EUA e Europa desafiados pela Ásia e pelo Oriente Médio: rankings da QS / University World News

EUA e Europa desafiados pela Ásia e pelo Oriente Médio: rankings da QS / University World News

A trajetória de declínio da América Latina continua, com 52% das universidades da região apresentando queda e 8% registrando melhora. Isso significa que, das 188 instituições da região incluídas no ranking, apenas nove subiram de posição este ano. No entanto, a principal instituição da região, a Universidad de Buenos Aires, manteve-se na 84ª posição e continua sendo a única universidade latino-americana entre as 100 melhores pelo segundo ano consecutivo.

Ela ocupou o primeiro lugar na América Latina em 11 dos últimos 12 anos, perdendo a liderança para a Universidade de São Paulo (USP) apenas em 2024. É seguida pela Pontificia Universidad Católica de Chile, na 119ª posição, e pela Universidade de São Paulo, na 133ª.

Embora o Brasil mantenha o ecossistema de pesquisa mais forte da região, o declínio generalizado das instituições evidencia a crescente competitividade e os desafios relacionados ao impacto das pesquisas.

#Universidades #CiênciaBrasileira #Rankings

via University World News

Disponível em: https://www.universityworldnews.com/post.php?story=20260620082137544

Quantos vencem quando uma pessoa da família chega à universidade? / Thiagoteca

Quantos vencem quando uma pessoa da família chega à universidade? / Thiagoteca

As narrativas de primeira geração universitária revelam dimensões da educação que dificilmente aparecem por inteiro nos indicadores institucionais. Elas evidenciam barreiras de acesso, estratégias de permanência, deslocamentos territoriais, redes de apoio, conflitos, renúncias, afetos e transformações produzidas pelo encontro com a universidade.

A democratização do ensino superior não pode ser analisada somente pelo número de vagas ofertadas, matrículas realizadas ou diplomas concedidos. Também precisamos compreender quem chega à universidade, em quais condições permanece, como vivencia esse espaço e quais mudanças essa experiência produz em seu entorno.

#Universidade

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/08/06/primeira-geracao-universitaria-transformacao-social-cariri/

Quem na Academia é contra a Universidade Indígena? / Outras Palavras

Quem na Academia é contra a Universidade Indígena? / Outras Palavras

O argumento central de Yamashita é tão frágil quanto uma função de onda não normalizada: se a universidade existe para produzir ciência, e ciência é um método universal, então não haveria razão para uma universidade “indígena”. Erro crasso, digno de um calouro no primeiro dia de aula de mecânica quântica.

Vamos por partes. A ciência, em especial, a Física, a Química e a Biologia podem ter pretensões de universalidade em seu método. Mas a universidade? Essa invenção medieval europeia é profundamente particular em sua história, em suas hierarquias, em seus mecanismos de exclusão, silenciamento e apagamento. Yamashita parece acreditar que a universidade brasileira é um espaço neutro, asséptico, onde o conhecimento flui livremente, independente de quem o produz ou de onde vem. Essa é a fantasia do cientista que nunca precisou olhar para o próprio chão.

#Universidades #PovosIndígenas #Unind

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/descolonizacoes/quem-na-academia-e-contra-a-universidade-indigena/

Rankings internacionais como fontes de informação para a governança universitária / Scire

Rankings internacionais como fontes de informação para a governança universitária: análise de vieses culturais e violência simbólica / Scire

Os resultados indicam que os rankings, além de atuarem como ferramentas de avaliação, tendem a normalizar critérios situados como parâmetros legítimos de excelência, reforçando, assim, assimetrias relacionadas à língua (viés anglófono), à geopolítica, às disciplinas acadêmicas e à reputação. O estudo conclui que a aparente objetividade desses rankings mascara escolhas situadas, com implicações para o reconhecimento, a hierarquia institucional e a governança universitária.

#GovernançaUniversitária #Rankings

Disponível em: https://www.ibersid.eu/ojs/index.php/scire/article/view/5178

Quando a ciência sai da estante / Jornal da USP

Quando a ciência sai da estante / Jornal da USP

Portanto, o que frequentemente faz a diferença não está apenas na ciência em si, mas também na eficiência das cadeias de tradução. Quando essas cadeias funcionam bem, ideias que poderiam passar despercebidas podem gerar consequências materiais de proporções consideráveis. Quando falham, mesmo as descobertas importantes permanecem incapazes de promover uma reorganização social significativa.

A pandemia de covid-19 mostrou isso de forma dramática. Nunca a humanidade produziu tanta informação científica em tão pouco tempo. Sequenciamento genético, epidemiologia, imunologia e modelagem matemática avançaram de forma extraordinária. Mas a circulação desse conhecimento encontrou sistemas sociais profundamente fragmentados.

(…) Talvez seja justamente aqui que a ciência da informação, a semiótica e os sistemas complexos se tornem fundamentais para o século 21.

#DivulgaçãoCientífica #Ciência #Universidades

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/marcos-buckeridge/quando-a-ciencia-sai-da-estante/

Por que e como podemos reorganizar a universidade para impactar políticas públicas / Jornal da USP

Por que e como podemos reorganizar a universidade para impactar políticas públicas / Jornal da USP

Problemas reais não respeitam fronteiras disciplinares. Eles se apresentam como sistemas complexos, em que causas e efeitos se entrelaçam. Ainda assim, insistimos em abordá-los com ferramentas concebidas para operar em contextos mais simples. O resultado é um padrão recorrente: soluções tecnicamente corretas, mas estruturalmente insuficientes.

Essa limitação torna-se ainda mais evidente ao se observar a relação entre a universidade e as políticas públicas. A expectativa de que a ciência oriente decisões coletivas é legítima, mas frequentemente frustrada. A dificuldade não está apenas na tradução do conhecimento, mas também na própria estrutura de produção desse conhecimento, que raramente é orientada por problemas concretos.

#Universidades #PolíticasPúblicas

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/por-que-e-como-podemos-reorganizar-a-universidade-para-impactar-politicas-publicas/

Índice de Liberdade Acadêmica: A autonomia das universidades nos EUA fica muito aquém da de seu grupo de pares / Volkswagen Stiftung

Índice de Liberdade Acadêmica: A autonomia das universidades nos EUA fica muito aquém da de seu grupo de pares / Volkswagen Stiftung

O novo relatório do Índice de Liberdade Acadêmica (AFI, na sigla em inglês) oferece uma visão geral do estado da liberdade acadêmica em todo o mundo. Os dados sugerem uma ligação entre a autonomia institucional das universidades e a liberdade individual dos pesquisadores. Nos EUA, uma análise comparativa revela um declínio drástico na autonomia universitária. Na primavera de 2026, o Índice de Liberdade Acadêmica volta a destacar o estado global da liberdade acadêmica – novos dados do projeto AFI, conduzido por pesquisadores da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg (FAU) e do Instituto Variedades da Democracia (V-Dem) da Universidade de Gotemburgo, são publicados anualmente em março. A Fundação Volkswagen apoia o AFI desde 2021.

#LiberdadeIntelectual #EUA #Universidades

Disponível em: https://www.volkswagenstiftung.de/en/news/news/academic-freedom-index-autonomy-universities-usa-falls-far-behind-peer-group

Universidades, governos e entidades europeias usam rede social alternativa na busca de soberania digital / ComCiência

Universidades, governos e entidades europeias usam rede social alternativa na busca de soberania digital / ComCiência

O Governo da Holanda e a rede de educação e pesquisa do país abriram seus próprios servidores na rede social descentralizada Mastodon. A plataforma de código aberto é uma alternativa às mídias sociais das big techs, especialmente ao X (antigo Twitter). Ambos são microblogs com características similares – mas também importantes diferenças. No Mastodon, qualquer um pode pegar, replicar e adaptar sua interface sempre que tenha seu próprio servidor; não está nas mãos de um CEO por ser uma iniciativa sem fins lucrativos; e não tem anúncios nem algoritmos de perfilamento. Tudo isso traz, para quem abre uma instância do Mastodon, o controle sobre a rede, desde os dados que são coletados, à privacidade e moderação do conteúdo.

Por essas características do Mastodon, governos da Europa como França, Alemanha e instituições governamentais como a Comissão Europeia seguiram a Holanda. Uma das universidades mais importantes da Áustria também aderiu ao Mastodon, como forma de diversificar sua comunicação e quebrar aos poucos a dependência das plataformas comerciais.

#SoberaniaDigital #Universidades #Mastodon

Disponível em: https://www.comciencia.br/universidades-governos-da-europa-e-comissao-europeia-usam-rede-social-alternativa-na-busca-de-soberania-digital/

Apenas 12 universidades brasileiras regulamentam o uso de IA / Science Arena

Apenas 12 universidades brasileiras regulamentam o uso de IA / Science Arena

Comparando com outros países, não acho que o Brasil esteja atrasado. Segundo o Censo da Educação Superior do MEC, são 2.561 instituições de ensino superior ativas. Desse total, temos doze com diretrizes publicadas sobre uso de IA, conforme mapeamento que fizemos.

É um número muito pequeno, mas isso não quer dizer que apenas essas 12 instituições estejam discutindo o assunto ou que somente elas tenham regras. Pode ser que outras instituições já tenham regulamentos, só que circunscritos a departamentos ou cursos específicos. Acredito que esse tópico está avançando no Brasil, o que já é ótimo.

#IA #Universidades

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/apenas-12-universidades-brasileiras-regulamentam-o-uso-de-ia/

As deeptechs e o desenvolvimento do Brasil / Science Arena

As deeptechs e o desenvolvimento do Brasil / Science Arena

Nos últimos anos, as agências de fomento passaram a atuar como indutoras da inovação.

Elas têm apoiado a manutenção e a expansão dos parques instrumentais das universidades — conjuntos de equipamentos e laboratórios de pesquisa de alto custo —, assim como disponibilizado recursos para alavancar empresas, viabilizado a criação e o crescimento de startups e constituído fundos de investimento, entre outras iniciativas.

O Brasil tem atualmente quase mil deeptechs, ou seja, empresas que desenvolvem inovações disruptivas com base em avanços científicos e de engenharia para resolver problemas complexos por meio de alta tecnologia.

(…) Transformar ciência em soluções concretas exige mais do que descobertas relevantes: requer apoio contínuo, ambientes favoráveis à inovação e políticas que estimulem a aplicação do conhecimento gerado nas universidades.

via Science Arena

#Deeptechs #Universidades #Patentes

Disponível em: https://www.sciencearena.org/ensaios/as-deeptechs-e-o-desenvolvimento-do-brasil/

Universidades precisam se reinventar na era da inteligência artificial / Jornal da USP

Universidades precisam se reinventar na era da inteligência artificial / Jornal da USP

Segundo o TIC Educação, aqui no Brasil, 70% dos estudantes do ensino médio, 40% do ensino fundamental e 85% dos estudantes brasileiros universitários utilizaram ou utilizam a inteligência artificial em seus estudos. Esses investimentos para levar a inteligência artificial nos sistemas de educação crescem exponencialmente no mundo todo, impulsionados pelas big techs, que querem atrair os alunos desde os primeiros anos escolares. Não é à toa que muitos professores resistem a essa adoção massificada da inteligência artificial e orientada pelas grandes empresas. O problema é que é muito difícil recusar, ignorar ou contornar a expansão da inteligência artificial. A IA realiza muitas atividades que as universidades tradicionalmente ensinam: analisa informações complexas, escreve ensaios, resume em textos, programa, traduz, gera imagens, vídeos, áudios.”

#IA #Universidades #Educação

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/universidades-precisam-se-reinventar-na-era-da-inteligencia-artificial/

Modelo de avaliação das tendências de pesquisa e do desempenho das universidades / Scientometrics

Modelo de avaliação das tendências de pesquisa e do desempenho das universidades / Scientometrics

De acordo com os resultados do estudo, a abordagem de agrupamento é eficaz e necessária na avaliação de desempenho. Embora os valores de ponderação dos critérios variem entre as áreas de avaliação de desempenho, os critérios mais importantes são aqueles focados na excelência em pesquisa. Os resultados também revelaram que os métodos MCDM (Métodos de Decisão Multicritério) na avaliação de desempenho são eficazes para lidar com a natureza complexa do desempenho em pesquisa. As análises de validação e sensibilidade demonstraram que o modelo proposto é robusto e consistente. Este estudo contribui de forma inovadora para a literatura sobre avaliação de desempenho e possui implicações teóricas e práticas.

#Universidades #AvaliaçãoCientífica

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-026-05543-y