Como os Brasileiros percebem a circulação da desinformação e o uso da Inteligência Artificial? / Aláfia Labs

Como os Brasileiros percebem a circulação da desinformação e o uso da Inteligência Artificial? / Aláfia Labs

A análise dos marcadores sociais de gênero, idade, classe, escolaridade, religião, raça e posicionamento político apontam como diferentes grupos reagem ao fluxo de desinformação no cotidiano e como a IA já faz parte da realidade, mas de forma segmentada.

Entendemos que a promoção de um ambiente informacional íntegro aos cidadãos é condição essencial para assegurar a qualidade do debate público. Em tempos em que a desinformação é cada vez mais frequente, além de mais sofisticada com o uso da IA, e os temas políticos lideram as narrativas falsas segundo a percepção dos brasileiros revelada nesta pesquisa, compreender como as pessoas se informam e como utilizam mecanismos para identificar e combater a desinformação é fundamental para garantir a integridade da informação no espaço público atual marcado pelas novas tecnologias, e, assim, fortalecer a democracia brasileira.

#Desinformação #IA

Disponível em: https://alafialab.org/wp-content/uploads/2026/06/Como-os-Brasileiros-percebem-a-circulacao-da-desinformacao-e-o-uso-da-Inteligencia-Artificial-1.pdf

Desinformação: Será que estamos todos sendo manipulados? / The Conversation

Desinformação: Será que estamos todos sendo manipulados? / The Conversation

Na era das redes sociais, das campanhas de desinformação e dos algoritmos que manipulam nossa atenção, a questão da manipulação da informação tornou-se central para as nossas democracias. Como as crenças são formadas? Que mecanismos influenciam nossas percepções e decisões? E até que ponto somos capazes de resistir a eles? Para responder a essas perguntas, o The Conversation France recebeu o historiador David Colon, autor de *A Guerra da Informação*, na noite de quinta-feira. Durante o debate, moderado pelo editor-chefe Laurent Bainier, ele se concentrou particularmente nas estratégias utilizadas por propagandistas em estados autoritários para manipular a informação. “O que eles mais exploram hoje é a fragilidade econômica da mídia”, enfatizou.

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/desinformation-sommes-nous-tous-manipules-284364

Estratégias para superar a desinformação, o negacionismo e o discurso de ódio / Informatio

Estratégias para superar a desinformação, o negacionismo e o discurso de ódio: lições cívicas da América Latina / Informatio

Este artigo examina as alternativas propostas e implementadas por organizações da sociedade civil na América Latina para democratizar a comunicação pública e combater a desinformação, o negacionismo, o discurso de ódio e as expressões ofensivas e discriminatórias. Essas alternativas incluem estratégias digitais, mas vão além da comunicação online. A questão central é: como essas iniciativas contribuem para a promoção do diálogo democrático — e, consequentemente, para uma sociedade mais democrática — e quais são suas limitações? A preocupação fundamental é: com base em que podemos esperar construir uma comunicação para um mundo mais gentil, democrático, humano e igualitário? (…)

O estudo demonstra, mais uma vez, que a comunicação é política e que as desigualdades que operam em outras áreas da sociedade também se expressam e se reforçam na esfera pública. Portanto, as alternativas não podem ser meramente comunicacionais e técnicas. Devem levar em consideração as relações desiguais de poder entre os atores envolvidos e a relação indissociável entre os próprios problemas de comunicação e as disputas políticas mais amplas.

#Desinformação #Negacionismo #DiscursoDeÓdio #AméricaLatina

Disponível em: https://informatio.fic.edu.uy/index.php/informatio/article/view/577

O combate à desinformação disseminada em plataformas de mídia social nos processos eleitorais: uma análise das ações promovidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / PPGCI – UFBA

O combate à desinformação disseminada em plataformas de mídia social nos processos eleitorais: uma análise das ações promovidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / PPGCI – UFBA

(…) a presente pesquisa apresentou como objetivo avaliar como o Tribunal Superior Eleitoral operacionalizou o enfrentamento à disseminação de desinformação nas plataformas de mídia social, em especial no WhatsApp, com vistas a combater seus efeitos nas eleições brasileiras de 2018 e 2022. Decorrem desse objetivo outros três propósitos específicos, quais sejam: (a) analisar o papel das plataformas de mídia social, em especial o WhatsApp, na disseminação de desinformação no contexto eleitoral e sua influência na formação de opiniões e crenças; (b) identificar quais as ações adotadas pelo TSE para enfrentamento da desinformação propagada nas plataformas de mídia social, notadamente no WhatsApp, nas eleições de 2018 e 2022; e (c) descrever as ações promovidas pelo TSE no combate à desinformação difundida nas plataformas de mídia social, principalmente no WhatsApp, nas citadas eleições.

#Desinformação #Eleições #MídiasSociais

Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44547

A instrumentalização da desinformação nas eleições brasileiras de 2022 e 2026 / Revista Interamericana De Bibliotecología

A instrumentalização da desinformação nas eleições brasileiras de 2022 e 2026 / Revista Interamericana De Bibliotecología

Os resultados indicam que a desinformação opera por meio de um sistema de redução em cadeia baseado em eventos históricos envolvendo golpes de Estado, fomentando dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral, rumores de fraude eleitoral e narrativas de intervenção militar. Apontam também que os critérios de preferência do eleitorado se baseiam em uma guerra ideológica que ameaça o Estado de Direito democrático e a participação cidadã crítica nos processos eleitorais.

#Desinformação #Eleições

Disponível em: https://revistas.udea.edu.co/index.php/RIB/article/view/359625

Mudanças na percepção da desinformação no Canadá: Tendências em exposição, detecção e confiança / Government of Canada

Mudanças na percepção da desinformação no Canadá: Tendências em exposição, detecção e confiança / Government of Canada

Em 2025, quatro em cada cinco canadenses (80%) viram notícias ou informações na internet que suspeitavam ser enganosas, falsas ou imprecisas pelo menos mensalmente.
– Os canadenses geralmente obtêm notícias ou informações de organizações de notícias (66%), contatos próximos (62%), plataformas de mídia social (54%) e programação de televisão (52%). Para os jovens canadenses de 15 a 34 anos, a mídia social foi a fonte mais prevalente de notícias ou informações, com 78%.
– Em 2025, quase metade dos canadenses (47%) relatou que estava achando mais difícil distinguir entre notícias ou informações verdadeiras e falsas em comparação com três anos antes.
– Mais de três em cada cinco canadenses (61%) relataram estar “muito” ou “extremamente” preocupados com a desinformação online em 2025.
– Aqueles com muita confiança na mídia canadense eram menos propensos a relatar que achavam mais difícil distinguir entre informações verdadeiras e falsas, em comparação com aqueles com níveis mais baixos de confiança na mídia canadense.

#Desinformação #Tendências #Canadá #ConsumoDeInformação

Disponível em: https://www150.statcan.gc.ca/n1/pub/75-006-x/2026001/article/00006-eng.htm

A sociedade algorítmica: dados, código e plataformas na era da desinformação / Dykinson

A sociedade algorítmica: dados, código e plataformas na era da desinformação / Dykinson

Vivemos em um mundo complexo onde uma rede de tecnologias opera invisivelmente em um número crescente de situações. Quando viajamos, usamos um GPS que nos guia até o nosso destino. Se precisamos ouvir uma música, podemos pedir ao nosso alto-falante inteligente: em poucos segundos, este dispositivo a encontrará e ela estará tocando em nosso quarto. Automaticamente, um fluxo interminável de conteúdo se desdobra diante de nós sempre que entramos no TikTok. Quando terminamos de assistir a um vídeo no YouTube, a plataforma recomenda um conjunto de produções semelhantes. Se não sabemos como redigir um contrato, o ChatGPT pode fazer isso por nós.

Em todas essas ações, diferentes tipos de algoritmos convergem, atuando de forma eficaz e imperceptível, modulando nossa experiência diária. Definindo nossas interações na internet. Prevendo o que gostaremos com base no que compramos, pesquisamos ou lemos. Facilitando a visualização de alguns conteúdos e ocultando outros. Determinando com quem conversamos (e com quem discutimos) nas redes sociais. Os algoritmos (quase) sempre têm a solução que procuramos. Vivemos em uma sociedade algorítmica.

#MediaçãoAlgorítmica #Desinformação #SociedadeDaInformação

Disponível em: https://www.dykinson.com/cart/download/ebooks/24149/

A transformação da guerra em meme / AI school librarian

A transformação da guerra em meme / AI school librarian

Esta semana, o The New York Times documentou como a cultura online está remodelando a compreensão pública do crescente conflito Irã-Israel em tempo real. O jornal destacou como vídeos de guerra “no estilo Lego” gerados por inteligência artificial e contas de memes satíricos estão reformulando a percepção pública do conflito, muitas vezes misturando humor, propaganda e desinformação em conteúdo que parece mais divertido do que alarmante.

Mas, para educadores e bibliotecários, a questão mais importante talvez seja o que acontece quando os alunos consomem a crise como conteúdo. Para muitos jovens, as redes sociais deixaram de ser apenas um espaço para discutir notícias. É lá que eles ficam sabendo das notícias. E, cada vez mais, o que eles aprendem é moldado por algoritmos, emoções, viralidade e manipulação.

No conflito atual, os memes se tornaram armas. Vídeos gerados por IA estão sendo compartilhados como prova. A sátira é confundida com jornalismo. A propaganda se espalha mais rápido do que os verificadores de fatos conseguem responder.

O resultado é uma geração que consome guerras como entretenimento, muitas vezes sem as ferramentas para separar a verdade da encenação.

via AI school librarian

#IALiteracy #Memes #Desinformação

Disponível em: https://aischoollibrarian.substack.com/p/when-war-becomes-content

Desinformação versus alucinações da IA: qual a diferença? / Tech Life Future

Desinformação versus alucinações da IA: qual a diferença? / Tech Life Future

– A desinformação gerada por IA refere-se a informações incorretas geradas por sistemas de IA, frequentemente com intenção humana.
– As alucinações causadas por IA envolvem sistemas de IA que produzem informações não baseadas em dados reais.
– As implicações de ambos os fenômenos na integridade da informação são significativas.
– Reconhecer essas diferenças pode ajudar no desenvolvimento de estratégias para mitigar seus efeitos.
– Conscientização e alfabetização digital são essenciais para navegar em cenários de informação impulsionados por IA.
– A desinformação gerada por IA refere-se a informações falsas geradas ou disseminadas por inteligência artificial, frequentemente com intenção humana.

#IA #Desinformação

via Tech Life Future

Disponível em: https://www.techlifefuture.com/ai-misinformation-vs-ai-hallucinations/

A desinformação não é um erro – é o funcionamento do sistema / Observatório de Imprensa

A desinformação não é um erro – é o funcionamento do sistema / Observatório de Imprensa

Ao contrário do que se costuma afirmar, não estamos diante de um ambiente comunicacional contaminado por conteúdos falsos que escaparam ao controle. Estamos, antes, diante de um ecossistema que favorece, distribui e amplifica determinadas formas de conteúdo — independentemente de sua veracidade — desde que estas cumpram um critério central: a capacidade de captar e reter atenção. Nesse sentido, a desinformação não rompe com a lógica midiática contemporânea; ela opera exatamente no seu interior.

A centralidade da atenção como recurso econômico ajuda a compreender esse cenário. No contexto do chamado capitalismo de vigilância, descrito por Zuboff (2019), o valor da informação não reside apenas no seu conteúdo, mas na sua capacidade de gerar interação, previsibilidade e comportamento. Conteúdos que provocam indignação, medo ou choque tendem a circular mais rapidamente — e, por isso, tornam-se mais valiosos dentro dessa lógica. A desinformação, nesse quadro, não é um problema técnico: é um ativo funcional.

#Desinformação

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/economia-da-atencao/a-desinformacao-nao-e-um-erro-e-o-funcionamento-do-sistema/

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Em estados como Mato Grosso do Sul e Bahia, adolescentes de famílias mais ricas, com maior nível socioeconômico, são as que menos se vacinaram, o que chamou a atenção dos pesquisadores.

“A hesitação vacinal pode, sim, ser um dos fatores que poderiam explicar esse resultado. Outro ponto importante que pode estar relacionado é a desinformação e o consequente aumento do movimento antivacina. As redes sociais desempenham um papel importante nesse aspecto, desinformando as pessoas sobre os benefícios da vacina”, alerta o pesquisador.

Por outro lado, a escolaridade das mães também se mostrou um fator de peso na decisão. Em diversos estados, meninas filhas de mulheres com menor nível de instrução têm significativamente menos chance de serem imunizadas nos postos de saúde.

#Vacinação #Vacinas #Desinformação

via Bori

Disponível em: https://abori.com.br/saude/desinformacao-vacina-hpv-adolescentes-brasil/