Universidades públicas: a base da soberania científica do Brasil / Jornal da Ciência

Universidades públicas: a base da soberania científica do Brasil / Jornal da Ciência

“O Brasil construiu, ao longo de décadas, um sistema de educação superior pública e de pós-graduação que é referência na América Latina. Esse patrimônio está sob pressão. Preservá-lo e fortalecê-lo é uma escolha política, e uma escolha que define o tipo de país que queremos ser”, escrevem Francilene Garcia e Soraya Smaili, respectivamente, presidente e vice-presidente da SBPC, para a editoria especial do JC Notícias desta sexta-feira

WhatsApp Image 2026-04-30 at 18.12.21A ciência brasileira tem endereço. Ela nasce, em sua grande maioria, dentro das universidades públicas, federais, estaduais e municipais, espalhadas por todas as regiões do país. São nesses campi, muitas vezes distantes dos grandes centros, que se formam os pesquisadores, se produz o conhecimento e se constroem as bases do desenvolvimento nacional. Compreender esse fato é o ponto de partida para qualquer debate sério sobre ciência, soberania e futuro do Brasil.

#UniversidadesPúblicas #CiênciaBrasileira

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-universidades-publicas-a-base-da-soberania-cientifica-do-brasil/

Universidades federais expandem formação científica sob pressão financeira / Jornal da Ciência

Universidades federais expandem formação científica sob pressão financeira / Jornal da Ciência

Os dados apontaram um descompasso entre expansão e financiamento: entre 2014 e 2023, os recursos destinados às universidades federais recuaram 4% – em algumas universidades, essa redução foi muito maior, chegando a 24%, como na Universidade de Brasília –  enquanto as matrículas na pós-graduação stricto sensu cresceram 44,6% na década analisada.

O estudo também revela que o período de maior queda no fluxo de recursos foi entre 2017 e 2021, com cortes de quase 42%, com relação a 2014. De 2022 a 2024, observa-se um movimento gradual de recuperação, de R$6,46 bilhões, para R$ 9,3 bi – porém, 2024 ainda se encerrou com quase um montante de despesas liquidadas quase 15% abaixo do que em 2014.

#UniversidadesPúblicas #CiênciaBrasileira #PósGraduação

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/universidades-federais-expandem-formacao-cientifica-sob-pressao-financeira/

Ciência na América Latina cresce, mas segue com baixo investimento, diz Gabriela Dutrénit / Science Arena

Ciência na América Latina cresce, mas segue com baixo investimento, diz Gabriela Dutrénit / Science Arena

Referência nos estudos sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação na América Latina, Dutrénit é uma das principais autoras do Unesco Science Report: The Race Against Time for Smarter Development, publicado em 2021 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O relatório, considerado uma das principais referências globais sobre tendências em ciência e inovação, trouxe um diagnóstico importante para a região: entre 2014 e 2018, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento caíram 7% na América Latina, na contramão do crescimento global, com redução de 15% no investimento por pesquisador.

“O gasto em pesquisa e desenvolvimento como proporção do PIB é baixo e historicamente insuficiente na região. Ainda assim, a produção científica cresce, demonstrando o compromisso da comunidade científica latino-americana”, disse a pesquisadora em entrevista exclusiva ao Science Arena.

#CiênciaBrasileira

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/ciencia-na-america-latina-cresce-mas-segue-com-baixo-investimento-diz-gabriela-dutrenit/

“Sem dados, a renovação na ciência se torna um discurso” / Science Arena

“Sem dados, a renovação na ciência se torna um discurso” / Science Arena

“Sem dados, a renovação se torna um discurso. Com dados, ela pode se tornar uma estratégia.” A frase resume bem o que move Jesús P. Mena-Chalco, professor e pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC) especializado em bibliometria e análise de dados acadêmicos.

Em levantamento recente baseado na Plataforma Lattes, divulgado no seu perfil do Linkedin, Mena-Chalco mapeou, em escala nacional, a chamada idade acadêmica dos docentes vinculados aos programas de pós-graduação (PPGs) brasileiros — o tempo decorrido desde a primeira publicação científica de cada pesquisador.

Os resultados revelam um sistema maduro, mas pouco renovado na base: a idade acadêmica média dos docentes nos PPGs é de 27 anos; apenas 1% tem menos de uma década de carreira; e 17% já ultrapassam 35 anos de atividade.

[…] Em quinze anos, se não houver renovação planejada, pode haver uma desaceleração mais estrutural, menor capacidade de orientação, menor diversidade de perfis e dificuldades de incorporar novas agendas.

#CiênciaBrasileira #PósGraduação

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/sem-dados-a-renovacao-na-ciencia-se-torna-um-discurso/

Cooperação brasileira com os países do Mercosul (1991-2020): evolução e tendências no campo da pesquisa cientìfica / PPGCI – UFBA

Cooperação brasileira com os países do Mercosul (1991-2020): evolução e tendências no campo da pesquisa cientìfica / PPGCI – UFBA

O corpus da pesquisa corresponde à produção científica do Brasil em cooperação com os países membros plenos, coletada na base de dados Scopus no período de 1991 a 2020. O estudo foi desenvolvido em três etapas: levantamento da produção científica conjunta; identificação dos principais indicadores de produção (autores, países, periódicos, instituições e agências de fomento); e análise da coocorrência de palavras-chave do autor e de sua evolução temporal por meio do software SciMAT. Os resultados evidenciam a Argentina como principal parceira científica do Brasil, reunindo 9.387 artigos no período de 2011 a 2020, o que representa 49,7% de sua produção cooperada nas três décadas analisadas. O Brasil figura como o maior articulador regional, enquanto o Uruguai apresenta crescimento progressivo, e o Paraguai se encontra em processo de consolidação científica, com forte dependência de parcerias externas. A análise de coocorrência de palavras-chave do autor revelou que a cooperação Brasil–Paraguai se concentra nas Ciências da Saúde, Biológicas e Agrárias; a cooperação Brasil–Uruguai destaca as Ciências da Saúde, Biológicas, Naturais e Químicas; e a parceria Brasil–Argentina demonstra uma colaboração ampla e interdisciplinar, com forte presença das Ciências da Saúde e Biológicas, além de integração significativa com as Ciências Exatas e da Terra.

#Ciência #ColaboraçãoCientífica #CiênciaBrasileira

Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44336

OpenAlex desafia bases comerciais e amplia a visibilidade da ciência brasileira / CI Express

OpenAlex desafia bases comerciais e amplia a visibilidade da ciência brasileira / CI Express

Estudo intitulado “O OpenAlex como alternativa na avaliação da ciência brasileira: comparação com Web of Science e Scopus”, de Nancira Ribeiro Madi, Ingrid Rodrigues, e Leandro Innocentini Lopes de Faria, analisa o potencial do catálogo aberto e gratuito de dados acadêmicos OpenAlex, como ferramenta para avaliação da produção científica nacional. O trabalho investiga como esse recurso se compara às bases comerciais Web of Science e Scopus, tradicionalmente utilizadas em análises bibliométricas e na formulação de políticas científicas.

A pesquisa baseou-se em um estudo bibliométrico de artigos científicos publicados em 2023 por autores afiliados a instituições brasileiras. A análise comparou características como área do conhecimento, idioma das publicações, percentual de acesso aberto e disponibilidade de metadados. Os resultados evidenciam diferenças significativas entre as três bases, revelando que a escolha da fonte de dados pode influenciar diretamente a interpretação sobre o perfil da ciência produzida no país.

#OpenAlex #CiênciaBrasileira

via CI Express

Disponível em: https://www.cienciadainformacaoexpress.com/post/openalex-desafia-bases-comerciais-e-amplia-a-visibilidade-da-ci%C3%AAncia-brasileira

Câmara aprova regras para bolsista de pós-graduação acessar benefícios previdenciários / Jornal da Ciência

Câmara aprova regras para bolsista de pós-graduação acessar benefícios previdenciários / Jornal da Ciência

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa quarta-feira (18), o Projeto de Lei (PL) nº 6.894/2013, que garante a inclusão de pesquisadores e bolsistas de pós-graduação no Regime Geral de Previdência Social. A proposta seguirá para o Senado.

A decisão beneficia cerca de 150 mil profissionais dedicados à produção científica no país e corrige uma lacuna histórica na política científica brasileira.

Com a aprovação, o período de formação científica financiado por agências oficiais de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), será reconhecido como tempo de contribuição para fins previdenciários.

#PósGraduação #CiênciaBrasileira

Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/camara-aprova-regras-para-bolsista-de-pos-graduacao-acessar-beneficios-previdenciarios/

Ciência: o investimento que o Brasil não pode cortar / Jornal da Ciência

Ciência: o investimento que o Brasil não pode cortar / Jornal da Ciência

No último episódio da série O Brasil que Queremos, enfrentamos um tema que nem sempre aparece no centro do debate público: o financiamento da ciência no Brasil.

De onde vêm os recursos que sustentam a pesquisa científica no país? E por que a estabilidade desses recursos é decisiva para o futuro da ciência brasileira?

Para responder a essas perguntas, o episódio convida a socióloga Fernanda Sobral, professora emérita da Universidade de Brasília e integrante do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Nossa conversa é costurada pelas falas dos especialistas participantes do debate que tratou de financiamento na série.

#CiênciaBrasileira #FNDCT

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/ciencia-o-investimento-que-o-brasil-nao-pode-cortar/

Orçamento de CT&I na LOA 2026: recomposição parcial, equilíbrio necessário e o futuro do sistema científico brasileiro / Jornal da Ciência

Orçamento de CT&I na LOA 2026: recomposição parcial, equilíbrio necessário e o futuro do sistema científico brasileiro / Jornal da Ciência

O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) alcança R$ 15,195 bilhões em 2026, com crescimento nominal de 10,76% em relação ao ano anterior. Trata-se de um avanço relevante, sobretudo após anos de compressão orçamentária. Contudo, esse aumento ocorre em ambiente de forte restrição fiscal e não se traduz automaticamente em ampliação da capacidade operacional do sistema científico. A questão central, portanto, não é apenas o volume de recursos, mas sua qualidade, estabilidade e coerência com as prioridades estratégicas nacionais.

Destaca-se a expansão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que atinge cerca de R$ 17,7 bilhões, consolidando-se como principal instrumento de financiamento da CT&I. O fortalecimento do fundo representa uma conquista institucional importante e sinaliza o reconhecimento do papel estruturante da ciência e da inovação para o desenvolvimento do País.

Entretanto, a dinâmica orçamentária revela um desequilíbrio relevante. O crescimento dos instrumentos vinculados convive com a compressão do orçamento discricionário — responsável por sustentar as Unidades de Pesquisa, as agências de fomento e as atividades científicas permanentes. Esse descompasso ajuda a explicar por que a recomposição agregada do orçamento não se traduz, necessariamente, em fortalecimento estrutural do sistema científico.

#CiênciaBrasileira

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/orcamento-de-cti-na-loa-2026-recomposicao-parcial-equilibrio-necessario-e-o-futuro-do-sistema-cientifico-brasileiro/

Sem norte claro, potência científica do Brasil gera pouco impacto / Folha de S. Paulo

Sem norte claro, potência científica do Brasil gera pouco impacto / Folha de S. Paulo

O Brasil é considerado uma máquina de produção de conhecimento científico, mas falta à pesquisa nacional mais impacto. Do que precisamos, então, para integrar grupos de países com pesquisa mais destacada e desenvolvida? Talvez as respostas não surpreendam, por tratarem de problemas postos há tempos: atratividade da carreira científica, financiamento e um norte claro para a ciência nacional. (…)

Dados da Capes mostram que, se de 2015 a 2019 crescia o ingresso de brasileiros na pós-graduação, a partir de então, a tendência passou a ser de queda. O mesmo relatório aponta que, considerando dados de 2022, cerca de+têm mestrado. Em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) a média é de 14,1%. Para doutorado, a situação também é discrepante: 0,3% no Brasil contra 1,3%, na média, na OCDE —só o México tem uma taxa pior que a brasileira.

“Estes resultados colocam o Brasil em posição desfavorável no cenário internacional”, consta no relatório.

via Folha de S. Paulo

#CiênciaBrasileira

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/sem-norte-claro-potencia-cientifica-do-brasil-gera-pouco-impacto.shtml

Brasil tem aumento de artigos científicos publicados, mas ainda é 14° em ranking / Folha de S. Paulo

Brasil tem aumento de artigos científicos publicados, mas ainda é 14° em ranking / Folha de S. Paulo

O Brasil registrou um crescimento no número de artigos científicos publicados em 2024 e se manteve na 14º posição em uma lista com outros 53 países. O quadro consta de relatório da editora Elsevier e da agência Bori divulgado nesta quinta-feira (18).

Desde a primeira edição do relatório, em 2022, o país ocupa a mesma posição.

Houve, no entanto, uma mudança: o total de artigos científicos com autores vinculados a instituições no território brasileiro subiu 4,5% de 2023 para 2024. Ao todo, foram 73.220 no ano passado.

#CiênciaBrasileira

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2025/12/brasil-tem-aumento-de-artigos-cientificos-publicados-mas-ainda-e-14-em-ranking.shtml

Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas / Ciência & Cultura

Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas / Ciência & Cultura

Outro ponto alertado por Garcia foi sobre a dependência do Brasil de soluções internacionais, principalmente no gerenciamento de seus próprios dados públicos. “Dados e infraestrutura digital é algo que nós precisamos governar. Porque governar dados quer dizer governar o nosso futuro. Então, é preciso que a gente tenha não só a condição de manter centros nacionais de computação avançada, mas também várias infraestruturas públicas de universidades. O Brasil, ainda nesse aspecto, também precisa avançar sobre a inteligência artificial e entender que a inteligência artificial pode contribuir com a justiça social.”

#SoberaniaDigital #CiênciaBrasileira

via Ciência & Cultura

Disponível em: Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas – Revista