Desmascarando o uso da IA ​​para censurar acervos de bibliotecas / ALA

Desmascarando o uso da IA ​​para censurar acervos de bibliotecas / ALA

Governos estaduais e locais estão utilizando cada vez mais IA para sinalizar livros “inapropriados”, “vulgares” ou “obscenos” para remoção dos acervos das bibliotecas. Ao fazer isso, eles contam com máquinas para fazer julgamentos mais adequados à formação, às habilidades e à experiência dos professores e funcionários de bibliotecas que empregam.

Embora alguns presumam que a IA forneça uma objetividade mecânica, a realidade é que a pergunta que você faz a um chatbot de IA molda a resposta que ele gera. Quando a linguagem da pergunta é baseada nos valores de um grupo ou indivíduo, a resposta gerada estará alinhada a esses valores. (…)

Para evitar a discriminação por pontos de vista e preservar os direitos dos pais, a decisão deve sempre pender para o acesso, e não para a exclusão. Dado que comandos (prompts) tendenciosos podem influenciar os resultados, que o acesso ao texto integral pode ser limitado e que fontes de avaliação profissional podem estar atrás de barreiras de pagamento (paywalls) ou, por outros motivos, inacessíveis a uma IA, nenhum livro deve ser censurado com base na avaliação de uma inteligência artificial. Nada substitui as competências e a formação de profissionais de bibliotecas e educadores.

#Censura #IA

via ALA

Disponível em: https://www.oif.ala.org/debunking-the-use-of-ai-to-censor-library-collections/

Censura a livros expõe tensões entre escola, família e liberdade de leitura / Porvir

Censura a livros expõe tensões entre escola, família e liberdade de leitura / Porvir

A liberdade de ensinar e o pluralismo de ideias, previstos no artigo 206 da Constituição e no artigo 3º da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), dão base à autonomia docente. Na educação básica, essa atuação se articula ao currículo, à proposta pedagógica da escola e à responsabilidade pela aprendizagem. A LDB também prevê a integração da escola com as famílias e a comunidade.

Para construir essa relação, a experiência dos entrevistados aponta práticas concretas: conhecer a obra inteira antes de selecioná-la, explicar os critérios pedagógicos, ouvir o que preocupa a família e abrir espaço para as interpretações dos estudantes. A gestão também precisa conhecer e sustentar o percurso desenvolvido pelo professor.

#Censura

Disponível em: https://porvir.org/censura-livros-escola-familia-liberdade-leitura/

“Precisamos contar essa história”: defensores da literatura em todo o país refletem sobre cinco anos de ataques incessantes à liberdade de leitura / Bookriot

“Precisamos contar essa história”: defensores da literatura em todo o país refletem sobre cinco anos de ataques incessantes à liberdade de leitura / Bookriot

Bibliotecários que viram suas carreiras serem abaladas por se posicionarem contra a censura também servem como um lembrete fundamental da necessidade de defesa de direitos e causas (advocacy). Alguns deles obtiveram êxito em processos judiciais por demissão injusta — veja os casos de Suzette Baker, Patty Hector, Rhea Young, Brooky Parks e Terri Lesley. Ninguém deseja passar por uma situação dessas, mas todos esses profissionais defenderam os direitos dos usuários e as obrigações éticas inerentes ao seu trabalho. Isso merece ser reconhecido e serve como um lembrete de que a profissão de bibliotecário nunca é fácil — e tornou-se ainda mais difícil neste momento de escalada da censura.

#Censura

via Bookriot

Disponível em: https://bookriot.com/book-censorship-5-year-report/?=undefined&utm_source=chatgpt.com

Um plano para vencer a censura digital / Outras palavras

Um plano para vencer a censura digital / Outras palavras

Eleições somam mais de mil denúncias contra a Meta, que censura os críticos da ultradireita. Debates reais ficam à margem. Organizações lançam manual de três estratégias para jornalistas e perfis progressistas ampliarem seu conteúdo sem as travas das big techs.

(…) A estratégia se resume a três movimentos: ocupe as plataformas fechadas, preserve nas mídias abertas e organize-se nas redes seguras. Isso significa estar presente onde o público está, mas nunca depender exclusivamente desses espaços. O conteúdo publicado nas mídias sociais abertas deve ser o espelho do que vai para as fechadas, e todo canal deve divulgar sua versão nas redes da Web Social Aberta.

Um Plano de Contingência Digital também exige cuidados com a segurança. Senhas fortes e únicas, verificação em duas etapas, backups regulares e comunicações sensíveis criptografadas são práticas essenciais.

#BigTechs #Censura

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/um-plano-para-vencer-a-censura-digital/

Durante a Semana dos Livros Banidos, bibliotecários avaliam a ameaça da “censura branda”/ CT Mirror

Durante a Semana dos Livros Banidos, bibliotecários avaliam a ameaça da “censura branda”/ CT Mirror

Lançada pela ALA em 1982, a Semana dos Livros Banidos (*Banned Books Week*) é uma celebração de obras literárias banidas ou alvo de contestações, buscando também chamar a atenção para a censura em bibliotecas e distritos escolares de todo o país. Uma contestação formal de livro ocorre quando um indivíduo ou grupo de pessoas preenche a documentação necessária solicitando a realocação ou a remoção de uma obra.

No ano passado, o Escritório de Liberdade Intelectual da ALA registrou contestações a um total de 4.235 títulos distintos — desde *Sold*, de Patricia McCormick, que aborda o tráfico sexual infantil, até *Last Night at the Telegraph Club*, de Malinda Lo, cuja trama se passa em um bar lésbico na região da Baía de São Francisco (Califórnia) durante o período do macarthismo, na década de 1950. Segundo a ALA, mais de 90% dessas contestações partiram de “grupos de pressão”, como o *Moms for Liberty*, e de autoridades eleitas nas esferas municipal, estadual e federal. (…)

Nos últimos anos, ela tem demonstrado especial preocupação com o aumento do número de livros banidos nas escolas — a organização de defesa da literatura PEN America registrou 11.982 casos no ano letivo de 2025-2026. Quando um livro é banido ou sofre contestação, o processo “não permite que os leitores tenham acesso a uma literatura com a qual possam se identificar”, disse ela. “Se os livros são retirados das prateleiras, as obras não terão a chance de ser lidas.”

#Censura

Disponível em: https://ctmirror.org/2026/10/09/banned-books-week-librarians-soft-censorship/

Efeito Streisand / Wikipedia

Efeito Streisand / Wikipedia

O efeito Streisand (em inglês: Streisand effect), por vezes chamado de efeito Cicarelli em português, é um fenômeno social em que uma tentativa de ocultar, censurar ou remover algum tipo de informação se volta contra o censor, resultando na vasta replicação da informação, muitas vezes facilitada pela Internet. Exemplos de tais tentativas incluem censurar uma fotografia, um número, um vídeo, um arquivo ou um site. Ao invés de ser suprimida, a informação rapidamente recebe uma extensa publicidade, sendo largamente republicada em diversas outras fontes, intensamente procurada em buscadores ou distribuída em sites de partilha de arquivos.

#Censura

via Wikipedia

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Streisand

As formas de resistência à censura e ao preconceito contra livros na atualidade e a mediação de conteúdos sensíveis / UFG

As formas de resistência à censura e ao preconceito contra livros na atualidade e a mediação de conteúdos sensíveis / UFG

Evento: Ciclo de Atividades Extensionistas “Leitura e Sociedade”
Data: 22 de setembro de 2026
Formato: Híbrido / Horário de início: 8h30

Programação:
8h30 — Abertura e apresentação
8h40 — Profa. Dra. Andréa Pereira dos Santos
9h00 — Prof. Dr. Pedro Ivo Silveira Andretta (UNIR)
9h20 — Profa. Dra. Camila Alves de Melo (UFRGS)
9h40 — Interação com a plateia
11h00 — Encerramento

#Censura #MediaçãoDaInformação

Disponível em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfYNeKMT6BxG0ogZv-HQc53kLZTfgQfVeyyYERrV9xfcv26Og/viewform

Quais países têm a maior liberdade acadêmica? / Voronoi

Quais países têm a maior liberdade acadêmica? / Voronoi

Principais pontos

  • A Tchéquia ocupa o primeiro lugar mundial em liberdade acadêmica, enquanto Mianmar e Nicarágua estão nas últimas posições.
  • Os EUA registram uma pontuação de 0,40, situando-se em um nível semelhante ao do Butão e da Tailândia. A Índia registrou um dos declínios mais acentuados do mundo em liberdade acadêmica desde 2010.
  • Em nível global, a autonomia universitária está sofrendo erosão. Desde 2015, a liberdade acadêmica diminuiu em 50 países, ao passo que apenas nove registraram melhorias.
  • Este mapa utiliza o Índice de Liberdade Acadêmica de 2025 do V-Dem, via *Our World in Data*, para mostrar onde as universidades e os acadêmicos desfrutam de maior liberdade em relação a interferências estatais e institucionais.

#LiberdadeAcadêmica #Censura

via Voronoi

Disponível em: https://www.voronoiapp.com/education/Mapped-Which-Countries-Have-the-Most-Academic-Freedom-8749

“The Librarians” ganha um Emmy por destacar a defesa da liberdade de leitura a partir das bibliotecas / Julian Marquina

“The Librarians” ganha um Emmy por destacar a defesa da liberdade de leitura a partir das bibliotecas / Julian Marquina

O documentário The Librarians, dirigido e produzido por Kim A. Snyder, ganhou o Emmy de 2026 de Mérito Excepcional em Documentário. A produção — exibida pela PBS como parte da série documental Independent Lens — concentra-se em bibliotecários dos EUA que se viram na linha de frente de iniciativas para restringir, remover e contestar livros em bibliotecas escolares e públicas. Esse reconhecimento leva ao palco do Emmy uma questão que, há muito, é uma grande preocupação para a comunidade bibliotecária americana.

#Filmes #Censura #BibliotecasEscolares

via Julian Marquina

Disponível em: https://www.julianmarquina.es/the-librarians-gana-un-emmy-por-mostrar-la-defensa-de-la-libertad-de-leer-desde-las-bibliotecas/

“Bibliotecas que não se calam”: monitoramento e ações de conscientização da censura de livros no Brasil / PPGCI – UDESC

“Bibliotecas que não se calam”: monitoramento e ações de conscientização da censura de livros no Brasil / PPGCI – UDESC

A partir dos resultados obtidos foram elaborados dois produtos a serem incluídos em seções específicas da campanha “Bibliotecas que não se calam”: a “Linha do Tempo da Censura de Livros no Brasil a partir de 1989”, na seção “Linha do Tempo da Censura”, e o “Guia para Bibliotecários: ações de conscientização para prevenção e combate à censura de livros”, na seção “Guia para Bibliotecários”. O monitoramento da censura de livros pode contribuir com a sistematização dos casos, ao reuni-los, organizá-los e armazená-los em um único local, possibilitando uma maior visibilidade e um melhor dimensionamento da situação no país, além de identificar padrões, como as temáticas mais atingidas, os principais agentes censores, as modalidades de censura e as motivações para a censura. Pode também servir de evidência para a criação de ações coletivas de conscientização tanto dos profissionais afetados quanto dos próprios leitores. As ações de conscientização podem contribuir para a atuação do bibliotecário ao incentivá-lo a refletir sobre seu papel como mediador da informação e seu compromisso com o código de ética profissional, além de oferecerem estratégias sobre como podem atuar em situações de questionamento e tentativa de censura, a se posicionar de forma assertiva no âmbito de suas instituições, a evitar a autocensura por receio de conflitos e represálias e a perceber a importância da organização coletiva por meio do movimento associativo, para fortalecimento profissional perante a sociedade.

#Censura

Disponível em: https://repositorio.udesc.br/entities/publication/b41317e1-7345-41c5-bca7-de223c577ff6

Fora de Circulação: A Censura em Expansão nas Bibliotecas Públicas / PEN

Fora de Circulação: A Censura em Expansão nas Bibliotecas Públicas / PEN

Não se trata apenas de livros: as bibliotecas públicas estão se tornando, cada vez mais, campos de batalha da censura, o que resulta em interferências na exposição de obras, exigências de reorganização inadequada de acervos e interrupções de eventos.

Ameaças políticas vêm desgastando os sistemas de bibliotecas por meio de mudanças na governança e cortes de verbas.

O assédio e a intimidação de bibliotecários são táticas de pressão comuns, especialmente quando esses profissionais resistem à censura.

Como pilares da sociedade civil, as bibliotecas públicas são espaços de busca voluntária pelo conhecimento e devem servir como portas de acesso irrestritas ao universo do saber.

#Censura #EUA #BibliotecasPúblicas

via Pen

Disponível em: https://pen.org/report/out-of-circulation/

Lutando com Palavras: Lidando com a linguagem abusiva de críticos das bibliotecas / American Libraries Magazine

Lutando com Palavras: Lidando com a linguagem abusiva de críticos das bibliotecas / American Libraries Magazine

Character assassination. Isso inclui campanhas difamatórias destinadas a intimidar e destruir a credibilidade de funcionários de bibliotecas e dissuadir seus apoiadores. Rotular ou insultar são duas táticas. A questão se torna irrelevante; o foco se desloca para a pessoa por trás dela, rotulando-a de
forma difamatória ou negativa.

Desinformação. Os bibliotecários estão habituados a lidar com informações errôneas, mas a desinformação é o uso intencional de informações errôneas para enganar, promover uma narrativa falsa e influenciar a opinião pública ou as decisões políticas.

Gaslighting. Normalmente ouvimos falar dessa técnica no âmbito pessoal. Nesse contexto, porém, ela envolve o uso de declarações desonestas para levar a vítima a questionar a própria realidade ou a sentir que está exagerando. Essa técnica, utilizada por manifestantes contrários à liberdade intelectual, pode ser extremamente prejudicial para os funcionários que atuam na linha de frente.

Minimizing. Trata-se do uso de declarações para diluir ou reduzir o impacto percebido das ações propostas ou comportamentos problemáticos. Isso inclui caracterizar a transferência de livros para a seção adulta como “apenas bom senso” em vez de censura, ou negar o impacto da legislação que restringe o acesso a livros em bibliotecas.

Volatility. Alguns indivíduos exibem comportamentos erráticos ou imprevisíveis para intimidar ou influenciar o que está acontecendo. Em Campbell, o mágico e nossa equipe receberam ameaças, o que levou o artista a cancelar o evento por motivos de segurança. Também começamos a ver grandes grupos de moradores, em sua maioria desconhecidos, comparecendo às reuniões do conselho da biblioteca, e eles tendiam a recorrer a explosões verbais que normalmente não se veriam em uma reunião pública.

#Palavras #Censura

via American Libraries Magazine

Disponível em: https://americanlibrariesmagazine.org/2026/06/01/fighting-words/