Literatura é também para se escutar / Jornal da Universidade

Literatura é também para se escutar / Jornal da Universidade

Se nos pedem para imaginar uma cena de leitura, é seguro supor que a imagem que mais facilmente vem à mente é a do leitor silencioso, concentrado, dedicado ao ritual imersivo da leitura. De fato, o silêncio é, em geral, tido como condição necessária ao próprio ato de ler. A atividade de leitura em voz alta, por outro lado, acaba sendo vista como uma exceção, uma ação esporádica, um desvio à leitura dita silenciosa, essa, sim, a “verdadeira” leitura. A partir de minha experiência com a leitura em voz alta, no entanto, venho tentando relativizar um pouco essa perspectiva ainda tão dicotômica.

#Leitura

via Jornal da Universidade

Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/literatura-e-tambem-para-se-escutar/

Leitura por opção, sem obrigação / Leitura e Contexto

Leitura por opção, sem obrigação / Leitura e Contexto

Já Daniel Pennac, no livro Como um romance, diz que ​”O verbo ler não tolera o imperativo. É um tédio que compartilha com alguns outros: o verbo ‘amar’… o verbo ‘sonhar’.” Ele defende os ‘direitos do leitor’, como o direito de ler qualquer coisa e o de não terminar um livro. (…) Portanto, a clareza e a autonomia do leitor juntamente com a mediação informativa sem imposição e a biblioteca escolar com todos os seus recursos físicos, humanos e tecnológicos, trazendo um espaço vivo e acolhedor, são fundamentais para a formação de leitores.

#Leitura

Disponível em: https://leituraecontexto.blogspot.com/2026/08/leitura-por-opcao-sem-obrigacao.html

“O livro, para a gente, não é uma mercadoria. É o resultado histórico de uma comunidade” –  Entrevista com Rafael Limongelli, co-idealizador da FLIPEI / O Odisseu

“O livro, para a gente, não é uma mercadoria. É o resultado histórico de uma comunidade” –  Entrevista com Rafael Limongelli, co-idealizador da FLIPEI / O Odisseu

“O livro não é uma mercadoria, uma commodity. O livro é um lugar de encontro, de cristalização do bem comum, de construção comunitária. A gente vem tentando, nos últimos anos, pensar que a nossa ação em relação a transformações macropolíticas vem dessa frente ampla de defesa do livro”. – Rafael Limongelli.

#Leitura

via Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/o-livro-para-a-gente-nao-e-uma-mercadoria-entrevista-com-rafael-limongelli-flipei/

Livros que emocionam também ensinam: pesquisa mostra como a literatura fortalece habilidades para a vida / CI Express

Livros que emocionam também ensinam: pesquisa mostra como a literatura fortalece habilidades para a vida / CI Express

A leitura pode ir muito além da alfabetização e do desenvolvimento da linguagem. É o que demonstra o artigo “O papel da leitura literária na construção socioemocional do leitor”, de Angélica Sheila Moreira e Mauriceia Silva de Paula Vieira, ao evidenciar que experiências de leitura literária mediadas na biblioteca escolar favorecem o desenvolvimento de competências como empatia, autoconhecimento, comunicação, ética, cooperação e resiliência. O estudo reforça que a literatura constitui uma importante ferramenta para a formação integral dos estudantes, especialmente quando conduzida por práticas pedagógicas intencionais e sensíveis.

#Leitura

via CI Express

Disponível em: https://www.cienciadainformacaoexpress.com/post/livros-que-emocionam-tamb%C3%A9m-ensinam-pesquisa-mostra-como-a-literatura-fortalece-habilidades-para-a

As políticas públicas de incentivo à leitura e à leitura literária no Brasil / Biblos

As políticas públicas de incentivo à leitura e à leitura literária no Brasil / Biblos

Observa-se que, embora programas de incentivo tenham ampliado o acesso ao livro e à leitura, a formação de leitores literários ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente no que se refere à valorização da literatura, à formação de mediadores de leitura e à continuidade das políticas públicas. Conclui-se que a democratização do acesso ao livro, embora necessária, não é suficiente para garantir a formação de leitores críticos, sendo imprescindível a articulação entre políticas públicas consistentes, práticas pedagógicas significativas e valorização da leitura literária no contexto escolar.

#PolíticasPúblicas #Leitura

Disponível em: https://periodicos.furg.br/biblos/article/view/21359

A presença do mediador da leitura como inspiração na transformação dos(as) leitores(as) / Biblioteca Escolar em Revista

A presença do mediador da leitura como inspiração na transformação dos(as) leitores(as) / Biblioteca Escolar em Revista

Nessa perspectiva, o objetivo desse estudo é evidenciar como a mediação da leitura pode ser uma ação capaz de modificar a vida dos sujeitos. O estudo se caracteriza como descritivo, de natureza qualitativa. A técnica de coleta de dados consiste em duas etapas: uma entrevista com o Professor Rovilson Silva, mediador atuante em escolas públicas, e a segunda etapa refere-se às entrevistas com uma aluna e um aluno, hoje mediadores de leitura na cidade de Londrina, Paraná. Após a análise foi possível concluir que as trocas de leitura e a participação destes nas mediações realizadas pelo referido Professor, marcou a relação dos leitores com o livro, o texto e despertou neles o desejo de replicar, na fase adulta, as mediações, pois a aluna atualmente é narradora de histórias e o aluno escritor.

#MediaçãoDeLeitura #Leitores #FormaçãoDeLeitores

Disponível em: https://revistas.usp.br/berev/pt_BR/article/view/238595

Anotações em livros ou marginália / Leitura e Contexto

Anotações em livros ou marginália / Leitura e Contexto

Enquanto a marginália é qualquer rastro que o leitor deixa no papel, a glosa nasceu como uma ferramenta de estudo para tornar um texto compreensível. Sem as glosas dos estudiosos do passado, muito comuns em textos antigos e livros medievais e renascentistas, teriam se tornado completamente ilegíveis para nós hoje.

​Para alguns leitores mais puristas, riscar um livro é quase um crime. No entanto, para historiadores e literatos, a marginália é uma mina de ouro. Pode revelar o processo intelectual de leitores famosos ou fornecer contexto histórico sobre como uma obra foi recebida.

#Leitura #HistóriaDaLeitura

via Leitura e Contexto

Disponível em: https://leituraecontexto.blogspot.com/2026/06/anotacoes-em-livros-ou-marginalia.html

Manifesto Zumbi: O Poder do Livro / CSIC

Manifesto Zumbi: O Poder do Livro / CSIC

É estranho pensar que essas pequenas telas aparentemente inocentes possam conspirar para alterar os fundamentos da cultura. No entanto, a forma como acessamos o conteúdo condiciona o próprio conteúdo. McLuhan disse: o meio é a mensagem. E isso, no caso dos celulares, é mais verdadeiro do que nunca. A tela é a mensagem. O próprio ato de usá-los limita drasticamente o que lemos neles. Há conteúdo que jamais será acessado por meio de um celular. Entre eles, os livros. Não tanto por ser impossível, mas simplesmente porque não se faz isso. Quantos usuários de celulares ao nosso redor os utilizam para ler livros?

Nesse aspecto, as redes sociais cumprem seu papel perfeitamente. Eles capturam a atenção e o tempo dos usuários com conteúdo leve, visual, fragmentado, emocional, surpreendente, pitoresco e viciante… entregue por meio de uma tela que está sempre à mão, acessível, deslumbrante, obediente, ágil, estimulante e prazerosa… São a dupla perfeita: dispositivos eletrônicos e redes sociais acessíveis 24 horas por dia, em qualquer lugar: na cama, no trabalho, na sala de aula, no transporte público, no banheiro, na fila, no bar, no lazer, em um jantar prolongado, em um momento de tédio ou diversão, mesmo enquanto se desfruta de outro conteúdo, como um filme, uma série, um show, um jogo ou até mesmo enquanto se lê um livro. Sempre há um bom motivo para checar o celular.

#Livros #Leitura #LeituraEscritaECultura

Disponível em: http://libros.csic.es/product_info.php?products_id=1997

Livro e leitura livres / Leitura e Contexto

Livro e leitura livres / Leitura e Contexto

​Diferente da leitura imposta, que muitas vezes busca apenas a absorção de dados, a leitura espontânea permite que o leitor dite seu próprio ritmo. É nesse espaço de gratuidade que o livro se transforma em refúgio (desconexão da rotina e tela), espelho (ecos de nossas próprias emoções e dilemas) e janela (realidades e culturas sem a necessidade de um passaporte).

​Incentivar sem impor exige uma postura de curiosidade compartilhada. Em vez de cobrar a leitura de um clássico por puro dever, o incentivo eficaz acontece pelo exemplo e pelo acesso. Ter livros ao alcance das mãos, falar sobre o que se leu com entusiasmo e permitir que cada pessoa encontre seu gênero, seja o romance, a biografia ou a ficção científica, é o que constrói leitores de fato.

#Leitura

via Leitura e Contexto

Disponível em: https://leituraecontexto.blogspot.com/2026/05/livro-e-leitura-livres.html

Uma habilidade de leitura específica pode ser responsável por muitas dificuldades enfrentadas por alunos mais velhos / Education Week

Uma habilidade de leitura específica pode ser responsável por muitas dificuldades enfrentadas por alunos mais velhos / Education Week

O movimento da “ciência da leitura” transformou as práticas de alfabetização inicial em todo o país, com mais de 40 estados exigindo que as escolas ensinem explicitamente os leitores iniciantes a decodificar palavras.

Então, por que tantos alunos mais velhos ainda têm dificuldades com a leitura depois de concluírem os anos iniciais do ensino fundamental? E o que as escolas podem fazer a respeito?

Essas são as perguntas que têm motivado Rebecca Kockler, diretora executiva do programa Reading Reimagined do Advanced Education Research and Development Fund, uma organização nacional sem fins lucrativos que realiza pesquisas e desenvolvimento sobre abordagens baseadas em evidências na educação básica (do jardim de infância ao ensino médio).

#Leitura

via Education Week

Disponível em: https://www.edweek.org/teaching-learning/one-reading-skill-might-be-responsible-for-many-older-students-struggles/2026/03

Os jovens franceses e a leitura em 2026 / Centre National du Livre

Os jovens franceses e a leitura em 2026 / Centre National du Livre

Apesar de um número geralmente estável de jovens leitores, a taxa de abandono escolar durante a adolescência permanece significativa e a qualidade da leitura está diminuindo.
No geral, embora a leitura entre os jovens esteja estável em comparação com 2024 (84% leem na escola/estudos/trabalho; 81% leem por lazer), ainda é muito menor entre os jovens de 16 a 19 anos (-26 pontos em comparação com os de 7 a 12 anos para leitura na escola/estudos/trabalho; -24 pontos em comparação com os de 7 a 12 anos para leitura por lazer), muitos dos quais ainda não leem de forma alguma (mais de um terço).

Para a leitura por lazer, ela diminui com a idade, particularmente entre os meninos: 76% deles liam entre 13 e 15 anos (-15 pontos em comparação com os meninos de 7 a 12 anos); 56% entre 16 e 19 anos (-35 pontos). Além disso, os hábitos de leitura dos jovens permanecem fragmentados, variando de acordo com a idade: 21% fazem outra coisa enquanto leem entre 7 e 9 anos; 45% entre os 13 e 15 anos; e 67% entre os 16 e 19 anos. E, em relação aos livros mais recentes lidos para a escola, estudos ou trabalho, os adolescentes são muito menos propensos do que as crianças mais novas a compreendê-los, apreciá-los ou lê-los com facilidade.

#Jovens #Leitura #França

Disponível em: https://centrenationaldulivre.fr/donnees-cles/les-jeunes-francais-et-la-lecture-en-2026