Reflexões sobre o conceito de desinformação no âmbito da Ciência da Informação / Em questão

Reflexões sobre o conceito de desinformação no âmbito da Ciência da Informação / Em questão

Observou-se que a compreensão da temática da desinformação se modificou e se ampliou ao longo dos anos. Inicialmente, o fenômeno era predominantemente associado à informação falsa; posteriormente, passou a incorporar novas dimensões analíticas, como a influência social, a manipulação de decisões e comportamentos e sua caracterização como fenômeno sistêmico integrado ao ecossistema informacional. Os resultados evidenciam que a desinformação é frequentemente associada à intencionalidade. Infere-se, ainda, que o fenômeno pode ser mobilizado a serviço de grandes grupos de interesse, sejam econômicos ou políticos, contribuindo para a manutenção de relações de dominação e poder por meio do controle dos processos informacionais.

#Desinformação

Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/150336

Informação, desinformação e segurança democrática / Jornal da Ciência

Informação, desinformação e segurança democrática / Jornal da Ciência

“A integridade eleitoral não depende apenas da segurança técnica da votação, mas também de condições que permitam aos eleitores formar suas preferências livremente com informações confiáveis”, comenta Avelino Francisco Zorzo, professor titular da PUCRS e representante das Sociedades Científicas Afiliadas à SBPC na área de Exatas

WhatsApp Image 2026-10-23 at 16.16.23As transformações tecnológicas alteram as formas de produção do conhecimento, de organização social e de exercício do poder. Nas últimas décadas, a integração entre os mundos físico e digital acrescentou velocidade, ampliou o alcance da circulação das informações e intensificou a influência sobre o comportamento e as decisões humanas na sociedade.

A internet e as plataformas digitais ampliaram o acesso ao conhecimento e deram voz a grupos historicamente marginalizados. Entretanto, também criaram condições para a disseminação de conteúdos enganosos, a manipulação da opinião pública e a erosão da confiança nas instituições.

#Desinformação #Democracia #Eleições #BigTechs

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/informacao-desinformacao-e-seguranca-democratica/

Desinformação na prática: Ameaças, atores, mecanismos e limitações segundo profissionais da área / Misinfomation Review

Desinformação na prática: Ameaças, atores, mecanismos e limitações segundo profissionais da área / Misinfomation Review

Como os profissionais encarregados de combater a desinformação entendem o problema que devem resolver? Entrevistamos 106 profissionais franceses de organizações militares, governamentais, regulatórias, da sociedade civil e da mídia. Esses profissionais convergem para um diagnóstico de origem, focado na oferta (plataformas e estruturas de amplificação, e não a demanda pública, impulsionam a disseminação da desinformação), mas descrevem uma área de atuação bloqueada por fraca coordenação, recursos escassos e medo de acusações de censura. Sua relação com a ciência agrava essas limitações: embora a maioria dos profissionais confie em pesquisas revisadas por pares, poucos se envolvem diretamente com elas. Quase todos esperam que a desinformação se torne uma ameaça ainda maior, e apenas 13% acreditam que as instituições serão capazes de contê-la.

via Misinfomation Review

#Desinformação

Disponível em: https://misinforeview.hks.harvard.edu/article/disinformation-in-practice-threats-actors-mechanisms-and-constraints-according-to-practitioners/

Redes sociais ampliam a desinformação científica e desafiam a credibilidade da ciência / Jornal da USP

Redes sociais ampliam a desinformação científica e desafiam a credibilidade da ciência / Jornal da USP

A disseminação de informações falsas sobre ciência nas redes sociais é impulsionada por algoritmos que priorizam conteúdos capazes de provocar emoções fortes, como medo, surpresa e indignação. Segundo o especialista Luli Radfahrer, mensagens simples, categóricas e sensacionalistas costumam gerar mais engajamento do que informações científicas, que exigem cautela, explicações e linguagem técnica.

Entre os temas mais afetados pela desinformação estão vacinas, mudanças climáticas, hábitos saudáveis, tratamentos alternativos e promessas de curas milagrosas. A repetição de informações falsas, mesmo quando o objetivo é desmenti-las, também pode reforçar sua memorização, fenômeno conhecido como efeito da familiaridade.

#Desinformação #MídiasSociais

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/redes-sociais-ampliam-a-desinformacao-cientifica-e-desafiam-a-credibilidade-da-ciencia/

Processos sobre desinformação e propaganda digital triplicam nas eleições de 2026 / Núcleo

Processos sobre desinformação e propaganda digital triplicam nas eleições de 2026 / Núcleo

O volume de reclamações judiciais sobre desinformação e publicidade digital irregular quase triplicou na Justiça Eleitoral em 2026 em relação às eleições de 2022, totalizando 9.571 processos no mesmo período até 1º.out.2026.

Esse montante corresponde a 11,4% do total de processos desse ciclo eleitoral, frente a 4,1% das eleições de 2022, de acordo com análise de dados feita pelo Núcleo.

A maioria desse tipo de processos envolve propaganda irregular em redes sociais e na internet em geral, inclusive impulsionamento de conteúdo denunciado.

#Desinformação #Eleições

Disponível em: https://nucleo.jor.br/interativos/2026/10/02/processos-sobre-desinformacao-e-propaganda-digital-triplicam-nas-eleicoes-de-2026/

Relações entre pós-verdade, desinformação e fake news na perspectiva da Ciência da Informação / REBECIN

Relações entre pós-verdade, desinformação e fake news na perspectiva da Ciência da Informação / REBECIN

Como resultado da pesquisa, percebeu-se que as potenciais relações entre a pós-verdade, a desinformação e as fake news são heteronômicas, visto que cada um dos fenômenos é influenciado e influencia os demais num ciclo de degradação da verdade/sentido. Conclui-se que as potenciais relações entre esses fenômenos se dão a partir de sua aproximação conceitual e em um contexto de subversão da verdade.

#Desinformação

Disponível em: https://portal.abecin.org.br/rebecin/article/view/468

Entre o dito e o não dito, vale o escrito / Ciência da Informação em revista

Entre o dito e o não dito, vale o escrito: estudo sobre a desinformação no contexto do futebol alagoano / Ciência da Informação em revista

A desinformação é uma temática que nos últimos anos tomou o centro dos debates em várias áreas do conhecimento. A desinformação anda de mãos dadas com as fake news e a busca pela integridade da informação tornou-se um dos maiores desafios dos tempos atuais. No futebol alagoano não é diferente. (…) A análise dos documentos históricos comprovou o decacampeonato do CRB e chama a atenção para a importância da preservação documental para fins científicos, administrativos e jurídicos.

#Desinformação #Futebol

Disponível em: https://periodicos.ufal.br/cir/article/view/21747

‘Abundância’ não justifica quadro da desinformação / Revista Educação

‘Abundância’ não justifica quadro da desinformação / Revista Educação

Para as novas gerações, a enorme quantidade de informação disponível já constitui parte natural do ambiente em que vivem. A desinformação não atua apenas sobre essa abundância, mas principalmente sobre a forma como os conteúdos são selecionados, organizados, distribuídos e interpretados. Ela envolve tanto processos intencionais de manipulação quanto falhas de compreensão, ausência de contexto, ausência de estrutura, desigualdades de acesso ao conhecimento e baixa capacidade crítica para avaliar fontes e evidências.

A abundância informacional não explica o momento que vivemos; ela é parte do contexto (exerce influência), mas não tem necessariamente relação causal. A desinformação está diretamente relacionada à qualidade e à equidade da educação básica, às desigualdades sociais, à confiança nas instituições, ao funcionamento das plataformas digitais e às condições concretas de participação na vida pública.

#Eleições #Desinformação #Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2026/09/03/abundancia-nao-justifica-quadro-da-desinformacao/

Da desinformação à competência informacional nas bibliotecas / Item

Da desinformação à competência informacional nas bibliotecas / Item

Pessoalmente, acredito que o papel das bibliotecas deve ir além de uma capacitação predominantemente técnica, para se concentrar no desenvolvimento do senso crítico. Pretendo deslocar o foco centrado no instrumental e no digital para o pensamento crítico e criativo, incidindo mais sobre o “para quê” do que sobre o “como”.

É necessário dar um passo além da simples instrumentalização da tecnologia e concentrar-se não apenas no “fazer”, mas também no “saber fazer”, desenvolvendo atividades que contribuam para o fortalecimento de capacidades criativas associadas à produção de conteúdo. Essas atividades ajudam a compreender e internalizar os processos envolvidos na seleção dos conteúdos, das fontes e da apresentação final da informação e constituem, em última análise, um excelente treinamento contra a desinformação.

#Desinformação #CoInfo #Bibliotecas

Disponível em: https://raco.cat/index.php/Item/article/view/9900245

Desinformação e redes, um papel emergente para as bibliotecas: do serviço público à necessidade / Item

Desinformação e redes, um papel emergente para as bibliotecas: do serviço público à necessidade / Item

Este artigo analisa o papel emergente das bibliotecas, tanto públicas quanto universitárias, diante do fenômeno da desinformação no ambiente digital, especialmente nas redes sociais. Com base em um diagnóstico, verifica-se como a viralidade e os algoritmos deslocam a veracidade como critério de informação, e aponta-se a necessidade de as bibliotecas assumirem um papel ativo na formação do pensamento crítico e na defesa da verdade, em um contexto no qual a neutralidade não pode implicar inação. Apresentam-se diversas iniciativas específicas que demonstram como as bibliotecas podem se tornar espaços de resistência contra a desinformação, ao mesmo tempo em que se propõem linhas de ação para consolidar esse novo papel: formação curricular, alianças com outros agentes sociais e presença ativa nas redes. Defende-se, assim, uma visão comprometida, crítica e pedagógica do serviço bibliotecário como ferramenta para a saúde democrática em momentos políticos e sociais de incerteza.

#MídiasSociais #Desinformação #Bibliotecas

Disponível em: https://raco.cat/index.php/Item/article/view/9900244

6 bons motivos para criar um clube de checagem na escola / Porvir

6 bons motivos para criar um clube de checagem na escola / Porvir

Desenvolver habilidades como pensamento crítico e autonomia torna-se mais prático quando os estudantes participam de projetos que investigam a veracidade das informações.

Em outubro de 2026, o Brasil passará por um processo eleitoral que vai definir o novo presidente do país, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Com a campanha política já em andamento, não é difícil encontrar casos envolvendo desinformação e notícias falsas remetendo a alguns dos candidatos. Junto a esse cenário, há também o avanço de ferramentas de inteligência artificial, que têm possibilitado a criação de vídeos, fotos e textos que demandam verificações. Como identificar o que é fato do que é fake?

Preparar os estudantes para checar o que é verdadeiro e o que é falso é um dos movimentos estratégicos que um clube de checagem nas escolas pode desenvolver. Criar esse espaço na escola está diretamente ligado a diversas competências gerais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) como a competência 2 (Pensamento Científico e Crítico), a 5 (Cultura Digital) e a 10 (Responsabilidade e Cidadania).

#Desinformação #CoInfo

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/6-motivos-criar-clube-checagem/

Desinformação, vieses cognitivos e inteligência artificial generativa: o modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) para a verificação crítica de informações / Infonomy

Desinformação, vieses cognitivos e inteligência artificial generativa: o modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) para a verificação crítica de informações / Infonomy

Nesse contexto, propõe-se um modelo de análise do discurso orientado para a verificação crítica — o Modelo ABCD (Analisar, Buscar, Comparar e Duvidar) – , que integra os elementos clássicos do processo de comunicação a uma avaliação de vieses cognitivos e da arquitetura algorítmica. Conclui-se que a transição da sociedade da informação para uma sociedade da verificação exige uma literacia midiática crítica adaptada à era da IA ​​generativa.

#CoInfo #Desinformação #IA

Disponível em: https://infonomy.scimagoepi.com/index.php/infonomy/es/article/view/157