O direito à literatura nas eleições / Quatro cinco um

O direito à literatura nas eleições / Quatro cinco um

A Quatro Cinco Um leu o plano de governo dos candidatos que marcam mais de 1% nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência — Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Augusto Cury — e procurou os diretórios das campanhas em busca de propostas detalhadas para o livro e a leitura. Eis o que descobrimos:

Nas 76 páginas de “Para o Brasil vencer o atraso”, plano de governo do favorito a enfrentar Lula num provável segundo turno, as palavras “livros” e “leitura” não são citadas nenhuma vez. A reportagem procurou a campanha do senador entre julho e agosto — por e-mails e troca de mensagens com a assessoria do seu partido, o PL, a coordenação da campanha presidencial e a assessoria no Senado —, mas não obteve respostas.

Ao e-mail indicado pela assessoria foram encaminhadas mensagens para entender se Flávio tem ideias para o enfrentamento da perda de leitores e para a reversão dos baixos índices brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) — em 2022, entre os 81 países avaliados, o Brasil figurou na 52ª posição em leitura.

via Quatro Cinco Um

#Leitura #Eleições #Pisa #PolíticasPúblicasEmLeitura

Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/reportagens/politica/o-direito-a-literatura-nas-eleicoes/

A leitura no mundo digital e os resultados do Pisa / Folha de S. Paulo

A leitura no mundo digital e os resultados do Pisa / Folha de S. Paulo

Os resultados de leitura, em geral, mostram um quadro preocupante. Segundo a OCDE, de 2018 a 2025 houve piora nas habilidades particularmente relevantes em um ambiente informacional cada vez mais digital: avaliar informações, fazer conexões entre múltiplas fontes e pensar criticamente sobre as mensagens que consumimos. Ao mesmo tempo, a parcela de “leitores precipitados” quase dobrou no período considerado. No contexto do Pisa, esse termo refere-se aos estudantes que leem às pressas e dão respostas rápidas, mas incorretas, para as perguntas sobre a leitura.

Em relação ao Brasil, o Pisa apontou que apenas 1% dos estudantes alcançaram excelência (nível 5 ou superior) em leitura. Nesse patamar, os adolescentes conseguem compreender textos extensos, lidar com conceitos abstratos ou contraintuitivos e distinguir fatos de opiniões com base em pistas implícitas relacionadas ao conteúdo ou à fonte da informação. A média da OCDE, de 6%, tampouco pode ser considerada alentadora. (…)

Em uma sociedade em que nunca foi tão fácil produzir, acessar e compartilhar informação, saber ler deixou de significar apenas compreender o que está escrito. Significa também saber perguntar quem escreveu, com que evidências, para qual finalidade, em qual contexto e por que aquela informação chegou até nós.

#Leitura #Pisa #Coinfo

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/a-leitura-no-mundo-digital-e-os-resultados-do-pisa.shtml

PISA 2025 revela queda acentuada nas habilidades de matemática e leitura / Statista

PISA 2025 revela queda acentuada nas habilidades de matemática e leitura / Statista

Nos 36 países da OCDE incluídos no estudo, o desempenho médio dos alunos de 15 anos foi o mais baixo já registrado nas três áreas principais: ciências, matemática e leitura. As habilidades de leitura apresentaram um declínio particularmente acentuado, com a pontuação média nessa área caindo 16 pontos em relação ao estudo de 2022. Isso é especialmente preocupante, uma vez que as habilidades de leitura — incluindo a capacidade de processar e avaliar informações e de pensar de forma crítica — são mais importantes do que nunca na era da IA ​​e da desinformação.

A tendência de longo prazo é igualmente preocupante. Como mostra o nosso gráfico, as pontuações médias em ciências, matemática e leitura vêm caindo gradualmente desde a virada do milênio, sendo que o declínio nas habilidades de matemática e leitura ganhou ritmo a partir de 2018. As pontuações em ciências mantiveram-se um pouco mais estáveis, registrando uma queda de 17 pontos entre 2006 e 2025.

#Pisa #Leitura

via Statista

Disponível em: https://www.statista.com/chart/36590/long-term-trend-in-pisa-scores/

Ranking da educação: Brasil segue nas últimas posições no Pisa 2025 e fica atrás de seis vizinhos latino-americanos em matemática / G1

Ranking da educação: Brasil segue nas últimas posições no Pisa 2025 e fica atrás de seis vizinhos latino-americanos em matemática / G1

Ciências foi a área principal desta edição — a primeira vez desde 2015 que a disciplina recebe foco especial. Foi também onde o Brasil teve o melhor resultado relativo: 409 pontos, 67º lugar entre 90 países, empatado com o Azerbaijão e logo à frente de Jordânia e Peru.

Com 408 pontos, o Brasil ficou em 52º entre 89 países, empatado com México e Albânia. É a área em que o país está mais próximo do resto do mundo.

A nota ficou dois pontos abaixo da registrada em 2022, mas, novamente, a diferença não é estatisticamente significativa.

Singapura liderou, com 535 pontos. Depois aparecem o conjunto de regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, com 527; Taiwan, com 508; Japão, com 503; e Macau e Coreia do Sul, ambos com 501 pontos.

#Pisa #Leitura

via G1

Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/09/08/brasil-ultimas-posicoes-pisa-2025.ghtml

Quem lê livros digitais​ passa a ler mais, diz pesquisa inédita / Publishnews

Quem lê livros digitais​ passa a ler mais, diz pesquisa inédita / Publishnews

Uma pesquisa inédita realizada pela Nielsen BookData e divulgada pelo Skeelo nesta quarta-feira (2) revelou que a leitura de livros digitais serve como estímulo para mais leitura: quem começa a ler livros no ambiente digital, passa a ler muito mais de maneira geral. Segundo a pesquisa Perfil e Hábito do Leitor Digital Brasileiro, 49% da população de mais de 10 anos teve contato com a leitura digital nos últimos 12 meses — aqui, não apenas de livros digitais, mas também de textos informativos em portais, newsletters, quadrinhos, fanfics e PDFs, entre outros conteúdos. Falando apenas em livros digitais — e-books e audiolivros —, o percentual é de 25% da população: ou seja, cerca de 47 milhões de pessoas leram ou consumiram um livro digital no último ano no Brasil.

#Ebooks #Leitura #FormaçãoDeLeitores

Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2026/09/02/quem-le-livros-digitais-passa-a-ler-mais-diz-pesquisa-inedita

Seu próximo leitor é uma máquina, e nós estamos prontos / Scholarly Kitchen

Seu próximo leitor é uma máquina, e nós estamos prontos / Scholarly Kitchen

“Acompanhar o avanço da ciência médica, através da leitura das inúmeras obras que são continuamente publicadas, é uma tarefa difícil até mesmo para quem tem tempo livre; para o médico atarefado, fazê-lo é praticamente impossível. Este último, porém, é precisamente aquele para quem um conhecimento constante e progressivo dos avanços e descobertas práticas da atualidade é mais necessário, pois é ele quem se encontra com maior frequência em circunstâncias que exigem um repertório pronto de recursos terapêuticos.” Este exemplo vem do American Journal of Dental Science , de 1845, durante a revisão do resumo semestral mais recente das ciências médicas. Com o crescimento massivo de dados, esse problema se agravará. Atualmente, milhões de artigos, pré-publicações, conjuntos de dados, protocolos e arquivos suplementares são publicados anualmente, como demonstrado por Hao et al. na revista Nature .

(…) Se o leitor se torna cada vez mais uma máquina, a pergunta óbvia é o que, e como, servimos a ele. Nesse sentido, o conceito útil é o de um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS) headless, ou multi-headed. A ideia é simples: armazenar o conteúdo em um núcleo estruturado único, com o texto completo, metadados, identificadores e direitos de acesso em um só lugar, e então conectar múltiplas plataformas de distribuição, oferecendo flexibilidade para quem deseja consumir o conteúdo. Em outras palavras, atender os leitores onde eles estiverem.

#Leitura #ComunicaçãoCientífica #ArquiteturaDaInformação #AgentesDeIA

Disponível em: https://scholarlykitchen.sspnet.org/2026/08/21/guest-post-your-next-reader-is-a-machine-and-we-are-ready/

Literatura é também para se escutar / Jornal da Universidade

Literatura é também para se escutar / Jornal da Universidade

Se nos pedem para imaginar uma cena de leitura, é seguro supor que a imagem que mais facilmente vem à mente é a do leitor silencioso, concentrado, dedicado ao ritual imersivo da leitura. De fato, o silêncio é, em geral, tido como condição necessária ao próprio ato de ler. A atividade de leitura em voz alta, por outro lado, acaba sendo vista como uma exceção, uma ação esporádica, um desvio à leitura dita silenciosa, essa, sim, a “verdadeira” leitura. A partir de minha experiência com a leitura em voz alta, no entanto, venho tentando relativizar um pouco essa perspectiva ainda tão dicotômica.

#Leitura

via Jornal da Universidade

Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/literatura-e-tambem-para-se-escutar/

Leitura por opção, sem obrigação / Leitura e Contexto

Leitura por opção, sem obrigação / Leitura e Contexto

Já Daniel Pennac, no livro Como um romance, diz que ​”O verbo ler não tolera o imperativo. É um tédio que compartilha com alguns outros: o verbo ‘amar’… o verbo ‘sonhar’.” Ele defende os ‘direitos do leitor’, como o direito de ler qualquer coisa e o de não terminar um livro. (…) Portanto, a clareza e a autonomia do leitor juntamente com a mediação informativa sem imposição e a biblioteca escolar com todos os seus recursos físicos, humanos e tecnológicos, trazendo um espaço vivo e acolhedor, são fundamentais para a formação de leitores.

#Leitura

Disponível em: https://leituraecontexto.blogspot.com/2026/08/leitura-por-opcao-sem-obrigacao.html

“O livro, para a gente, não é uma mercadoria. É o resultado histórico de uma comunidade” –  Entrevista com Rafael Limongelli, co-idealizador da FLIPEI / O Odisseu

“O livro, para a gente, não é uma mercadoria. É o resultado histórico de uma comunidade” –  Entrevista com Rafael Limongelli, co-idealizador da FLIPEI / O Odisseu

“O livro não é uma mercadoria, uma commodity. O livro é um lugar de encontro, de cristalização do bem comum, de construção comunitária. A gente vem tentando, nos últimos anos, pensar que a nossa ação em relação a transformações macropolíticas vem dessa frente ampla de defesa do livro”. – Rafael Limongelli.

#Leitura

via Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/o-livro-para-a-gente-nao-e-uma-mercadoria-entrevista-com-rafael-limongelli-flipei/

Livros que emocionam também ensinam: pesquisa mostra como a literatura fortalece habilidades para a vida / CI Express

Livros que emocionam também ensinam: pesquisa mostra como a literatura fortalece habilidades para a vida / CI Express

A leitura pode ir muito além da alfabetização e do desenvolvimento da linguagem. É o que demonstra o artigo “O papel da leitura literária na construção socioemocional do leitor”, de Angélica Sheila Moreira e Mauriceia Silva de Paula Vieira, ao evidenciar que experiências de leitura literária mediadas na biblioteca escolar favorecem o desenvolvimento de competências como empatia, autoconhecimento, comunicação, ética, cooperação e resiliência. O estudo reforça que a literatura constitui uma importante ferramenta para a formação integral dos estudantes, especialmente quando conduzida por práticas pedagógicas intencionais e sensíveis.

#Leitura

via CI Express

Disponível em: https://www.cienciadainformacaoexpress.com/post/livros-que-emocionam-tamb%C3%A9m-ensinam-pesquisa-mostra-como-a-literatura-fortalece-habilidades-para-a

As políticas públicas de incentivo à leitura e à leitura literária no Brasil / Biblos

As políticas públicas de incentivo à leitura e à leitura literária no Brasil / Biblos

Observa-se que, embora programas de incentivo tenham ampliado o acesso ao livro e à leitura, a formação de leitores literários ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente no que se refere à valorização da literatura, à formação de mediadores de leitura e à continuidade das políticas públicas. Conclui-se que a democratização do acesso ao livro, embora necessária, não é suficiente para garantir a formação de leitores críticos, sendo imprescindível a articulação entre políticas públicas consistentes, práticas pedagógicas significativas e valorização da leitura literária no contexto escolar.

#PolíticasPúblicas #Leitura

Disponível em: https://periodicos.furg.br/biblos/article/view/21359

A presença do mediador da leitura como inspiração na transformação dos(as) leitores(as) / Biblioteca Escolar em Revista

A presença do mediador da leitura como inspiração na transformação dos(as) leitores(as) / Biblioteca Escolar em Revista

Nessa perspectiva, o objetivo desse estudo é evidenciar como a mediação da leitura pode ser uma ação capaz de modificar a vida dos sujeitos. O estudo se caracteriza como descritivo, de natureza qualitativa. A técnica de coleta de dados consiste em duas etapas: uma entrevista com o Professor Rovilson Silva, mediador atuante em escolas públicas, e a segunda etapa refere-se às entrevistas com uma aluna e um aluno, hoje mediadores de leitura na cidade de Londrina, Paraná. Após a análise foi possível concluir que as trocas de leitura e a participação destes nas mediações realizadas pelo referido Professor, marcou a relação dos leitores com o livro, o texto e despertou neles o desejo de replicar, na fase adulta, as mediações, pois a aluna atualmente é narradora de histórias e o aluno escritor.

#MediaçãoDeLeitura #Leitores #FormaçãoDeLeitores

Disponível em: https://revistas.usp.br/berev/pt_BR/article/view/238595