Marcando o gênero: uma análise crítica da representação de gênero nos cabeçalhos de assunto da Biblioteca do Congresso / Library resources & technical services

Marcando o gênero: uma análise crítica da representação de gênero nos cabeçalhos de assunto da Biblioteca do Congresso / Library resources & technical services

Este estudo investigou como os binarismos de gênero foram representados e marcados, conforme demonstrado pelo número total de termos da LCSH contendo “mulheres”/“feminino” ou “homens”/“masculino”. Os resultados mostram que a LCSH apresenta um número significativamente desproporcional de termos demográficos femininos (91,4%, 2.142 termos) [por exemplo, Mulheres ativistas políticas, Mulheres reformadoras sociais, Mulheres abolicionistas, Mulheres
revolucionárias, Mulheres pioneiras, Mulheres pacifistas e Mulheres filantropas]

Uma disparidade significativa também foi observada em títulos com distinção de gênero que não possuíam termos correspondentes para o gênero oposto. Quase todos os títulos femininos (94,1%, 2.016 de 2.142) não possuíam títulos masculinos equivalentes, enquanto apenas 37,3% (75 de 201) dos títulos masculinos não possuíam termos femininos equivalentes na LCSH. Essa diferença gritante foi paralela à diferença desproporcional no número total de títulos femininos e masculinos.

#Gênero #DesigualdadeDeGênero #Indexação #ListasDeCabeçalhoDeAssunto #LCSH

Disponível em: https://journals.ala.org/index.php/lrts/article/view/8680/12040

Práticas de compartilhamento de conhecimento, redes de colaboração e diversidade de gênero e raça em redes de pesquisa translacional: um estudo de caso na Fiocruz / PPGCI – IBICT

Práticas de compartilhamento de conhecimento, redes de colaboração e diversidade de gênero e raça em redes de pesquisa translacional: um estudo de caso na Fiocruz / PPGCI – IBICT

Os resultados revelam que, embora haja predominância feminina entre os pesquisadores, os nós centrais das redes permanecem majoritariamente ocupados por homens brancos, evidenciando desigualdades estruturais. A representatividade racial é baixa, especialmente nos cargos de maior prestígio e liderança, o que aponta para a necessidade de políticas institucionais de inclusão. As práticas de compartilhamento de conhecimento são reconhecidas e valorizadas pelos participantes, mas ainda carecem de sistematização e maior adesão às ferramentas tecnológicas institucionais. A análise das redes demonstra que a implementação do Programa de Pesquisa Translacional contribuiu para o aumento da conectividade e colaboração entre os grupos, embora persistam desafios quanto à descentralização geográfica e à inclusão de unidades periféricas.

#Fiocruz #AnáliseDeRede #ColaboraçãoCientífica #Raça #Gênero

Disponível em: https://ridi.ibict.br/handle/123456789/1437

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Evidencia-se que a lógica algorítmica das plataformas digitais, aliada à economia da atenção, potencializa a viralização desses conteúdos, aprofundando desigualdades informacionais. Contudo, o estudo também identifica formas de resistência nos ambientes digitais, especialmente por meio da atuação de coletivos feministas que constroem contra-narrativas e preservam a memória de mulheres vítimas de ataques informacionais. Conclui-se que a desinformação de gênero constitui uma ameaça estrutural à democracia e à cidadania, exigindo políticas públicas, ações educativas e novas abordagens teóricas que integrem a perspectiva de gênero no campo informacional.

#Gênero #Desinformação #MediaçãoAlgorítmica #DiscursoDeÓdio

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7612

O aflorar no Recife : narrativas femininas na revista O Lyrio (1902-1904)

O aflorar no Recife : narrativas femininas na revista O Lyrio (1902-1904)

No início do século XX, a imprensa periódica feminina constituiu um importante espaço de expressão, disseminação de informação e resistência. Ante o exposto, este estudo objetiva de forma geral: evidenciar as narrativas femininas presentes na revista O Lyrio como expressão das práticas socioculturais do Recife entre os anos de 1902 e 1904. (…) Para o tratamento dos resultados foram estabelecidas seis categorias temáticas, sendo elas: afetos e subjetividades; críticas ou resistências; educação; religião e moral; representação feminina e vida social. Por fim, esta dissertação destaca as narrativas presentes no periódico O Lyrio como forma de expressão feminina, expondo como as mulheres refletiam, dialogavam e questionavam sobre as práticas socioculturais propagadas no Recife no início do século XX, revelando traços de um sistema patriarcal e o ímpeto disruptivo dessas damas.

#Gênero #Memória

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68465

Diella, a primeira ministra artificial da Albânia: a armadilha da feminização da IA / The Conversation

Diella, a primeira ministra artificial da Albânia: a armadilha da feminização da IA / The Conversation

Atribuir características artificialmente humanas e femininas às máquinas explorando reações inconscientes e automáticas a traços neoténicos (características juvenis associadas a traços femininos como olhos redondos, feições arredondadas) que evocam a inconsciência da inocência e, por consequência, a honestidade e a sinceridade.

Essa manipulação simples pode facilitar a tomada de decisões algorítmicas potencialmente problemáticas. Uma IA feminizada nos faz acreditar que ela é mais humana, mais empática, mais “confiável”. Ou, não podemos esquecer que se trata de um programa de informação, sem emoções ou consciência – o que vem a ser discutido –, pois as decisões não podem ser tendenciosas ou mesmo instrumentalizadas.

#IA #Gênero

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/diella-premiere-ministre-artificielle-en-albanie-le-piege-de-la-feminisation-des-ia-265608

Resiliência informacional de gênero : práticas informacionais de professoras do ensino superior durante a pandemia de covid-19 / PPGCI – UFPB

Resiliência informacional de gênero : práticas informacionais de professoras do ensino superior durante a pandemia de covid-19 / PPGCI – UFPB

Esta pesquisa contribuiu para a ampliação do conceito de resiliência informacional, a partir de uma perspectiva de gênero. Discutiu implicações sociais e informacionais da pandemia de covid-19, um fenômeno social de proporção global, na saúde e na educação, por meio da percepção de professoras de uma universidade pública no nordeste brasileiro. Ao mesmo tempo, propiciou revelar os impactos na prática docente durante o ERE, com o rompimento das fronteiras entre o espaço público e o espaço privado, já que o espaço doméstico foi invadido pela sala de aula virtual.

#Gênero #Covid19 #PráticasInformacionais #ResiliênciaInformacional

Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/35603

Análise das HQs nortistas: a representação de gênero nos quadrinhos amapaenses / Cajueiro

Análise das HQs nortistas: a representação de gênero nos quadrinhos amapaenses / Cajueiro

Os quadrinhos analisados são a prova de que o Norte produz conteúdo de qualidade e diversificado, que vão desde HQs de super-heróis sem uniforme, lendas das florestas e questões que derrubam barreiras geográficas. Portanto, a pluralidade nessas obras abordadas na presente pesquisa demonstra que o Norte só tende a avançar e se desenvolver cada vez mais na área dos quadrinhos.

Para finalizar, os quadrinhos femininos na Amazônia Oriental refletem as vivências, os desafios e as conquistas das mulheres da região. A produção quadrinística não apenas contribui para a cena cultural local, como também revisitam questões sociais e educacionais importantes, frequentemente invisibilizadas em outros meios de comunicação.

#HQs #Gênero #RegiãoNorte

Disponível em: https://periodicos.ufs.br/Cajueiro/article/view/23598

Biblioteca Nacional da Escócia investiga alegação de censura / Museums Association

Biblioteca Nacional da Escócia investiga alegação de censura / Museums Association

A controvérsia levou a um debate ainda mais aprofundado sobre a liberdade de expressão no setor cultural do Reino Unido esta semana. Em um artigo intitulado “Quando a Curadoria se Torna Censura” , a autora do Index on Censorship, Jemimah Steinfeld, escreveu que “os livros devem ser um espaço onde ideias – mesmo as profundamente desconfortáveis ​​– possam ser exploradas”.

Ela continuou: “Alguns dizem que o livro em questão promove o ‘ódio’. Eles têm o direito de ter essa opinião e, de fato, o direito de protestar contra sua inclusão. Também é importante reconhecer que, para muitos leitores e funcionários LGBTQ+, isso não é apenas uma discordância política. É pessoal e doloroso.”

(Vale ver o texto com cuidado… excelente para discussão em sala de aula!)

#Censura #Gênero

via Museums Association

Disponível em: https://www.museumsassociation.org/museums-journal/news/2025/08/national-library-of-scotland-investigates-censorship-claim/#

Diferença de gênero nas equipes editoriais / EPI

Diferença de gênero nas equipes editoriais

Estudos anteriores no meio acadêmico mostraram que as mulheres continuam sub-representadas em cargos de liderança em vários campos científicos, bem como em funções-chave. Apesar dos esforços de diversas esferas decisórias para alcançar a paridade de gênero em diversos cenários organizacionais, esse fenômeno demonstra que as mulheres continuam enfrentando barreiras para acessar cargos de liderança.

#Gênero #GestãoEditorial

Disponível em: https://www.scimagoepi.com/brecha-de-genero-en-equipos-editoriales/

“Quando ensaiamos lutar”: mulheres letradas, imprensa e feminismos em Maceió-AL (1887-1903) / PPGCI – UFAL

“Quando ensaiamos lutar”: mulheres letradas, imprensa e feminismos em Maceió-AL (1887-1903) / PPGCI- UFAL

Enfrentando a invisibilidade política que lhes foi legada e as poucas referências bibliográficas sobre o assunto, esta pesquisa historiciza o periodismo feminino e feminista a partir da utilização da crítica feminista e das categorias analítico-interpretativas de sexo, classe, raça e gênero (Lélia Gonzalez, 2022; Kimberlé Crenshaw, 2020; Cecília Sardenberg, 2007; Donna Haraway, 1995; Angela Davis, 2016), assim como busca capturar os “silêncios” que constituem e revelam a materialidade do poder sobre o corpo das/os sujeitas/os em Alagoas (Eni Orlandi, 2007; Michel Foucault, 1984). Com isso em vista, interessou mapear as principais reivindicações feitas por essas mulheres e a avaliação que faziam de sua própria condição social permeada por discursos que sinalizam a Modernidade capitalista, a feminização da cultura, a transformação do espaço rural em meio urbano e a persistência do patriarcado (Yuderkys Minõso, 2020; Durval Albuquerque Jr., 2013; Arrisete Costa, 2015).

#Jornalismo #Gênero #Escritoras

Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/16067

Gestão da informação na saúde pública sob a perspectiva feminina / PPGCI – UFC

Gestão da informação na saúde pública sob a perspectiva feminina

Qual é a compreensão que as mulheres atendidas nos serviços de saúde pública de Fortaleza-CE têm sobre o atendimento a elas direcionados e que podem contribuir para a gestão da informação nessas instituições? Nesse sentido, o objetivo geral é analisar a percepção das mulheres sobre como os serviços públicos em saúde são ofertados, a fim de destacar seus pontos de vista para a gestão da informação nessas instituições. Dessa maneira, os objetivos específicos dividem-se em: identificar o perfil das mulheres atendidas pelos serviços de saúde pública da cidade de Fortaleza – CE; apresentar o olhar dessas mulheres sobre suas necessidades de informação para saúde enquanto usuárias dos serviços de saúde pública da cidade; e evidenciar semelhanças e diferenças nas respostas relacionadas aos blocos preestabelecidos, bem como relacioná-las a gestão da informação para saúde da mulher.

#GestãoDaInformação #InformaçãoEmSaúde #Gênero

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80920

Memória e afetos como resistência à desinformação de gênero : um estudo do período eleitoral brasileiro em 2022 / PPGCI – UFPe

Memória e afetos como resistência à desinformação de gênero : um estudo do período eleitoral brasileiro em 2022

Nessa investigação, relacionam-se o fenômeno da memória nas redes sociais digitais e a desinformação de gênero. Quanto à forma de abordagem, se constitui enquanto qualitativa. Para coleta de dados, utilizam-se a pesquisa documental e etnografía virtual, com dados coletados no o Twitter/X. Os dados coletados foram analisados, a partir da análise temática de conteúdo. Conclui-se que a desinformação de gênero utiliza conteúdo emotivo para assediar mulheres, minando sua participação pública. A sororidade se destaca como uma força de resistência fundamental, conectando mulheres e fortalecendo redes de solidariedade. Além da necessidade de promover a co-criação, colaboração comunitária e competência crítica em informação para o fortalecimento da luta contra a desinformação, explorando novos formatos como áudio, memes, e jogos para prebunking.

#Desinformação #Gênero #MulheresNaPolítica

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62966

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