O que é ciência, afinal? / A Terra é redonda

O que é ciência, afinal? / A Terra é redonda

A ciência que interessa ao Brasil, nunca duvidemos disso, é a ciência que interessa ao povo – e não ao agronegócio, à especulação financeira. Sob a imposição de traços culturais retrógrados – patriarcalismo, machismo – e de acordo com a orientação dos tempos pós-modernos, o país é repleto de não-saberes que (muito infelizmente) também são poderes.[iii]

Portanto, como indicado no início, é possível partir da premissa de que a ciência é um processo de investigação que segue padrões ou modelos específicos (metodologia científica), com destaque para a observação, prospecção (“experimentação”), catalogação, análise (refutação ou confirmação de postulados, teorias anteriores), em que a “massa crítica” surge com a insatisfação (incerteza) diante das afirmações predominantes, sem que se anule todas as interferências externas (não cientificas) advindas da política, da economia, da cultura, da moral e da própria visão de mundo do sujeito cognoscente sobre o objeto cognoscível (e que pode ser o mesmo sujeito, com “lugar de fala”).

#Ciência #CiênciaBrasileira

via A Terra é redonda

Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/o-que-e-ciencia-afinal/

O que o cruzamento entre dados cientométricos e a Plataforma Lattes revela sobre a ciência nacional? / Jornal da USP

O que o cruzamento entre dados cientométricos e a Plataforma Lattes revela sobre a ciência nacional? / Jornal da USP

A primeira informação que salta aos olhos é que, embora o Brasil represente cerca de 2,7% da população mundial, quando se analisam os artigos publicados de 1960 até o presente, o Brasil participa com apenas 0,43% dos pesquisadores listados. Quando o recorte é feito apenas nos anos da análise (2019-2023), esse número sobe para 0,577% dos pesquisadores. Em outras palavras: nossa participação entre os pesquisadores mais influentes do mundo é proporcionalmente menor do que seria esperado para um país do nosso tamanho.

Também encontramos uma forte concentração da produção científica brasileira a depender da área e subárea. Das 20 áreas avaliadas, três delas não apresentam pesquisadores brasileiros e das 174 subáreas avaliadas, mais de 100 ou não têm pesquisadores brasileiros ou seu número é expressivamente pequeno em relação ao potencial brasileiro.

#CiênciaBrasileira

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/o-que-o-cruzamento-entre-dados-cientometricos-e-a-plataforma-lattes-revela-sobre-a-ciencia-nacional/

As novas diretrizes da CAPES / A Terra é redonda

As novas diretrizes da CAPES / A Terra é redonda

A intenção de superar os limites do Qualis centrado em periódicos é legítima e necessária. Entretanto, o modelo proposto pela CAPES parece transferir problemas antigos para uma nova arquitetura avaliativa sem resolver questões estruturais do sistema científico brasileiro. Persistem os desafios relacionados às publicações predatórias, aos vieses linguísticos da bibliometria, à diversidade disciplinar, às temporalidades distintas do conhecimento, à pressão por visibilidade digital e à ausência de clareza sobre os processos de avaliação qualitativa.

Mais do que nunca, torna-se indispensável ampliar o debate com a comunidade científica, especialmente, com as áreas de Educação e Humanidades para construir critérios capazes de valorizar a produção em língua portuguesa, a relevância social da pesquisa, a pluralidade metodológica e a autonomia intelectual das universidades. Sem isso, a prometida modernização poderá converter-se apenas em mais um movimento de adaptação periférica às dinâmicas globais de mercantilização da ciência.

#Qualis #CAPES #CiênciaBrasileira

via A Terra é redonda

Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/as-novas-diretrizes-da-capes/

Ciência de fronteira exige risco, mas Brasil ainda pune o fracasso / Science Arena

Ciência de fronteira exige risco, mas Brasil ainda pune o fracasso / Science Arena

Avaliadores podem rejeitar propostas que desafiam paradigmas estabelecidos, especialmente quando essas propostas cruzam fronteiras disciplinares e escapam aos critérios de avaliação tradicionais e consagrados.

O resultado é um sistema cuja estrutura muitas vezes pune o risco. As métricas de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), principal órgão de avaliação da pós-graduação no Brasil, focam em resultados rápidos e impacto mensurável. Projetos com potencial inovador, mas com mais chances de insucesso, nem sempre encontram ambiente favorável à aprovação.

#Ciência #CiênciaBrasileira

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/noticias/ciencia-de-fronteira-exige-risco-mas-brasil-ainda-pune-o-fracasso/

Publicações científicas voltam a crescer após a pandemia / Pesquisa Fapesp

Publicações científicas voltam a crescer após a pandemia / Pesquisa Fapesp

– Após queda em quase todos os países durante parte da pandemia, entre 2021 e 2023, o número de publicações científicas indexadas1 voltou 
a crescer entre 2023 e 2025
– Entre 2021 e 2023, o total mundial de publicações científicas indexadas diminuiu de 3,10 milhões para 2,90 milhões, retração de 6,7%
– Entre 2023 e 2025, a produção mundial voltou a crescer 12,8%, e chegou a 3,27 milhões. Como resultado, o total mundial cresceu 5,2% entre 2021 e 2025
– A recuperação entre 2023 e 2025 foi ampla, no entanto poucos países conseguiram recuperar o número de 2021, como mostram os dados abaixo.

#ProduçãoCientífica #CiênciaBrasileira

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/publicacoes-cientificas-voltam-a-crescer-apos-a-pandemia/

Burocracia, hierarquias rígidas e fuga de talentos limitam pesquisa no Brasil, diz estudo / Science Arena

Burocracia, hierarquias rígidas e fuga de talentos limitam pesquisa no Brasil, diz estudo / Science Arena

Os obstáculos a esse desenvolvimento são, segundo o estudo, a burocracia excessiva, o controle exagerado sobre pesquisadores e um modelo de financiamento dominado por editais competitivos de curto prazo. Esse modelo induz aversão ao risco e fragmenta as agendas de pesquisa, resultado direto da pressão constante por captação de recursos.

O dado mais revelador: apenas 45% dos entrevistados afirmam ter tempo suficiente para pesquisa.

Apenas 45% dos entrevistados afirmam ter tempo suficiente para pesquisa. O restante do tempo é consumido por relatórios, captação constante de recursos e processos administrativos redundantes.

#CiênciaBrasileira

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/noticias/burocracia-hierarquias-rigidas-e-fuga-de-talentos-limitam-pesquisa-no-brasil-diz-estudo/

Universidades públicas: a base da soberania científica do Brasil / Jornal da Ciência

Universidades públicas: a base da soberania científica do Brasil / Jornal da Ciência

“O Brasil construiu, ao longo de décadas, um sistema de educação superior pública e de pós-graduação que é referência na América Latina. Esse patrimônio está sob pressão. Preservá-lo e fortalecê-lo é uma escolha política, e uma escolha que define o tipo de país que queremos ser”, escrevem Francilene Garcia e Soraya Smaili, respectivamente, presidente e vice-presidente da SBPC, para a editoria especial do JC Notícias desta sexta-feira

WhatsApp Image 2026-04-30 at 18.12.21A ciência brasileira tem endereço. Ela nasce, em sua grande maioria, dentro das universidades públicas, federais, estaduais e municipais, espalhadas por todas as regiões do país. São nesses campi, muitas vezes distantes dos grandes centros, que se formam os pesquisadores, se produz o conhecimento e se constroem as bases do desenvolvimento nacional. Compreender esse fato é o ponto de partida para qualquer debate sério sobre ciência, soberania e futuro do Brasil.

#UniversidadesPúblicas #CiênciaBrasileira

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-universidades-publicas-a-base-da-soberania-cientifica-do-brasil/

Universidades federais expandem formação científica sob pressão financeira / Jornal da Ciência

Universidades federais expandem formação científica sob pressão financeira / Jornal da Ciência

Os dados apontaram um descompasso entre expansão e financiamento: entre 2014 e 2023, os recursos destinados às universidades federais recuaram 4% – em algumas universidades, essa redução foi muito maior, chegando a 24%, como na Universidade de Brasília –  enquanto as matrículas na pós-graduação stricto sensu cresceram 44,6% na década analisada.

O estudo também revela que o período de maior queda no fluxo de recursos foi entre 2017 e 2021, com cortes de quase 42%, com relação a 2014. De 2022 a 2024, observa-se um movimento gradual de recuperação, de R$6,46 bilhões, para R$ 9,3 bi – porém, 2024 ainda se encerrou com quase um montante de despesas liquidadas quase 15% abaixo do que em 2014.

#UniversidadesPúblicas #CiênciaBrasileira #PósGraduação

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/universidades-federais-expandem-formacao-cientifica-sob-pressao-financeira/

Ciência na América Latina cresce, mas segue com baixo investimento, diz Gabriela Dutrénit / Science Arena

Ciência na América Latina cresce, mas segue com baixo investimento, diz Gabriela Dutrénit / Science Arena

Referência nos estudos sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação na América Latina, Dutrénit é uma das principais autoras do Unesco Science Report: The Race Against Time for Smarter Development, publicado em 2021 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O relatório, considerado uma das principais referências globais sobre tendências em ciência e inovação, trouxe um diagnóstico importante para a região: entre 2014 e 2018, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento caíram 7% na América Latina, na contramão do crescimento global, com redução de 15% no investimento por pesquisador.

“O gasto em pesquisa e desenvolvimento como proporção do PIB é baixo e historicamente insuficiente na região. Ainda assim, a produção científica cresce, demonstrando o compromisso da comunidade científica latino-americana”, disse a pesquisadora em entrevista exclusiva ao Science Arena.

#CiênciaBrasileira

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/ciencia-na-america-latina-cresce-mas-segue-com-baixo-investimento-diz-gabriela-dutrenit/

“Sem dados, a renovação na ciência se torna um discurso” / Science Arena

“Sem dados, a renovação na ciência se torna um discurso” / Science Arena

“Sem dados, a renovação se torna um discurso. Com dados, ela pode se tornar uma estratégia.” A frase resume bem o que move Jesús P. Mena-Chalco, professor e pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC) especializado em bibliometria e análise de dados acadêmicos.

Em levantamento recente baseado na Plataforma Lattes, divulgado no seu perfil do Linkedin, Mena-Chalco mapeou, em escala nacional, a chamada idade acadêmica dos docentes vinculados aos programas de pós-graduação (PPGs) brasileiros — o tempo decorrido desde a primeira publicação científica de cada pesquisador.

Os resultados revelam um sistema maduro, mas pouco renovado na base: a idade acadêmica média dos docentes nos PPGs é de 27 anos; apenas 1% tem menos de uma década de carreira; e 17% já ultrapassam 35 anos de atividade.

[…] Em quinze anos, se não houver renovação planejada, pode haver uma desaceleração mais estrutural, menor capacidade de orientação, menor diversidade de perfis e dificuldades de incorporar novas agendas.

#CiênciaBrasileira #PósGraduação

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/sem-dados-a-renovacao-na-ciencia-se-torna-um-discurso/

Cooperação brasileira com os países do Mercosul (1991-2020): evolução e tendências no campo da pesquisa cientìfica / PPGCI – UFBA

Cooperação brasileira com os países do Mercosul (1991-2020): evolução e tendências no campo da pesquisa cientìfica / PPGCI – UFBA

O corpus da pesquisa corresponde à produção científica do Brasil em cooperação com os países membros plenos, coletada na base de dados Scopus no período de 1991 a 2020. O estudo foi desenvolvido em três etapas: levantamento da produção científica conjunta; identificação dos principais indicadores de produção (autores, países, periódicos, instituições e agências de fomento); e análise da coocorrência de palavras-chave do autor e de sua evolução temporal por meio do software SciMAT. Os resultados evidenciam a Argentina como principal parceira científica do Brasil, reunindo 9.387 artigos no período de 2011 a 2020, o que representa 49,7% de sua produção cooperada nas três décadas analisadas. O Brasil figura como o maior articulador regional, enquanto o Uruguai apresenta crescimento progressivo, e o Paraguai se encontra em processo de consolidação científica, com forte dependência de parcerias externas. A análise de coocorrência de palavras-chave do autor revelou que a cooperação Brasil–Paraguai se concentra nas Ciências da Saúde, Biológicas e Agrárias; a cooperação Brasil–Uruguai destaca as Ciências da Saúde, Biológicas, Naturais e Químicas; e a parceria Brasil–Argentina demonstra uma colaboração ampla e interdisciplinar, com forte presença das Ciências da Saúde e Biológicas, além de integração significativa com as Ciências Exatas e da Terra.

#Ciência #ColaboraçãoCientífica #CiênciaBrasileira

Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44336

OpenAlex desafia bases comerciais e amplia a visibilidade da ciência brasileira / CI Express

OpenAlex desafia bases comerciais e amplia a visibilidade da ciência brasileira / CI Express

Estudo intitulado “O OpenAlex como alternativa na avaliação da ciência brasileira: comparação com Web of Science e Scopus”, de Nancira Ribeiro Madi, Ingrid Rodrigues, e Leandro Innocentini Lopes de Faria, analisa o potencial do catálogo aberto e gratuito de dados acadêmicos OpenAlex, como ferramenta para avaliação da produção científica nacional. O trabalho investiga como esse recurso se compara às bases comerciais Web of Science e Scopus, tradicionalmente utilizadas em análises bibliométricas e na formulação de políticas científicas.

A pesquisa baseou-se em um estudo bibliométrico de artigos científicos publicados em 2023 por autores afiliados a instituições brasileiras. A análise comparou características como área do conhecimento, idioma das publicações, percentual de acesso aberto e disponibilidade de metadados. Os resultados evidenciam diferenças significativas entre as três bases, revelando que a escolha da fonte de dados pode influenciar diretamente a interpretação sobre o perfil da ciência produzida no país.

#OpenAlex #CiênciaBrasileira

via CI Express

Disponível em: https://www.cienciadainformacaoexpress.com/post/openalex-desafia-bases-comerciais-e-amplia-a-visibilidade-da-ci%C3%AAncia-brasileira