparecem. Alguém escreveu as legendas que explicam o que você deve entender sobre cada peça. Alguém escolheu a iluminação, a cor das paredes, a altura das vitrines. E alguém, em algum momento, decidiu o que ficaria de fora.

Existe um campo científico que estuda esse processo. Chama-se mediação da informação.

Existe uma distinção fundamental na área que vale ser explicitada aqui.

Acesso e apropriação não são a mesma coisa. Acesso significa que você entrou no museu. Que você estava na frente do objeto. Que você leu a legenda.

Apropriação significa que a informação produziu algo em você. Que ela alterou, ainda que minimamente, sua forma de entender o mundo. Que você saiu do museu com uma pergunta que não tinha quando entrou.

O objetivo da mediação bem feita não é garantir o acesso. É criar condições para a apropriação. E isso exige que o texto expositivo seja pensado não apenas como descrição técnica do objeto, mas como convite ao visitante para construir sentido.

#MediaçãoDaInformação

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/03/30/mediacao-da-informacao-o-que-o-museu-decide-que-voce-vai-ver/

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Integrando a IA em práticas governamentais confiáveis
- Propomos que bibliotecários trabalhem com seus governos locais para implementar as seguintes ações, baseadas em práticas bibliotecárias, para mitigar os danos corrosivos da IA:

- Aproveitando a confiabilidade das bibliotecas: Bibliotecas e bibliotecários demonstraram confiabilidade comprovada, o que pode apoiar a governança dos EUA no aprimoramento da credibilidade.

- Adotando princípios operacionais: Incorporar princípios operacionais de bibliotecas pode fortalecer as estratégias de governança contra os desafios da desinformação e das deepfakes geradas por IA.

- Combatendo a corrosão da confiança causada pela IA: Uma governança eficaz pode abordar os desafios da IA ​​generativa aplicando abordagens baseadas em Bibliotecas, Arquivos e Museus (LAM). Uma dessas abordagens é a coleta intencional de realidades locais por meio de fotonovelas, publicação de boletins informativos, histórias orais e até mesmo arquivamento de anuários.

- Reconstruindo a confiança pública: Restaurar a confiança na governança é crucial para a confiança pública e a estabilidade social. Ao construir sistemas locais que apoiem a confiança entre vizinhos, a confiança entre vizinhos em agências locais e, por fim, a atuação do governo de acordo com os desejos dos moradores locais, tanto a confiabilidade quanto a confiança podem ser alcançadas.

#Bibliotecas #IA #Confiança

Disponível em: https://doi.org/10.1080/01616846.2026.2644064

Marisa Midori retoma a discussão sobre as funções terapêuticas da leitura / Jornal da USP

Marisa Midori retoma a discussão sobre as funções terapêuticas da leitura / Jornal da USP

Recentemente, a professora Marisa Midori falou em sua coluna sobre as propriedades terapêuticas do livro. Esta semana, ela retoma o tema — e o aprofunda. “No início de março, eu apresentei alguns estudos de Régine Detambel, uma biblioterapeuta francesa que publicou, entre outros títulos, Os Livros Tomam Conta de Nós. Por uma Biblioteca Criativa, em 2015, e Ler Para Conectar. A Biblioteca em Voz Alta, de 2023. Esses livros não foram traduzidos para o português, mas isso não quer dizer que não tenhamos bons estudos sobre o tema”, inicia a colunista. “Eu gostaria de comentar o artigo publicado pelas estudiosas Livia Rezende e Jéssica Bedin na Revista da Associação Catarinense de Biblioteconomia. Em Panorama da Pesquisa em Biblioterapia no Brasil: análise dos artigos indexados na Brapci (2018-2022), as autoras discorrem sobre o conceito de biblioterapia e suas múltiplas aplicações, tanto como um exercício individual – naquela perspectiva que havíamos comentado, do livro como o momento de pausa e reflexão – mas também como uma prática de sociabilidade, mediada pela leitura”, explica a professora. “É importante ressaltar que a biblioterapia possui fundamentos científicos e, como tal, é possível identificar na terapia pelos livros três componentes essenciais: a catarse, a identificação e a introspecção”, avalia Marisa Midori.

#Biblioterapia

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/marisa-midori-retoma-a-discussao-sobre-as-funcoes-terapeuticas-da-leitura/

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Em estados como Mato Grosso do Sul e Bahia, adolescentes de famílias mais ricas, com maior nível socioeconômico, são as que menos se vacinaram, o que chamou a atenção dos pesquisadores.

“A hesitação vacinal pode, sim, ser um dos fatores que poderiam explicar esse resultado. Outro ponto importante que pode estar relacionado é a desinformação e o consequente aumento do movimento antivacina. As redes sociais desempenham um papel importante nesse aspecto, desinformando as pessoas sobre os benefícios da vacina”, alerta o pesquisador.

Por outro lado, a escolaridade das mães também se mostrou um fator de peso na decisão. Em diversos estados, meninas filhas de mulheres com menor nível de instrução têm significativamente menos chance de serem imunizadas nos postos de saúde.

#Vacinação #Vacinas #Desinformação

via Bori

Disponível em: https://abori.com.br/saude/desinformacao-vacina-hpv-adolescentes-brasil/

Acesso aberto entre melancolia e futuralgia / Boletín SciELO-México

Acesso aberto entre melancolia e futuralgia / Boletín SciELO-México

O acesso aberto tem sido apresentado, durante muitos anos, como uma Era de Ouro projetada para o futuro. A inflação de expectativas, contudo, pode provocar uma perturbadora “futuralgia”, para usar o título que Jorge Reichmann deu a parte de sua obra poética. E também leva a uma espécie de melancolia retrospectiva que, como argumenta Clara Ramas, nos coloca entre o niilismo e a reação e constitui “o produto mais puro do capitalismo avançado, do neoliberalismo e da pós-modernidade” (2024, pp. 39–62).

Os desafios do futuro imediato são inquietantes. A Comissão Europeia está a conceber um novo quadro político e jurídico, a ser consagrado na Lei do Espaço Europeu da Investigação, onde a valorização do conhecimento e da competitividade será fundamental num ambiente marcado pela segurança da investigação. O Horizonte Europa 2028-2034 estabelecerá, assim, um quadro financeiro alinhado com as prioridades emergentes, mas também com as salvaguardas recentemente criadas.

#AcessoAberto #Tendências #ComunicaçãoCientífica

Disponível em: https://boletinscielomx.blogspot.com/2026/04/el-acceso-abierto-entre-la-melancolia-y.html

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