Os custos de publicação / Horizons

Os custos de publicação / Horizons

No entanto, não podemos simplesmente comparar os custos de forma direta, pois a taxa de publicação (APC) exigida pela PLOS também precisa cobrir os custos incorridos por artigos que não são aceitos para publicação. Na PLOS Medicine, por exemplo, até 97% de todas as submissões são rejeitadas. Já a ORE realiza apenas uma avaliação formal antes de publicar um artigo. Diferentemente de muitas outras editoras, tanto a ORE quanto a PLOS publicam um detalhamento transparente de seus custos de acordo com as diferentes etapas de trabalho envolvidas.

A tendência global é de fato rumo a uma maior abertura, embora a maioria dos artigos acadêmicos ainda esteja atrás de paywalls. Na revista Science, por exemplo, é preciso pagar US$ 30 para baixar um artigo em PDF. O mesmo processo custa € 29 na Nature, embora isso também dê acesso por um mês a todos os artigos de seus mais de 50 periódicos. Mas manter-se atualizado com o conhecimento pode rapidamente se tornar algo caro.

#Periódicos #APC

via Horizon

Disponível em: https://www.horizons-mag.ch/2026/06/04/the-costs-of-publishing/

Do diamante ao ouro: a alquimia incerta do Acesso Aberto na América Latina / EULAC

Do diamante ao ouro: a alquimia incerta do Acesso Aberto na América Latina / EULAC

Acredito que a discussão não pode mais se concentrar apenas na questão de cobrar ou não pelos periódicos. A verdadeira questão é como construir mecanismos sustentáveis, éticos e equitativos que nos permitam preservar a autonomia editorial latino-americana e evitar o desaparecimento progressivo de periódicos acadêmicos e científicos de alta qualidade. Defender o acesso aberto não significa ignorar os custos reais da comunicação científica contemporânea. Pelo contrário, significa reconhecer que a democratização do conhecimento também exige garantias quanto às condições materiais que tornam possível sua existência, circulação e preservação futura.

As editoras universitárias latino-americanas continuam sendo atores fundamentais para uma ciência mais aberta, pluralista e socialmente relevante. Mas, para manter essa liderança global, será essencial abandonar a falsa dicotomia entre acesso livre absoluto e mercantilização extrema. O desafio do futuro será encontrar modelos de sustentabilidade compatíveis com a missão da universidade, capazes de proteger simultaneamente o acesso democrático ao conhecimento e a viabilidade estrutural dos periódicos científicos que o possibilitam.

#AcessoAberto #Periódicos #AméricaLatina #EditorasUniversitárias

via EULAC

Disponível em: https://eulac.org/2026/06/del-diamante-al-oro-la-alquimia-incierta-del-acceso-abierto-latinoamericano/

Brasil ocupa 3º lugar entre os países com mais periódicos científicos universitários / Pesquisa Fapesp

Brasil ocupa 3º lugar entre os países com mais periódicos científicos universitários / Pesquisa Fapesp

Manter uma revista acadêmica universitária operando é desafiador, avalia a dentista Ana Carolina Magalhães, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), campus de Bauru. Há três anos, ela é editora do Journal of Applied Oral Science (Jaos), uma das 204 publicações científicas ligadas à USP. A revista, que integra a biblioteca SciELO desde 2003 e opera no modelo diamante, recebe cerca de 800 submissões por ano e publica em média 90 artigos, de 66 países. Entre os principais desafios, Magalhães destaca a manutenção da sustentabilidade financeira e da mão de obra qualificada, além da necessidade de encontrar bons pareceristas. Com mais de 30 anos, a revista do curso de odontologia tem duas editoras-chefes não remuneradas, enquanto três bibliotecários da universidade dedicam parte do seu tempo às questões operacionais da publicação.

via Pesquisa Fapesp

#Periódicos #GestãoEditorial

Disponível em: https://www.abcd.usp.br/noticias/brasil-ocupa-3o-lugar-entre-os-paises-com-mais-periodicos-cientificos-universitarios/

O futuro das revistas acadêmicas? / In One Lifetime

O futuro das revistas acadêmicas? / In One Lifetime

Marx escreveu que, no comunismo pleno, o Estado simplesmente desapareceria, mas convenientemente omitiu exatamente como. Muitos textos sobre o futuro da publicação científica são assim — bastante vagos quando se trata de explicar exatamente como faremos a transição para o glorioso futuro pós-periódicos. (…)

O sistema atual de periódicos tem cerca de sessenta anos na forma que o conhecemos. Sobreviveu à transição da impressão para a web, da assinatura para o acesso aberto. Provavelmente não sobreviverá à transição do artigo como unidade para a alegação como unidade, porque essa transição dissolve o que o periódico realmente fazia.

#Periódicos

via In One Lifetime

Disponível em: https://www.paullitvak.com/p/the-future-of-academic-journals

Crescimento é sempre uma boa notícia? Submissão de artigos em 2026 dispara / Scholarly Kitchen

Crescimento é sempre uma boa notícia? Submissão de artigos em 2026 dispara / Scholarly Kitchen

O instinto em momentos como este é recorrer a soluções tecnológicas: melhores ferramentas de triagem, software de detecção por IA, verificação automatizada de citações. Vale a pena investir nessas soluções, e algumas já estão em uso. Mas elas tratam os sintomas em vez das causas, e acho que dar muita importância a elas pode nos fazer perder de vista o que os dados realmente nos dizem.

O aumento repentino de submissões previsto para 2026 é um teste de estresse. O que ele testa não é apenas se os periódicos conseguem processar o volume. Ele testa se a infraestrutura de responsabilização da qual a revisão por pares depende ainda é adequada ao ambiente em que os pesquisadores realmente trabalham: um ambiente em que a relação entre o pesquisador e o texto submetido não é mais estável, em que a capacidade subsequente de detectar o que passa despercebido está sob pressão e em que os incentivos estruturais que impulsionam os pesquisadores em direção ao sistema não mudaram, enquanto as ferramentas disponíveis para eles mudaram consideravelmente.

#Periódicos #GestãoEditorial #ScholarOneManuscripts

Disponível em: https://scholarlykitchen.sspnet.org/2026/05/13/guest-post-is-growth-always-good-news-2026-article-submission-surges/

Brasil ocupa 3º lugar entre os países com mais periódicos científicos universitários / Pesquisa Fapesp

Brasil ocupa 3º lugar entre os países com mais periódicos científicos universitários / Pesquisa Fapesp

Um mapeamento global sobre periódicos universitários, aqueles afiliados a instituições de ensino superior ou aos seus departamentos, encontrou 19.414 títulos ativos em 148 países. Há uma alta concentração desse tipo de publicação em poucas nações, sendo que Estados Unidos (2.188 títulos), Indonésia (2.131 títulos) e Brasil (1.530 títulos) ocupam os primeiros lugares. Apenas 10 países representam 62,92% de todos os periódicos universitários identificados no diretório internacional Ulrichsweb, a principal base usada no levantamento do estudo (ver infográfico abaixo). Quase metade deles opera em acesso aberto. Os dados foram divulgados em janeiro de 2026 em um artigo na revista científica Scientometrics, assinado por pesquisadores do Centro Leibniz de Informação para Ciência e Tecnologia (TIB), na Alemanha, e das universidades de Tampere, na Finlândia, e Hacettepe, na Turquia.

#Periódicos

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/brasil-ocupa-3o-lugar-entre-os-paises-com-mais-periodicos-cientificos-universitarios/

Periódicos da Universidade Federal Fluminense: ciência e memória institucional, do impresso ao eletrônico / Acervo

Periódicos da Universidade Federal Fluminense: ciência e memória institucional, do impresso ao eletrônico / Acervo

Os periódicos científicos são fundamentais para a comunicação e a preservação da memória acadêmica. Este estudo analisa a trajetória dos periódicos da Universidade Federal Fluminense, com foco em seu portal de periódicos. A pesquisa bibliográfica e a análise documental revelaram avanços na comunicação científica, como a adoção do formato eletrônico e do fluxo contínuo. Conclui-se que o portal fortalece a memória institucional e amplia a visibilidade da produção acadêmica.

#Periódicos

Disponível em: https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/2786

A qualidade dos artigos científicos é questionada, visto que os acadêmicos estão “sobrecarregados” pelos milhões de publicações / The Guardian

A qualidade dos artigos científicos é questionada, visto que os acadêmicos estão “sobrecarregados” pelos milhões de publicações / The Guardian

Ritu Dhand, diretora científica da editora Springer Nature, rejeitou a narrativa de que “editoras de periódicos gananciosas” lucram publicando artigos de baixa qualidade e apontou para o fato de que o cenário da pesquisa passou por uma “transformação radical”, quadruplicando de tamanho nos últimos 25 anos. Por muito tempo dominada por países ocidentais, a pesquisa agora é muito mais global e liderada pela China, e não pelos EUA.

“A solução não seria permitir que o resto do mundo publicasse?”, questionou. “Vivemos em um mundo digital. Certamente, não importa quantos artigos sejam publicados.” Ela vê soluções em filtros mais eficazes, ferramentas de busca e alertas para que os pesquisadores encontrem os trabalhos que realmente importam para eles, e em uma expansão global do número de revisores por pares para absorver a demanda.

#Periódicos #Produtivismo

Disponível em: https://www.theguardian.com/science/2025/jul/13/quality-of-scientific-papers-questioned-as-academics-overwhelmed-by-the-millions-published?utm_source=chatgpt.com

Buscador de Revistas Diamante – Digitalab

Buscador de Revistas Diamante – Digitalab

O objetivo desta ferramenta é fornecer aos autores uma lista de periódicos Diamond, permitindo-lhes explorar, analisar e selecionar um periódico para publicação. Esta lista combina características de qualidade científica e editorial com visibilidade nos índices internacionalmente reconhecidos Web of Science e Scopus.

Utilize o mecanismo de busca para encontrar periódicos elegíveis de seu interesse para publicação em acesso aberto que não cobram taxas de publicação (APCs).

A ferramenta inclui os seguintes filtros de busca: áreas temáticas (categoria e subcategoria), país, região e idioma de publicação. A lista de resultados inclui informações sobre indicadores de impacto dos periódicos (Fator de Impacto Web of Science, CiteScore Scopus e Scimago Journal Rank). As listas podem ser baixadas em formato .CSV.

#Periódicos #Buscadores #AcessoAbertoDiamante

Disponível em: https://digitalab-ssie.unam.mx/acuerdos/buscador_diamante

Mobilizações em defesa dos periódicos científicos brasileiros / IBICT

Mobilizações em defesa dos periódicos científicos brasileiros / IBICT

Nas últimas semanas, ganhou destaque no cenário da comunicação científica nacional uma mobilização envolvendo diferentes atores do ecossistema editorial brasileiro. O movimento surge em um contexto de debates sobre modelos de financiamento da publicação científica, sustentabilidade dos periódicos nacionais e o papel das infraestruturas públicas que historicamente apoiam a Ciência Aberta no país.

A discussão ocorre em um momento considerado estratégico para o futuro dos periódicos científicos editados no Brasil, especialmente diante de mudanças recentes nas políticas e diretrizes de fomento, que têm gerado reflexões sobre impactos estruturais no sistema editorial científico.

#Periódicos

via IBICT

Disponível em: https://manuelzao.ibict.br/mobilizacao-em-defesa-dos-periodicos-cientificos-brasileiros/

Revistas decepcionantes: zumbis, tartarugas e marcas brancas na publicação científica / CLIP de SEDIC

Revistas decepcionantes: zumbis, tartarugas e marcas genéricas na publicação científica / CLIP de SEDIC

Analiso diferentes tipos de periódicos que decepcionam os autores, como os periódicos predatórios, que priorizam o lucro em detrimento do rigor científico; os periódicos sequestrados, imitações fraudulentas de títulos legítimos; e os periódicos zumbis, publicações outrora prestigiosas que se transformaram em negócios opacos. Abordo também os periódicos lentos, que prolongam o processo de revisão; os periódicos usurários, que cobram taxas de publicação exorbitantes; e os periódicos franqueados ou de marca branca, que se aproveitam do prestígio das grandes editoras para vender ciência, muitas vezes de segunda categoria. Por meio desses exemplos, mostro como o sistema de publicação acadêmica degenerou em dinâmicas produtivistas e desiguais que corroem a integridade acadêmica. Argumento que a solução reside na recuperação do bom senso: publicar menos, porém melhor; fortalecer a ética editorial; remunerar adequadamente revisores e editores; e comprometer-se com avaliações mais responsáveis ​​e justas.

#Periódicos #GestãoEditorial #Editoração

Disponível em: https://edicionsedic.es/clip/article/view/174

Internacionalização da produção científica e mudanças nas práticas editoriais: um estudo sobre periódicos de Ciências Humanas no Brasil e na Argentina / PPGCI – IBICT

Internacionalização da produção científica e mudanças nas práticas editoriais: um estudo sobre periódicos de Ciências Humanas no Brasil e na Argentina / PPGCI – IBICT

Os resultados mostram que a internacionalização é amplamente valorizada pelos editores e tem impulsionado mudanças significativas nas rotinas editoriais. A estratégia de internacionalização mais adotada em ambos os países é a colaboração com pesquisadores estrangeiros, seja como autores, avaliadores ou membros do comitê editorial. No Brasil, há destaque para a publicação de artigos em inglês ou em versão bilíngue, enquanto na Argentina, prevalece a adoção de boas práticas editoriais, como o uso de DOI, ORCID e verificação de plágio. Nos dois países, a indexação em bases de dados de acesso aberto é priorizada, enquanto a presença em bases de citação internacional ainda é limitada. A pesquisa também aponta obstáculos como escassez de financiamento e limitações estruturais. Apesar desses desafios, os periódicos demonstram capacidade de adaptação, muitas vezes conciliando objetivos de visibilidade global com o compromisso com a circulação regional e o acesso aberto. Conclui-se que, a internacionalização dos periódicos das Ciências Humanas no Brasil e na Argentina depende não apenas de sua capacidade de atender aos critérios externos, mas sobretudo da construção de modelos sustentáveis, inclusivos e críticos, capazes de articular excelência científica, relevância social e compromisso regional.

#GestãoEditorial #Periódicos

Disponível em: https://ridi.ibict.br/handle/123456789/1439