Brasil não tem nenhum município com condições adequadas para mulheres, aponta índice de gênero / Exame

Brasil não tem nenhum município com condições adequadas para mulheres, aponta índice de gênero / Exame

Em 726 municípios brasileiros, nenhuma mulher foi eleita vereadora nas últimas eleições de 2024. Em 614, nenhuma gestante fez seis ou mais consultas de pré-natal. E em quase sete de cada dez cidades, não existe sequer um Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Os números fazem parte de um retrato do Índice Municipal de Gênero (IMG), realizado pela consultoria Tewá, após analisar os 5.570 municípios do país e concluir que nenhum deles oferece condições adequadas de vida para as mulheres.

A cidade mais bem colocada, Águas de São Pedro (SP), soma 67,06 pontos em uma escala de 0 a 100. A pior, Uiramutã (RR), tem 28,14. Nenhuma ultrapassa os 70 pontos, o corte que, em analogia ao IDH, marcaria um desempenho alto.

A média nacional é de 50,60, e mais de 90% dos municípios ficam entre 40 e 60 pontos, o que mostra que asdesigualdades se repetem em praticamente todo o território.

#Gênero #Política #DesigualdadeDeGênero

Disponível em: https://exame.com/esg/brasil-nao-tem-nenhum-municipio-com-condicoes-adequadas-para-mulheres-aponta-indice-de-genero/

Terminologia sobre mulheres na perspectiva das políticas de indexação : estudo realizado nas bibliotecas das universidades federais brasileiras / PPGCI – UFPB

Terminologia sobre mulheres na perspectiva das políticas de indexação : estudo realizado nas bibliotecas das universidades federais brasileiras / PPGCI – UFPB

Os resultados indicam que as buscas nos catálogos dessas três instituições, a partir dos termos “gênero”, “feminina”, “feminino”, “feminismo”, “feminista” e “mulher”, geraram um conjunto expressivo de registros, permitindo identificar 255 inconsistências terminológicas. Essas inconsistências foram organizadas nas seguintes categorias: erros de grafia; termos inadequados; ambiguidade e polissemia; uso inadequado de campos MARC; falta de especificidade; variáveis entre singular e plural; sinônimos; e termo cadastrado, mas não possui obra associada. Com base nesses achados, foi proposta uma revisão terminológica envolvendo 159 termos. Essa proposta foi fundamentada em diferentes vocabulários, como a Biblioteca Nacional do Brasil; os Library of Congress Subject Headings; o Descritores em Clínicas da Saúde; o Homosaurus; o Vocabulário Controlado da Universidade de São Paulo; o Tesauro para Estudos de Gênero e sobre Mulheres; o Dicionário feminista brasileiro (Terra, 2022); o Wikidata; o Vocabulário Controlado Básico da Rede Virtual de Bibliotecas; a Biblioteca Nacional da Espanha; além do próprio recurso indexado.

#Terminologia #Gênero #PolíticaDeIndexação

Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39220

Pensar o antropoceno com o cu / Aedos

Pensar o antropoceno com o cu: políticas anais e a crise climática contemporânea / Aedos

A ideia de políticas anais surge como um remendo necessário nas genealogias dos estudos de sexualidade e de gênero, devido sobretudo a ausência do ânus, a um buraco teórico e conceitual nas narrativas críticas ao sistema sexo/gênero. Segundo Javier Sáez e Sejo Carrascosa, “não há nenhuma referência à importância do anal, à sua função reguladora sobre o normal e o patológico, nem sobre sua relação chave com a masculinidade e a feminilidade (Sáez; Carrascosa, 2016, p. 67).

Nesse sentido, pensar sexo e gênero, significa também pensar o cu.A política é anal porque o cu é um espaço político por definição, as regulações sobre o cu constroem a própria constituição do sujeito ou da humanidade do humano, é também pelo cu que se decide quem pode matar e quem pode ser morto, “na medida em que o sexo anal pode acarretar nada mais nada menos que a morte em oito países do mundo, e a prisão em mais de oitenta” (Sáez; Carrascosa, 2016, p. 73). O ânus é político e conforma também uma política, é um espaço fundante da naturalização da diferença sexual e da lógica cisheteropatriarcal, é um lugar “onde se articula discursos, práticas, vigilâncias, olhares, explorações, proibições, escárnios, ódios, assassinatos, enfermidades (Sáez; Carrascosa, 2016, p. 73).

#Antropoceno #Gênero #Ecologia

Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/140583

A evolução da coautoria na Ciência Política brasileira: tendências temporais e padrões de gênero / Revista de Sociologia e Política

A evolução da coautoria na Ciência Política brasileira: tendências temporais e padrões de gênero / Revista de Sociologia e Política

Resultados: A média de autores por publicação passou de 1,04 em 1999 para 1,96 em 2025, crescimento de 88%. Ambos os periódicos levaram 17 anos para superar a marca de dois autores por trabalho. A autoria individual permanece predominante (65%), seguida por duplas (22%) e trios (9%). Mulheres correspondem a apenas 29% das primeiras autorias. Não há diferença estatisticamente significativa no nível médio de coautoria entre homens (1,58) e mulheres (1,53). Discussão: O crescimento da coautoria na Ciência Política brasileira acompanha tendências internacionais e reflete a combinação de desenhos de pesquisa mais complexos, maior sofisticação metodológica e pressões institucionais por produtividade. No que diz respeito ao gênero, o dado mais relevante não é a ausência de diferença na intensidade da coautoria, mas o que ela revela: as mulheres colaboram tanto quanto os homens, o que desloca a desigualdade para etapas anteriores da trajetória acadêmica, manifestando-se na sub-representação na primeira autoria.

#Coautoria #Gênero #ProduçãoCientífica

Disponível em: https://doi.org/10.1590/1678-98732434e011

Questão racial e de gênero cresce entre livros de escolas públicas; clássicos predominam nas particulares / Folha de S. Paulo

Questão racial e de gênero cresce entre livros de escolas públicas; clássicos predominam nas particulares / Folha de S. Paulo

Literatura afro-brasileira e narrativas que abordam feminismo, questões étnico-raciais e de direitos humanos ganharam um pouco mais de espaço nas listas de livros literários adotados por escolas públicas nos anos finais do ensino fundamental.

É o que mostra um levantamento do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), a pedido da Folha, sobre as obras literárias mais solicitadas por instituições de ensino para compra por meio do PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático), política do Ministério da Educação que abastece as redes de ensino públicas.

#BibliotecasEscolares #QuestõesÉtnicoRaciais #Gênero

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/questao-racial-e-de-genero-cresce-entre-livros-de-escolas-publicas-classicos-predominam-nas-particulares.shtml

O gênero cabe em um nome?: cuidados na inferência automática em bases científicas, por Jesús P. Mena-Chalco / Divulga-CI

O gênero cabe em um nome?: cuidados na inferência automática em bases científicas, por Jesús P. Mena-Chalco / Divulga-CI

“A inferência automática pode ser uma ferramenta útil, mas deve ser tratada como aproximação probabilística, não como verdade individual. Em muitos casos, a resposta mais científica e mais ética não é classificar a qualquer custo. É reconhecer, com responsabilidade: aqui, eu não sei com segurança.” relata o pesquisador Prof. Dr. Jesús P. Mena-Chalco, da Universidade Federal do ABC e membro da Rede Nacional de Ciência para a Educação.

#Gênero

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-07-jul-2026/o-genero-cabe-em-um-nome-cuidados-na-inferencia-automatica-em-bases-cientificas-por-jesus-p-mena-chalco/

Ciência da Informação, Estudos de Gênero e Estudos Queer: relações existentes, por Abe Muniz Pinto / Divulga-CI

Ciência da Informação, Estudos de Gênero e Estudos Queer: relações existentes, por Abe Muniz Pinto / Divulga-CI

“Nos trabalhos de conclusão dos cursos de Pós-Graduação em CI no Brasil, até 2023, foram recuperados 18 trabalhos sobre gênero e comunidade LGBTQIAPN+, das teses e dissertações analisadas, as três autorias mais citadas sobre a questão de gênero são: Guacira Louro, Judith Butler e Michel Foucault.” aponta a pessoa pesquisadora Me. Abe Muniz Pinto, estudante do doutoramento em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco.

#PPGCI #Gênero #Queer

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-06-jun-2026/ciencia-da-informacao-estudos-de-genero-e-estudos-queer-relacoes-existentes-por-abe-muniz-pinto/

A representação temática do feminino na literatura de cordel / PPGCI – UEL

A representação temática do feminino na literatura de cordel / PPGCI – UEL

Os resultados do estudo evidenciam a recorrência de categorias de representação do feminino marcadas por permanências e deslocamentos ao longo das décadas analisadas, bem como a construção de um repertório de termos e categorias que subsidiam práticas de representação temática em acervos literários. Ao evidenciar as formas pelas quais o feminino é representado nos folhetos de cordel, esta pesquisa contribui para o debate informacional sobre a organização de acervos literários e amplia a reflexão crítica acerca das desigualdades de gênero presentes nos discursos culturais, indicando a relevância social do tratamento temático da informação

#Cordel #Gênero #RepresentaçãoTemática

Disponível em: https://repositorio.uel.br/items/0c851255-9c3e-48c7-9bb1-b8d6dc865861

Questões de gênero no catálogo do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará / Palabra Clave

Questões de gênero no catálogo do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará: uma proposta de revisão de termos / Palabra Clave

A análise dos dados foi constituída por 31 termos que abrangem uma variedade de questões elacionadas aogênero homem no catálogo SiBi-UFC e realizada a partir da busca no catálogo SiBi-UFC e na ferramenta Linked Data Service, em que os LCSH estão integrados, e possibilitou a construção das seguintes categorias: Seres humanos (15); Disciplinas (9); Mista (4); Outros (3). (…)

Há as seguintes constatações e recomendações para implantação na política e/ou manual de indexação:

– não usar termos genéricos de gênero, a exemplo de “homem”, substitua por seres humanos, humana, humano, homens, mulheres, gays, lésbicas, conforme o caso;

– evitar a adjetivação dos termos por meio do uso de feminino, de masculino, a exemplo de: em vez de Infratoras femininas, usar “Mulheres Infratoras”, para mulheres e “Homens Infratores”, para homens; utilizar “Enfermeiras”, para mulheres e “Enfermeiros”, para homens, e não enfermeiros do sexo masculino, tampouco enfermeiros masculinos;

#ListasDeCabeçalhoDeAssunto #Gênero #Indexação #PolíticaDeIndexação

Disponível em: https://www.palabraclave.fahce.unlp.edu.ar/article/view/PCe285

O papel das bibliotecas escolares nas relações étnico-raciais e de gênero: ações do Programa de Biblioteca e Leitura Contagem das Letras / Biblioteca Escolar em Revista

O papel das bibliotecas escolares nas relações étnico-raciais e de gênero: ações do Programa de Biblioteca e Leitura Contagem das Letras / Biblioteca Escolar em Revista

O texto enfatiza que a biblioteca vai além do empréstimo de livros: é lugar de resistência, escuta e transformação social. As ações descritas demonstram o potencial das bibliotecas escolares como espaços de mediação cultural e promoção da diversidade, reafirmando o papel da escola como território de construção de identidades, reconhecimento de saberes plurais e fortalecimento da representatividade de mulheres e pessoas negras na literatura e em outras áreas do conhecimento.

#Representatividade #QuestõesÉtnicoRaciais #Gênero #BibliotecasEscolares

Disponível em: https://revistas.usp.br/berev/pt_BR/article/view/240597

Questões de gênero no catálogo do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará: uma proposta de revisão de termos / Palabra Clave

Questões de gênero no catálogo do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará: uma proposta de revisão de termos / Palabra Clave

Conclui-se a pertinência de aprimoramento do catálogo SiBi-UFC em relação às questões de gênero nos seguintes aspectos: não usar termos genéricos de gênero, a exemplo de “homem”; evitar a adjetivação dos termos por meio do uso de feminino, de masculino; duplicidade de registros de autoridade de diversas fontes no catálogo, isto é, inclusão de mais de um registro de autoridade do DeCS e dos LCSH que de fato são sinônimos; enviesamento de gênero por meio da manutenção de termos ou de remissivas “ver” que incluem a palavra “homem”.

#Gênero #BibliotecasUniversitárias

Disponível em: https://www.palabraclave.fahce.unlp.edu.ar/article/view/PCe285

Organização do conhecimento, gênero e colonialidade na versão em espanhol da vigesimosegunda edição da Classificação Decimal Dewey / Investigación Bibliotecológica

Organização do conhecimento, gênero e colonialidade na versão em espanhol da vigesimosegunda edição da Classificação Decimal Dewey (CDD22): um estudo crítico interseccional / Investigación Bibliotecológica

A análise identifica quatro padrões estruturais na representação de categorias relacionadas a gênero e dissidência de gênero e sexual: invisibilidade conceitual, patologização, fragmentação temática e subordinação hierárquica. Esses padrões revelam dinâmicas de injustiça epistêmica que restringem a inteligibilidade e a autonomia classificatória de certas experiências sociais, especialmente em campos como saúde, violência e ciências sociais. A partir de uma perspectiva interseccional situada, o estudo insere essas descobertas no âmbito das epistemologias feministas latino-americanas, ressaltando a necessidade de uma revisão crítica dos sistemas de organização do conhecimento para avançar em direção a formas mais inclusivas e socialmente responsáveis ​​de representação documental.

#OrganizaçãoDoConhecimento #Gênero #Interseccionalidade #CDD

Disponível em: https://rev-ib.unam.mx/index.php/ib/article/view/59114