O papel do jornalismo no ecossistema da desinformação / Observatório de Imprensa

O papel do jornalismo no ecossistema da desinformação / Observatório de Imprensa

No artigo citado anteriormente, argumentamos que há uma associação possível entre erro jornalístico e fake news, observável na prática profissional, em casos de ocorrência deliberada ou ainda quando protocolos mínimos de cuidado não são seguidos. O exemplo do erro de tradução da fala de Trump evidencia isso. A ponto de esta conta no Instagram utilizar expressamente o termo “fake news” ao criticar a CNN Brasil.

Por isso, defendemos que a associação entre jornalismo e desinformação não pode ser excluída das definições teórico-conceituais, sob pena de grave imprecisão ou incompletude na descrição do fenômeno. Ao pesquisar autores que conceituam fake news, percebemos que muitos reforçam seu caráter intencional, de espalhamento consciente e deliberado; e distinguem a fake news do processo jornalístico, enfatizando, inclusive, que a intencionalidade do conteúdo inclui a tentativa de ser percebido como uma peça jornalística.

#Jornalismo #Desinformação

via Observatório de imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/objethos/o-papel-do-jornalismo-no-ecossistema-da-desinformacao/

O desafio das plataformas informativas automatizadas para o jornalismo / Observatório de Imprensa

O desafio das plataformas informativas automatizadas para o jornalismo / Observatório de Imprensa

Até agora a função de repórteres, redatores e editores era investigar dados, fatos e eventos para produzir textos, áudios ou imagens capazes de explicar o que acontece, ou vai acontecer, para leitores, ouvintes, telespectadores e internautas. Estas funções já estão sendo feitas com muita rapidez, intensidade, diversidade de fontes e contextualização por algoritmos digitais. O jornalismo está deixando de ser uma atividade especializada na formatação de notícias para agir mais como um curador e instrutor de dados, fatos e eventos relevantes para públicos específicos.

A curadoria permite ao profissional orientar as pessoas sobre o tipo de notícia mais útil, adequada e importante para elas. Ele passa a ser uma espécie de conselheiro, condição que vai exigir conhecimento das necessidades, preferências e desejos informativos das pessoas. Vai requerer também pesquisa e reflexão sobre os temas identificados como relevantes para o exercício da curadoria de notícias junto a públicos específicos.

#Jornalismo

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/inteligencia-artificial/o-desafio-das-plataformas-informativas-automatizadas-para-o-jornalismo/

O papel do jornalismo público na democracia / Observatório de Imprensa

O papel do jornalismo público na democracia / Observatório de Imprensa

O Estado Democrático de Direito se defende, também, com jornalismo responsável, linha editorial consolidada e alinhada com os direitos humanos, conselhos de participação social ativos e salvaguardas que impeçam nova captura da EBC. Em tempo de defesa da democracia, proteger quem faz o jornalismo público é garantir o direito do cidadão à informação — e impedir novas capturas políticas se faz necessário; por isso, a defesa da carreira das empregadas e dos empregados públicos da EBC se faz imprescindível.

#Jornalismo

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/comunicacao-publica/o-papel-do-jornalismo-publico-na-democracia/

IA nas redações: um teste para identificar o nível de utilização / Observatório de Imprensa

IA nas redações: um teste para identificar o nível de utilização / Observatório de Imprensa

Volta e meia, navegando pela internet com minha caravela digital, descubro alguns sites que utilizam o bordão “Conteúdo 100% feito por humanos”, mas será que vai ser assim pra sempre? O fato é que, hoje, a maioria dos jornalistas está usando IA. Uns mais outros menos. Existem níveis de utilização e isso pode ser mapeado. Pensando nesta ideia, resolvi criar um teste simples, que se realizado com um grande número de veículos de imprensa pode revelar muitas coisas interessantes.

via Observatório de Imprensa

#Jornalismo #IA

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/tecnologia/ia-nas-redacoes-um-teste-para-identificar-o-nivel-de-utilizacao/

O jornalismo da Região Norte segue em expansão, aponta Atlas da Notícia 2025 / Observatório de Imprensa

O jornalismo da Região Norte segue em expansão, aponta Atlas da Notícia 2025

Além disso, 193 dos 450 municípios nortistas estão classificados como desertos de notícias (sem nenhum veículo jornalístico), o que evidencia a urgência de políticas públicas e incentivos à criação, manutenção e sustentabilidade de mídias locais. Enquanto 144 são quase desertos (contam com 1 ou 2 veículos) e 113 têm mais de três veículos.

A distribuição desigual dos veículos também expressa a concentração econômica e informacional nos grandes centros urbanos, em contraste com a invisibilidade comunicacional de diferentes territórios da Amazônia.

#DesertoDeNotícias #Jornalismo #RegiãoNorte

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/atlas-da-noticia/o-jornalismo-da-regiao-norte-segue-em-expansao-aponta-atlas-da-noticia-2025/

Mulher trans na política nordestina / Policromias

Mulher trans na política nordestina

Considerando todas as análises realizadas nos textos, obser vam-se diferenças significativas na forma como os portais de notícias G1 Sergipe e UOL Not ícia s abord a m o ac onte ci mento d a eleiç ão de L i nd a Bra si l como a primeira mulher trans a ocupar o cargo de deputada estadual em Sergipe. Enquanto o G1 Sergipe destaca a identidade de gênero de Linda e sua trajetór ia política, cr iando uma nar rativa que a centra liza como sujeito social, o UOL Notícias apresenta uma abordagem mais genérica, com escassez de informações relevantes sobre Linda. A ausência de uma imagem de Linda no UOL Notícias também chama a atenção, destacando uma narrativa de impersonalidade.

#Jornalismo #PessoasTrans

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/policromias/article/view/64743

3 redações compartilham experiências com resumos feitos por IA / Nieman Lab

3 redações compartilham experiências com resumos feitos por IA

Principais pontos. Resumos. Destaques. Seja qual for o nome, listas em tópicos que resumem matérias estão surgindo em um número crescente de sites de notícias.

A tecnologia que alimenta esses resumos está em evolução, mesmo enquanto as redações são pressionadas a adotar e se adaptar. Os resultados nem sempre têm sido perfeitos ou, digamos, à prova de balas. Mas 3 organizações de notícias que estão na dianteira do uso dessa tecnologia —e que vêm gerando resumos acessíveis para os leitores de forma consistente— são The Wall Street Journal, Bloomberg e Yahoo News.

#Jornalismo #IA

via Nieman Lab

Disponível em: https://www.niemanlab.org/2025/06/lets-get-to-the-point-three-newsrooms-on-generating-ai-summaries-for-news/

Como os vencedores do Pulitzer usaram a IA em suas reportagens / Poder360

Como os vencedores do Pulitzer usaram a IA em suas reportagens

“Neste momento inicial, vemos o uso responsável da IA como um componente significativo no conjunto de ferramentas cada vez mais versátil utilizado pelos jornalistas em atividade hoje em dia”, disse Marjorie Miller, administradora do Prêmio Pulitzer, que também chamou a atenção para outras ferramentas usadas entre os vencedores, incluindo análise estatística, solicitações de registros públicos e análise forense visual. “A tecnologia [IA], quando usada adequadamente, parece acrescentar agilidade, profundidade e rigor aos projetos de maneiras que não eram possíveis há uma década”, declarou.

#Jornalismo #IA

via Poder360

Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/como-os-vencedores-do-pulitzer-usaram-a-ia-em-suas-reportagens/

Ferramenta de IA pode dar “olhos e ouvidos” onde redações não têm… / Poder 360

Ferramenta de IA pode dar “olhos e ouvidos” onde redações não têm…

A Roganbot funciona com um conceito simples: ele ouve Joe Rogan por você, produz uma transcrição que permite pesquisas vinculada ao áudio com marcações de tempo e divide os episódios em tópicos-chave, citações notáveis e possíveis polêmicas com sugestões de verificação de fatos. Essencialmente, ela pode estar “extremamente on-line” por você, permitindo que depois você faça perguntas sobre o que ela encontrou em sua jornada pela internet….

#Jornalismo #IA

via Poder 360

Disponível em: https://www.poder360.com.br/nieman/ferramenta-de-ia-pode-dar-olhos-e-ouvidos-onde-redacoes-nao-tem/

“Quando ensaiamos lutar”: mulheres letradas, imprensa e feminismos em Maceió-AL (1887-1903) / PPGCI – UFAL

“Quando ensaiamos lutar”: mulheres letradas, imprensa e feminismos em Maceió-AL (1887-1903) / PPGCI- UFAL

Enfrentando a invisibilidade política que lhes foi legada e as poucas referências bibliográficas sobre o assunto, esta pesquisa historiciza o periodismo feminino e feminista a partir da utilização da crítica feminista e das categorias analítico-interpretativas de sexo, classe, raça e gênero (Lélia Gonzalez, 2022; Kimberlé Crenshaw, 2020; Cecília Sardenberg, 2007; Donna Haraway, 1995; Angela Davis, 2016), assim como busca capturar os “silêncios” que constituem e revelam a materialidade do poder sobre o corpo das/os sujeitas/os em Alagoas (Eni Orlandi, 2007; Michel Foucault, 1984). Com isso em vista, interessou mapear as principais reivindicações feitas por essas mulheres e a avaliação que faziam de sua própria condição social permeada por discursos que sinalizam a Modernidade capitalista, a feminização da cultura, a transformação do espaço rural em meio urbano e a persistência do patriarcado (Yuderkys Minõso, 2020; Durval Albuquerque Jr., 2013; Arrisete Costa, 2015).

#Jornalismo #Gênero #Escritoras

Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/16067

Não há jornalismo objetivo. Como conviver com isto? / Observatório de Imprensa

Não há jornalismo objetivo. Como conviver com isto?

O jornalista é quem escolhe o enfoque dado a uma notícia, reportagem ou comentário. Ele seleciona também o contexto, os entrevistados, as fontes consultadas e o que não será divulgado. Todas estas decisões são influenciadas por variáveis pessoais como experiência profissional, cultura, nível econômico, origem étnica, localização geográfica, idade e sexo, do repórter, editor ou comentarista. Impor uma determinada visão de mundo como sendo a única confiável equivale a falsificar a verdade e induzir outras pessoas ao erro na avaliação da realidade.

#Jornalismo

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa/nao-ha-jornalismo-objetivo-como-conviver-com-isto/

Indígenas como sujeitos comunicacionais : revisitando trajetórias em destaque no jornalismo hegemônico / PPGCOM-UEL

Indígenas como sujeitos comunicacionais : revisitando trajetórias em destaque no jornalismo hegemônico

Destaca-se que o giro decolonial da autorrepresentação dos povos indígenas auxiliou na transformação da representação desses povos e possibilitou o maior protagonismo indígena nas produções telejornalísticas. Conclui-se que os povos originários passaram a utilizar a comunicação como arma de luta por direitos, principalmente durante a Constituinte, a partir do momento em que entendem que é fundamental a presença na mídia para alcançar conquistas coletivas. Assim, a visibilidade no telejornalismo é empregada também para reafirmar suas posições como cidadãos brasileiros.

#PovosIndígenas #Jornalismo

Disponível em: https://repositorio.uel.br/items/dd0973c3-2044-4a3a-94ab-08b12ea7cb02

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