Algo grande está acontecendo na ciência mundial e o Brasil parece estar de fora novamente / SciELO em Perspectiva

Algo grande está acontecendo na ciência mundial e o Brasil parece estar de fora novamente / SciELO em Perspectiva

Nas últimas semanas, pesquisadores de diversas áreas publicaram reflexões sobre o impacto dos agentes de IA (Inteligência Artificial) na pesquisa acadêmica. Não se trata de chatbots como o ChatGPT na versão gratuita. A categoria em questão são os “agentes de codificação” (coding agents), como o Claude Code, o Codex da OpenAI e o Antigravity da Google. Esses agentes escrevem código, executam scripts, coletam dados, analisam resultados, geram visualizações e redigem textos de forma autônoma. (…)

Para que o Brasil possa aproveitar o que a IA tem a oferecer, será preciso muita experimentação, compartilhamento de aprendizados e boas práticas, tendo em vista a nossa realidade. Afinal, temos massa crítica de pesquisadores competentes, temos instituições de pesquisa consolidadas e temos experiência em adaptar criativamente tecnologias a contextos de restrição de recursos. O que falta, neste momento, é atenção e difusão ampla das inovações. Falta que pesquisadores brasileiros acompanhem o que está acontecendo, testem as ferramentas, debatam os riscos e as oportunidades, pressionem agências de fomento por políticas de acesso e formem seus alunos para um cenário que já está se configurando.

#IA #PesquisaCientífica #SoberaniaDigital #Tendências #Inovação

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2026/04/22/algo-grande-esta-acontecendo-na-ciencia-mundial-e-o-brasil-parece-estar-de-fora-novamente/

Usuários de IA estão “desligando” o pensamento crítico, diz estudo / GizBr

Usuários de IA estão “desligando” o pensamento crítico, diz estudo / GizBr

A Universidade da Pensilvânia, nos EUA, divulgou estudo sobre interação entre usuários e sistemas de inteligência artificial. A pesquisa envolveu 1.372 participantes em mais de 9.500 testes individuais. Os resultados mostram que as pessoas aceitaram raciocínio falho de IA em 73,2% das ocasiões. A rejeição das respostas incorretas ocorreu em apenas 19,7% das vezes.

Os cientistas formularam a hipótese de que usuários que consultassem frequentemente o chatbot permitiriam que respostas incorretas “substituíssem processos intuitivos e deliberativos”. Isso prejudicaria o desempenho geral e evidenciaria os perigos da rendição cognitiva.

#IA #Cognição

via GizBr

Disponível em: https://gizbr.uol.com.br/usuarios-aceitam-erros-ia/

A Ciência da Informação e Arquitetura da Informação (AI) na era da IA / Prisma

A Ciência da Informação e Arquitetura da Informação (AI) na era da IA / Prisma

Os resultados demonstram uma complementaridade entre CI, AI e IA, em que a Ciência da Informação oferece uma base teórica sólida, a Arquitetura da Informação foca na aplicação prática e na experiência do usuário, enquanto a IA amplia as possibilidades de automatização, personalização e adaptação das interfaces digitais. Assim, a interação integrada dessas áreas revela-se crucial para otimizar a gestão da informação digital e enfrentar os desafios da era da informação inteligente.

#ArquiteturaDaInformação #IA

via Prisma

Disponível em: https://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/15411

Desinformação versus alucinações da IA: qual a diferença? / Tech Life Future

Desinformação versus alucinações da IA: qual a diferença? / Tech Life Future

– A desinformação gerada por IA refere-se a informações incorretas geradas por sistemas de IA, frequentemente com intenção humana.
– As alucinações causadas por IA envolvem sistemas de IA que produzem informações não baseadas em dados reais.
– As implicações de ambos os fenômenos na integridade da informação são significativas.
– Reconhecer essas diferenças pode ajudar no desenvolvimento de estratégias para mitigar seus efeitos.
– Conscientização e alfabetização digital são essenciais para navegar em cenários de informação impulsionados por IA.
– A desinformação gerada por IA refere-se a informações falsas geradas ou disseminadas por inteligência artificial, frequentemente com intenção humana.

#IA #Desinformação

via Tech Life Future

Disponível em: https://www.techlifefuture.com/ai-misinformation-vs-ai-hallucinations/

Inteligência artificial e bibliotecas: uma nova era de descobertas confiáveis ​​e serviços mais inteligentes / IFLA

Inteligência artificial e bibliotecas: uma nova era de descobertas confiáveis ​​e serviços mais inteligentes / IFLA

Em vez de encarar a IA como uma substituta para a biblioteconomia, o Professor Ragel a apresentou como uma extensão dos valores essenciais da biblioteca. Descoberta, relevância, qualidade do serviço e gestão ética sempre foram fundamentais para o trabalho bibliotecário.

A IA, quando implementada com cuidado, pode fortalecer cada uma dessas funções. Entre as aplicações mais promissoras discutidas estava a busca semântica, que vai além da tradicional correspondência por palavras-chave. Em vez de simplesmente recuperar registros que contenham as mesmas palavras, os sistemas semânticos podem identificar materiais com significados e conceitos relacionados. Isso tem o potencial de tornar a pesquisa mais intuitiva, especialmente em áreas científicas e técnicas altamente especializadas.

A sessão também destacou o papel crescente da automação de fluxos de trabalho. As ferramentas de IA podem ajudar as bibliotecas a processar metadados com mais eficiência, enriquecer registros de catálogo, apoiar sistemas de recomendação e otimizar tarefas repetitivas. Isso pode liberar a equipe para se concentrar em trabalhos de maior valor agregado, como instrução, curadoria e suporte ao usuário.

Outra área emergente é o uso de sistemas de bate-papo com IA. Esses sistemas podem servir tanto aos usuários quanto à equipe da biblioteca na navegação pelas coleções, no esclarecimento de dúvidas rotineiras ou no auxílio às equipes na gestão interna do conhecimento.

#Bibliotecas #IA

via IFLA

Disponível em: https://www.ifla.org/news/ai-and-libraries-a-new-era-of-trusted-discovery-and-smarter-services/

O impacto do texto gerado por IA na Internet / Github

O impacto do texto gerado por IA na Internet / Github

O estudo analisa como a rápida expansão do texto gerado por IA transformou o ecossistema digital entre 2022 e 2025. Com base em uma amostra representativa de páginas da web obtidas por meio do Wayback Machine do Internet Archive, os autores estimam que, em meados de 2025, aproximadamente 35% dos novos sites conterão texto gerado ou auxiliado por IA, um número que contrasta fortemente com a ausência desse fenômeno antes do lançamento do ChatGPT em 2022.

Embora a maioria dos adultos nos EUA acredite em todos os seis impactos negativos testados do texto gerado por IA na internet, nossa análise quantitativa confirma apenas dois. Abaixo, comparamos as evidências estatísticas (correlação entre cada sinal e a prevalência de IA) com o índice de concordância pública obtido em nossa pesquisa com participantes.

Hipótese 1: Contração Semântica – Confirmado • ρ = 0,47, p = 0,004
Hipótese 2: Decadência da Verdade – Não confirmado • ρ = −0,19, p = 0,27
Hipótese 3: Mudança para a Positividade – Confirmado • ρ = 0,56, p = 0,0003
Hipótese 4: Ilhas Epistêmicas – Não confirmado • ρ = −0,12, p = 0,48
Hipótese 5: Diluição da Entropia – Não confirmado • ρ = −0,02, p = 0,89
Hipótese 6: Monocultura Estilística – Não confirmado • ρ = 0,24, p = 0,17

#Internet #IA

Disponível em: https://ai-on-the-internet.github.io/

Responsabilizar sem formar é só metade do trabalho / Limongi

Responsabilizar sem formar é só metade do trabalho / Limongi

O CNPq publicou em março de 2026 a Portaria nº 2.664 — a política de integridade científica mais abrangente já produzida por uma agência de fomento brasileira. Quarenta artigos. Oito capítulos. Um sistema que vai da advertência formal à suspensão do Currículo Lattes. Vale a leitura.

Mas o que me interessa aqui não é o que a portaria proíbe. É o que ela escolheu não fazer.

Em nenhum momento o texto menciona ferramentas de detecção de IA. Nenhuma referência a Turnitin, GPTZero ou qualquer mecanismo de rastreamento tecnológico. A IA generativa aparece no Art. 9 como um item dentro de uma política mais ampla de conduta — não como o problema central.

Essa escolha não é omissão. É posição. E é a posição correta.

#IntegridadeEmPesquisa #IntegridadeCientífica #IA #CNPq

via Limongi

Disponível em: https://substack.com/home/post/p-193131983

Suno é um pesadelo em termos de direitos autorais musicais.Isso facilita inundar o streaming com cópias de Beyoncé feitas por IA / The Verge

Suno é um pesadelo em termos de direitos autorais musicais.Isso facilita inundar o streaming com cópias de Beyoncé feitas por IA / The Verge

Serviços como Deezer, Qobuz e Spotify adotaram medidas para combater o spam gerado por IA e por pessoas que se fazem passar por outros artistas . O porta-voz do Spotify, Chris Macowski, disse ao The Verge que a empresa “leva a sério a proteção dos direitos dos artistas e a aborda de vários ângulos. Isso inclui medidas de segurança para ajudar a impedir que conteúdo não autorizado seja carregado, além de sistemas que podem identificar faixas duplicadas ou muito semelhantes. Esses sistemas são revisados ​​por humanos para garantir que estamos fazendo tudo certo.” Mas nenhum sistema é perfeito, e lidar com a enxurrada de conteúdo gerado por IA, possibilitada por plataformas como a Suno, representa um desafio.

Macowski reconheceu as dificuldades técnicas envolvidas, dizendo: “É uma área na qual continuamos a investir e a desenvolver, especialmente à medida que novas tecnologias surgem.”

Suno é apenas uma engrenagem em um sistema claramente falho. Mas é um sistema contra o qual os artistas têm pouquíssimos recursos. Bandas podem entrar em contato com o Spotify e solicitar a remoção de perfis falsos criados por IA. É mais difícil determinar como esses perfis falsos são gerados e se são resultado de falhas nos filtros de Suno. E até agora, a resposta de Suno tem sido o silêncio.

#Suno #Música #IA #DireitosAutorais

Disponível em: https://www.theverge.com/ai-artificial-intelligence/906896/sunos-copyright-ai-music-covers

Material completo de IA para Pesquisadores e Bibliotecários / Lucas Martins

Material completo de IA para Pesquisadores e Bibliotecários – Guia de Inteligência Artificial para Pesquisadores, Estudantes, Cientistas, Profissionais da Informação, Operadores do Direito e Interessados e Entusiastas / Lucas Martins

Este material é um guia para a utilização de Inteligência Artificial em bibliotecas, arquivos, centros de documentação e em unidades de informação. Ele será atualizado constantemente e inclui um mapeamento de diversas IAs que podem ser utilizadas, além da criação de chatbots e outros APP ou API. Não perca a oportunidade de participar dos nossos encontros.

#FerramentasOnline #IA #Guias

Disponível em: https://ancient-pewter-6e0.notion.site/Material-completo-de-IA-para-Pesquisadores-e-Bibliotec-rios-By-Lucas-Martins-ca25908acec444d69c32fa85751a4bcc

CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a proposta é orientar a incorporação da tecnologia de forma pedagógica, sem substituir o papel do professor. “A inteligência artificial não pode substituir o trabalho do professor em relação ao ensino, tampouco substituir o esforço do aluno em relação ao aprendizado. Ou seja, ela pode ser uma ferramenta, mas jamais pode prescindir da ação humana como protagonista. Então, a inteligência artificial é um instrumento de trabalho pedagógico, mas não é um instrumento de substituição do trabalho pedagógico do professor ou do esforço de ensino do aluno”, avalia Daniel Cara.

O documento também destaca a necessidade de que a inteligência artificial seja utilizada como instrumento de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. Nesse contexto, o Conselho Nacional de Educação iniciou uma proposta de regulamentação do uso da tecnologia na educação brasileira. Para o docente da USP, essa iniciativa é importante, mas ainda representa apenas um primeiro passo. Ainda não há prazo definitivo para que a regulamentação entre em vigor.

#Educação #IA

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/cne-propoe-diretrizes-para-uso-da-inteligencia-artificial-na-educacao-brasileira/

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Integrando a IA em práticas governamentais confiáveis
– Propomos que bibliotecários trabalhem com seus governos locais para implementar as seguintes ações, baseadas em práticas bibliotecárias, para mitigar os danos corrosivos da IA:

– Aproveitando a confiabilidade das bibliotecas: Bibliotecas e bibliotecários demonstraram confiabilidade comprovada, o que pode apoiar a governança dos EUA no aprimoramento da credibilidade.

– Adotando princípios operacionais: Incorporar princípios operacionais de bibliotecas pode fortalecer as estratégias de governança contra os desafios da desinformação e das deepfakes geradas por IA.

– Combatendo a corrosão da confiança causada pela IA: Uma governança eficaz pode abordar os desafios da IA ​​generativa aplicando abordagens baseadas em Bibliotecas, Arquivos e Museus (LAM). Uma dessas abordagens é a coleta intencional de realidades locais por meio de fotonovelas, publicação de boletins informativos, histórias orais e até mesmo arquivamento de anuários.

– Reconstruindo a confiança pública: Restaurar a confiança na governança é crucial para a confiança pública e a estabilidade social. Ao construir sistemas locais que apoiem a confiança entre vizinhos, a confiança entre vizinhos em agências locais e, por fim, a atuação do governo de acordo com os desejos dos moradores locais, tanto a confiabilidade quanto a confiança podem ser alcançadas.

#Bibliotecas #IA #Confiança

Disponível em: https://doi.org/10.1080/01616846.2026.2644064

Cientistas da IA ​​estão transformando a pesquisa — instituições, financiadores e editoras precisam reagir / Nature

Cientistas da IA ​​estão transformando a pesquisa — instituições, financiadores e editoras precisam reagir / Nature

Alguns pesquisadores argumentam que a IA simplesmente muda o foco das habilidades humanas, assim como as calculadoras libertaram os humanos da dependência da aritmética. Mas ninguém jamais precisou se preocupar com a possibilidade de a resposta de uma calculadora estar errada. É por isso que a Nature já exige transparência sobre como os Modelos de Aprendizagem Baseados em Lógica (LLMs) são usados ​​em artigos submetidos e não aceita tais modelos como autores (veja go.nature.com/40j450w). Para garantir a reprodutibilidade, quando um modelo contribui para a parte criativa de um estudo, a Nature incentiva os pesquisadores a enviarem transcrições das perguntas e respostas do modelo juntamente com os resultados finais, como se faz com conjuntos de dados.

Publicar os detalhes do The AI ​​Scientist é um passo para entender o valor que a automação pode trazer para a ciência. Muito mais trabalho é necessário para garantir que essas ferramentas possam beneficiar todo o ecossistema de pesquisa. Cabe à comunidade científica estabelecer mecanismos de proteção para garantir que isso aconteça.

#IA #Ciência

Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-026-00934-w