Ensinando citação na era da IA ​​generativa: repensando a alfabetização em pesquisa, a integridade acadêmica e a responsabilidade epistêmica / The Journal of Academic Librarianship

Ensinando citação na era da IA ​​generativa: repensando a alfabetização em pesquisa, a integridade acadêmica e a responsabilidade epistêmica / The Journal of Academic Librarianship

Este artigo pedagógico defende uma mudança em direção à alfabetização crítica em citações. Em vez de tratar a citação como uma habilidade mecânica, esta abordagem a enquadra como uma prática epistêmica e ética. Com base em estudos sobre competência informacional, integridade acadêmica e sociologia do conhecimento, o artigo identifica os principais riscos associados à IA de última geração, incluindo referências fabricadas, citação sem leitura, atribuição incorreta e amplificação de vieses de visibilidade já existentes. O artigo diferencia classes de ferramentas de IA, como modelos de linguagem paramétricos e sistemas de recuperação aumentada, para mostrar que os riscos de citação variam de acordo com a infraestrutura, em vez de tratar a “alucinação da IA” como um fenômeno uniforme. O artigo propõe uma estrutura de cinco dimensões para o ensino da alfabetização crítica em citações e descreve estratégias práticas de ensino e avaliação.

#Citação #IntegridadeEmPesquisa #CoInfo #IA

Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.acalib.2026.103267

O giz e o prompt: o dilema de um professor universitário de meia-idade / Jornal da USP

O giz e o prompt: o dilema de um professor universitário de meia-idade / Jornal da USP

(…) o professor Neira escreve: “O problema não está na existência da ferramenta, mas na maneira como ela interfere na relação da(o) estudante com a aprendizagem. Em si, esses recursos não são necessariamente negativos. A dificuldade surge quando deixam de funcionar como apoio à elaboração intelectual e passam a ocupar o lugar do trabalho que cabe à(ao) estudante realizar”.

Aqui me atrevo a adicionar ao texto apenas a palavra “professor”, ou seja, a dificuldade surge quando deixam de funcionar como apoio à elaboração intelectual e passam a ocupar o lugar do trabalho que cabe à(ao) estudante/professor realizar.

O futuro chegou, meus caros colegas, e não podemos mais negá-lo, cabe a nós agora seguir por este caminho de novas descobertas, aprendendo com os erros que, certamente ocorrerão nesta nova fase de nossa vida acadêmica, ou seja, a Ciência também vista à luz da inteligência artificial, e olha que quem está se comunicando com vocês é do tempo do mimeógrafo, da transparência e dos carrosséis de slides.

#Ciência #IA

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/o-giz-e-o-prompt-o-dilema-de-um-professor-universitario-de-meia-idade/

Tipo

Ele foi projetado para funcionar com uma abordagem que prioriza o ambiente local: gratuito, de código aberto, focado na privacidade e concebido para que os documentos, imagens ou PDFs analisados ​​não precisem ser enviados para serviços externos.

O Tipo foi desenvolvido para profissionais e instituições que precisam transformar uma tarefa intensiva e repetitiva em um fluxo de trabalho mais ágil: identificar dados em capas e outras áreas relevantes, estruturar informações descritivas e preparar versões revisáveis ​​de catálogos em um ambiente seguro e sob controle local.

Ele não substitui o julgamento do catalogador. Ele o apoia e o agiliza.

#Catalogação #IA

Disponível em: https://github.com/Token-Vean/Tipo/releases/tag/Tipo0.3.0

Papa Leão XIV divulga primeira encíclica sobre inteligência artificial / GizBr

Papa Leão XIV divulga primeira encíclica sobre inteligência artificial / GizBr

O Vaticano informou que o Papa Leão XIV abordará o avanço da inteligência artificial em sua primeira encíclica. O pontífice apresentará pessoalmente o documento no dia 25 de maio. O texto receberá o título “Magnifica Humanitas” (Magnífica Humanidade).

Encíclicas representam uma das formas mais elevadas de ensinamento de um pontífice para os 1,4 bilhão de membros da Igreja O primeiro papa norte-americano tem alertado sobre os riscos da inteligência artificial em diversas ocasiões. A declaração do Vaticano afirmou que o texto abordará “a proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”.

#Papa #IA

via GizBr

Disponível em: https://gizbr.uol.com.br/papa-leo-inteligencia-artificial-enciclica/

ChatGPT para bibliotecas: como usá-lo em seu diário de trabalho com exemplos reais / SoyBibliotecario

ChatGPT para bibliotecas: como usá-lo em seu diário de trabalho com exemplos reais / SoyBibliotecario

A qualidade da resposta do ChatGPT depende em grande parte da qualidade da pergunta (instrução) fornecida. Princípios básicos:

• Seja específico: quanto mais contexto e detalhes, melhor o resultado. “Escreva uma resenha” é pior do que “Escreva uma resenha de 300 palavras para o blog I’m a Librarian, usando um tom amigável e evitando spoilers”. • Indique a função: “Aja como um bibliotecário profissional e…” melhora a precisão da resposta em tópicos especializados. Livros e Literatura

• Solicite formatação: “Organize sua resposta com subtítulos”, “Use listas com marcadores”, “Responda em no máximo 200 palavras”.

• Itere: se o primeiro resultado não for satisfatório, solicite ajustes: “Seja mais conciso”, “Use um tom mais formal”, “Adicione um exemplo concreto”.

• Sempre verifique novamente: o ChatGPT pode cometer erros factuais. Todos os dados, datas e referências bibliográficas devem ser verificados antes da publicação.

#ChatGPT #IA #Bibliotecas

Disponível em: https://soybibliotecario.blogspot.com/2026/05/chatgpt-para-bibliotecarios-como-usarlo.html

“Devemos defender algoritmos democráticos e evitar sucumbir a uma abordagem centrada apenas em dados, uma ‘datafilia’ – Entrevista ao Professor Yves-François Le Coadic / Archivoz

“Devemos defender algoritmos democráticos e evitar sucumbir a uma abordagem centrada apenas em dados, uma ‘datafilia’ – Entrevista ao Professor Yves-François Le Coadic / Archivoz

Como Alexandra Vidal bem salientou, durante a nossa conversa, a inteligência artificial está a transformar radicalmente as nossas profissões e, na verdade, todas as profissões. O mundo da informação está a passar por uma mudança radical. Mas as nossas profissões — bibliotecários, documentalistas, arquivistas, jornalistas, profissionais de museus, editores —, cuja matéria-prima é a informação, são as primeiras a serem impactadas.
Não que médicos, advogados, engenheiros, professores etc. não sejam afetados, mas em menor grau. Eles certamente produzem informação, comunicam-na e utilizam-na. Mas será que se preocupam com a sua validação, gestão e preservação?

#FundamentosDaCI #Entrevista #Informação #IA

Disponível em: https://www.archivozmagazine.org/pt/devemos-defender-algoritmos-democraticos-e-evitar-sucumbir-a-uma-abordagem-centrada-apenas-em-dados-uma-datafilia-entrevista-ao-professor-yves-francois-le-coadic/

A inteligência artificial na pesquisa e no fomento: desafios e oportunidades / CAPES

A inteligência artificial na pesquisa e no fomento: desafios e oportunidades / CAPES

A inteligência artificial (IA) está transformando a produção de conhecimento científico, apesar de enfrentar desafios éticos, de transparência e confiabilidade. Na avaliação de pesquisa e fomento, a IA analisa grandes volumes de dados, otimizando processos de avaliação e distribuição de recursos de forma eficiente. Agências de fomento de inúmeros países, como Alemanha, França, Holanda, Noruega e Suíça estão promovendo iniciativas para integrar a IA em seus processos. No Reino Unido, o Research Excellence Framework (REF), modelo de avaliação que carrega muitas similaridades com o adotado no Brasil, está explorando a IA para reduzir a carga sobre revisores. Nesse contexto, organismos internacionais, como a UNESCO e a Comissão Europeia, desenvolveram diretrizes para o uso responsável da IA na educação e ciência, promovendo acesso amplo e práticas éticas. O presente relatório, apresentado como um texto para discussão, apresenta elementos preliminares para fomentar a discussão dos usos possíveis e desejáveis da inteligência artificial na CAPES, destacando o valor da colaboração com outros atores para maximizar o potencial da IA de maneira ética e responsável.

#IA #PesquisaCientífica #CAPES

Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/23042025_Relatorio_2575649_A_inteligencia_artificial_na_pesquisa_e_no_fomento.pdf

Um panorama das ferramentas GenAI para pesquisa / Aster Zhao

Um panorama das ferramentas GenAI para pesquisa / Aster Zhao

Uma visão geral selecionada de ferramentas tradicionais e com inteligência artificial para pesquisa acadêmica — compare recursos, abrangência, acesso e privacidade em um só lugar.

#FontesDeInformação #Guias #IA #BasesDeDados #Buscadores

Disponível em: https://asterzhao.github.io/ai-research-tools-snapshot/

A lacuna não está no resumos / Ricardo Limongi

A lacuna não está no resumos / Ricardo Limongi

Um pesquisador abre o ChatGPT e cola cinco resumos. Pede um resumo dos achados. Em segundos, recebe um texto limpo, articulado, útil. Parece ganho de produtividade. Em alguns sentidos, é.

Mas algo se perdeu nesse gesto. E o que se perdeu não é trivial.

Um estudo publicado em 2025 na Royal Society Open Science analisou quase cinco mil resumos científicos gerados por dez modelos de linguagem, entre eles ChatGPT-4o, Claude 3.7 Sonnet, DeepSeek e LLaMA 3.3. Os pesquisadores compararam os resumos aos textos originais, em busca de um padrão específico: a generalização indevida. Quando o modelo transforma uma conclusão restrita em uma afirmação mais ampla do que os autores originalmente fizeram.

O achado preocupa. A maior parte dos modelos testados generaliza além do que o texto original permite. Em alguns casos, até 73% das vezes. Modelos mais novos, como o ChatGPT-4o e o LLaMA 3.3 70B, são piores nisso do que as versões anteriores. E quando os pesquisadores pediram explicitamente aos modelos que “não introduzissem imprecisões”, a taxa de generalização indevida dobrou.

#PesquisaCientífica #IA #Resumos

Disponível em: https://ricardolimongi.substack.com/p/a-lacuna-nao-esta-no-resumos

Catalogação de livros raros usando inteligência artificial (IA) : o que temos conseguido com isso? / RDBCI

Catalogação de livros raros usando inteligência artificial (IA) : o que temos conseguido com isso? / RDBCI

A pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa, envolveu a criação de um prompt e sua aplicação em onze ferramentas generativas de inteligência artificial. Utilizando como método o estudo comparado. Foram observadas as confluências, incompatibilidades e concordância com os padrões indicados no promptResultados: Os resultados mostraram que a maior incompatibilidade foi encontrada nos metadados 5XX, e estão relacionadas à superficialidade na descrição e ao acréscimo de dados não contemplados no documento solicitado. Conclusão: As ferramentas não são autossuficientes, porém aprimoram o resultado pois fornecem dados que enriquecem a representação do item, no que se refere aos aspectos materiais e temático.

#Catalogação #IA #LivrosRaros

Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8682866

Bibliotecas, símbolos e algoritmos / CI Express

Bibliotecas, símbolos e algoritmos / CI Express

Resultados: a análise evidencia a necessidade de uma revisão epistemológica e metodológica da Ciência da Informação, diante das novas configurações de seus objetos. Destaca-se a relevância da proposta de Floridi como eixo integrador de diferentes saberes, bem como o reconhecimento da interdisciplinaridade como uma orientação paradigmática consolidada no campo. Considerações finais: conclui-se que o avanço da Ciência da Informação depende de sua capacidade de reconfigurar seus fundamentos teóricos e metodológicos, incorporando abordagens interdisciplinares e ampliando seus referenciais analíticos para dar conta das dinâmicas contemporâneas mediadas por tecnologias digitais e inteligência artificial.

#Bibliotecas #IA #TecnologiasDigitais

Disponível em: https://cienciadainformacaoexpress.ufla.br/index.php/revista/article/view/184

Diretrizes preliminares da ALA sobre o uso de inteligência artificial em bibliotecas / ALA

Diretrizes preliminares da ALA sobre o uso de inteligência artificial em bibliotecas / ALA

Bibliotecas de todos os tipos têm a responsabilidade de considerar a adoção de ferramentas de IA de uma maneira que esteja alinhada com os valores profissionais essenciais, a ética e as políticas locais. As diretrizes sobre IA devem se basear nas políticas existentes da ALA, em vez de operar como uma camada separada ou conflitante. O Grupo de Trabalho de Políticas de Inteligência Artificial da ALA, usando os Valores Essenciais da ALA de Bem Público, Liberdade Intelectual, Privacidade, Sustentabilidade e Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade como ponto de partida, desenvolveu este Guia sobre o Uso de Inteligência Artificial em Bibliotecas..

via ALA

#Bibliotecas #IA #Guias #ALA

Disponível em: https://acrl.ala.org/acrlinsider/ala-draft-guidance-of-the-use-of-artificial-intelligence-in-libraries-comments-due-may-8/