CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a proposta é orientar a incorporação da tecnologia de forma pedagógica, sem substituir o papel do professor. “A inteligência artificial não pode substituir o trabalho do professor em relação ao ensino, tampouco substituir o esforço do aluno em relação ao aprendizado. Ou seja, ela pode ser uma ferramenta, mas jamais pode prescindir da ação humana como protagonista. Então, a inteligência artificial é um instrumento de trabalho pedagógico, mas não é um instrumento de substituição do trabalho pedagógico do professor ou do esforço de ensino do aluno”, avalia Daniel Cara.

O documento também destaca a necessidade de que a inteligência artificial seja utilizada como instrumento de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. Nesse contexto, o Conselho Nacional de Educação iniciou uma proposta de regulamentação do uso da tecnologia na educação brasileira. Para o docente da USP, essa iniciativa é importante, mas ainda representa apenas um primeiro passo. Ainda não há prazo definitivo para que a regulamentação entre em vigor.

#Educação #IA

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/cne-propoe-diretrizes-para-uso-da-inteligencia-artificial-na-educacao-brasileira/

Relatório da Unesco revela aumento de crianças fora da escola / Revista Educação

Relatório da Unesco revela aumento de crianças fora da escola / Revista Educação

O Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) de 2026, da Unesco, divulgado em Paris no dia 25 de março, apontou que, no mundo, o número de crianças e jovens fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, alcançando 273 milhões, impulsionado pelo crescimento populacional, por crises e pela redução de orçamentos.

O progresso na permanência de crianças na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015, com uma desaceleração acentuada na África Subsaariana, sobretudo em razão do crescimento populacional. Diversas crises — incluindo conflitos diversos — também comprometeram os avanços. Mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos, representando milhões a mais fora da escola, além daqueles identificados pelas estatísticas.

#EvasãoEscolar #Educação

via Revista Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2026/04/01/unesco-revela-aumento-no-numero-de-criancas-fora-da-escola/

Educação como projeto de país: o desafio do novo PNE / Jornal da Ciência

Educação como projeto de país: o desafio do novo PNE / Jornal da Ciência

Desde o primeiro PNE, instituído após a Constituição de 1988, passando pelo plano de 2001 e, sobretudo, pelo PNE 2014–2024, o País acumulou avanços relevantes. Houve expansão do acesso à educação básica, ampliação da matrícula no ensino superior, fortalecimento da pós-graduação e criação de instrumentos de monitoramento e metas estruturadas. A própria consolidação do PNE como instrumento decenal de política de Estado representa um marco institucional que poucos países em desenvolvimento conseguiram estruturar com esse grau de abrangência.

A trajetória dos planos, no entanto, também revela um padrão de metas ambiciosas desacompanhadas de mecanismos efetivos de execução, financiamento instável e baixa coordenação federativa. O PNE 2014–2024, em particular, explicitou esse descompasso. Embora tenha estabelecido metas estruturantes, a exemplo da universalização da educação básica, a valorização docente e a elevação do investimento público em educação para 10% do PIB, a sua implementação ficou aquém do previsto em diversos indicadores-chave. A manutenção do investimento em patamares significativamente inferiores ao planejado evidenciou a fragilidade da vinculação entre planejamento e orçamento.

via Jornal da Ciência

#Educação #PNE

Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-educacao-como-projeto-de-pais-o-desafio-do-novo-pne/

A nova desigualdade educacional: quem tem IA e quem não tem / Revista Educação

A nova desigualdade educacional: quem tem IA e quem não tem / Revista Educação

A nova desigualdade educacional também passa pela compreensão do uso de tecnologias no ambiente doméstico. Orientar as famílias sobre o uso consciente da IA, seus riscos e possibilidades contribui para uma abordagem mais integrada e consistente.

Por fim, é importante compreender que a questão não é ser “a favor” ou “contra” a inteligência artificial. A tecnologia já é uma realidade e continuará avançando. A questão central é: quem terá condições de utilizá-la de forma crítica, criativa e ética?

Se a escola não assumir esse papel, a desigualdade tende a se aprofundar. Mas, se ela se posicionar como espaço de mediação, reflexão e criação, pode se tornar um agente fundamental de equidade.

#IA #Educação #Escolas #Desigualdade

via Revista Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2026/03/26/a-nova-desigualdade-educacional-quem-tem-ia-e-quem-nao-tem/

Uso intenso de celular por adolescentes está ligado a notas menores e mais solidão, aponta estudo / Folha de S. Paulo

Uso intenso de celular por adolescentes está ligado a notas menores e mais solidão, aponta estudo / Folha de S. Paulo

A pesquisa, conduzida pela psicóloga Jean Marie Twenge, analisou os dados de mais de 1,78 milhão de adolescentes de 15 e 16 anos coletados ao longo de mais de duas décadas pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na tradução da sigla em inglês), um dos principais exames educacionais do mundo. Foram considerados 36 países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) —o Brasil não está incluído.

Além de dados que indicam a proficiência dos estudantes em testes de matemática, linguagens e ciências, o Pisa também traz informações sobre o comportamento dos estudantes, obtidas por meio de um questionário.

#Educação #Smartphone

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/03/uso-intenso-de-celular-por-adolescentes-esta-ligado-a-notas-menores-e-mais-solidao-aponta-estudo.shtml

O círculo vicioso da desigualdade: renda e educação no Brasil / Jornal da USP

O círculo vicioso da desigualdade: renda e educação no Brasil / Jornal da USP

O Brasil permanece, de forma persistente, entre as nações mais desiguais do planeta. Seja pelo Índice de Gini ou pela disparidade na apropriação do PIB entre os extremos da pirâmide, figuramos entre os 5% dos países com maior concentração de renda, ao lado de países como África do Sul, Colômbia e Haiti. Essa desigualdade não é apenas um retrato estático do presente; ela projeta o destino educacional dos jovens e molda a fisionomia do país nas próximas décadas. Para se ter uma ideia quantitativa, enquanto no Brasil a renda média dos 10% mais ricos é mais de 30 vezes superior à dos 10% mais pobres, nos EUA essa relação é de seis a sete vezes, nos países europeus gira em torno de quatro a cinco vezes ou mesmo, em alguns deles, aproxima-se de três vezes.

via Jornal da USP

#Desigualdade #Educação

Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/otaviano-helene/o-circulo-vicioso-da-desigualdade-renda-e-educacao-no-brasil/

Universidades precisam se reinventar na era da inteligência artificial / Jornal da USP

Universidades precisam se reinventar na era da inteligência artificial / Jornal da USP

Segundo o TIC Educação, aqui no Brasil, 70% dos estudantes do ensino médio, 40% do ensino fundamental e 85% dos estudantes brasileiros universitários utilizaram ou utilizam a inteligência artificial em seus estudos. Esses investimentos para levar a inteligência artificial nos sistemas de educação crescem exponencialmente no mundo todo, impulsionados pelas big techs, que querem atrair os alunos desde os primeiros anos escolares. Não é à toa que muitos professores resistem a essa adoção massificada da inteligência artificial e orientada pelas grandes empresas. O problema é que é muito difícil recusar, ignorar ou contornar a expansão da inteligência artificial. A IA realiza muitas atividades que as universidades tradicionalmente ensinam: analisa informações complexas, escreve ensaios, resume em textos, programa, traduz, gera imagens, vídeos, áudios.”

#IA #Universidades #Educação

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/universidades-precisam-se-reinventar-na-era-da-inteligencia-artificial/

Professora mais influente do mundo é brasileira / Revista Educação

Professora mais influente do mundo é brasileira / Revista Educação

Débora Garofalo ganhou notoriedade em 2019, quando se tornou a primeira sul-americana finalista do Global Teacher Prize — prêmio da Varkey Foundation que a colocou entre os 10 melhores professores do mundo — por conta de seu projeto em escola pública municipal de SP, Robótica com Sucata.

#Educação #Professores

via Revista Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2026/02/03/professora-mais-influente-do-mundo-e-brasileira/

Medo e censura nas escolas adoecem professores, revela estudo nacional / Porvir

Medo e censura nas escolas adoecem professores, revela estudo nacional / Porvir

Lançada neste começo de dezembro, a pesquisa “A violência contra educadoras/es como ameaça à educação democrática”, que analisa o avanço das tentativas de censura e perseguição a educadoras e educadores desde 2010 e seus impactos na saúde, na carreira e no clima escolar, passa longe de trazer boas notícias.

O levantamento do ONVE (Observatório Nacional da Violência contra Educadoras/es), financiado pelo MEC (Ministério da Educação) e disponível para download, mostra que a censura é um fenômeno espalhado por todo o território nacional e atravessa todas as etapas da educação.

#Censura #Educação

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/medo-e-censura-nas-escolas-adoecem-professores/

Consciência Negra: entrevistas e reportagem refletem sobre temas como educação para as relações étnico-raciais e desigualdade / Revista Educação

Consciência Negra: entrevistas e reportagem refletem sobre temas como educação para as relações étnico-raciais e desigualdade / Revista Educação

Como afirmou a educadora Gina Vieira Ponte em entrevista para a Educação: “Uma educação para as relações étnico-raciais é uma educação que amplia a nossa forma de pensar, que nos ajuda a acessar outros saberes que, inclusive, vão permitir pensar futuros diferentes”.

Confira, abaixo, os três conteúdos — que incluem, ainda, entrevista com Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, relatora das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

#Entrevistas #DiversidadeÉtnicoRacial #Educação

via Revista Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2025/11/20/consciencia-negra-entrevistas-reportagem/

Os dados que revelam o abismo entre ricos e pobres e brancos e negros no ensino médio do Brasil / BBC

Os dados que revelam o abismo entre ricos e pobres e brancos e negros no ensino médio do Brasil / BBC

Apesar do avanço na taxa geral de conclusão do Ensino Médio no Brasil, um abismo ainda separa ricos e pobres neste nível de ensino.

Entre os 20% mais ricos, a taxa de conclusão passou de 85,2% em 2015, para 94,2% em 2025.

Já entre os 20% mais pobres, o avanço foi de 36,1% a 60,4% no mesmo período.

Se nada mudar, levará 23 anos para que ricos e pobres tenham a mesma chance de concluir o Ensino Médio no Brasil, o que só aconteceria em 2048, calcula o Todos pela Educação, em seu estudo.

“Há um abismo entre as oportunidades que as crianças e jovens mais pobres têm no acesso e na permanência [escolar]”, observa Manoela Miranda.

#Educação #EnsinoMédio

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjd04gj09d5o

Carta aberta de educadores que recusam o apelo por uso da I.A. generativa na educação / Tarcizio Silva

Carta aberta de educadores que recusam o apelo por uso da I.A. generativa na educação / Tarcizio Silva

I.A. Gen é uma ameaça ao aprendizado e bem-estar de estudantes. Há evidências insuficientes que o uso da I.A. Gen apoie ganhos genuínos no aprendizado, mas há uma ofensiva massiva de marketing para posicionar tais produtos como essenciais para a subsistência dos estudantes. Jovens que usam chatbots antropomorfizados estão vulneráveis à dependência psicológica e emocional. “Relacionamentos” com I.A. Gen continuam a gerar crises de saúde mental, conflitos de relacionamento humano e, nos piores casos, tentativas e realizações de suicídio.

Adicionalmente, a adoção de I.A. Gen no mercado é fortemente direcionada a automatizar e substituir esforço humano, geralmente com a expectativa que a futura “AGI” vai tornar obsoleto o trabalho humano criativo e intelectual. Essa é uma narrativa na qual não participaremos.

#IA #Educação

via Tarcizio Silva

Disponível em: https://tarciziosilva.com.br/blog/carta-aberta-de-educadores-que-recusam-o-apelo-por-uso-da-i-a-generativa-na-educacao/