Algo grande está acontecendo na ciência mundial e o Brasil parece estar de fora novamente / SciELO em Perspectiva

Algo grande está acontecendo na ciência mundial e o Brasil parece estar de fora novamente / SciELO em Perspectiva

Nas últimas semanas, pesquisadores de diversas áreas publicaram reflexões sobre o impacto dos agentes de IA (Inteligência Artificial) na pesquisa acadêmica. Não se trata de chatbots como o ChatGPT na versão gratuita. A categoria em questão são os “agentes de codificação” (coding agents), como o Claude Code, o Codex da OpenAI e o Antigravity da Google. Esses agentes escrevem código, executam scripts, coletam dados, analisam resultados, geram visualizações e redigem textos de forma autônoma. (…)

Para que o Brasil possa aproveitar o que a IA tem a oferecer, será preciso muita experimentação, compartilhamento de aprendizados e boas práticas, tendo em vista a nossa realidade. Afinal, temos massa crítica de pesquisadores competentes, temos instituições de pesquisa consolidadas e temos experiência em adaptar criativamente tecnologias a contextos de restrição de recursos. O que falta, neste momento, é atenção e difusão ampla das inovações. Falta que pesquisadores brasileiros acompanhem o que está acontecendo, testem as ferramentas, debatam os riscos e as oportunidades, pressionem agências de fomento por políticas de acesso e formem seus alunos para um cenário que já está se configurando.

#IA #PesquisaCientífica #SoberaniaDigital #Tendências #Inovação

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2026/04/22/algo-grande-esta-acontecendo-na-ciencia-mundial-e-o-brasil-parece-estar-de-fora-novamente/

Universidades, governos e entidades europeias usam rede social alternativa na busca de soberania digital / ComCiência

Universidades, governos e entidades europeias usam rede social alternativa na busca de soberania digital / ComCiência

O Governo da Holanda e a rede de educação e pesquisa do país abriram seus próprios servidores na rede social descentralizada Mastodon. A plataforma de código aberto é uma alternativa às mídias sociais das big techs, especialmente ao X (antigo Twitter). Ambos são microblogs com características similares – mas também importantes diferenças. No Mastodon, qualquer um pode pegar, replicar e adaptar sua interface sempre que tenha seu próprio servidor; não está nas mãos de um CEO por ser uma iniciativa sem fins lucrativos; e não tem anúncios nem algoritmos de perfilamento. Tudo isso traz, para quem abre uma instância do Mastodon, o controle sobre a rede, desde os dados que são coletados, à privacidade e moderação do conteúdo.

Por essas características do Mastodon, governos da Europa como França, Alemanha e instituições governamentais como a Comissão Europeia seguiram a Holanda. Uma das universidades mais importantes da Áustria também aderiu ao Mastodon, como forma de diversificar sua comunicação e quebrar aos poucos a dependência das plataformas comerciais.

#SoberaniaDigital #Universidades #Mastodon

Disponível em: https://www.comciencia.br/universidades-governos-da-europa-e-comissao-europeia-usam-rede-social-alternativa-na-busca-de-soberania-digital/

Soberania de dados acadêmicos é desafio para universidades públicas / ComCiência

Soberania de dados acadêmicos é desafio para universidades públicas / ComCiência

De acordo com a Rede pela Soberania Digital, a maior parte das comunicações acadêmicas e de pesquisa produzidas nas instituições públicas brasileiras estão em data centers fora de seu controle institucional. Essa configuração alimenta um sistema de inteligência e de lucros, a partir de análise de dados, que fragilizam a soberania digital e autonomia universitária. Frente a esse cenário, pesquisadores brasileiros repensam a questão, defendendo uma melhor infraestrutura digital nacional, que garanta o armazenamento e processamento de dados sem a dependência de players estrangeiros.

Segundo pesquisa do Observatório Educação Vigiada, 79% das instituições públicas de Ensino Superior brasileiras têm seus e-mails institucionais alocados em servidores privados. Localizados fora do país, estes servidores são gerenciados por empresas envolvidas no lucrativo mercado de coleta, análise e comercialização de dados pessoais, conhecidos como Gafam (Google, Apple, Facebook, Amazon, Microsoft). A Google, o maior player desse mercado, armazena 72% dos e-mails institucionais das universidades públicas brasileiras, como USP e Unicamp. Esse cenário aponta para uma situação de vulnerabilidade em relação à segurança da produção científica e tecnológica do Brasil.

#SoberaniaDeDados #SoberaniaDigital #UniversidadesPúblicas

via ComCiência

Disponível em: https://www.comciencia.br/dados-academicos-em-disputa-e-a-questao-da-soberania-digital-nas-universidades-publicas-do-brasil/

O Brasil se manifesta a favor da “governança global” da IA ​​e contra a concentração tecnológica corporativa / Boletín SciELO-México

O Brasil se manifesta a favor da “governança global” da IA ​​e contra a concentração tecnológica corporativa / Boletín SciELO-México

“A Quarta Revolução Industrial está avançando rapidamente, enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da Inteligência Artificial assume um papel estratégico”, afirmou. Segundo Lula, “sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará as desigualdades históricas” e deve ser direcionada para o fortalecimento da “democracia, da coesão social e da soberania das nações”.

#IA #SoberaniaDigital

Disponível em: https://boletinscielomx.blogspot.com/2026/03/brasil-se-pronuncia-por-la-gobernanza.html

Inteligência Artificial Soberana: o novo território que as nações devem explorar / DPL News

Inteligência Artificial Soberana: o novo território que as nações devem explorar / DPL News

A inteligência artificial (IA) é uma faca de dois gumes: tem o potencial de ajudar as nações a se desenvolverem, mas também pode ser a tecnologia que coloca em risco as economias e a segurança nacional quando sua infraestrutura não é soberana e depende de outras nações.

A dependência tecnológica está gerando uma onda de investimentos em infraestrutura de IA soberana. Segundo a Gartner, até 2027, 35% dos países estarão limitados ao uso de plataformas de IA específicas para sua região, que empregam seus próprios dados contextuais.

Esse fenômeno, impulsionado por pressões geopolíticas, exigências regulatórias e preocupações com a segurança, marca uma mudança significativa na forma como os governos abordam o desenvolvimento tecnológico.

via DPL News

#SoberaniaDigital #IA

Disponível em: https://dplnews.com/inteligencia-artificial-soberana-el-nuevo-territorio-que-deben-explorar-las-naciones/

A França retirará seus dados científicos da Microsoft / TRT Français

A França retirará seus dados científicos da Microsoft / TRT Français

A França decidiu deixar de hospedar seus dados científicos em servidores da Microsoft. O governo francês anunciou que o Health Data Hub, um repositório de dados de saúde lançado em 2019, deixará os data centers da empresa americana e migrará para um novo operador soberano, evitando assim a legislação dos EUA. Essa decisão foi comunicada em um comunicado oficial divulgado na sexta-feira.

A partir de segunda-feira, o governo iniciará um processo para selecionar um novo provedor de hospedagem qualificado, designado sob o selo “ScNumCloud”. Esse selo garante que o operador escolhido não estará sujeito à legislação não europeia, excluindo assim gigantes da computação em nuvem como Microsoft, Amazon Web Services e Google, que estão sujeitos às leis extraterritoriais dos EUA. (…)

A decisão da França de deixar de usar a Microsoft para seus dados científicos reflete uma tendência mais ampla na Europa, onde as preocupações com a segurança de dados e a soberania digital são cada vez mais urgentes. Os governos europeus buscam reduzir sua dependência das gigantes americanas da tecnologia, priorizando soluções locais e fortalecendo as regulamentações de proteção de dados.

#SoberaniaDigital #DadosDePesquisa

via TRT Français

Disponível em: https://www.trtfrancais.com/article/7177050fa633

Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas / Ciência & Cultura

Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas / Ciência & Cultura

Outro ponto alertado por Garcia foi sobre a dependência do Brasil de soluções internacionais, principalmente no gerenciamento de seus próprios dados públicos. “Dados e infraestrutura digital é algo que nós precisamos governar. Porque governar dados quer dizer governar o nosso futuro. Então, é preciso que a gente tenha não só a condição de manter centros nacionais de computação avançada, mas também várias infraestruturas públicas de universidades. O Brasil, ainda nesse aspecto, também precisa avançar sobre a inteligência artificial e entender que a inteligência artificial pode contribuir com a justiça social.”

#SoberaniaDigital #CiênciaBrasileira

via Ciência & Cultura

Disponível em: Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas – Revista

Quem controla seus dados? Ciência Aberta, Colonialismo de Dados e Soberania na era da Inteligência Artificial e do Big Data / Pimenta Cultural

Quem controla seus dados? Ciência Aberta, Colonialismo de Dados e Soberania na era da Inteligência Artificial e do Big Data / Pimenta Cultural

Este livro parte da hipótese de que estamos testemunhando uma nova forma de colonialismo, não centrada na posse de territórios físicos, mas na apropriação contínua da vida, convertida em dado. Esse fenômeno articula práticas de extração, classificação e comercialização de informações pessoais e coletivas, muitas vezes sem o consentimento ou o benefício das comunidades envolvidas.
Mais profundamente, ele envolve a padronização de epistemologias, a imposição de lógicas algorítmicas e o silenciamento de formas plurais de conhecimento.
A dimensão epistêmica dessa nova colonialidade é particularmente relevante em relação às tensões com a Ciência Aberta. Quando Frantz Fanon escreveu “Os Condenados da Terra” em 1961, ele alertava para como o colonialismo, além de explorar recursos materiais, destruía sistematicamente as formas de conhecimento dos povos colonizados, substituindo-as por epistemologias europeias apresentadas como universais (FANON, 1961). Hoje, algo ritmos de classificação e sistemas de inteligência artificial reproduzem essa violência epistêmica em escala global, invisibilizando línguas, práticas culturais e modos de vida que não se encaixam nos padrões dominantes

#SoberaniaDigital #BigData #IA #CiênciaAberta #LivrosCI

Disponível em: https://www.pimentacultural.com/livro/quem-controla-dados/

O Sul global na nova geopolítica dos saberes / Outras palavras

O Sul global na nova geopolítica dos saberes / Outras palavras

A necessidade de o Sul Global conquistar soberania sobre suas produções de dados transcende questões econômicas, representando uma questão de sobrevivência civilizacional na era digital. Sem controle sobre dados, algoritmos e infraestrutura digital, países emergentes permanecerão perpetuamente subordinados, tendo suas populações transformadas em “material bruto” para enriquecimento de corporações ocidentais através de uma forma mais sofisticada e penetrante de colonialismo que qualquer sistema anterior.

A atual extração de dados pelo Vale do Silício representa um modelo extrativista que não apenas extrai riqueza econômica, mas também modela comportamentos, preferências políticas e estruturas sociais através de algoritmos opacos. Esta capacidade de influenciar eleições, movimentos sociais e percepções de realidade torna o controle sobre infraestrutura digital uma questão de soberania nacional básica, comparável ao controle sobre território, moeda ou recursos naturais.

#SoberaniaDigital

#Ciência

Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasmidias/o-sul-global-na-nova-geopolitica-dos-saberes/

SBPC, ABC e SBC defendem soberania digital e energética no Brasil / Jornal da Ciência

SBPC, ABC e SBC defendem soberania digital e energética no Brasil / Jornal da Ciência

O Brasil pode ser referência mundial em data centers verdes e soberanos, desde que adote políticas de eficiência energética, transparência ambiental e transferência tecnológica. Em vez de “atrair” data centers estrangeiros com isenções, o país deve construir os seus, públicos e híbridos, vinculados a universidades, institutos de pesquisa e empresas nacionais, formando uma verdadeira rede digital soberana brasileira.

O verdadeiro desenvolvimento digital brasileiro não está em atrair servidores estrangeiros, mas em construir conhecimento, infraestrutura e poder tecnológico próprios, capazes de garantir autonomia, inovação e segurança aos cidadãos e ao Estado. Ao tratar dados e energia como simples mercadorias, o REDATA fragiliza a soberania nacional e desvirtua o papel da ciência e da tecnologia como bens públicos.

#SoberaniaDigital #SBPC #ABC #SBC

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-abc-e-sbc-defendem-soberania-digital-e-energetica-no-brasil/