Luis Felipe Miguel: “Ciência é oposição, e a universidade é um dos lugares centrais onde isso acontece” / Jornal da Universidade

Luis Felipe Miguel: “Ciência é oposição, e a universidade é um dos lugares centrais onde isso acontece” / Jornal da Universidade

A universidade tem de refletir tanto para dentro (às vezes estamos permitindo rebaixar certos critérios) quanto para fora (estamos com muita dificuldade para nos comunicar com o restante da sociedade). Quando a universidade é atacada por atos ou por notícias mentirosas, não vejo nós, dentro das universidades, nos organizando e nos reunindo para preparar uma campanha e mostrar para a sociedade a importância dos conhecimentos que produzimos aqui.
A questão científica não se vence pela imposição da força e, sim, por argumentos. Só que, quando não temos espaço para que esses argumentos sejam trocados, o que acontece? Práticas danosas continuam sendo perpetuadas na sociedade. Se eu impeço que um pesquisador, uma pesquisadora apresente dados sobre violência de gênero em uma determinada sociedade, eu estou impedindo que esses dados ingressem no debate público e ajudem a promover políticas de combate a essa violência. Impedir a apresentação dessas informações, dessas pesquisas, é impedir a promoção de políticas que terão impacto na vida das pessoas. E isso é muito grave.

#Universidades #EnsinoSuperior #Censura

via Jornal da Universidade

Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/luis-felipe-miguel-ciencia-e-oposicao-e-a-universidade-e-um-dos-lugares-centrais-onde-isso-acontece/

Censura interna ganha espaço nas universidades / Questão de Ciência

Censura interna ganha espaço nas universidades / Questão de Ciência

A censura científica enfraquece a credibilidade institucional e desperta a desconfiança da sociedade. Universidades públicas que tornam opacas informações que deveriam ser transparentes, e que podem ser utilizadas por gestores para a elaboração de políticas públicas baseadas em evidências, acabam atraindo a atenção da imprensa e, eventualmente, intervenção governamental. Foi o que ocorreu, por exemplo, quando a USP se recusou a divulgar os salários de seus docentes e funcionários, levando a Folha de S.Paulo a recorrer à Justiça. A decisão judicial obrigou a universidade a publicar nominalmente os vencimentos.

Tensões que surgem dentro das próprias universidades podem ser corrosivas quando visam limitar o debate ou constranger pesquisadores, pois tocam o núcleo da missão acadêmica: produzir conhecimento de alta qualidade. Neste contexto, vale lembrar que, embora muitos acadêmicos culpem a Igreja, um agente externo à Academia, pelo entrevero com Galileu por afirmar que a Terra se move, a perseguição começou com professores aristotélicos, incomodados com as evidências que desafiavam seu modelo de mundo, que recorreram à autoridade eclesiástica para punir o cientista italiano.

#Censura #CensuraCientífica #Universidades

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/12/10/censura-interna-ganha-espaco-nas-universidades

Livro discute repressão intelectual nas universidades / Questão de Ciência

Livro discute repressão intelectual nas universidades / Questão de Ciência

A despeito da ampla defesa da ciência e do pensamento crítico, normalmente feita em declarações institucionais, o que se observa no dia a dia são práticas de intimidação intelectual em que as evidências e o conhecimento científico são desconsiderados e colocados no mesmo nível das paixões políticas e das opiniões pessoais. Em meio aos ataques ao dissenso e à liberdade de expressão, o livro The War on Science, recém-lançado pela Post Hill Press e ainda sem tradução para o português, chama atenção para esse clima de medo, e como ele pode ser perigoso para o futuro da livre investigação e do progresso científico.

O livro reúne uma série de ensaios escritos por vários cientistas – muitos deles já envolvidos em polêmicas públicas –, entre os quais Richard Dawkins, Steven Pinker e Alan Sokal. Os textos abordam temas como liberdade de expressão, influência de ideologias políticas na ciência, efeitos da institucionalização de escritórios de diversidade na universidade, e ao final, apresentam algumas sugestões para reduzir a politização da ciência. As análises concentram-se principalmente em situações ocorridas em universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido, embora seja fácil reconhecer paralelos com o contexto brasileiro.

#Universidades #Censura #Autocensura #LiberdadeDeExpressão #LiberdadeIntelectual

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/12/01/livro-discute-repressao-intelectual-nas-universidades

Fatores-chave na prática da Ciência Aberta: uma análise multivariada no contexto universitário / Información, cultura y sociedad

Fatores-chave na prática da Ciência Aberta: uma análise multivariada no contexto universitário / Información, cultura y sociedad

Foram identificados três segmentos de usuários: indiferentes, potenciais e engajados. Constatou-se também que mulheres e pesquisadores em início de carreira demonstram maior interesse em aprender sobre o conceito e que sua prática é predominante no campo da ciência. O estudo conclui que, para fomentar a prática da ciência aberta, é crucial estabelecer políticas institucionais específicas, desenvolver repositórios de dados abertos e relatórios abertos, oferecer treinamento em planos de gestão de dados e disseminar as vantagens da ciência aberta, o que contribuirá para o avanço do conhecimento compartilhado e o progresso acadêmico e social da comunidade.

#CiênciaAberta #Universidades

Disponível em: https://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/ICS/article/view/14804

Metodologia questionada / Pesquisa Fapesp

Metodologia questionada / Pesquisa Fapesp

A Universidade Sorbonne, em Paris, na França, anunciou que em 2026 deixará de fornecer dados para a coleção de rankings acadêmicos produzida pela revista Times Higher Education (THE) – o mais famoso deles é o World University (WU), que classifica 2.191 instituições de 115 localidades. Uma das justificativas para a decisão, segundo a cientista da computação Nathalie Drach-Temam, reitora da Sorbonne, é a falta de transparência na seleção dos dados para avaliar o desempenho das instituições. “Estamos deixando esse ranking específico, mas nossa crítica aos rankings universitários internacionais é global”, disse a reitora, segundo o site Science/Business. “Esses rankings, construídos com base em indicadores quantitativos selecionados e amalgamados em uma única pontuação, não são projetados para avaliar a pesquisa nem para refletir a amplitude e a profundidade das missões das instituições de pesquisa e ensino superior.”

#Universidades #Rankings

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/metodologia-questionada/

Como enfrentar a crise de saúde mental nas universidades? / Outras palavras

Como enfrentar a crise de saúde mental nas universidades? / Outras palavras

Os problemas universitários não são pontuais e, de perto, se resumem a casos extremos, mas o acúmulo de pequenos autoritarismos ou uma gestão não democrática ou engessada são o caldo de cultura para problemas muito sérios. A gestão democrática e a participação efetiva do corpo discente nos processos decisórios ou o encaminhamento coletivo de demandas criam laços, vínculos e consciência de classe e de que a política não se resume à burocracia, antagonismo e cismogênese. Em geral, as estratégias utilizadas dizem respeito a denúncias na ouvidoria, avaliações anônimas ou mesmo manifestações em redes sociais que, além de inócuas, fortalecem o fascismo digital das big techs.

#SaúdeMental #Universidades

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/alemdamercadoria/como-enfrentar-a-crise-de-saude-mental-nas-universidades/

Cabe às universidades instalar a terceira era do conhecimento científico na web, diz Atila Iamarino / UFMG

Cabe às universidades instalar a terceira era do conhecimento científico na web, diz Atila Iamarino / UFMG

Cerca de 80% dos brasileiros têm acesso à internet por meio de aparelhos de telefonia celular. E é no ambiente digital, principalmente pelas redes sociais, que 35% desse público acessa notícias e conteúdo sobre ciências. Mas é nesse mesmo lugar, o preferido dos brasileiros para buscar informações, que “mora o perigo” da desinformação.

#DivulgaçãoCientífica #Universidades

Disponível em: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/atila-iamarino-abriu-programacao-da-semana-do-conhecimento-ufmg-2025-que-prossegue-ate-sabado

As universidades chinesas querem que os alunos usem mais IA, não menos / MIT Technology Review

As universidades chinesas querem que os alunos usem mais IA, não menos / MIT Technology Review

Enquanto muitos educadores no Ocidente veem a IA como uma ameaça que precisam gerenciar , mais salas de aula chinesas a tratam como uma habilidade a ser dominada. De fato, à medida que o modelo DeepSeek, desenvolvido na China, ganha popularidade globalmente, as pessoas o veem cada vez mais como uma fonte de orgulho nacional . O debate nas universidades chinesas gradualmente deixou de se preocupar com as implicações para a integridade acadêmica e passou a incentivar a alfabetização, a produtividade e a permanência na vanguarda.

#IALiteracy #China #Universidades

Disponível em: https://www.technologyreview.com/2025/07/28/1120747/chinese-universities-ai-use/

46 universidades brasileiras caem em ranking das melhores do mundo por falta de investimento do governo / G1

46 universidades brasileiras caem em ranking das melhores do mundo por falta de investimento do governo

Apesar do domínio de instituições norte-americanas nas primeiras colocações, os EUA deixaram de ser o país com maior número de universidades no ranking, tendo sido batido pela China, com 346 instituições entre as 2000, contra 319 dos Estados Unidos.

O ranking do CWUR considera quatro fatores: qualidade da educação (25%), empregabilidade (25%), qualidade do corpo docente (10%) e pesquisa (40%). Para a edição de 2025, foram analisados 74 milhões de pontos de dados baseados em resultados para classificar as universidades. 21.462 universidades foram classificadas e as melhores colocadas ficaram na Lista Global 2000, que inclui instituições de 94 países.

#Universidades

via G1

Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/06/02/ranking-lista-global-2000-universidades-cwur.ghtml

Gestão do conhecimento e da informação nas Instituição de ensino superior brasileiras / ACB

Gestão do conhecimento e da informação nas Instituição de ensino superior brasileiras

Constatou-se que a efetividade na gestão do conhecimento esta diretamente relacionada com a gestão de documentos, gestão da informação e as ferramentas para a GC destacando-se o portal corporativo como uma relevante tecnologia para suportar as práticas de gestão do conhecimento.

#GestãoDoConhecimento #GestãoDaInformação #Universidades

Disponível em: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/2157

A universidade refém do produtivismo / Outras Palavras

A universidade refém do produtivismo

Nesse cenário, de precarização do trabalho da pesquisa e de atribuição de pouca relevância ao conteúdo que se produz, a adesão aos modismos acaba sendo o caminho seguido por pesquisadores em qualquer nível de formação. Os pesquisadores acabam ou adotando os temas mais comuns do momento ou incorporando métodos e teorias mais utilizados por seus pares, na medida em que isso facilita tanto a obtenção de recursos e bolsas, como a publicação em revistas. O pesquisador deixa de ser um profissional que procura novos caminhos para seu trabalho, onde poderia encontrar saberes ainda pouco conhecidos e nada explorados, para permanecer estagnado em um lugar lotado e totalmente desgastado.

#Universidades #Produtivismo

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/mercadovsdemocracia/a-universidade-refem-do-produtivismo/

A corrosão da cultura acadêmica / A Terra é redonda

A corrosão da cultura acadêmica

Afinal, universidade não se reduz a curso profissionalizante. Mas por que, então, certa dúvida sobre o correlato disso em ciências humanas (e até em alguns cursos de formação)? Por que motivo, quando as matérias são de ciências humanas, a necessidade de ler textos e analisar conceitos (no nível mais amplo e geral, pois sabe-se que não se reduz a isso) aparece em tantos cenários como algo não espontaneamente óbvio? Por que aparece como algo que até poderia ou deveria ser minimizado ou desviado por outros subterfúgios?

De todo modo, conforme sugerido, a crise do rigor, ou da cultura acadêmica, não pertence apenas às humanidades (a citação acima de Feynman que o diga). E a crise das universidades não é apenas interna, embora internamente também diga respeito a certa erosão de uma cultura leitora e acadêmica.

#Leitura #EnsinoSuperior #Universidades

via A Terra é redonda

Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/a-corrosao-da-cultura-academica/