A Literatura como antídoto ao esquecimento / Odisseu

A Literatura como antídoto ao esquecimento / Odisseu

Além de ser uma das vozes mais potentes da ficção brasileira de hoje, Milton Hatoum carrega consigo a força de quem, em boa parte de sua obra, escreve o Amazonas — essencialmente a capital Manaus — sem jamais permitir que essa origem seja reduzida ao exotismo ou ao clichê da floresta como espetáculo. A entrada (recente) de Hatoum na Academia Brasileira de Letras tem um peso simbólico enorme: é como abrir uma fresta de luz sobre tantas outras autoras e autores que vivem e criam no estado, mas que ainda não alcançam o mesmo espaço no cenário nacional, apesar da qualidade imensa de suas obras.

#Literatura #MiltonHatoum

via Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/a-literatura-como-antidoto-ao-esquecimento/

Literatura é essencial na compreensão da realidade e na projeção de novos futuros / Jornal da USP

Literatura é essencial na compreensão da realidade e na projeção de novos futuros / Jornal da USP

literatura não é apenas arte: é uma forma de pensar o mundo e de intervir nele. Sempre engajada com seu tempo, ela se atualiza a cada leitura e se torna condição para a reflexão crítica e para a vida democrática. Assim, é comum que obras do passado retornem para iluminar dilemas do presente. Quem começa explicando a importância da literatura para a formação crítica do sujeito é o professor Mário Lugarinho, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

O professor Francisco Camêlo, também da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, aponta que a literatura tem como um de seus principais papéis sociais projetar futuros possíveis, mesmo diante de realidades difíceis. “Eu penso que uma das provocações que a literatura faz aos leitores de hoje, desse hoje incerto e em crise, é uma aposta na imaginação, na reimaginação da vida. Ainda é possível sonhar, ainda é possível imaginar outras formas de vida, outros mundos. E essas vidas que estão no mundo não estão aí para serem dominadas nem para dominar. Mas elas são a possibilidade de transformação desse mundo. Uma transformação que só será possível a partir de um trabalho coletivo, feito a muitas mãos, a muitas vozes”.

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/literatura-e-essencial-na-compreensao-da-realidade-e-na-projecao-de-novos-futuros/

Uma reflexão sobre censura / PublishNews

Uma reflexão sobre censura / PublishNews

Em “A biblioteca do censor de livros” (Instante, 224 pp, R$ 79,90 – Trad.: Jemima Alves) sabemos exatamente onde ou quando, em uma sociedade severamente controlada pelo Estado, um homem começa a trabalhar em uma repartição pública. Sua função é examinar livros procurando algo que possa torná-los impróprios para circulação — alusões a Deus, ao governo ou a sexo, por exemplo —, e o mais importante: como Novo Censor, jamais pode interpretar o que lê, afinal, não deve proibir apenas os livros, mas a imaginação, os sonhos e os desejos. Porém, ao receber para análise novas edições de obras clássicas, não consegue mais dormir; à noite, personagens povoam seus sonhos. À medida que sua fascinação pela leitura cresce, ele se vê envolvido com grupos de resistência: bibliotecários clandestinos, livreiros que vendem obras proibidas, leitores secretos — todos lutando para preservar a cultura e a liberdade de expressão.

#Censura #Literatura

via PublishNews

Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/09/29/uma-reflexao-sobre-censura

O número médio de palavras por frase nos best-sellers cai para menos da metade (1931–2025) / Universo Abierto

O número médio de palavras por frase nos best-sellers cai para menos da metade (1931–2025) / Universo Abierto

A imagem é de um gráfico publicado pela revista The Economist sob o título “Get to the Point” (Vá direto ao ponto), que analisa a evolução do comprimento médio das frases em livros populares ao longo de quase um século. O eixo horizontal representa os anos, de 1931 até o presente, e o eixo vertical mostra o número médio de palavras por frase em obras que apareceram na lista de best-sellers do New York Times. Os pontos laranja dispersos correspondem a obras individuais, enquanto a linha vermelha representa a tendência geral ao longo desse período.

A primeira coisa que se destaca é uma clara tendência de queda: nas décadas de 1930 e 1940, as frases em livros best-sellers continham, em média, de 20 a 25 palavras, e mesmo casos como Frenchman’s Creek, de Daphne du Maurier, ultrapassaram 30 palavras por frase. No entanto, à medida que as décadas avançam, observa-se uma redução progressiva na complexidade sintática. A partir da década de 1990 e especialmente no século XXI, a média caiu significativamente para uma faixa mais próxima de 12 ou 15 palavras por frase, com exemplos recentes como It Ends With Us, de Colleen Hoover, em que a média é de apenas 10 palavras.

#LeituraEscritaECultura #Literatura

via Universo Abierto

Disponível em: https://universoabierto.org/2025/09/11/el-promedio-de-palabras-por-oracion-en-los-bestsellers-cae-a-menos-de-la-mitad-1931-2025/

As múltiplas formas de ler: representações da leitura na Lisboa oitocentista em O primo Basílio, de Eça de Queirós / Alea

As múltiplas formas de ler: representações da leitura na Lisboa oitocentista em O primo Basílio, de Eça de Queirós / Alea

A incorporação da literatura nas cenas do romance queirosiano, portanto, aparece ora como principal elemento, ora como um componente secundário que enriquece as descrições, sempre com relevância para a narrativa, e nos permite uma interpretação dos eventos do contexto literário e das manifestações artísticas a partir de perspectivas mais ricas e sutis.
Um ponto em comum entre os personagens femininos e masculinos, leitores n’O primo Basílio, é a leitura de jornais. Também utilizado como um elemento que incrementa os detalhes dos cenários e colabora para a produção de sentido, os periódicos aparecem de diversas maneiras e é possível ampliar, por meio deles, o conhecimento da sociedade de então e saber como era a vida em Lisboa.

#HistóriaDaLeitura #PráticasDeLeitura #Literatura

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/alea/article/view/69381

Se a vida imitasse a arte: mediações em rede na cultura participativa dos fãs de literatura queer como estímulo para adaptações audiovisuais / PPGCI – UFC

Se a vida imitasse a arte: mediações em rede na cultura participativa dos fãs de literatura queer como estímulo para adaptações audiovisuais / PPGCI – UFC

Os resultados apontam para o reconhecimento dos fãs, isto é, na perspectiva dos grupos de produtores e consumidores participantes da pesquisa, como essenciais para a popularização das obras no âmbito digital. Conclui-se que as práticas de mediação da informação realizadas pelos fãs, sobretudo aqueles que administram páginas na internet e disseminam informações, desempenham uma notável influência no processo de adaptação das produções literárias para produtos audiovisuais. Além disso, identifica-se que essas ações mediadoras também contribuem para a criação e fortalecimento de ambientes digitais inclusivos e acolhedores para a comunidade LGBTQIAPN+, bem como reforçam a importância e o envolvimento dos fãs nas transformações culturais, políticas e sociais.

#MediaçãoDaInformação #LGBTQIAP+ #Literatura #MediaçãoDaLeitura

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81512

Cenas da escravidão em romances oitocentistas / Livros Abertos da USP

Cenas da escravidão em romances oitocentistas / Livros Abertos da USP

O livro aborda um tema pouco tratado pela crítica literária: as representações da escravidão nas narrativas ficcionais oitocentistas de língua portuguesa. No primeiro capítulo buscamos mostrar como as representações da escravidão têm sido pouco abordadas pela crítica literária que trabalha sobre o oitocentos, tanto no Brasil, como em Portugal. Já no segundo voltamos a nossa atenção a duas obras brasileiras em que a escravidão é central: As vítimas algozes de Manuel Joaquim de Macedo, publicado em 1869, e A escrava Isaura de Bernardo Guimarães, livro de 1875, que colocamos em diálogo com obras publicadas em outros países: Portugal, França e Estados Unidos.

#Literatura #Escravidão

Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1661

Tantos livros escritos por IA estão sendo publicados que a Amazon tomou uma decisão sem precedentes / IGN

Tantos livros escritos por IA estão sendo publicados que a Amazon tomou uma decisão sem precedentes

A simples presença massiva desses textos nas livrarias eletrônicas, dificulta a localização de obras de autores independentes que não usam IA. Se o mercado literário estiver inundado de baixa qualidade, o leitor terá muito mais dificuldade em encontrar uma obra de qualidade feita por um humano (seja ela com ou sem auxílio de IA).

Outra tendência semelhante a esta também se tornou um problema real: resumos de livros populares escritos por IA. Existem muitos por aí. Além disso, por vezes, esses resumos podem até confundir o usuário e fazê-lo acreditar que se trata da obra original.

#IA #Literatura #Amazon

via IGN

Disponível em: https://br.ign.com/amazon-1/120256/news/tantos-livros-escritos-por-ia-estao-sendo-publicados-que-a-amazon-tomou-uma-decisao-sem-precedentes

O Nome da Rosa / Otlet

O Nome da Rosa

Um dos elementos mais icônicos do filme é a representação da biblioteca como um labirinto. Este espaço físico, repleto de corredores escuros e intrincados, simboliza a complexidade do conhecimento e as dificuldades que surgem de sua busca. Cada porta fechada e cada passagem confusa representam as barreiras impostas pelos que estão no poder para impedir o acesso à verdade.

#Bibliotecas #Literatura

via Otlet

Disponível em: https://www.revistaotlet.com/el-nombre-de-la-rosa/

Nonada em inglês? A saga de uma década para traduzir o ‘intraduzível’ ‘Grande Sertão: Veredas’ / Folha de S. Paulo

Nonada em inglês? A saga de uma década para traduzir o ‘intraduzível’ ‘Grande Sertão: Veredas’

“Grande Sertão: Veredas” é o Monte Everest do mundo da tradução. Como verter para outro idioma um romance experimental de 600 páginas sem divisão por capítulos, narrado por um jagunço que conta uma epopeia no sertão de Minas Gerais com neologismos, onomatopeias, paranomásias, aliterações e assonâncias?

Foi essa a pergunta que a australiana Alison Entrekin se fez em 2014, quando aceitou tocar um projeto para traduzir o clássico de Guimarães Rosa para o inglês.

#Tradução #Literatura

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/03/nonada-em-ingles-a-saga-de-uma-decada-para-traduzir-o-intraduzivel-grande-sertao-veredas.shtml

Há 40 anos, Asimov previu os efeitos da inteligência artificial. Hoje vemos que ele acertou / Exame

Há 40 anos, Asimov previu os efeitos da inteligência artificial. Hoje vemos que ele acertou

Em contos e ensaios publicados entre 1950 e 1983 o escritor Isaac Asimov descreveu máquinas que fariam nosso trabalho de rotina, tomariam decisões econômicas em escala planetária e até escreveriam textos por nós. À porta de 2025 essas três ideias saíram da ficção e entraram no balanço das empresas que lidam com automação, analytics e conteúdo.

#IA #Literatura

via Exame

Disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/ha-40-anos-asimov-previu-os-efeitos-da-inteligencia-artificial-hoje-vemos-que-ele-acertou/

Um espaço seguro para tempos sombrios: bibliotecas e literatura distópica / InfoToday

Um espaço seguro para tempos sombrios: bibliotecas e literatura distópica

Há razões óbvias para se pensar em distopia hoje em dia, mas a literatura distópica tem uma popularidade de longa data sobre a qual eu queria perguntar aos bibliotecários. Entrei em contato com bibliotecas públicas nos EUA e Canadá e recebi respostas de funcionários que compartilharam as diversas maneiras como se envolvem com o gênero. Também perguntei a esses bibliotecários sobre seus títulos distópicos favoritos e por que eles acham que o gênero é tão importante para as bibliotecas promoverem.

#Distopias #Literatura

via InfoToday

Disponível em: https://newsbreaks.infotoday.com/NewsBreaks/A-Safe-Space-for-Dark-Times-Libraries-and-Dystopian-Literature-168900.asp

Microsoft paga R$ 30 mil a escritores que cederem livros para IAs. Eles deveriam aceitar? / O Globo

Microsoft paga R$ 30 mil a escritores que cederem livros para IAs. Eles deveriam aceitar?

“Eu tinha uma semana para decidir: aceitar os US$ 2.500 (ou US$ 2.125 depois da comissão da minha agente) ou recusar – na esperança de conseguir mais dinheiro no futuro, nenhum dinheiro nunca ou simplesmente para poder dizer que me recusei a contribuir para a minha própria obsolescência”, completou Robb.

via O Globo

#IA #Literatura #Escritores

Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2025/02/09/microsoft-paga-us-5-mil-a-escritores-que-cederem-livros-para-ias-eles-deveriam-aceitar.ghtml

Authors Guild lança certificação “Human Authored” para preservar a autenticidade na literatura / Authors Guild

Authors Guild lança certificação “Human Authored” para preservar a autenticidade na literatura

Livros gerados por IA estão inundando mercados online e cada vez mais parecem, e às vezes até parecem, livros de autoria humana. O leitor pode não ter como saber se um livro que ele encontra é gerado por IA ou de autoria humana. O Authors Guild acredita que os leitores têm o direito de saber se um texto foi escrito por IA ou por um humano, e que os escritores devem ter a capacidade de distinguir seu trabalho em mercados cada vez mais saturados de IA.  

via Authors Guild

#Autoria #Literatura #IA

Disponível em: https://authorsguild.org/news/ag-launches-human-authored-certification-to-preserve-authenticity-in-literature/

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