Fora da escola: como o racismo produz exclusão escolar / EI

Fora da escola: como o racismo produz exclusão escolar / EI

Levantamento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em 2025 revelou que 993 mil crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão afastados das salas de aula no Brasil.

A maioria do contingente (67%) de crianças e adolescentes em situação de exclusão escolar eram negros ou indígenas e mais da metade vivia nos 20% lares mais pobres do país.

Exclusão escolar ou exclusão educacional é quando uma criança ou adolescente em idade escolar (4 a 17 anos) não está frequentando a escola. No Brasil, desde 2016, a escolarização é obrigatória para essa faixa etária.

No Brasil, a população branca tem acesso à escola desde os primeiros anos da colonização. Já a população negra e escravizada enfrentou leis que explicitamente proibiam sua matrícula nas escolas até recentemente.

#Racismo #ExclusãoEscolar

via EI

Disponível em: https://educacaointegral.org.br/reportagens/fora-da-escola-como-o-racismo-produz-exclusao-escolar/

Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

O senso comum costuma tratar a Ditadura Militar (1964-1985) como um período de vácuo de debate racial no Brasil. A narrativa histórica sugere que o mito da democracia racial impedia qualquer discussão legislativa sobre discriminação ou direitos específicos. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade da Antuérpia (Bélgica), publicada na revista Sociedade e Estado, analisou 183 projetos de lei apresentados entre 1946 e 2012 e descobriu um cenário diferente. Mesmo nos anos de chumbo, o Congresso produziu dezenas de propostas tentando criar direitos para a população negra. A diferença é que, naquela época, elas eram feitas para não funcionar.

“A hipótese era que na ditadura teríamos menos propostas, já que o regime vendia o Brasil como uma vitrine da democracia racial. Mas encontramos mais de 30 projetos desse tipo no período”, explica Ana Júlia França Monteiro, autora do estudo. A pesquisadora classifica essas propostas como “acomodacionistas”, aquelas que reconhecem a diferença racial para garantir direitos, como as cotas. O estudo mostra, porém, que o regime militar operava num paradoxo: permitia a apresentação dos projetos, mas garantia que fossem arquivados. A única lei aprovada no período foi justamente uma de perfil “integracionista”, que reforçava a ideia de que somos todos iguais, alinhada ao discurso oficial.

via Bori

#DitaduraMilitar #Racismo #DesigualdadeRacial

Disponível em: https://abori.com.br/politica-e-etica/ditadura-projetos-lei-racismo-congresso/

Dinâmica algorítmica e resistência juvenil ao racismo nas redes sociais / INOCO

Dinâmica algorítmica e resistência juvenil ao racismo nas redes sociais / INOCO

Objetivo: Este estudo apresenta uma compreensão mais profunda de como os jovens analisam e confrontam o racismo nas redes sociais, com base em evidências geradas em um grupo focal especificamente concebido para explorar suas percepções, experiências e estratégias. A análise enfatiza como as arquiteturas tecnológicas das plataformas condicionam, amplificam ou modulam esses fenômenos. Metodologia: Utilizando uma abordagem qualitativa interpretativa, foi realizado um grupo focal com jovens usuários ativos de redes sociais. Por meio de codificação indutiva e dedutiva, suas percepções, atitudes e experiências em plataformas como Instagram, X, TikTok e YouTube foram exploradas, atentando-se para como suas características técnicas podem facilitar ou dificultar a disseminação de conteúdo racista e antirracista. Resultados: A maioria do grupo (54,4%) observou comportamentos discriminatórios online, que variam de formas explícitas de racismo a microagressões normalizadas. Os participantes notaram a influência dos algoritmos na disseminação viral de conteúdo polarizador, bem como o efeito do anonimato na intensificação de comportamentos hostis. Suas respostas incluíram tanto estratégias individuais (bloqueio, denúncia) quanto ações coletivas ligadas ao ativismo digital. Conclusões: O estudo oferece uma visão sobre como certos públicos jovens percebem e enfrentam o racismo digital e destaca a necessidade de promover a alfabetização digital crítica e a reformulação ética das plataformas de mídia social.

#Racismo #MídiasSociais #RacismoDigital

Disponível em: https://icono14.net/ojs/index.php/icono14/article/view/2331

Diversidade em foco: A transformação social por meio das bibliotecas / FEBAB

Diversidade em foco: A transformação social por meio das bibliotecas / FEBAB

A obra Diversidade em Foco: A transformação social por meio das Bibliotecas reúne reflexões e estudos que evidenciam o papel social da Biblioteconomia na promoção da dignidade humana, da inclusão e da justiça social. Organizada pelo Sistema CFB/CRB, por meio do Edital nº 001/2024/CFB, sua publicação dedicou-se a reunir capítulos que abordam diversidade, acessibilidade, grupos historicamente marginalizados, e iniciativas de inclusão na Biblioteconomia brasileira. Por meio de sua leitura, podemos constatar que a atuação bibliotecária deve ir além do acesso à informação, ao conhecimento e à cultura, assumindo compromisso ético com o respeito às diferenças, com o combate ao preconceito e com a valorização de identidades silenciadas.(…) Em conjunto, os capítulos reafirmam que a Biblioteconomia Social se fortalece quando reconhece a diversidade humana e articula informação, cidadania, afeto e justiça social como bases para o exercício ético e transformador da profissão.

#Bibliotecas #Diversidade #DiversidadeÉtnicoRacial #PessoasComDeficiência #Racismo #PessoasTrans #Representatividade

Disponível em: https://repositorio.cfb.org.br/handle/123456789/1457

Estudo identifica viés racial de professores brancos na avaliação escolar de estudantes pretos / Jornal da USP

Estudo identifica viés racial de professores brancos na avaliação escolar de estudantes pretos / Jornal da USP

As disparidades acontecem apenas em turmas lecionadas por professores brancos. Entretanto, alguns fatores podem servir para aplainar essa distância porcentual. “Eu separo um pouco pela escola e aí eu vejo que em escolas que eu tenho professores brancos e negros de matemática, esse viés também não é significativo. Ele só é estatisticamente significativo entre professores brancos em escolas que só tem professores brancos de matemática”, explica a pesquisadora Júlia Batista, enfatizando a importância de um corpo docente diverso. Quando o professor já conhece o estudante de anos anteriores, a tendência também é do viés ser atenuado.

O estudo compõe a dissertação de mestrado que foi apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Economia da FEA, desenvolvida sob orientação do professor Ricardo Madeira. Para averiguar a proficiência real dos estudantes do terceiro ano do ensino médio, a pesquisadora comparou as notas em sala de aula, especificamente de matemática, com a performance no Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) na mesma disciplina. As provas da avaliação externa funcionam como um “teste cego”, pois são corrigidas por máquina a partir de um gabarito.

#Professores #Racismo

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/diversidade/estudo-identifica-vies-racial-de-professores-brancos-na-avaliacao-escolar-de-estudantes-pretos/

Gerador de vídeos de IA do Google turbina conteúdos racistas e misóginos no TikTok / Núcleo

Gerador de vídeos de IA do Google turbina conteúdos racistas e misóginos no TikTok

O Veo 3, gerador de vídeos artificiais hiper-realistas do Google, vem sendo usado para disseminar teorias conspiratórias, discursos racistas e antissemitas e desinformação no TikTok. O Núcleo identificou vídeos que acumulam milhões de visualizações.

Uma análise sobre hashtags relacionadas ao Veo 3 no TikTok revela uma disfarce de humor com discursos de ódio que se repetem entre usuários brasileiros. Muitos dos posts analisados também não deixam claro que o conteúdo foi gerado por IA, o que pode confundir os usuários. Um estudo recente aponta que apenas 0.1% das pessoas conseguem identificar deepfakes sem errar.

#TikTok #Veo3 #Deepfakes #Vídeo #Google #Racismo #Misogenia

via Núcleo

Disponível em: https://nucleo.jor.br/reportagem/2025-07-15-ia-realista-do-google-veo3-videos-racistas-misoginos/

Relatório descobre que a maioria dos livros proibidos aborda pessoas negras e LGBTQIAP+ / The Guardian

Relatório descobre que a maioria dos livros proibidos aborda pessoas negras e LGBTQIAP+

Houve mais de 10.000 casos de livros proibidos no ano letivo de 2023-24, informou a PEN America, um aumento acentuado em relação ao ano anterior, à medida que os estados liderados pelos republicanos implementaram novas leis de censura.

De 4.218 títulos de livros proibidos, 1.534 – ou 36% – apresentavam pessoas de cor, o grupo identitário mais censurado nas proibições de livros. Alguns títulos removidos incluem a peça Fences, de August Wilson, vencedora do Prêmio Pulitzer, e A is for Activist, de Innosanto Nagara, um livro ilustrado para crianças sobre questões sociais.

#Censura #Racismo #LGBTQIAP+

via The Guardian

Disponível em: https://www.theguardian.com/us-news/2025/feb/27/banned-books-people-of-color-lgbtq

Semioses algorítmicas e viés racial: um estudo de imagens criadas pela IA generativa / Encontros Bibli

Semioses algorítmicas e viés racial: um estudo de imagens criadas pela IA generativa

As IAs generativas analisadas integram um novo ciclo de produção de realidades visuais que reflete, reproduz e amplifica dispositivos de racialidade já existentes. As imagens técnicas geradas por IA refletem relações de poder, bem como, marcadores da branquitude e do racismo, evidenciando como a tecnologia assistiva se entrelaça com as representações sociais e culturais em sua ação sígnica. 

#Racismo #IA #Braquitude #MediaçãoAlgorítmica

Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/103495

Quadrinhos infantojuvenis da década de 1930 reforçaram estereótipos racistas / Jornal da USP

Quadrinhos infantojuvenis da década de 1930 reforçaram estereótipos racistas

A dinâmica das histórias de heróis que precisam lutar contra monstros e enfrentar povos considerados selvagens já é bem conhecida, representada em livros, filmes e, especialmente, histórias em quadrinhos. Uma pesquisa de mestrado apresentada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP estudou a forma como pessoas não brancas foram representadas nos quadrinhos das revistas infantojuvenis O Tico-Tico e A Gazetinha, entre 1934 e 1942. Lucas Neiva, historiador e autor da pesquisa, apresentou o estudo em 2022, sob orientação da professora e historiadora Solange Ferraz de Lima, no Programa de Pós-Graduação em História Social.

#HistóriasEmQuadrinhos #Racismo

via Jornal da USP

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=7626

Quem foi o 1º e único presidente negro do Brasil / BBC

Quem foi o 1º e único presidente negro do Brasil

“Rigorosamente, ele era um mestiço”, define à BBC News Brasil o historiador Petrônio Domingues, professor na Universidade Federal de Sergipe (UFS), lembrando que pelas categorias oficialmente utilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ele seria classificado como pardo.

“Isso não era uma questão [naquela época]. A começar porque ele não se reconhecia como um afrodescendente. Segundo porque ele até foi alvo de charges e pilhérias racializadas por parte da imprensa, mas socialmente ele não era visto nem tratado pelas lentes do racismo que ousava dizer o seu nome na Primeira República”, acrescenta o professor.

via BBC

#HistóriaDoBrasil #Racismo

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c86qd512qqlo

Manifestações de microagressões raciais na educação bibliográfica: enfoque no trauma racial / Palabra Clave

Manifestações de microagressões raciais na educação bibliográfica: enfoque no trauma racial

As microagressões mais frequentes ocorrem nas categorias de Deslegitimação/Invalidação e Amenaza/Intimidação, e as formas de opressão se cruzam com a opressão de gênero, racial e sexual na experiência educativa dos estudantes negros na educação superior. Com a escalada, descobriu-se que as microagressões raciais tiveram consequências traumáticas e, junto com as categorias de opressão observadas, tiveram um impacto duradouro na vida dos estudantes negros observados.

#Racismo #Interseccionalidade #BiblioteconomiaNegra

Disponível em: https://www.palabraclave.fahce.unlp.edu.ar/article/view/PCe228

Mais da metade dos professores já presenciou casos de racismo em sala de aula / Folha de S. Paulo

Mais da metade dos professores já presenciou casos de racismo em sala de aula

“Os dados mostram que a percepção dos mais vulneráveis a essa violência, que são os negros, é diferente dos brancos, que em sua maioria são os gestores da escola e das políticas públicas”, diz Esmeralda Macana, coordenadora do Observatório Fundação Itaú.

Outro dado do estudo mostra que 21% dos professores brancos disseram não saber o que fazer em casos de racismo dentro da escola. Entre os docentes negros, esse número cai para 9%.

#Racismo #Escolas

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2024/09/mais-da-metade-dos-professores-ja-presenciou-casos-de-racismo-em-sala-de-aula.shtml