Literatura homérica e múmias cobertas de ouro descobertas no Egito / Ancient Origins

Literatura homérica e múmias cobertas de ouro descobertas no Egito / Ancient Origins

Talvez o aspecto mais surpreendente da escavação tenha sido a descoberta de um raro papiro junto à uma das múmias. Segundo o diretor de campo, Hassan Ibrahim Amer, o papiro contém uma passagem do Livro II da Ilíada de Homero, especificamente a seção conhecida como “Catálogo dos Navios”, que descreve as forças gregas que participaram da Guerra de Troia. A presença desta obra-prima literária em um contexto funerário acrescenta uma dimensão cultural e histórica única ao sítio, ressaltando a profunda influência grega em Al-Bahnasa durante o período romano.

#LeituraEscritaECultura #Literatura #Papiro

via Ancient Origins

Disponível em: https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/roman-era-tomb-minya-00102711

Manifesto Zumbi: O Poder do Livro / CSIC

Manifesto Zumbi: O Poder do Livro / CSIC

É estranho pensar que essas pequenas telas aparentemente inocentes possam conspirar para alterar os fundamentos da cultura. No entanto, a forma como acessamos o conteúdo condiciona o próprio conteúdo. McLuhan disse: o meio é a mensagem. E isso, no caso dos celulares, é mais verdadeiro do que nunca. A tela é a mensagem. O próprio ato de usá-los limita drasticamente o que lemos neles. Há conteúdo que jamais será acessado por meio de um celular. Entre eles, os livros. Não tanto por ser impossível, mas simplesmente porque não se faz isso. Quantos usuários de celulares ao nosso redor os utilizam para ler livros?

Nesse aspecto, as redes sociais cumprem seu papel perfeitamente. Eles capturam a atenção e o tempo dos usuários com conteúdo leve, visual, fragmentado, emocional, surpreendente, pitoresco e viciante… entregue por meio de uma tela que está sempre à mão, acessível, deslumbrante, obediente, ágil, estimulante e prazerosa… São a dupla perfeita: dispositivos eletrônicos e redes sociais acessíveis 24 horas por dia, em qualquer lugar: na cama, no trabalho, na sala de aula, no transporte público, no banheiro, na fila, no bar, no lazer, em um jantar prolongado, em um momento de tédio ou diversão, mesmo enquanto se desfruta de outro conteúdo, como um filme, uma série, um show, um jogo ou até mesmo enquanto se lê um livro. Sempre há um bom motivo para checar o celular.

#Livros #Leitura #LeituraEscritaECultura

Disponível em: http://libros.csic.es/product_info.php?products_id=1997

Desenterram no Egito, dentro dos envoltórios de uma múmia de 1.600 anos, um fragmento de Ilíada / Sputnik

Papiro com fragmento da “Ilíada”, de Homero, é encontrado num sarcófago no Egito com 1.600 anos / CCA

Esta não é a primeira vez que encontramos papiros gregos, embalados, selados e incorporados ao processo de mumificação, mas até agora seu conteúdo era principalmente mágico. Além disso, vale a pena notar que, desde o final do século XIX, um grande número de papiros foi descoberto em Oxyrhynchus, incluindo textos literários gregos de grande importância, mas a verdadeira novidade é encontrar um papiro literário em contexto funerário”, disse Ignasi-Xavier Adiego, professor do Departamento de Línguas Clássicas, Românicas e Semíticas, filólogo clássico e diretor do projeto Oxyrhynchus.

#Papiro #LeituraEscritaECultura

via Sputnik

Disponível em: https://noticiabrasil.net.br/amp/20260422/desenterram-no-egito-dentro-dos-envoltorios-de-uma-mumia-de-1600-anos-um-fragmento-de-iliada-fotos-49844553.html

8 contribuições da milenar cultura persa para nossa vida cotidiana / BBC

8 contribuições da milenar cultura persa para nossa vida cotidiana / BBC

Prepare-se para uma viagem fascinante pela Pérsia, antes e depois do Islã, com oito contribuições da sua cultura milenar.

1. Vestir calças

2. A ‘primeira’ declaração sobre o direito dos povos de viverem em liberdade

3. Os jardins e o paraíso

4. Serviço postal formal

5. Seus famosos tapetes

6. Enciclopédia médica monumental

7. Equações cúbicas

8. Superalimento

#LeituraEscritaECultura

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1eqd36y24go

Escrevo-lhe da Mesopotâmia, há 4000 anos / Le Journal

Escrevo-lhe da Mesopotâmia, há 4000 anos / Le Journal

A correspondência privada mais antiga da história da humanidade relata casamentos e divórcios, comércio e evasão fiscal, o trabalho de uma pastora ou de uma tecelã. Vozes de mulheres impressas na argila por 4.000 anos, revelando histórias perturbadoramente relevantes.
Seus nomes eram Suhkana, Kunnaniya, Lamasha e Hattitum; eram esposas, viúvas, pastoras, contadoras e mulheres devotas, e viviam na Mesopotâmia… há 4.000 anos. Arqueólogos desenterraram milhares de cartas escritas em tabuletas de argila. A leitura desses textos, enviados ou recebidos por essas mulheres, evoca em nós emoções como tristeza, raiva, cansaço, entusiasmo e preocupação.

Cécile Michel , historiadora e arqueóloga especializada na Mesopotâmia, reuniu a correspondência privada mais antiga da história da humanidade. Ela também organizou parte dessa correspondência de forma que os leitores possam acompanhar cerca de trinta mulheres em uma jornada e compartilhar seu cotidiano.

#EscritaCuneiforme #LeituraEscritaECultura #HistóriaDaEscrita

via Le Journal

Disponível em: https://lejournal.cnrs.fr/articles/je-vous-ecris-de-mesopotamie-il-y-a-4000-ans

Por acaso, pesquisador encontra página perdida de manuscrito de Arquimedes / Folha de S. Paulo

Por acaso, pesquisador encontra página perdida de manuscrito de Arquimedes / Folha de S. Paulo

Uma das três páginas desaparecidas do palimpsesto de Arquimedes, um manuscrito do século 10º com cópias dos tratados do cientista grego, foi descoberta em um museu da França.

Físico, astrônomo, matemático e engenheiro, Arquimedes viveu de 287 e 212 a.C. em Siracusa. Sua obra chegou até nossa época, especialmente o famoso princípio de Arquimedes.

Um palimpsesto é um pergaminho cujo texto original foi apagado para ser reutilizado, uma prática comum à época já que o item tinha um alto valor.

#LeituraEscritaECultura #Palimpsesto #Pergaminho

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/03/por-acaso-pesquisador-encontra-pagina-perdida-de-manuscrito-de-arquimedes.shtml

Escribas e Copistas / Leitura e Contexto

Escribas e Copistas / Leitura e Contexto

Lendo “Bibliotecas no Mundo Antigo”, de Lionel Casson, me deparei com os termos escribas e copistas. Embora já conhecesse a diferença de forma mais comum, o livro trouxe a oportunidade de aprofundar a questão. Apesar de serem usados frequentemente como sinônimos, pois ambos representam quem escrevia à mão antes da invenção da imprensa, existe uma distinção sutil, especialmente ligada ao status social e à autonomia de cada função, por isso, apresento as principais diferenças.

Escriba: administrador e intelectual

Copista: especialista em reprodução

#LeituraEscritaECultura

Disponível em: https://leituraecontexto.blogspot.com/2026/01/escribas-e-copistas.html

A leitura ouvida / Rapadura Cult

A leitura ouvida / Rapadura Cult

Ouvir alguém ler permite ao ouvinte uma escuta íntima das reações que normalmente devem passar despercebidas, uma experiência catártica que o romancista espanhol Benito Pérez Galdós descreveu em um de seus Episodios nacionales. Dona Manuela, uma leitora de classe média do século XIX, retira-se para a cama com a desculpa de que não quer ficar febril por ler completamente vestida sob a luz da lâmpada da sala de visitas, numa noite quente do verão madrilenho. Seu galante admirador, general Leopoldo O’Donnell, oferece-se para ler para ela até que durma e escolhe um dos romances caça-níqueis que a senhora adora, “uma daquelas tramas enroladas e confusas, mal traduzidas do francês”. Guiando os olhos com o dedo indicador, O’Donnel lê a descrição de um duelo no qual um jovem loiro fere um certo monsieur Massenot: – Que maravilha! – exclamou dona Manuela, arrebatada. Esse rapaz loiro, está lembrado? É o artilheiro que veio da Bretanha disfarçado de mendigo. Pela aparência dele, deve ser o filho natural da duquesa. […] Vamos adiante.[…] Mas, de acordo com o que você acabou de ler – observou dona Manuela – quer dizer que ele cortou fora o nariz de Massenot?

#Leitura #LeituraEscritaECultura

via Rapadura Cult

Disponível em: https://rapaduracult.blogspot.com/2025/12/a-leitura-ouvida.html

Os tesouros da maior biblioteca de mentiras do mundo / BBC

Os tesouros da maior biblioteca de mentiras do mundo / BBC

“Conte-me uma mentira”, pedi a Earle Havens assim que começamos nossa conversa.

Ele ficou incomodado, mas não porque se sentisse insultado. Afinal, ele é um reconhecido especialista em falácias. Não só ele dá aulas sobre o tema na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, como também, na qualidade de curador de livros e manuscritos raros do Centro Stern para a História do Livro da universidade, ele supervisiona a Bibliotheca Fictiva de Falsificações Literárias e Históricas.

A biblioteca é uma extensa, excêntrica e excepcional coleção de enganos, falsificações e fraudes escritas que acompanharam nossa história cultural, desde relatos mentirosos de viagens da Grécia Antiga até extraterrestres maias inventados nos anos 1960.

A razão do desconforto de Havens não era por pedir que ele me contasse mentiras, mas sim por pedir apenas uma: “É como me perguntar qual é o meu filho favorito!”.

#HistóriaDosLivros #HistóriaDasBibliotecas #LeituraEscritaECultura #Desinformação

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93w97n531go

A leitura no mundo digital / RBE

A leitura no mundo digital / RBE

As práticas de leitura das crianças e jovens mudaram profundamente ao longo da última década. Entre manuais digitais, plataformas educativas, pesquisas online, redes sociais, jogos e mensagens instantâneas, o contacto com textos digitais tornou-se parte integrante do quotidiano. A escola, e muito particularmente a biblioteca escolar, é hoje chamada a compreender este novo ecossistema e a preparar os alunos para ler, compreender e avaliar a informação num ambiente cada vez mais complexo e dinâmico.

A evolução acelerada da tecnologia tornou a leitura digital mais presente, mas também mais exigente. A partir dos contributos de Teaching Reading Comprehension in a Digital World, é possível identificar linhas essenciais que ajudam a compreender este novo território de literacia.

#LeituraDigital #LeituraEscritaECultura

via RBE

Disponível em: https://blogue.rbe.mec.pt/a-leitura-no-mundo-digital-3026953

Agora e na Hora da Nossa Morte: As Tradições Discursivas na Testamentária Portuguesa Medieval / FLUP

Agora e na Hora da Nossa Morte: As Tradições Discursivas na Testamentária Portuguesa Medieval / FLUP

A presente dissertação investiga a produção testamentária do clero da Sé do Porto entre os séculos XIII e XIV, com foco na sua tradição discursiva. Através da análise de seis testamentos — pertencentes a bispos, chantres e um cónego — o estudo demonstra que estes não são meros instrumentos jurídicos, mas expressões de fé, estratégias memoriais e testemunhos de uma cultura escrita institucionalizada. A pesquisa aplica a teoria das tradições discursivas, considerando os testamentos como textos marcados por fórmulas estáveis e sentidos espirituais partilhados.

#LeituraEscritaECultura

Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/169652

O número médio de palavras por frase nos best-sellers cai para menos da metade (1931–2025) / Universo Abierto

O número médio de palavras por frase nos best-sellers cai para menos da metade (1931–2025) / Universo Abierto

A imagem é de um gráfico publicado pela revista The Economist sob o título “Get to the Point” (Vá direto ao ponto), que analisa a evolução do comprimento médio das frases em livros populares ao longo de quase um século. O eixo horizontal representa os anos, de 1931 até o presente, e o eixo vertical mostra o número médio de palavras por frase em obras que apareceram na lista de best-sellers do New York Times. Os pontos laranja dispersos correspondem a obras individuais, enquanto a linha vermelha representa a tendência geral ao longo desse período.

A primeira coisa que se destaca é uma clara tendência de queda: nas décadas de 1930 e 1940, as frases em livros best-sellers continham, em média, de 20 a 25 palavras, e mesmo casos como Frenchman’s Creek, de Daphne du Maurier, ultrapassaram 30 palavras por frase. No entanto, à medida que as décadas avançam, observa-se uma redução progressiva na complexidade sintática. A partir da década de 1990 e especialmente no século XXI, a média caiu significativamente para uma faixa mais próxima de 12 ou 15 palavras por frase, com exemplos recentes como It Ends With Us, de Colleen Hoover, em que a média é de apenas 10 palavras.

#LeituraEscritaECultura #Literatura

via Universo Abierto

Disponível em: https://universoabierto.org/2025/09/11/el-promedio-de-palabras-por-oracion-en-los-bestsellers-cae-a-menos-de-la-mitad-1931-2025/