Por que e como podemos reorganizar a universidade para impactar políticas públicas / Jornal da USP

Por que e como podemos reorganizar a universidade para impactar políticas públicas / Jornal da USP

Problemas reais não respeitam fronteiras disciplinares. Eles se apresentam como sistemas complexos, em que causas e efeitos se entrelaçam. Ainda assim, insistimos em abordá-los com ferramentas concebidas para operar em contextos mais simples. O resultado é um padrão recorrente: soluções tecnicamente corretas, mas estruturalmente insuficientes.

Essa limitação torna-se ainda mais evidente ao se observar a relação entre a universidade e as políticas públicas. A expectativa de que a ciência oriente decisões coletivas é legítima, mas frequentemente frustrada. A dificuldade não está apenas na tradução do conhecimento, mas também na própria estrutura de produção desse conhecimento, que raramente é orientada por problemas concretos.

#Universidades #PolíticasPúblicas

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/por-que-e-como-podemos-reorganizar-a-universidade-para-impactar-politicas-publicas/

Índice de Liberdade Acadêmica: A autonomia das universidades nos EUA fica muito aquém da de seu grupo de pares / Volkswagen Stiftung

Índice de Liberdade Acadêmica: A autonomia das universidades nos EUA fica muito aquém da de seu grupo de pares / Volkswagen Stiftung

O novo relatório do Índice de Liberdade Acadêmica (AFI, na sigla em inglês) oferece uma visão geral do estado da liberdade acadêmica em todo o mundo. Os dados sugerem uma ligação entre a autonomia institucional das universidades e a liberdade individual dos pesquisadores. Nos EUA, uma análise comparativa revela um declínio drástico na autonomia universitária. Na primavera de 2026, o Índice de Liberdade Acadêmica volta a destacar o estado global da liberdade acadêmica – novos dados do projeto AFI, conduzido por pesquisadores da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg (FAU) e do Instituto Variedades da Democracia (V-Dem) da Universidade de Gotemburgo, são publicados anualmente em março. A Fundação Volkswagen apoia o AFI desde 2021.

#LiberdadeIntelectual #EUA #Universidades

Disponível em: https://www.volkswagenstiftung.de/en/news/news/academic-freedom-index-autonomy-universities-usa-falls-far-behind-peer-group

Universidades, governos e entidades europeias usam rede social alternativa na busca de soberania digital / ComCiência

Universidades, governos e entidades europeias usam rede social alternativa na busca de soberania digital / ComCiência

O Governo da Holanda e a rede de educação e pesquisa do país abriram seus próprios servidores na rede social descentralizada Mastodon. A plataforma de código aberto é uma alternativa às mídias sociais das big techs, especialmente ao X (antigo Twitter). Ambos são microblogs com características similares – mas também importantes diferenças. No Mastodon, qualquer um pode pegar, replicar e adaptar sua interface sempre que tenha seu próprio servidor; não está nas mãos de um CEO por ser uma iniciativa sem fins lucrativos; e não tem anúncios nem algoritmos de perfilamento. Tudo isso traz, para quem abre uma instância do Mastodon, o controle sobre a rede, desde os dados que são coletados, à privacidade e moderação do conteúdo.

Por essas características do Mastodon, governos da Europa como França, Alemanha e instituições governamentais como a Comissão Europeia seguiram a Holanda. Uma das universidades mais importantes da Áustria também aderiu ao Mastodon, como forma de diversificar sua comunicação e quebrar aos poucos a dependência das plataformas comerciais.

#SoberaniaDigital #Universidades #Mastodon

Disponível em: https://www.comciencia.br/universidades-governos-da-europa-e-comissao-europeia-usam-rede-social-alternativa-na-busca-de-soberania-digital/

Apenas 12 universidades brasileiras regulamentam o uso de IA / Science Arena

Apenas 12 universidades brasileiras regulamentam o uso de IA / Science Arena

Comparando com outros países, não acho que o Brasil esteja atrasado. Segundo o Censo da Educação Superior do MEC, são 2.561 instituições de ensino superior ativas. Desse total, temos doze com diretrizes publicadas sobre uso de IA, conforme mapeamento que fizemos.

É um número muito pequeno, mas isso não quer dizer que apenas essas 12 instituições estejam discutindo o assunto ou que somente elas tenham regras. Pode ser que outras instituições já tenham regulamentos, só que circunscritos a departamentos ou cursos específicos. Acredito que esse tópico está avançando no Brasil, o que já é ótimo.

#IA #Universidades

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/apenas-12-universidades-brasileiras-regulamentam-o-uso-de-ia/

As deeptechs e o desenvolvimento do Brasil / Science Arena

As deeptechs e o desenvolvimento do Brasil / Science Arena

Nos últimos anos, as agências de fomento passaram a atuar como indutoras da inovação.

Elas têm apoiado a manutenção e a expansão dos parques instrumentais das universidades — conjuntos de equipamentos e laboratórios de pesquisa de alto custo —, assim como disponibilizado recursos para alavancar empresas, viabilizado a criação e o crescimento de startups e constituído fundos de investimento, entre outras iniciativas.

O Brasil tem atualmente quase mil deeptechs, ou seja, empresas que desenvolvem inovações disruptivas com base em avanços científicos e de engenharia para resolver problemas complexos por meio de alta tecnologia.

(…) Transformar ciência em soluções concretas exige mais do que descobertas relevantes: requer apoio contínuo, ambientes favoráveis à inovação e políticas que estimulem a aplicação do conhecimento gerado nas universidades.

via Science Arena

#Deeptechs #Universidades #Patentes

Disponível em: https://www.sciencearena.org/ensaios/as-deeptechs-e-o-desenvolvimento-do-brasil/

Universidades precisam se reinventar na era da inteligência artificial / Jornal da USP

Universidades precisam se reinventar na era da inteligência artificial / Jornal da USP

Segundo o TIC Educação, aqui no Brasil, 70% dos estudantes do ensino médio, 40% do ensino fundamental e 85% dos estudantes brasileiros universitários utilizaram ou utilizam a inteligência artificial em seus estudos. Esses investimentos para levar a inteligência artificial nos sistemas de educação crescem exponencialmente no mundo todo, impulsionados pelas big techs, que querem atrair os alunos desde os primeiros anos escolares. Não é à toa que muitos professores resistem a essa adoção massificada da inteligência artificial e orientada pelas grandes empresas. O problema é que é muito difícil recusar, ignorar ou contornar a expansão da inteligência artificial. A IA realiza muitas atividades que as universidades tradicionalmente ensinam: analisa informações complexas, escreve ensaios, resume em textos, programa, traduz, gera imagens, vídeos, áudios.”

#IA #Universidades #Educação

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/universidades-precisam-se-reinventar-na-era-da-inteligencia-artificial/

Modelo de avaliação das tendências de pesquisa e do desempenho das universidades / Scientometrics

Modelo de avaliação das tendências de pesquisa e do desempenho das universidades / Scientometrics

De acordo com os resultados do estudo, a abordagem de agrupamento é eficaz e necessária na avaliação de desempenho. Embora os valores de ponderação dos critérios variem entre as áreas de avaliação de desempenho, os critérios mais importantes são aqueles focados na excelência em pesquisa. Os resultados também revelaram que os métodos MCDM (Métodos de Decisão Multicritério) na avaliação de desempenho são eficazes para lidar com a natureza complexa do desempenho em pesquisa. As análises de validação e sensibilidade demonstraram que o modelo proposto é robusto e consistente. Este estudo contribui de forma inovadora para a literatura sobre avaliação de desempenho e possui implicações teóricas e práticas.

#Universidades #AvaliaçãoCientífica

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-026-05543-y

Luis Felipe Miguel: “Ciência é oposição, e a universidade é um dos lugares centrais onde isso acontece” / Jornal da Universidade

Luis Felipe Miguel: “Ciência é oposição, e a universidade é um dos lugares centrais onde isso acontece” / Jornal da Universidade

A universidade tem de refletir tanto para dentro (às vezes estamos permitindo rebaixar certos critérios) quanto para fora (estamos com muita dificuldade para nos comunicar com o restante da sociedade). Quando a universidade é atacada por atos ou por notícias mentirosas, não vejo nós, dentro das universidades, nos organizando e nos reunindo para preparar uma campanha e mostrar para a sociedade a importância dos conhecimentos que produzimos aqui.
A questão científica não se vence pela imposição da força e, sim, por argumentos. Só que, quando não temos espaço para que esses argumentos sejam trocados, o que acontece? Práticas danosas continuam sendo perpetuadas na sociedade. Se eu impeço que um pesquisador, uma pesquisadora apresente dados sobre violência de gênero em uma determinada sociedade, eu estou impedindo que esses dados ingressem no debate público e ajudem a promover políticas de combate a essa violência. Impedir a apresentação dessas informações, dessas pesquisas, é impedir a promoção de políticas que terão impacto na vida das pessoas. E isso é muito grave.

#Universidades #EnsinoSuperior #Censura

via Jornal da Universidade

Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/luis-felipe-miguel-ciencia-e-oposicao-e-a-universidade-e-um-dos-lugares-centrais-onde-isso-acontece/

Censura interna ganha espaço nas universidades / Questão de Ciência

Censura interna ganha espaço nas universidades / Questão de Ciência

A censura científica enfraquece a credibilidade institucional e desperta a desconfiança da sociedade. Universidades públicas que tornam opacas informações que deveriam ser transparentes, e que podem ser utilizadas por gestores para a elaboração de políticas públicas baseadas em evidências, acabam atraindo a atenção da imprensa e, eventualmente, intervenção governamental. Foi o que ocorreu, por exemplo, quando a USP se recusou a divulgar os salários de seus docentes e funcionários, levando a Folha de S.Paulo a recorrer à Justiça. A decisão judicial obrigou a universidade a publicar nominalmente os vencimentos.

Tensões que surgem dentro das próprias universidades podem ser corrosivas quando visam limitar o debate ou constranger pesquisadores, pois tocam o núcleo da missão acadêmica: produzir conhecimento de alta qualidade. Neste contexto, vale lembrar que, embora muitos acadêmicos culpem a Igreja, um agente externo à Academia, pelo entrevero com Galileu por afirmar que a Terra se move, a perseguição começou com professores aristotélicos, incomodados com as evidências que desafiavam seu modelo de mundo, que recorreram à autoridade eclesiástica para punir o cientista italiano.

#Censura #CensuraCientífica #Universidades

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/12/10/censura-interna-ganha-espaco-nas-universidades

Livro discute repressão intelectual nas universidades / Questão de Ciência

Livro discute repressão intelectual nas universidades / Questão de Ciência

A despeito da ampla defesa da ciência e do pensamento crítico, normalmente feita em declarações institucionais, o que se observa no dia a dia são práticas de intimidação intelectual em que as evidências e o conhecimento científico são desconsiderados e colocados no mesmo nível das paixões políticas e das opiniões pessoais. Em meio aos ataques ao dissenso e à liberdade de expressão, o livro The War on Science, recém-lançado pela Post Hill Press e ainda sem tradução para o português, chama atenção para esse clima de medo, e como ele pode ser perigoso para o futuro da livre investigação e do progresso científico.

O livro reúne uma série de ensaios escritos por vários cientistas – muitos deles já envolvidos em polêmicas públicas –, entre os quais Richard Dawkins, Steven Pinker e Alan Sokal. Os textos abordam temas como liberdade de expressão, influência de ideologias políticas na ciência, efeitos da institucionalização de escritórios de diversidade na universidade, e ao final, apresentam algumas sugestões para reduzir a politização da ciência. As análises concentram-se principalmente em situações ocorridas em universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido, embora seja fácil reconhecer paralelos com o contexto brasileiro.

#Universidades #Censura #Autocensura #LiberdadeDeExpressão #LiberdadeIntelectual

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/12/01/livro-discute-repressao-intelectual-nas-universidades

Fatores-chave na prática da Ciência Aberta: uma análise multivariada no contexto universitário / Información, cultura y sociedad

Fatores-chave na prática da Ciência Aberta: uma análise multivariada no contexto universitário / Información, cultura y sociedad

Foram identificados três segmentos de usuários: indiferentes, potenciais e engajados. Constatou-se também que mulheres e pesquisadores em início de carreira demonstram maior interesse em aprender sobre o conceito e que sua prática é predominante no campo da ciência. O estudo conclui que, para fomentar a prática da ciência aberta, é crucial estabelecer políticas institucionais específicas, desenvolver repositórios de dados abertos e relatórios abertos, oferecer treinamento em planos de gestão de dados e disseminar as vantagens da ciência aberta, o que contribuirá para o avanço do conhecimento compartilhado e o progresso acadêmico e social da comunidade.

#CiênciaAberta #Universidades

Disponível em: https://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/ICS/article/view/14804

Metodologia questionada / Pesquisa Fapesp

Metodologia questionada / Pesquisa Fapesp

A Universidade Sorbonne, em Paris, na França, anunciou que em 2026 deixará de fornecer dados para a coleção de rankings acadêmicos produzida pela revista Times Higher Education (THE) – o mais famoso deles é o World University (WU), que classifica 2.191 instituições de 115 localidades. Uma das justificativas para a decisão, segundo a cientista da computação Nathalie Drach-Temam, reitora da Sorbonne, é a falta de transparência na seleção dos dados para avaliar o desempenho das instituições. “Estamos deixando esse ranking específico, mas nossa crítica aos rankings universitários internacionais é global”, disse a reitora, segundo o site Science/Business. “Esses rankings, construídos com base em indicadores quantitativos selecionados e amalgamados em uma única pontuação, não são projetados para avaliar a pesquisa nem para refletir a amplitude e a profundidade das missões das instituições de pesquisa e ensino superior.”

#Universidades #Rankings

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/metodologia-questionada/