Mapeamento da produção científica sobre competência informacional digital de 2010 a 2024: uma análise bibliométrica

Mapeamento da produção científica sobre competência informacional digital de 2010 a 2024: uma análise bibliométrica

A pesquisa destaca um aumento expressivo no volume de publicações, que passou de apenas 30 artigos em 2010 para 446 em 2024 — uma taxa de crescimento anual de 21,26% —, o que indica um investimento crescente em pesquisas sobre letramento digital. Os resultados mostram também que o campo abrange 948 periódicos diferentes, com o “Journal of Medical Internet Research” liderando em produtividade, com 100 artigos. Quanto à autoria, observa-se um grupo diversificado de 7.567 autores; contudo, 90,08% deles contribuíram com apenas uma publicação, evidenciando a escassez de autores prolíficos nesta área. Geograficamente, os Estados Unidos lideram o número de publicações (1.978), seguidos pelo Reino Unido, Austrália e China, o que ressalta a natureza colaborativa e global dessas pesquisas. Estes resultados oferecem uma perspectiva ampla sobre o estado atual do letramento informacional digital, evidenciando sua expansão dinâmica e a crescente ênfase em questões sociais relevantes, como gênero e letramento em saúde.

#CoInfo #CompetênciaDigital

Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/0361526X.2026.2720415

Engenharia de prompts como uma extensão da competência informacional: implicações para programas de instrução bibliotecária / Business Information Review

Engenharia de prompts como uma extensão da competência informacional: implicações para programas de instrução bibliotecária / Business Information Review

(…) Este artigo argumenta que a engenharia de *prompts* (comandos) deve ser compreendida, primordialmente, como uma extensão da competência informacional (*information literacy*), e que profissionais das áreas de biblioteconomia e ciência da informação devem liderar o seu ensino, em parceria com outras unidades. (…) O artigo propõe um modelo de ensino estruturado em quatro eixos — incluindo um voltado para o ambiente de trabalho —, descreve formas de avaliação para cada um deles e discute a equidade no acesso a esse tipo de instrução. O texto também aborda duas objeções comuns: a de que a engenharia de prompts seria uma competência passageira e a de que os bibliotecários ainda não estariam preparados para ensiná-la.

#EngenhariaDePrompts #Coinfo #EnsinoDeBiblioteconomia

Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/02663821261504586?mi=ehikzz

Mapeamento de pesquisas sobre competência informacional crítica: uma revisão de escopo / Journal of Information Science

Mapeamento de pesquisas sobre competência informacional crítica: uma revisão de escopo / Journal of Information Science

Os resultados revelam um campo fundamentado na pedagogia crítica e na prática reflexiva, porém geograficamente concentrado nos Estados Unidos e em outros contextos ocidentais ou anglófonos. A análise de redes de palavras-chave aponta cinco temas centrais: competência informacional crítica e conhecimento aberto; identidade profissional; pedagogia e ética; design instrucional; e contextos institucionais. Trabalhos recentes expandem o escopo para questões relacionadas à diversidade, desinformação e equidade, refletindo uma transição de uma pedagogia centrada na sala de aula para uma crítica institucional e sistêmica mais ampla. O estudo oferece uma perspectiva fundamentada em dados sobre o desenvolvimento da produção acadêmica em competência informacional crítica dentro da literatura científica da área. As conclusões servem de referência para educadores, pesquisadores e profissionais da Ciência da Informação e Biblioteconomia que buscam integrar perspectivas pedagógicas críticas às práticas de competência informacional.

#CoInfo

Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/01655515261489764?mi=ehikzz

Referencial do Letramento Informacional para o Ensino Superior e Matriz de Ciências do PISA 2025 / Em Questão

Referencial do Letramento Informacional para o Ensino Superior e Matriz de Ciências do PISA 2025 / Em Questão

Analisa as possibilidades de integração entre o letramento informacional e o letramento científico a partir da comparação entre a Matriz de Ciências do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2025 e o Referencial do Letramento Informacional para o Ensino Superior. (…) Os resultados indicam que o letramento informacional é essencial para operacionalizar o letramento científico, visto que os componentes analisados da Matriz não se articulam com todas as práticas do Referencial. Conclui-se que é indispensável integrar esses domínios nos currículos de ciência da educação básica.

#Pisa #CoInfo #EnsinoSuperior

Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/147308

A leitura no mundo digital e os resultados do Pisa / Folha de S. Paulo

A leitura no mundo digital e os resultados do Pisa / Folha de S. Paulo

Os resultados de leitura, em geral, mostram um quadro preocupante. Segundo a OCDE, de 2018 a 2025 houve piora nas habilidades particularmente relevantes em um ambiente informacional cada vez mais digital: avaliar informações, fazer conexões entre múltiplas fontes e pensar criticamente sobre as mensagens que consumimos. Ao mesmo tempo, a parcela de “leitores precipitados” quase dobrou no período considerado. No contexto do Pisa, esse termo refere-se aos estudantes que leem às pressas e dão respostas rápidas, mas incorretas, para as perguntas sobre a leitura.

Em relação ao Brasil, o Pisa apontou que apenas 1% dos estudantes alcançaram excelência (nível 5 ou superior) em leitura. Nesse patamar, os adolescentes conseguem compreender textos extensos, lidar com conceitos abstratos ou contraintuitivos e distinguir fatos de opiniões com base em pistas implícitas relacionadas ao conteúdo ou à fonte da informação. A média da OCDE, de 6%, tampouco pode ser considerada alentadora. (…)

Em uma sociedade em que nunca foi tão fácil produzir, acessar e compartilhar informação, saber ler deixou de significar apenas compreender o que está escrito. Significa também saber perguntar quem escreveu, com que evidências, para qual finalidade, em qual contexto e por que aquela informação chegou até nós.

#Leitura #Pisa #Coinfo

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/a-leitura-no-mundo-digital-e-os-resultados-do-pisa.shtml

Programas de alfabetização informacional nas universidades mexicanas: experiências, evolução e perspectivas de futuro / UACJ

Programas de alfabetização informacional nas universidades mexicanas: experiências, evolução e perspectivas de futuro / UACJ

Este livro concentra-se em divulgar os esforços realizados e as experiências adquiridas em programas de alfabetização informacional (ALFIN) que promovem o desenvolvimento de competências informacionais. O objetivo é refletir sobre os avanços alcançados nessa área no contexto do ensino superior no México nos últimos vinte e cinco anos, além de realizar um exercício de prospecção — em uma perspectiva de curto prazo — buscando antecipar os fatores que afetarão esses programas nos próximos anos.

#CoInfo #LivrosCI

Disponível em: https://elibros.uacj.mx/omp/index.php/publicaciones/catalog/book/353

Da desinformação à competência informacional nas bibliotecas / Item

Da desinformação à competência informacional nas bibliotecas / Item

Pessoalmente, acredito que o papel das bibliotecas deve ir além de uma capacitação predominantemente técnica, para se concentrar no desenvolvimento do senso crítico. Pretendo deslocar o foco centrado no instrumental e no digital para o pensamento crítico e criativo, incidindo mais sobre o “para quê” do que sobre o “como”.

É necessário dar um passo além da simples instrumentalização da tecnologia e concentrar-se não apenas no “fazer”, mas também no “saber fazer”, desenvolvendo atividades que contribuam para o fortalecimento de capacidades criativas associadas à produção de conteúdo. Essas atividades ajudam a compreender e internalizar os processos envolvidos na seleção dos conteúdos, das fontes e da apresentação final da informação e constituem, em última análise, um excelente treinamento contra a desinformação.

#Desinformação #CoInfo #Bibliotecas

Disponível em: https://raco.cat/index.php/Item/article/view/9900245

6 bons motivos para criar um clube de checagem na escola / Porvir

6 bons motivos para criar um clube de checagem na escola / Porvir

Desenvolver habilidades como pensamento crítico e autonomia torna-se mais prático quando os estudantes participam de projetos que investigam a veracidade das informações.

Em outubro de 2026, o Brasil passará por um processo eleitoral que vai definir o novo presidente do país, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Com a campanha política já em andamento, não é difícil encontrar casos envolvendo desinformação e notícias falsas remetendo a alguns dos candidatos. Junto a esse cenário, há também o avanço de ferramentas de inteligência artificial, que têm possibilitado a criação de vídeos, fotos e textos que demandam verificações. Como identificar o que é fato do que é fake?

Preparar os estudantes para checar o que é verdadeiro e o que é falso é um dos movimentos estratégicos que um clube de checagem nas escolas pode desenvolver. Criar esse espaço na escola está diretamente ligado a diversas competências gerais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) como a competência 2 (Pensamento Científico e Crítico), a 5 (Cultura Digital) e a 10 (Responsabilidade e Cidadania).

#Desinformação #CoInfo

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/6-motivos-criar-clube-checagem/

Desinformação, vieses cognitivos e inteligência artificial generativa: o modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) para a verificação crítica de informações / Infonomy

Desinformação, vieses cognitivos e inteligência artificial generativa: o modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) para a verificação crítica de informações / Infonomy

Nesse contexto, propõe-se um modelo de análise do discurso orientado para a verificação crítica — o Modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) – , que integra os elementos clássicos do processo de comunicação a uma avaliação de vieses cognitivos e da arquitetura algorítmica. Conclui-se que a transição da sociedade da informação para uma sociedade da verificação exige uma literacia midiática crítica adaptada à era da IA ​​generativa.

#CoInfo #Desinformação #IA

Disponível em: https://infonomy.scimagoepi.com/index.php/infonomy/es/article/view/157

Competência em informação, interseccionalidade e justiça informacional / Brajis

Competência em informação, interseccionalidade e justiça informacional: tokenismo e desafios para uma agenda emancipatória na Ciência da Informação / Brajis

Propõe-se o conceito de tokenismo informacional para designar a incorporação simbólica, fragmentada e desproporcional das perspectivas e saberes de grupos minorizados nas práticas informacionais, sem que as estruturas que sustentam a exclusão sejam efetivamente transformadas. Como resultado, são formulados seis princípios orientadores para uma CoInfo interseccional: estruturalidade da desigualdade informacional; interseccionalidade como método; participação real como condição de legitimidade; reconhecimento dos saberes comunitários como fontes legítimas; compromisso antiopressivo como condição constitutiva; e avaliação como prática de accountability. Argumenta-se que a CoInfo só pode cumprir seu potencial emancipatório se abandonar a pretensão de neutralidade e assumir um compromisso explícito com a justiça informacional.

#CoInfo #Interseccionalidade #TokenismoInformacional

Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/bjis/article/view/19108

Duas décadas de letramento informacional crítico: uma revisão e análise da literatura / College & Research Libraries

Duas décadas de letramento informacional crítico: uma revisão e análise da literatura / College & Research Libraries

A competência informacional crítica (AIC) utiliza o ensino e a aprendizagem em bibliotecas para compreender e combater a opressão nos sistemas de informação. Ao longo dos últimos 20 anos, a alfabetização informacional crítica foi explorada, refinada, debatida e criticada. O que a literatura recente nos diz sobre a direção da AIC e da biblioteconomia crítica em geral? Esta pesquisa explora o passado recente da AIC por meio de uma análise de 128 publicações de 2016 a 2024 e quatro áreas temáticas. Por fim, este artigo identifica problemas e falhas da competência informacional crítica.

#CoInfo

Disponível em: https://crl.acrl.org/index.php/crl/article/view/27433

Kit de Ferramentas de Educação Midiática 2026 para bibliotecas públicas / PressReader

Kit de Ferramentas de Educação Midiática 2026 para bibliotecas públicas / PressReader

Cinco pilares da alfabetização midiática em bibliotecas

1. Desenvolva a confiança da equipe.
A capacitação foi apontada, em ambos os relatórios, como a principal prioridade de investimento. Cada seção deste kit de ferramentas foi elaborada para tornar as equipes das bibliotecas mais confiantes ao lidar com o tema da alfabetização midiática.

2. Apoie os momentos cotidianos de aprendizagem.
O trabalho mais eficaz de alfabetização midiática acontece com um usuário de cada vez, justamente no momento em que ele tem uma dúvida.

3. Utilize o jornalismo como ferramenta de ensino.
A comparação é uma habilidade central da alfabetização midiática, e comparar exige diversidade de fontes e perspectivas.

4. Crie conexões com a comunidade.
As parcerias trazem conhecimentos especializados externos e permitem alcançar novos públicos que podem se tornar usuários da biblioteca.

#EducaçãoMidiática #CoInfo #BibliotecasPúblicas

via

Disponível em: https://about.pressreader.com/download/PressReader-Media-Literacy-Toolkit-Public-Libraries-2026.pdf