Inovação em museus brasileiros: entre práticas invisíveis e futuros possíveis, por Raisa Ramoni Rosa / Divulga-CI

Inovação em museus brasileiros: entre práticas invisíveis e futuros possíveis, por Raisa Ramoni Rosa / Divulga-CI

“O principal desafio para os museus brasileiros não é apenas inovar, mas transformar inovação em conhecimento compartilhado. Isso implica reconhecer que muitas das soluções mais relevantes já estão em prática (…). Torná-las acessíveis exige investimento em gestão da informação, fortalecimento de redes e desenvolvimento de estratégias de sistematização”, indica a pesquisadora Raisa Ramoni Rosa, da Universidade do Estado de Santa Catarina.

#Museus #Inovação

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-05-maio-2026/inovacao-em-museus-brasileiros-entre-praticas-invisiveis-e-futuros-possiveis-por-raisa-ramoni-rosa/

Museus em tensão: entre a herança colonial e uma reinvenção biocultural a partir das comunidades / JComAL

Museus em tensão: entre a herança colonial e uma reinvenção biocultural a partir das comunidades / JComAL

Neste ensaio, mobilizamos a literatura e resultados de pesquisas sobre educação museal, bioculturalidade e decolonialidade, realizando uma análise crítica das marcas da colonização na trajetória dos museus. Discutimos também os desafios e possibilidades de enfrentar as tensões entre a herança colonial e uma reinvenção biocultural a partir das comunidades, presentes nessa trajetória. Analisamos o caso do Ecomuseu da Amazônia/PA/BR, espaço museológico e de educação que valoriza saberes e fazeres locais, como possibilidade de oferecer indícios, mesmo que limitados, de construir outros mundos, frente ao capitalismo globalizado.

#EducaçãoMuseual #Museus #EcomuseuDaAmazônia

Disponível em: https://jcomal.sissa.it/article/pubid/JCOMAL_0901_2026_Y01/

Museum Ludens: O jogo digital como ponte entre o museu e o (não) público – Entrevista com Jessica Botelho / Divulga-CI

Museum Ludens: O jogo digital como ponte entre o museu e o (não) público – Entrevista com Jessica Botelho / Divulga-CI

Confira nossa entrevista com a museóloga e pesquisadora Jessica Oliveira da Silva Botelho, mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Patrimônio e Museologia da UNIRIO e do MAST. Em sua dissertação, Jessica investigou o potencial dos jogos digitais como ponte entre museus e diferentes públicos, destacando novas formas de mediação, aprendizagem e relação com o patrimônio. Na entrevista, conheça o percurso e expectativas da pesquisadora.

#Entrevista #Museus #Gamificação

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-05-maio-2026/museum-ludens-o-jogo-digital-como-ponte-entre-o-museu-e-o-nao-publico-entrevista-com-jessica-botelho/

Análise da acessibilidade de museus virtuais para visitantes cegos: um estudo de caso em Alagoas, Brasil / Encontros Bibli

Análise da acessibilidade de museus virtuais para visitantes cegos: um estudo de caso em Alagoas, Brasil / Encontros Bibli

Foram identificados sete museus virtuais relacionados a Alagoas. Em escala de 0 a 10, a maioria apresentou acessibilidade abaixo de 6,0, com média geral de 5,4. No museu selecionado como estudo de caso, as correções elevaram a pontuação média de acessibilidade de 7,1 para 9,97. Experimento com dez participantes cegos confirmou a acessibilidade do museu avaliado.

#MuseusVirtuais #Acessibilidade

Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/109420

Colecionar, expor e pesquisar? as práticas museais do pedagogium e dos museus brasileiros dos séc. XIX e XX / PPG-MP

Colecionar, expor e pesquisar? as práticas museais do pedagogium e dos museus brasileiros dos séc. XIX e XX / PPG-MP

A investigação evidencia, assim, que o Pedagogium operava segundo a lógica a qual foi pensado – de um centro de instrução –, distante do movimento científico-naturalista que legitimou o MN e o MP na historiografia tradicional. Sua extinção em 1919 e a dispersão de seu acervo materializam a fragilidade e a descontinuidade das políticas culturais e educacionais brasileiras que o sustentam, mas também revelam o potencial heurístico de revisitar o passado museal para compreender as tensões entre ciência, educação e nação. Nesse sentido, a dissertação propõe uma historiografia museal mais plural, capaz de reconhecer a complexidade e a relevância de instituições que, embora silenciadas, foram centrais na construção simbólica e pedagógica da República.

#Museus

Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/302632

Quando o texto da exposição é o objeto de pesquisa / Thiagoteca

Quando o texto da exposição é o objeto de pesquisa / Thiagoteca

Quando pensamos em pesquisa sobre museus, a tendência é imaginar estudos sobre peças, coleções, proveniência dos acervos ou práticas de conservação. Esses são campos legítimos e necessários.

A Ciência da Informação, porém, faz uma pergunta diferente. Não pergunta o que o museu guarda. Pergunta como o museu comunica o que guarda. E, dentro dessa comunicação, os textos são um elemento central que raramente recebe atenção analítica sistemática. Nas exposições, os textos aparecem em formatos variados. Há os textos introdutórios, que enquadram o tema geral da exposição. Há as legendas dos objetos, que identificam, datam e descrevem. Há os painéis temáticos, que desenvolvem argumentos. Há os textos de parede, que criam atmosfera e contexto. Cada um desses formatos cumpre uma função diferente no processo de mediação.

#MediaçãoDaInformação #Museus #Exposição

via Thiagoteca

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/04/09/legenda-de-museu-objeto-de-pesquisa-mediacao-da-informacao/

Manual de Cibersegurança e Privacidade de Dados para Museus, Bibliotecas, Arquivos e Galerias / Ana Cecília

Manual de Cibersegurança e Privacidade de Dados para Museus, Bibliotecas, Arquivos e Galerias / Ana Cecília

Apesar de ter sido escrito para as instituições GLAM (galerias, bibliotecas, arquivos e museus), o manual é igualmente útil para empresas, universidades e outros tipos de instituições.

Também tem uma seção dedicada aos profissionais que desenvolvem websites no WordPress e repositórios digitais no Tainacan.

O manual inclui, ainda, um checklist para usuários comuns de Internet, ou seja, eu e você! Qualquer pessoa que navegue na Web. E aborda temas da atualidade, como Inteligência Artificial e Ciberterrorismo.

#CiberSegurança #PrivacidadeDeDados #Museus #Bibliotecas #LivrosCI

Disponível em: https://anacecilia.digital/manual-de-ciberseguranca-e-privacidade-de-dados-para-museus-bibliotecas-arquivos-e-galerias/

Museologias e ecomuseus / TPBCI

Museologias e ecomuseus: observações comparativas no Brasil e na França / TPBCI

Os resultados parciais apontam elementos para uma discussão ampla sobre as museologias na contemporaneidade e sua importância para a sustentabilidade. Infere-se que é importante considerar as especificidades locais para análise e compreensão da complexidade dos ecomuseus. Dessa forma, embora o Musée Pyrénéen esteja vinculado à categoria de museu de sociedade, tem funcionado como museu convencional. Contudo, nos últimos anos, essa instituição tem procurado incorporar a ideia de participação dos habitantes no desenvolvimento das ações museais. O caso de Siribinha aponta para uma museologia baseada nos problemas sociais, de caráter transdisciplinar, que considera saberes populares e científicos e procura construir diálogos interculturais por meio das ações museais.

#Museus #Ecomuseus

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/816

Crescem os apelos por novas diretrizes sobre restos mortais em museus / Museums Journal

Crescem os apelos por novas diretrizes sobre restos mortais em museus / Museums Journal

Segundo o jornal The Guardian, “dos 28.914 itens com restos humanos que se sabe terem origem fora da Europa, 11.856 foram identificados como provenientes da África, 9.550 da Ásia, 3.252 da Oceania, 2.276 da América do Norte e 1.980 da América do Sul”.

A pesquisa revelou que o Museu de História Natural de Londres possui a maior coleção de restos mortais não europeus, com pelo menos 11.215 itens, enquanto a Universidade de Cambridge tem a segunda maior, com pelo menos 8.740 itens em seu laboratório Duckworth, incluindo 6.223 restos mortais que se sabe serem originários da África.

Cerca de 100 museus conseguiram divulgar um número exato ou estimado de indivíduos representados em suas coleções, totalizando aproximadamente 79.334. As demais instituições não puderam fornecer uma estimativa devido à mistura de restos mortais ou lacunas na documentação.

#Museus #RestosMortais

via Museums Journal

Disponível em: https://www.museumsassociation.org/museums-journal/news/2026/03/growing-calls-for-new-guidance-on-human-remains-in-museums/#

O silêncio perante as armas apontadas ao patrimônio / A.muse.arte

O silêncio perante as armas apontadas ao patrimônio / A.muse.arte

Quando museus, bibliotecas ou centros culturais são silenciados por medo, censura ou instabilidade, a situação afeta o tecido social e interpela a responsabilidade coletiva na sua denúncia e na defesa da sua reabertura em segurança. Isto é válido tanto para cenários de guerra e instabilidade – no Irão, na Ucrânia, em Gaza, em Mianmar ou no Congo – como para contextos marcados por catástrofes naturais, como as que acabam de atingir o centro de Portugal. Em todos estes casos, a fragilização dos espaços culturais traduz uma vulnerabilidade ainda mais ampla das comunidades em que se inserem.

Assim sendo, a questão que se coloca à comunidade museológica internacional diz respeito à coerência entre princípios declarados e práticas institucionais. Nas últimas décadas, a museologia tem insistido na dimensão social e ética dos museus. Longe da neutralidade outrora reivindicada, as instituições culturais participam na esfera pública enquanto mediadoras de valores, identidades e conflitos (Sandell & Nightingale, 2012). O debate em torno do museum activism, entendido como responsabilidade social, consolidou a ideia de que o museu é também um agente ético (Janes & Sandell, 2019).

#Museus #Patrimônio

via A.muse.arte

Disponível em: https://amusearte.hypotheses.org/13135

Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente / CCA

Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente / CCA

O Museu Britânico, em Londres, retirou a palavra “Palestina” do percurso expositivo dedicado ao antigo Médio Oriente, na sequência de queixas sobre a sua utilização para descrever uma região e civilização, noticiou o jornal The Telegraph.

Segundo o jornal, hoje citado pelas agências internacionais, os mapas e painéis informativos do museu referentes ao antigo Egito e aos navegadores Fenícios tinham escrita a palavra “Palestina” para designar a costa oriental do Mediterrâneo, e alguns povos estavam descritos como “de ascendência palestiniana”.

O Museu Britânico decidiu fazer alterações no seguimento de uma carta que recebeu da associação UK Lawyers for Israel (Advogados do Reino Unido por Israel), segundo a qual “aplicar um único nome – Palestina – retrospetivamente a toda uma região, ao longo de milhares de anos, apaga as mudanças históricas e cria uma falsa ideia de continuidade”.

#Exposição #Museus #Palestina

via CCA

Disponível em: https://comunidadeculturaearte.com/museu-britanico-em-londres-retira-palavra-palestina-de-exposicao-sobre-antigo-medio-oriente/

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A história e a arte dos povos indígenas no Brasil são fundamentais não apenas para compreender a riqueza e a diversidade cultural do país, mas também para valorizar a resistência e a resiliência dessas populações ao longo dos séculos. Nos museus brasileiros, essas histórias são contadas de formas cada vez mais inclusivas e autênticas, com a participação ativa das próprias comunidades indígenas.

Como afirmou a liderança indígena Cícero Pereira, do povo Kanindé, o museu é “a história que tinha lá atrás, é o que a gente tem aqui. O museu pros Kanindé é vida”. Para muitas comunidades, os museus funcionam como centros de documentação que ajudam na preservação e na transmissão dos saberes tradicionais, sendo um ponto de encontro entre as gerações mais velhas, que guardam o conhecimento ancestral, e os mais jovens, que começam a entender sua identidade e herança cultural de forma mais consciente.

#Museus #PovosIndígenas #CulturaIndígena

via Ciência & Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8916