USP mantém 2º lugar em ranking de melhores universidades da América Latina / Folha de S. Paulo

USP mantém 2º lugar em ranking de melhores universidades da América Latina / Folha de S. Paulo

Na quarta-feira (30), outro ranking, o THE, divulgou um resultado diferente do QS. O levantamento apontou a USP entre as 200 melhores universidades do mundo e na liderança da América Latina. A diferença entre os resultados está nos critérios adotados por cada indicador.

Enquanto o QS atribui maior peso à reputação acadêmica e à percepção dos empregadores, o THE considera um conjunto mais amplo de fatores, como ensino, pesquisa, citações científicas e internacionalização.

Produzidos por entidades britânicas, o THE e o QS estão entre os principais rankings internacionais de avaliação de universidades. Embora tenham o objetivo de medir o desempenho das instituições, os indicadores utilizados e o peso dado a cada um deles variam.

#Universidades #AméricaLatina

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/10/usp-mantem-2o-lugar-em-ranking-de-melhores-universidades-da-america-latina-pelo-segundo-ano.shtml

Presenças indígenas na universidade: deslocamentos e multiletramentos / Trabalhos em Linguística Aplicada

Presenças indígenas na universidade: deslocamentos e multiletramentos / Trabalhos em Linguística Aplicada

Fundamentado teoricamente em autores como Brian Street, Davi Kopenawa, Célia Xakriabá e André Baniwa, o trabalho analisa as tensões decorrentes da centralidade do modelo autônomo de escrita alfabética e das dinâmicas eurocêntricas acadêmicas, tecendo diálogos com as práticas comunicativas orais e visuais de diferentes populações indígenas. O material empírico, mobilizado para a análise de diferentes regimes de conhecimento e práticas de letramento, reúne experiências didáticas desenvolvidas com estudantes indígenas, com destaque para a produção de memes sobre suas vivências acadêmicas. A análise dessas produções evidencia tensões relacionadas à linguagem acadêmica, à escrita, à leitura, ao uso de referências e às normas de produção científica, ao mesmo tempo em que revela pontes dialógicas possíveis entre diferentes modos de aprender, comunicar e produzir conhecimentos, em direção à justiça epistêmica. Defende-se, assim, que os letramentos acadêmicos podem ser compreendidos como espaços de interlocução e transformação dos próprios modos de produção e legitimação do conhecimento na universidade.

#PovosIndígenas #Universidades #EducaçãoIndígena

Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8684638

Bibliotecas, financiamento de pesquisa e desenvolvimento e prosperidade econômica: dados para a universidade holística / Scientometrics

Bibliotecas, financiamento de pesquisa e desenvolvimento e prosperidade econômica: dados para a universidade holística / Scientometrics

Indicadores macro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) — como número de publicações em periódicos e taxas de citação, patentes, fatores de impacto e gastos com P&D — tornaram-se indicadores indiretos (*proxies*) da competitividade econômica. (…) Essas relações empíricas podem orientar decisões orçamentárias. Elas sustentam a conclusão de que uma P&D universitária eficaz é fomentada por uma abordagem holística que valoriza a atividade acadêmica — integrando pesquisa, ensino e serviço público em benefício das populações estaduais —, mas que atualmente se encontra sob risco.

#Universidades #BibliotecasUniversitárias #ImpactoCientífico

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-026-05787-8

Seis princípios para apoiar a liberdade acadêmica nas universidades / Nature

Seis princípios para apoiar a liberdade acadêmica nas universidades / Nature

  1. Fundamente a liberdade acadêmica no dever de produzir conhecimento confiável.
  2. Proteja perguntas que tenham valor e que não possam ser demonstradas antecipadamente.
  3. Tratar as universidades como infraestrutura democrática
  4. Considere a segurança e a transparência como uma única responsabilidade.
  5. Proteja as pessoas que assumem os riscos do trabalho independente.
  6. Restaure a confiança em que se baseia a autonomia institucional.

Os seis princípios que apresentei oferecem uma maneira de avaliar decisões relacionadas às universidades. Eles fornecem a governos, financiadores, dirigentes universitários, funcionários, estudantes, jornalistas e ao público um conjunto de perguntas a serem feitas sobre qualquer nova regra ou restrição que afete a liberdade acadêmica ou a autonomia institucional: como ela afeta o escrutínio independente, o que ela permite que se saiba ou o que empurra para as margens, e se ela fortalece a capacidade das universidades de servir à sociedade. Se os acadêmicos deixarem de fazer essas perguntas, as condições para a produção de conhecimento confiável não se manterão intactas por si sós.

#Universidades #LiberdadeAcadêmica

via Nature

Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-026-02932-4

O que a ascensão das universidades chinesas tem a nos ensinar / Pesquisa Fapesp

O que a ascensão das universidades chinesas tem a nos ensinar / Pesquisa Fapesp

Em 2003, a Universidade Tsinghua estava no grupo das 201-250 melhores universidades do mundo, de acordo com a classificação do ARWU, que também é conhecido como Ranking de Shanghai (a listagem foi feita inicialmente por uma equipe de acadêmicos da Shanghai Jiao Tong). A Universidade de Pequim figurava na sequência, no grupo das 251-300 melhores universidades globais. Ambas ficavam “atrás” da USP, que estava no grupo das 152-200 melhores do mundo naquela época.

Na última edição do ranking, publicada em setembro, no entanto, a China contava com três universidades no chamado primeiro quartil da listagem: Tsinghua (18º lugar no mundo), Pequim (23°) e Zhejiang (24°) — uma ascensão sem paralelos. A USP ainda é a única instituição brasileira entre as 200 melhores universidades do mundo: no último ARWU, figura no grupo das 101-150 melhores universidades globais.

#Universidades #China

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-que-a-ascensao-das-universidades-chinesas-tem-a-nos-ensinar/

EUA e Europa desafiados pela Ásia e pelo Oriente Médio: rankings da QS / University World News

EUA e Europa desafiados pela Ásia e pelo Oriente Médio: rankings da QS / University World News

A trajetória de declínio da América Latina continua, com 52% das universidades da região apresentando queda e 8% registrando melhora. Isso significa que, das 188 instituições da região incluídas no ranking, apenas nove subiram de posição este ano. No entanto, a principal instituição da região, a Universidad de Buenos Aires, manteve-se na 84ª posição e continua sendo a única universidade latino-americana entre as 100 melhores pelo segundo ano consecutivo.

Ela ocupou o primeiro lugar na América Latina em 11 dos últimos 12 anos, perdendo a liderança para a Universidade de São Paulo (USP) apenas em 2024. É seguida pela Pontificia Universidad Católica de Chile, na 119ª posição, e pela Universidade de São Paulo, na 133ª.

Embora o Brasil mantenha o ecossistema de pesquisa mais forte da região, o declínio generalizado das instituições evidencia a crescente competitividade e os desafios relacionados ao impacto das pesquisas.

#Universidades #CiênciaBrasileira #Rankings

via University World News

Disponível em: https://www.universityworldnews.com/post.php?story=20260620082137544

Quantos vencem quando uma pessoa da família chega à universidade? / Thiagoteca

Quantos vencem quando uma pessoa da família chega à universidade? / Thiagoteca

As narrativas de primeira geração universitária revelam dimensões da educação que dificilmente aparecem por inteiro nos indicadores institucionais. Elas evidenciam barreiras de acesso, estratégias de permanência, deslocamentos territoriais, redes de apoio, conflitos, renúncias, afetos e transformações produzidas pelo encontro com a universidade.

A democratização do ensino superior não pode ser analisada somente pelo número de vagas ofertadas, matrículas realizadas ou diplomas concedidos. Também precisamos compreender quem chega à universidade, em quais condições permanece, como vivencia esse espaço e quais mudanças essa experiência produz em seu entorno.

#Universidade

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/08/06/primeira-geracao-universitaria-transformacao-social-cariri/

Quem na Academia é contra a Universidade Indígena? / Outras Palavras

Quem na Academia é contra a Universidade Indígena? / Outras Palavras

O argumento central de Yamashita é tão frágil quanto uma função de onda não normalizada: se a universidade existe para produzir ciência, e ciência é um método universal, então não haveria razão para uma universidade “indígena”. Erro crasso, digno de um calouro no primeiro dia de aula de mecânica quântica.

Vamos por partes. A ciência, em especial, a Física, a Química e a Biologia podem ter pretensões de universalidade em seu método. Mas a universidade? Essa invenção medieval europeia é profundamente particular em sua história, em suas hierarquias, em seus mecanismos de exclusão, silenciamento e apagamento. Yamashita parece acreditar que a universidade brasileira é um espaço neutro, asséptico, onde o conhecimento flui livremente, independente de quem o produz ou de onde vem. Essa é a fantasia do cientista que nunca precisou olhar para o próprio chão.

#Universidades #PovosIndígenas #Unind

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/descolonizacoes/quem-na-academia-e-contra-a-universidade-indigena/

Rankings internacionais como fontes de informação para a governança universitária / Scire

Rankings internacionais como fontes de informação para a governança universitária: análise de vieses culturais e violência simbólica / Scire

Os resultados indicam que os rankings, além de atuarem como ferramentas de avaliação, tendem a normalizar critérios situados como parâmetros legítimos de excelência, reforçando, assim, assimetrias relacionadas à língua (viés anglófono), à geopolítica, às disciplinas acadêmicas e à reputação. O estudo conclui que a aparente objetividade desses rankings mascara escolhas situadas, com implicações para o reconhecimento, a hierarquia institucional e a governança universitária.

#GovernançaUniversitária #Rankings

Disponível em: https://www.ibersid.eu/ojs/index.php/scire/article/view/5178

Quando a ciência sai da estante / Jornal da USP

Quando a ciência sai da estante / Jornal da USP

Portanto, o que frequentemente faz a diferença não está apenas na ciência em si, mas também na eficiência das cadeias de tradução. Quando essas cadeias funcionam bem, ideias que poderiam passar despercebidas podem gerar consequências materiais de proporções consideráveis. Quando falham, mesmo as descobertas importantes permanecem incapazes de promover uma reorganização social significativa.

A pandemia de covid-19 mostrou isso de forma dramática. Nunca a humanidade produziu tanta informação científica em tão pouco tempo. Sequenciamento genético, epidemiologia, imunologia e modelagem matemática avançaram de forma extraordinária. Mas a circulação desse conhecimento encontrou sistemas sociais profundamente fragmentados.

(…) Talvez seja justamente aqui que a ciência da informação, a semiótica e os sistemas complexos se tornem fundamentais para o século 21.

#DivulgaçãoCientífica #Ciência #Universidades

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/marcos-buckeridge/quando-a-ciencia-sai-da-estante/

Por que e como podemos reorganizar a universidade para impactar políticas públicas / Jornal da USP

Por que e como podemos reorganizar a universidade para impactar políticas públicas / Jornal da USP

Problemas reais não respeitam fronteiras disciplinares. Eles se apresentam como sistemas complexos, em que causas e efeitos se entrelaçam. Ainda assim, insistimos em abordá-los com ferramentas concebidas para operar em contextos mais simples. O resultado é um padrão recorrente: soluções tecnicamente corretas, mas estruturalmente insuficientes.

Essa limitação torna-se ainda mais evidente ao se observar a relação entre a universidade e as políticas públicas. A expectativa de que a ciência oriente decisões coletivas é legítima, mas frequentemente frustrada. A dificuldade não está apenas na tradução do conhecimento, mas também na própria estrutura de produção desse conhecimento, que raramente é orientada por problemas concretos.

#Universidades #PolíticasPúblicas

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/por-que-e-como-podemos-reorganizar-a-universidade-para-impactar-politicas-publicas/

Índice de Liberdade Acadêmica: A autonomia das universidades nos EUA fica muito aquém da de seu grupo de pares / Volkswagen Stiftung

Índice de Liberdade Acadêmica: A autonomia das universidades nos EUA fica muito aquém da de seu grupo de pares / Volkswagen Stiftung

O novo relatório do Índice de Liberdade Acadêmica (AFI, na sigla em inglês) oferece uma visão geral do estado da liberdade acadêmica em todo o mundo. Os dados sugerem uma ligação entre a autonomia institucional das universidades e a liberdade individual dos pesquisadores. Nos EUA, uma análise comparativa revela um declínio drástico na autonomia universitária. Na primavera de 2026, o Índice de Liberdade Acadêmica volta a destacar o estado global da liberdade acadêmica – novos dados do projeto AFI, conduzido por pesquisadores da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg (FAU) e do Instituto Variedades da Democracia (V-Dem) da Universidade de Gotemburgo, são publicados anualmente em março. A Fundação Volkswagen apoia o AFI desde 2021.

#LiberdadeIntelectual #EUA #Universidades

Disponível em: https://www.volkswagenstiftung.de/en/news/news/academic-freedom-index-autonomy-universities-usa-falls-far-behind-peer-group