As mídias sociais deixaram de ser sociais / Titonet Pills

As mídias sociais deixaram de ser sociais / Titonet Pills

Nos primórdios das redes sociais, a unidade central do sistema era o relacionamento. O que importava era quem conhecia quem, quem seguia quem, quem estava conectado a quem. Hoje, a unidade central não é mais o relacionamento. É o conteúdo.

Quando você abre o Instagram, a maioria das pessoas que aparecem no seu feed são desconhecidas. O que importa não é quem posta. O que importa é que o algoritmo acredite que essa pessoa possa capturar sua atenção. O LinkedIn está seguindo o mesmo caminho.

Por anos, as plataformas competiram para ajudar você a encontrar pessoas. Hoje, elas competem para ajudar você a encontrar conteúdo.

São dois modelos diferentes. No primeiro, o relacionamento é o principal ativo. No segundo, é a atenção. E quando a atenção se torna o recurso mais valioso, os relacionamentos deixam de ser o centro do sistema.

#MídiasSociais #Plataformização #EconomiaDaAtenção

via Titonet Pills

Disponível em: https://titonet.substack.com/p/las-redes-sociales-ya-no-son-sociales

Ciência nas redes sociais: modelo analítico de comunicação científica / Cuadernos.info

Ciência nas redes sociais: modelo analítico de comunicação científica / Cuadernos.info

Este trabalho apresenta o modelo analítico de comunicação científica (MACC), uma proposta original destinada a orientar ações de divulgação científica em redes sociais. Com base na análise de desafios atuais na comunicação pública da ciência, evidencia-se a necessidade de um modelo estruturado que contemple as especificidades do ambiente digital e as diferentes etapas envolvidas no processo comunicacional. O MACC integra cinco componentes essenciais: fonte da informação, codificação, mensagem, canal e receptor. Para cada componente, são apontados possíveis ruídos e propostas estratégias para reduzi-los, fundamentadas em evidências empíricas sobre o engajamento e a efetividade da comunicação científica. O trabalho também incorpora fatores contextuais que influenciam a recepção do conteúdo, como os níveis de confiança na ciência, a circulação de desinformação, as demandas sociais emergentes e o suporte institucional disponível.

#DivulgaçãoCientífica #MídiasSociais

Disponível em: https://cuadernosinfo.uc.cl/index.php/cdi/article/view/99798

O combate à desinformação disseminada em plataformas de mídia social nos processos eleitorais: uma análise das ações promovidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / PPGCI – UFBA

O combate à desinformação disseminada em plataformas de mídia social nos processos eleitorais: uma análise das ações promovidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / PPGCI – UFBA

(…) a presente pesquisa apresentou como objetivo avaliar como o Tribunal Superior Eleitoral operacionalizou o enfrentamento à disseminação de desinformação nas plataformas de mídia social, em especial no WhatsApp, com vistas a combater seus efeitos nas eleições brasileiras de 2018 e 2022. Decorrem desse objetivo outros três propósitos específicos, quais sejam: (a) analisar o papel das plataformas de mídia social, em especial o WhatsApp, na disseminação de desinformação no contexto eleitoral e sua influência na formação de opiniões e crenças; (b) identificar quais as ações adotadas pelo TSE para enfrentamento da desinformação propagada nas plataformas de mídia social, notadamente no WhatsApp, nas eleições de 2018 e 2022; e (c) descrever as ações promovidas pelo TSE no combate à desinformação difundida nas plataformas de mídia social, principalmente no WhatsApp, nas citadas eleições.

#Desinformação #Eleições #MídiasSociais

Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44547

Economia da atenção: formar “consumidores informados” é uma prioridade para a educação midiática / The Conversation

Economia da atenção: formar “consumidores informados” é uma prioridade para a educação midiática / The Conversation

A recente decisão judicial nos EUA que responsabilizou o YouTube e o Instagram pelos problemas de saúde mental sofridos por um usuário levanta questões sobre os objetivos da educação para a mídia. Embora seu propósito seja aprimorar o pensamento crítico dos jovens cidadãos, ela não pode cumprir sua missão sem esclarecer o funcionamento comercial dessas plataformas.

Nos cursos de Alfabetização Midiática e Informacional (AMI), a ênfase é ostensivamente colocada no “pensamento crítico”, ou seja, na capacidade de analisar a informação de forma objetiva e formar uma opinião bem fundamentada.

Mas e a habilidade do “consumo informado”, ou seja, a capacidade de refletir sobre o próprio consumo, escolhas, necessidades e orçamentos com pleno conhecimento dos fatos, e de reivindicar os próprios direitos? Essa habilidade é frequentemente relegada a segundo plano. No entanto, ela está incluída no programa de educação para a cidadania digital do Conselho da Europa.

#MídiasSociais #CoInfo #EducaçãoMidiática

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/economie-de-lattention-former-des-consommateurs-avertis-une-priorite-de-leducation-aux-medias-279775

OBiblioteco: o diferente que deu certo, por Rafael Silva / Divulga-CI

OBiblioteco: o diferente que deu certo, por Rafael Silva / Divulga-CI

“A aposta do perfil é humanizar o profissional e as situações de seu cotidiano, não apenas reforçando o que ele não é “a senhorinha de óculos e coque”, mas, sobretudo, mostrando, muitas vezes de forma cômica ou irônica, quem ele é, o que sente, suas frustrações, tristezas, alegrias e expectativas.” comenta o bibliotecário Rafael Antonio da Silva, criador do perfil no Instagram @OBiblioteco.

#Biblioteconomia #Instagram #MídiasSociais

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-03-mar-2026/obiblioteco-o-diferente-que-deu-certo-por-rafael-silva/

Instagram e YouTube foram considerados responsáveis ​​pelo vício em um julgamento histórico nos EUA / The Conversation

Instagram e YouTube foram considerados responsáveis ​​pelo vício em um julgamento histórico nos EUA / The Conversation

O Instagram e o YouTube têm uma falha de design que torna essas redes sociais viciantes, decidiu um júri nos Estados Unidos . O júri de Los Angeles levou quase nove dias para chegar ao veredicto neste caso histórico movido por uma mulher identificada pelas iniciais KGM contra as plataformas de mídia social. A indenização foi de US$ 3 milhões (2,6 milhões de euros), sendo a Meta (proprietária do Instagram) considerada 70% responsável e o Google (proprietário do YouTube) 30%. O júri também concedeu uma indenização adicional de US$ 3 milhões por danos punitivos.

O TikTok e o Snap chegaram a um acordo extrajudicial, cujos termos permanecem confidenciais , antes do início do julgamento de seis semanas. Esta é a segunda grande derrota da Meta nos tribunais dos EUA esta semana. Em 24 de março, um júri do Novo México considerou a empresa culpada de ocultar informações sobre os riscos de exploração sexual infantil e os efeitos nocivos de suas plataformas na saúde mental de menores.

via The Conversation

#MídiasSociais #Instagram #YouTube

Disponível em: https://theconversation.com/instagram-et-youtube-reconnus-responsables-daddiction-dans-un-proces-historique-aux-etats-unis-279461

ECA Digital: como proteger crianças sem aprofundar desigualdades / Porvir

ECA Digital: como proteger crianças sem aprofundar desigualdades / Porvir

A pesquisa TIC Kids Online 2025 revela que 85% das crianças e adolescentes brasileiros possuem perfil em redes sociais – índice que sobe para 91% na faixa dos 13 aos 14 anos. Em paralelo, o estudo Disrupting Harm in Brazil – Evidências sobre exploração e abuso sexual infantil facilitados pela tecnologia mostra um cenário alarmante: em apenas um ano, um em cada cinco jovens de 12 a 17 anos foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia. Em 66% dos relatos, a violência ocorreu em redes sociais, apps de mensagens e jogos online.

Os dados expõem a magnitude do desafio sobre a presença digital de menores e os riscos envolvidos. O cenário é agravado pelas desigualdades estruturais da sociedade brasileira, tema central do painel “Desigualdades digitais na infância e adolescência: implicações para a proteção e participação no ambiente digital”. O debate integrou a conferência sobre o ECA Digital, promovida pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), em Brasília (DF) em 18 de março.

#MídiasSociais #ECADigital #Crianças

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/eca-digital-proteger-criancas-desigualdades/

Ela passava 16 horas no Instagram. Agora, um júri vai decidir se a Meta e o Google têm culpa nisso / BBC

Ela passava 16 horas no Instagram. Agora, um júri vai decidir se a Meta e o Google têm culpa nisso / BBC

Kaley ficava no Instagram até pegar no sono. Ela acordava no meio da noite para checar as notificações. Abria o aplicativo assim que acordava. Um dia, passou 16 horas nessa rede social. “Parei de interagir com minha família porque passava todo o meu tempo nas redes sociais”, relatou Kaley a um júri em Los Angeles, nos EUA, durante um processo histórico contra a Meta e o Google, duas das maiores empresas do mundo.

O TikTok e o Snapchat, que também foram citados no processo original, fizeram um acordo extrajudicial. Conhecida apenas por seu primeiro nome, ou as iniciais KGM, para proteger sua privacidade, a história de Kaley se tornou o caso exemplar para mais de 2 mil processos semelhantes que buscam responsabilizar as empresas de redes sociais pelos supostos danos à saúde mental de seus usuários mais jovens.

#MídiasSociais #EconomiaDaAtenção #Instagram #SaúdeMental

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly207x2323o

Biometria comportamental: quando nossos últimos dez “curtidas” nos denunciam / The Conversation

Biometria comportamental: quando nossos últimos dez “curtidas” nos denunciam / The Conversation

via The ConversationPara manter esse mercado em movimento perpétuo, instituições e empresas impõem campanhas invasivas. Elas nos obrigam a usar códigos QR em restaurantes ou baixar aplicativos específicos para estacionar ou acessar descontos, até mesmo a usar códigos QR para acessar horários de transporte público — canais projetados para gerar dependência e extrair dados (qual serviço usamos, quando, onde, etc.) em tempo real, que são então vendidos para o maior lance.

A solução não é nos resignarmos a isso ou cairmos na noção moralizante de “deveríamos ler melhor os termos de serviço”.

É necessária uma política estrutural para desativar essa infraestrutura que prospera rastreando-nos e, em última análise, nos polariza e isola para manipulação. A neutralidade da rede deve ser entendida em seu sentido mais amplo: significa garantir que nenhuma empresa possa usar nossos dados de navegação ou alterar, filtrar ou manipular nossa experiência online.

#BigTechs #CapitalismoDeDados #MídiasSociais #Regulamentação

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/biometria-de-la-conducta-cuando-nuestros-ultimos-diez-me-gusta-nos-delatan-276017

Explorando a hipersexualização das mulheres no Instagram: um estudo de caso sobre hashtags e imagens geradas por IA / Documentación de las Ciencias de la Información

Explorando a hipersexualização das mulheres no Instagram: um estudo de caso sobre hashtags e imagens geradas por IA / Documentación de las Ciencias de la Información

Os resultados indicaram que hashtags como #aigirl, #aiart e #stablediffusion são frequentemente utilizadas em publicações com imagens hipersexualizadas de mulheres, facilitando a disseminação rápida e organizada desse tipo de conteúdo e levantando preocupações éticas e de segurança significativas. O estudo também revelou a presença de conteúdo problemático mesmo em hashtags moderadas, destacando as limitações das práticas atuais de moderação de conteúdo. Em conclusão, embora as hashtags sejam uma ferramenta eficaz para organizar e promover conteúdo nas redes sociais, elas também podem contribuir para a disseminação de estereótipos prejudiciais e a objetificação da mulher, um fenômeno exacerbado pelo uso de imagens geradas por IA.

#MídiasSociais #Hipersexualização #Mulheres

Disponível em: https://revistas.ucm.es/index.php/DCIN/article/view/104448

Qual o olhar da antropologia sobre as plataformas digitais? Enciclopédia on-line da USP aborda o tema / Jornal da USP

Qual o olhar da antropologia sobre as plataformas digitais? Enciclopédia on-line da USP aborda o tema / Jornal da USP

Plataformas digitais são ambientes que conectam diferentes grupos de usuários em interações que envolvem entretenimento, transações comerciais e relações sociais. Essas plataformas moldam e são moldadas por práticas comportamentais e culturais contemporâneas, sendo estruturadas por algoritmos organizados em Sistemas de Recomendação (SR) criados por empresas de tecnologia e mídia com o objetivo de facilitar ou induzir o processo decisório, atuando na mediação da experiência social dos usuários. No campo da antropologia digital, as plataformas tornam-se espaços onde as atividades cotidianas podem ser coletadas, organizadas e analisadas, uma datificação que engloba questões éticas e de privacidade.

via Jornal da USP

#PlataformasDigitais #MídiasSociais #Enciclopédias #Antropologia

Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/qual-o-olhar-da-antropologia-sobre-as-plataformas-digitais-enciclopedia-on-line-da-usp-aborda-o-tema/

Dinâmica algorítmica e resistência juvenil ao racismo nas redes sociais / INOCO

Dinâmica algorítmica e resistência juvenil ao racismo nas redes sociais / INOCO

Objetivo: Este estudo apresenta uma compreensão mais profunda de como os jovens analisam e confrontam o racismo nas redes sociais, com base em evidências geradas em um grupo focal especificamente concebido para explorar suas percepções, experiências e estratégias. A análise enfatiza como as arquiteturas tecnológicas das plataformas condicionam, amplificam ou modulam esses fenômenos. Metodologia: Utilizando uma abordagem qualitativa interpretativa, foi realizado um grupo focal com jovens usuários ativos de redes sociais. Por meio de codificação indutiva e dedutiva, suas percepções, atitudes e experiências em plataformas como Instagram, X, TikTok e YouTube foram exploradas, atentando-se para como suas características técnicas podem facilitar ou dificultar a disseminação de conteúdo racista e antirracista. Resultados: A maioria do grupo (54,4%) observou comportamentos discriminatórios online, que variam de formas explícitas de racismo a microagressões normalizadas. Os participantes notaram a influência dos algoritmos na disseminação viral de conteúdo polarizador, bem como o efeito do anonimato na intensificação de comportamentos hostis. Suas respostas incluíram tanto estratégias individuais (bloqueio, denúncia) quanto ações coletivas ligadas ao ativismo digital. Conclusões: O estudo oferece uma visão sobre como certos públicos jovens percebem e enfrentam o racismo digital e destaca a necessidade de promover a alfabetização digital crítica e a reformulação ética das plataformas de mídia social.

#Racismo #MídiasSociais #RacismoDigital

Disponível em: https://icono14.net/ojs/index.php/icono14/article/view/2331