Literaturas afro-diaspóricas: uma abordagem às categorias de interseccionalidade e Doloridad em Cartas a mi mamá de Teresa Cárdenas e Cartas para minha avó de Djamila Ribeiro / Acervo

Literaturas afro-diaspóricas: uma abordagem às categorias de interseccionalidade e *Doloridad* em *Cartas a mi mamá* de Teresa Cárdenas e *Cartas para minha avó* de Djamila Ribeiro / Acervo

A literatura afro-diaspórica expõe as experiências da diáspora negra ao redor do mundo. Investigamos duas importantes obras desse segmento: Cartas a mi mamá (2006) de Cárdenas e Cartas para minha avó(2021) de Ribeiro, analisando a partir das categorias de interseccionalidade e dororidade como essas literaturas revelam cenários em que mulheres racializadas sofrem violência e dor, enquanto constroem resistências.

#Interseccionalidade #Literatura #MulheresNegras

Disponível em: https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/2887


“A inteligência artificial não substitui só o nosso trabalho, ela substitui quem somos”, diz Valter Hugo Mãe / Odisseu

“A inteligência artificial não substitui só o nosso trabalho, ela substitui quem somos”, diz Valter Hugo Mãe / Odisseu

Eu sinto que a inteligência artificial vai trazer muito milagre, porque a capacidade da inteligência artificial é tão parecida, de fato, com o milagre. Mas ela também arrisca a destituir-nos do nosso papel como um todo. O que eu tenho observado, e é preciso ver que estamos no início, é que não só tem a ver com fazer o que nós não queremos fazer, mas também ser aquilo que nós devíamos ser. Por isso, a inteligência artificial não substitui só o nosso trabalho, ela substitui quem somos. Se você reparar, qualquer aplicativo de IA lida com você com um esplendor de trato humano muito maior que o seu. Eu, por exemplo, não parabenizo e não me atrevo a agradecer à inteligência artificial. Eu trato o aplicativo de IA como se estivéssemos de regresso à escravidão.

O aplicativo, como máquina destituída da humanidade que é, eu apenas escravizo, ordeno. E acho perigoso e assustador que o aplicativo tente convencer-me que é humano. E por isso que me elogie e diga coisas como “Muito bem, Valter, que bem pensado! Você quer que eu coloque o fundo amarelo? É uma boa ideia!” É absolutamente grotesco. Porque sou eu desumanizado diante de uma máquina que imita a humanidade. O que significa que a máquina não está só fazendo o que nós deveríamos fazer. A máquina está sendo aquilo que nós deveríamos ser. E por isso está a nos colocar outra vez na posição do sujeito horroroso. Eu, enquanto sujeito diante daquela máquina, encaro aquilo como uma alteridade que eu escravizo. E o lado de lá lida comigo como um ser humano esplendoroso, gracioso. Eu acho que com o tempo isso vai subverter completamente o espírito humano. Porque nós vamos ficar convencidos de que somos umas bestas, de que jamais teremos capacidade de esplendor. E que o esplendor é uma coisa industrial, fictícia e inalcançável.

#IA #Literatura

via Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/a-inteligencia-artificial-nao-substitui-so-o-nosso-trabalho-ela-substitui-quem-somos-diz-valter-hugo-mae/

Entre livros e dedicatórias, Rachel de Queiroz e Manuel Bandeira revelam laços de uma geração literária / Divulga-CI

Entre livros e dedicatórias, Rachel de Queiroz e Manuel Bandeira revelam laços de uma geração literária / Divulga-CI

Pesquisa da Universidade Federal do Ceará revela relações de amizade, sociabilidade e memória preservadas na literatura brasileira do século XX.
Conheça a dissertação “Rede de afeto e memórias: uma análise de conteúdo das dedicatórias manuscritas entre Rachel de Queiroz e Manuel Bandeira”, de Ana Wanessa Barroso Bastos (2024), orientada pelo Prof. Dr. Jefferson Veras Nunes.

#Literatura

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-07-jul-2026/entre-livros-e-dedicatorias-rachel-de-queiroz-e-manuel-bandeira-revelam-lacos-de-uma-geracao-literaria/

As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial? / Jornal da USP

As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial? / Jornal da USP

A simples exclusão pouco acrescenta ao debate. É compreensível que bibliotecas estejam preocupadas com a qualidade da informação, a confiabilidade dos conteúdos e os critérios utilizados para selecionar aquilo que será preservado e disponibilizado ao público. No entanto, a recusa não responde a uma questão mais profunda: o que torna uma obra digna de ser preservada?

Se olharmos para a história das bibliotecas, perceberemos que a autoria nunca foi o único critério utilizado para legitimar uma obra. Diversos textos filosóficos chegaram até nós com autoria incerta ou contestada. O mesmo pode ser dito de obras religiosas que atravessaram séculos sendo traduzidas, reinterpretadas e transmitidas por diferentes grupos sociais. Ainda assim, continuam presentes em bibliotecas do mundo inteiro.

O que garantiu a permanência desses documentos não foi apenas a certeza sobre quem os escreveu. Foi o significado que adquiriram ao longo do tempo. Talvez a pergunta não seja “quem escreveu esta obra?”, mas “por que esta obra é significativa para uma comunidade?”. Essa mudança de perspectiva desloca o debate da tecnologia para a cultura.

#Autoria #IA #Literatura

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/as-bibliotecas-devem-recusar-obras-produzidas-por-inteligencia-artificial/

Leitores preferem contos escritos por IA e não conseguem distingui-los dos humanos, diz estudo / O Globo

Leitores preferem contos escritos por IA e não conseguem distingui-los dos humanos, diz estudo / O Globo

Pesquisa da Universidade Villanova mostra que histórias geradas pelo ChatGPT receberam avaliações superiores às de autores humanos; quando os leitores acreditavam que o texto era humano, a nota era ainda maior.

Leitores não apenas têm dificuldade para distinguir contos escritos por inteligência artificial daqueles produzidos por seres humanos, como também tendem a preferir as histórias criadas por IA. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Villanova, nos Estados Unidos, que aponta uma mudança na percepção sobre a capacidade criativa dos sistemas de inteligência artificial. A pesquisa mostrou ainda que textos gerados pelo ChatGPT receberam avaliações mais altas de qualidade e envolvimento do que obras de autores humanos.

#Literatura #IA

Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/05/leitores-preferem-contos-escritos-por-ia-e-nao-conseguem-distingui-los-dos-humanos-diz-estudo.ghtml

Literatura e Censura nas Escolas estaduais de Rondônia – Entrevista com Alessandra Santos / Divulga-CI

Literatura e Censura nas Escolas estaduais de Rondônia – Entrevista com Alessandra Santos / Divulga-CI

Confira nossa entrevista com a professora de Língua Portuguesa e pesquisadora Alessandra Maria Santos do Nascimento, mestra em Letras pela Universidade Federal de Rondônia. Em sua dissertação, Alessandra analisou o cerceamento de obras literárias nas escolas estaduais de Rondônia, relacionando moralidade, conservadorismo e silenciamento. Na entrevista, conheça mais sobre o referencial teórico da dissertação e as contribuições da pesquisadora para o acesso democrático à literatura.

#Censura #Literatura

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-07-jul-2026/literatura-e-censura-nas-escolas-estaduais-de-rondonia-entrevista-com-alessandra-santos/

‘Literatura é também uma forma de vingança’, diz Milton Hatoum sobre trilogia ambientada na ditadura / BBC

‘Literatura é também uma forma de vingança’, diz Milton Hatoum sobre trilogia ambientada na ditadura / BBC

“Porque é um pesadelo. A minha geração viveu dos 12 aos 30 anos sob uma ditadura. É toda uma juventude e uma parte da vida adulta.”

“A ditadura continua sendo um fantasma para nós”, diz o escritor, ao citar a tentativa de golpe pela qual Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, após decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

Na conversa com a BBC Brasil, Hatoum lembrou de suas passagens pela prisão, episódios que, segundo ele, aconteceram quando era estudante e participava de manifestações pacíficas contra a ditadura.

“Em 1968, eu participei de uma passeata na avenida W3 em Brasília e fui detido. Eu passei um dia e uma noite em uma cela na delegacia e ouvia os gritos dos estudantes universitários mais velhos que estavam sendo torturados.”

#Literatura #Ditadura #Entrevista

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7ndq0p08o

Editorial: Censura, Guerra e Literatura: Tamizdat Project na defesa de textos proibidos e da liberdade intelectual, por Yasha Klots / Divulga-CI

Editorial: Censura, Guerra e Literatura: Tamizdat Project na defesa de textos proibidos e da liberdade intelectual, por Yasha Klots / Divulga-CI

“(…) o Tamizdat Project foi inicialmente concebido como uma iniciativa de divulgação acadêmica pública e um arquivo on-line de documentos sobre as primeiras publicações, circulação e recepção de manuscritos de contrabando provenientes da antiga URSS e do Bloco Oriental” apresenta o pesquisador Prof. Dr. Yasha Klots, professor de Literatura Russa e Comparada no Hunter College, no CUNY Graduate Center e fundador do Tamizdat Project.

#Censura #Literatura

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-07-jul-2026/editorial-censura-guerra-e-literatura-tamizdat-project-na-defesa-de-textos-proibidos-e-da-liberdade-intelectual-por-yasha-klots/

Literatura homérica e múmias cobertas de ouro descobertas no Egito / Ancient Origins

Literatura homérica e múmias cobertas de ouro descobertas no Egito / Ancient Origins

Talvez o aspecto mais surpreendente da escavação tenha sido a descoberta de um raro papiro junto à uma das múmias. Segundo o diretor de campo, Hassan Ibrahim Amer, o papiro contém uma passagem do Livro II da Ilíada de Homero, especificamente a seção conhecida como “Catálogo dos Navios”, que descreve as forças gregas que participaram da Guerra de Troia. A presença desta obra-prima literária em um contexto funerário acrescenta uma dimensão cultural e histórica única ao sítio, ressaltando a profunda influência grega em Al-Bahnasa durante o período romano.

#LeituraEscritaECultura #Literatura #Papiro

via Ancient Origins

Disponível em: https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/roman-era-tomb-minya-00102711

Escrever a esperança é um ato radical — e imaginar o futuro é um ato de desobediência / O Odisseu

Escrever a esperança é um ato radical — e imaginar o futuro é um ato de desobediência / Odisseu

Se observarmos a história contemporânea, perceberemos rapidamente que a literatura, e a arte em geral, sempre foi um canal importante de esperança contra os absurdos do mundo. Em vários casos, a ficção científica foi a representante desse processo. Ursula K. Le Guin, premiada autora americana, imaginou um planeta em que as pessoas não têm gênero, ainda na década de 1960; hoje, a discussão sobre cisgeneridade e colonização dos corpos é uma realidade. Le Guin também imaginou, na década seguinte, outro planeta, em que não existia propriedade privada, fronteiras ou trabalho forçado; em 1994, os zapatistas levantaram-se e tomaram de volta o poder sobre seu território, transformado em comuna. Hoje, o afrofuturismo imagina mundos em que a história, os valores e as cosmovisões dos povos negros espalhados pelo planeta se transformaram em realidade comum, e as palavras de lideraças quilombolas e indígenas, como Nego Bispo e Alton Krenak, repercutem entre aqueles que desejam futuros melhores.

#Literatura

via O Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/escrever-a-esperanca-e-um-ato-radical-e-imaginar-o-futuro-e-um-ato-de-desobediencia/

Leitura Documentária de Metanarrativas sobre Violência de Gênero e Raça / Brajis

Leitura Documentária de Metanarrativas sobre Violência de Gênero e Raça: análise do discurso filosófico de Judith Butler e o discurso literário em “Olhos d’água” de Conceição Evaristo / Brajis

Os resultados revelam o impacto social e cultural das múltiplas formas de violência e a importância de enfrentá-las, especialmente na representação documental de textos literários e filosóficos que dão voz a grupos marginalizados. A interseção entre filosofia e literatura enriquece as narrativas sobre fenômenos sociais, promovendo uma compreensão mais crítica e interseccional das violências de gênero e raça na sociedade. Conclui-se que a articulação entre discursos filosóficos e literários fortalece os processos de representação do conhecimento, contribuindo para práticas documentárias sensíveis às perspectivas feministas e interseccionais.

#Violência #Literatura #ConceiçãoEvaristo

Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/bjis/article/view/17241

A Literatura como antídoto ao esquecimento / Odisseu

A Literatura como antídoto ao esquecimento / Odisseu

Além de ser uma das vozes mais potentes da ficção brasileira de hoje, Milton Hatoum carrega consigo a força de quem, em boa parte de sua obra, escreve o Amazonas — essencialmente a capital Manaus — sem jamais permitir que essa origem seja reduzida ao exotismo ou ao clichê da floresta como espetáculo. A entrada (recente) de Hatoum na Academia Brasileira de Letras tem um peso simbólico enorme: é como abrir uma fresta de luz sobre tantas outras autoras e autores que vivem e criam no estado, mas que ainda não alcançam o mesmo espaço no cenário nacional, apesar da qualidade imensa de suas obras.

#Literatura #MiltonHatoum

via Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/a-literatura-como-antidoto-ao-esquecimento/