Da desinformação à competência informacional nas bibliotecas / Item

Da desinformação à competência informacional nas bibliotecas / Item

Pessoalmente, acredito que o papel das bibliotecas deve ir além de uma capacitação predominantemente técnica, para se concentrar no desenvolvimento do senso crítico. Pretendo deslocar o foco centrado no instrumental e no digital para o pensamento crítico e criativo, incidindo mais sobre o “para quê” do que sobre o “como”.

É necessário dar um passo além da simples instrumentalização da tecnologia e concentrar-se não apenas no “fazer”, mas também no “saber fazer”, desenvolvendo atividades que contribuam para o fortalecimento de capacidades criativas associadas à produção de conteúdo. Essas atividades ajudam a compreender e internalizar os processos envolvidos na seleção dos conteúdos, das fontes e da apresentação final da informação e constituem, em última análise, um excelente treinamento contra a desinformação.

#Desinformação #CoInfo #Bibliotecas

Disponível em: https://raco.cat/index.php/Item/article/view/9900245

6 bons motivos para criar um clube de checagem na escola / Porvir

6 bons motivos para criar um clube de checagem na escola / Porvir

Desenvolver habilidades como pensamento crítico e autonomia torna-se mais prático quando os estudantes participam de projetos que investigam a veracidade das informações.

Em outubro de 2026, o Brasil passará por um processo eleitoral que vai definir o novo presidente do país, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Com a campanha política já em andamento, não é difícil encontrar casos envolvendo desinformação e notícias falsas remetendo a alguns dos candidatos. Junto a esse cenário, há também o avanço de ferramentas de inteligência artificial, que têm possibilitado a criação de vídeos, fotos e textos que demandam verificações. Como identificar o que é fato do que é fake?

Preparar os estudantes para checar o que é verdadeiro e o que é falso é um dos movimentos estratégicos que um clube de checagem nas escolas pode desenvolver. Criar esse espaço na escola está diretamente ligado a diversas competências gerais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) como a competência 2 (Pensamento Científico e Crítico), a 5 (Cultura Digital) e a 10 (Responsabilidade e Cidadania).

#Desinformação #CoInfo

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/6-motivos-criar-clube-checagem/

Desinformação, vieses cognitivos e inteligência artificial generativa: o modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) para a verificação crítica de informações / Infonomy

Desinformação, vieses cognitivos e inteligência artificial generativa: o modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) para a verificação crítica de informações / Infonomy

Nesse contexto, propõe-se um modelo de análise do discurso orientado para a verificação crítica — o Modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) – , que integra os elementos clássicos do processo de comunicação a uma avaliação de vieses cognitivos e da arquitetura algorítmica. Conclui-se que a transição da sociedade da informação para uma sociedade da verificação exige uma literacia midiática crítica adaptada à era da IA ​​generativa.

#CoInfo #Desinformação #IA

Disponível em: https://infonomy.scimagoepi.com/index.php/infonomy/es/article/view/157

Competência em informação, interseccionalidade e justiça informacional / Brajis

Competência em informação, interseccionalidade e justiça informacional: tokenismo e desafios para uma agenda emancipatória na Ciência da Informação / Brajis

Propõe-se o conceito de tokenismo informacional para designar a incorporação simbólica, fragmentada e desproporcional das perspectivas e saberes de grupos minorizados nas práticas informacionais, sem que as estruturas que sustentam a exclusão sejam efetivamente transformadas. Como resultado, são formulados seis princípios orientadores para uma CoInfo interseccional: estruturalidade da desigualdade informacional; interseccionalidade como método; participação real como condição de legitimidade; reconhecimento dos saberes comunitários como fontes legítimas; compromisso antiopressivo como condição constitutiva; e avaliação como prática de accountability. Argumenta-se que a CoInfo só pode cumprir seu potencial emancipatório se abandonar a pretensão de neutralidade e assumir um compromisso explícito com a justiça informacional.

#CoInfo #Interseccionalidade #TokenismoInformacional

Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/bjis/article/view/19108

Duas décadas de letramento informacional crítico: uma revisão e análise da literatura / College & Research Libraries

Duas décadas de letramento informacional crítico: uma revisão e análise da literatura / College & Research Libraries

A competência informacional crítica (AIC) utiliza o ensino e a aprendizagem em bibliotecas para compreender e combater a opressão nos sistemas de informação. Ao longo dos últimos 20 anos, a alfabetização informacional crítica foi explorada, refinada, debatida e criticada. O que a literatura recente nos diz sobre a direção da AIC e da biblioteconomia crítica em geral? Esta pesquisa explora o passado recente da AIC por meio de uma análise de 128 publicações de 2016 a 2024 e quatro áreas temáticas. Por fim, este artigo identifica problemas e falhas da competência informacional crítica.

#CoInfo

Disponível em: https://crl.acrl.org/index.php/crl/article/view/27433

Kit de Ferramentas de Educação Midiática 2026 para bibliotecas públicas / PressReader

Kit de Ferramentas de Educação Midiática 2026 para bibliotecas públicas / PressReader

Cinco pilares da alfabetização midiática em bibliotecas

1. Desenvolva a confiança da equipe.
A capacitação foi apontada, em ambos os relatórios, como a principal prioridade de investimento. Cada seção deste kit de ferramentas foi elaborada para tornar as equipes das bibliotecas mais confiantes ao lidar com o tema da alfabetização midiática.

2. Apoie os momentos cotidianos de aprendizagem.
O trabalho mais eficaz de alfabetização midiática acontece com um usuário de cada vez, justamente no momento em que ele tem uma dúvida.

3. Utilize o jornalismo como ferramenta de ensino.
A comparação é uma habilidade central da alfabetização midiática, e comparar exige diversidade de fontes e perspectivas.

4. Crie conexões com a comunidade.
As parcerias trazem conhecimentos especializados externos e permitem alcançar novos públicos que podem se tornar usuários da biblioteca.

#EducaçãoMidiática #CoInfo #BibliotecasPúblicas

via

Disponível em: https://about.pressreader.com/download/PressReader-Media-Literacy-Toolkit-Public-Libraries-2026.pdf

Novo relatório examina o papel em evolução das bibliotecas públicas na alfabetização midiática e no acesso a notícias / ALA

Novo relatório examina o papel em evolução das bibliotecas públicas na alfabetização midiática e no acesso a notícias / ALA

Com base nas respostas de uma pesquisa realizada com mais de 900 profissionais de bibliotecas públicas de toda a América do Norte, o relatório analisa as mudanças nos hábitos de consumo de mídia, as barreiras de acesso e as iniciativas das bibliotecas para promover a alfabetização midiática e o engajamento. (…)

As bibliotecas públicas estão na linha de frente da alfabetização midiática, ajudando os usuários a avaliar fontes, navegar por conteúdos digitais e acessar informações confiáveis ​​diariamente.

Mais de 65% dos participantes afirmaram que os usuários têm dificuldades em utilizar recursos digitais, ao passo que o treinamento da equipe surgiu como a principal necessidade de investimento para que as bibliotecas possam atender à crescente demanda por apoio à alfabetização digital.

#BibliotecasPúblicas #CoInfo #EducaçãoMidiática

via ALA

Disponível em: https://www.ala.org/news/2026/07/new-report-examines-evolving-role-public-libraries-media-literacy-and-news-access

Competência crítica em informação no contexto dos povos originários brasileiros: das críticas literárias decoloniais aos mecanismos contracoloniais / PPGCI – UFPB

Competência crítica em informação no contexto dos povos originários brasileiros: das críticas literárias decoloniais aos mecanismos contracoloniais / PPGCI – UFPB

(…) constatou-se que a competência crítica em informação ultrapassa a dimensão técnica e assume caráter político, ético e epistêmico, articulado à defesa da vida, do território e dos modos de existir desses povos, configurando-se como macroprocesso formativo que pode tensionar a colonialidade do poder, do saber e do ser, fortalecendo processos de autorrepresentação e consolidando a autonomia informacional como horizonte de transformação e de contracolonialdiade. Considera-se que, ao ser articulada às perspectivas contracoloniais, essa competência alarga seu caráter político, epistêmico e transformador, possibilitando a ampliação do debate no campo da Ciência da Informação e de áreas afins, fomentando novas pesquisas voltadas ao contexto dos povos originários brasileiros.

#CoInfo #PovosIndígenas

Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38332

Competência em informação e inclusão – Entrevista com Márcio dos Santos / Divulga-CI

Competência em informação e inclusão – Entrevista com Márcio dos Santos / Divulga-CI

Confira nossa entrevista com o bibliotecário e pesquisador Márcio Adriano Costa dos Santos, mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Alagoas. Em sua dissertação, Márcio analisou as relações entre competência em informação e inclusão digital, destacando os desafios da exclusão digital sistêmica e sua dimensão social-informacional. Na entrevista, conheça mais sobre a trajetória e recomendações do pesquisador.

#Entrevista #CoInfo #Inclusão

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-05-maio-2026/competencia-em-informacao-e-inclusao-entrevista-com-marcio-dos-santos/

Competência informacional na era da AI Slop / Library Developments

Competência informacional na era da IA Slop / Library Developments

A palavra do ano de 2025, segundo o dicionário Merriam-Webster, foi “slop” (lama), no sentido de “AI slop” (lama de IA), e é fácil entender o porquê. Cada vez mais, a IA se infiltra em tudo: nossos celulares, nosso trabalho, nosso entretenimento, e nem tudo é bom. O Merriam-Webster define “AI slop” como “conteúdo digital de baixa qualidade, geralmente produzido em grande quantidade por meio de inteligência artificial”, normalmente com pouca preocupação com precisão, contexto ou verdade.

Os editores continuam dizendo: “Assim como lodo, lama e sujeira, ‘slop’ tem o som úmido de algo que você não quer tocar. ‘Slop’ se infiltra em tudo.” A palavra evoluiu de significar lama mole no século XVIII para desperdício de alimentos no século XIX e agora captura nossa frustração ao encontrar conteúdo de IA inundando a internet. Quando a IA inunda tudo, qualquer coisa de valor se perde na bagunça da “AI slop”, tornando mais difícil saber em que confiar.

#CoInfo #IASlop

Disponível em: https://www.tsl.texas.gov/ld/librarydevelopments/2026/05/22/lets-talk-about-ai-3/

Ensinando citação na era da IA ​​generativa: repensando a alfabetização em pesquisa, a integridade acadêmica e a responsabilidade epistêmica / The Journal of Academic Librarianship

Ensinando citação na era da IA ​​generativa: repensando a alfabetização em pesquisa, a integridade acadêmica e a responsabilidade epistêmica / The Journal of Academic Librarianship

Este artigo pedagógico defende uma mudança em direção à alfabetização crítica em citações. Em vez de tratar a citação como uma habilidade mecânica, esta abordagem a enquadra como uma prática epistêmica e ética. Com base em estudos sobre competência informacional, integridade acadêmica e sociologia do conhecimento, o artigo identifica os principais riscos associados à IA de última geração, incluindo referências fabricadas, citação sem leitura, atribuição incorreta e amplificação de vieses de visibilidade já existentes. O artigo diferencia classes de ferramentas de IA, como modelos de linguagem paramétricos e sistemas de recuperação aumentada, para mostrar que os riscos de citação variam de acordo com a infraestrutura, em vez de tratar a “alucinação da IA” como um fenômeno uniforme. O artigo propõe uma estrutura de cinco dimensões para o ensino da alfabetização crítica em citações e descreve estratégias práticas de ensino e avaliação.

#Citação #IntegridadeEmPesquisa #CoInfo #IA

Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.acalib.2026.103267

Bibliotecas multiculturais e o comportamento informacional dos povos indígenas Terena – Entrevista com Lilian Teixeira / Divulga-CI

Bibliotecas multiculturais e o comportamento informacional dos povos indígenas Terena – Entrevista com Lilian Teixeira / Divulga-CI

Confira nossa entrevista com a bibliotecária e pesquisadora Lilian Aguilar Teixeira, doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Coimbra. Em sua tese, Lilian investigou o comportamento informacional do povo indígena Terena, com o objetivo de propor um modelo de biblioteca multicultural alinhado às necessidades da comunidade. Na entrevista, conheça o processo de desenvolvimento da pesquisa e as contribuições da pesquisadora.

#PovosIndígenas #CoInfo #BibliotecasMulticulturais

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-04-abr-2026/bibliotecas-multiculturais-e-o-comportamento-informacional-dos-povos-indigenas-terena-entrevista-com-lilian-teixeira/