Literatura homérica e múmias cobertas de ouro descobertas no Egito / Ancient Origins

Literatura homérica e múmias cobertas de ouro descobertas no Egito / Ancient Origins

Talvez o aspecto mais surpreendente da escavação tenha sido a descoberta de um raro papiro junto à uma das múmias. Segundo o diretor de campo, Hassan Ibrahim Amer, o papiro contém uma passagem do Livro II da Ilíada de Homero, especificamente a seção conhecida como “Catálogo dos Navios”, que descreve as forças gregas que participaram da Guerra de Troia. A presença desta obra-prima literária em um contexto funerário acrescenta uma dimensão cultural e histórica única ao sítio, ressaltando a profunda influência grega em Al-Bahnasa durante o período romano.

#LeituraEscritaECultura #Literatura #Papiro

via Ancient Origins

Disponível em: https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/roman-era-tomb-minya-00102711

Escrever a esperança é um ato radical — e imaginar o futuro é um ato de desobediência / O Odisseu

Escrever a esperança é um ato radical — e imaginar o futuro é um ato de desobediência / Odisseu

Se observarmos a história contemporânea, perceberemos rapidamente que a literatura, e a arte em geral, sempre foi um canal importante de esperança contra os absurdos do mundo. Em vários casos, a ficção científica foi a representante desse processo. Ursula K. Le Guin, premiada autora americana, imaginou um planeta em que as pessoas não têm gênero, ainda na década de 1960; hoje, a discussão sobre cisgeneridade e colonização dos corpos é uma realidade. Le Guin também imaginou, na década seguinte, outro planeta, em que não existia propriedade privada, fronteiras ou trabalho forçado; em 1994, os zapatistas levantaram-se e tomaram de volta o poder sobre seu território, transformado em comuna. Hoje, o afrofuturismo imagina mundos em que a história, os valores e as cosmovisões dos povos negros espalhados pelo planeta se transformaram em realidade comum, e as palavras de lideraças quilombolas e indígenas, como Nego Bispo e Alton Krenak, repercutem entre aqueles que desejam futuros melhores.

#Literatura

via O Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/escrever-a-esperanca-e-um-ato-radical-e-imaginar-o-futuro-e-um-ato-de-desobediencia/

Leitura Documentária de Metanarrativas sobre Violência de Gênero e Raça / Brajis

Leitura Documentária de Metanarrativas sobre Violência de Gênero e Raça: análise do discurso filosófico de Judith Butler e o discurso literário em “Olhos d’água” de Conceição Evaristo / Brajis

Os resultados revelam o impacto social e cultural das múltiplas formas de violência e a importância de enfrentá-las, especialmente na representação documental de textos literários e filosóficos que dão voz a grupos marginalizados. A interseção entre filosofia e literatura enriquece as narrativas sobre fenômenos sociais, promovendo uma compreensão mais crítica e interseccional das violências de gênero e raça na sociedade. Conclui-se que a articulação entre discursos filosóficos e literários fortalece os processos de representação do conhecimento, contribuindo para práticas documentárias sensíveis às perspectivas feministas e interseccionais.

#Violência #Literatura #ConceiçãoEvaristo

Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/bjis/article/view/17241

A Literatura como antídoto ao esquecimento / Odisseu

A Literatura como antídoto ao esquecimento / Odisseu

Além de ser uma das vozes mais potentes da ficção brasileira de hoje, Milton Hatoum carrega consigo a força de quem, em boa parte de sua obra, escreve o Amazonas — essencialmente a capital Manaus — sem jamais permitir que essa origem seja reduzida ao exotismo ou ao clichê da floresta como espetáculo. A entrada (recente) de Hatoum na Academia Brasileira de Letras tem um peso simbólico enorme: é como abrir uma fresta de luz sobre tantas outras autoras e autores que vivem e criam no estado, mas que ainda não alcançam o mesmo espaço no cenário nacional, apesar da qualidade imensa de suas obras.

#Literatura #MiltonHatoum

via Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/a-literatura-como-antidoto-ao-esquecimento/

Literatura é essencial na compreensão da realidade e na projeção de novos futuros / Jornal da USP

Literatura é essencial na compreensão da realidade e na projeção de novos futuros / Jornal da USP

literatura não é apenas arte: é uma forma de pensar o mundo e de intervir nele. Sempre engajada com seu tempo, ela se atualiza a cada leitura e se torna condição para a reflexão crítica e para a vida democrática. Assim, é comum que obras do passado retornem para iluminar dilemas do presente. Quem começa explicando a importância da literatura para a formação crítica do sujeito é o professor Mário Lugarinho, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

O professor Francisco Camêlo, também da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, aponta que a literatura tem como um de seus principais papéis sociais projetar futuros possíveis, mesmo diante de realidades difíceis. “Eu penso que uma das provocações que a literatura faz aos leitores de hoje, desse hoje incerto e em crise, é uma aposta na imaginação, na reimaginação da vida. Ainda é possível sonhar, ainda é possível imaginar outras formas de vida, outros mundos. E essas vidas que estão no mundo não estão aí para serem dominadas nem para dominar. Mas elas são a possibilidade de transformação desse mundo. Uma transformação que só será possível a partir de um trabalho coletivo, feito a muitas mãos, a muitas vozes”.

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/literatura-e-essencial-na-compreensao-da-realidade-e-na-projecao-de-novos-futuros/

Uma reflexão sobre censura / PublishNews

Uma reflexão sobre censura / PublishNews

Em “A biblioteca do censor de livros” (Instante, 224 pp, R$ 79,90 – Trad.: Jemima Alves) sabemos exatamente onde ou quando, em uma sociedade severamente controlada pelo Estado, um homem começa a trabalhar em uma repartição pública. Sua função é examinar livros procurando algo que possa torná-los impróprios para circulação — alusões a Deus, ao governo ou a sexo, por exemplo —, e o mais importante: como Novo Censor, jamais pode interpretar o que lê, afinal, não deve proibir apenas os livros, mas a imaginação, os sonhos e os desejos. Porém, ao receber para análise novas edições de obras clássicas, não consegue mais dormir; à noite, personagens povoam seus sonhos. À medida que sua fascinação pela leitura cresce, ele se vê envolvido com grupos de resistência: bibliotecários clandestinos, livreiros que vendem obras proibidas, leitores secretos — todos lutando para preservar a cultura e a liberdade de expressão.

#Censura #Literatura

via PublishNews

Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/09/29/uma-reflexao-sobre-censura

O número médio de palavras por frase nos best-sellers cai para menos da metade (1931–2025) / Universo Abierto

O número médio de palavras por frase nos best-sellers cai para menos da metade (1931–2025) / Universo Abierto

A imagem é de um gráfico publicado pela revista The Economist sob o título “Get to the Point” (Vá direto ao ponto), que analisa a evolução do comprimento médio das frases em livros populares ao longo de quase um século. O eixo horizontal representa os anos, de 1931 até o presente, e o eixo vertical mostra o número médio de palavras por frase em obras que apareceram na lista de best-sellers do New York Times. Os pontos laranja dispersos correspondem a obras individuais, enquanto a linha vermelha representa a tendência geral ao longo desse período.

A primeira coisa que se destaca é uma clara tendência de queda: nas décadas de 1930 e 1940, as frases em livros best-sellers continham, em média, de 20 a 25 palavras, e mesmo casos como Frenchman’s Creek, de Daphne du Maurier, ultrapassaram 30 palavras por frase. No entanto, à medida que as décadas avançam, observa-se uma redução progressiva na complexidade sintática. A partir da década de 1990 e especialmente no século XXI, a média caiu significativamente para uma faixa mais próxima de 12 ou 15 palavras por frase, com exemplos recentes como It Ends With Us, de Colleen Hoover, em que a média é de apenas 10 palavras.

#LeituraEscritaECultura #Literatura

via Universo Abierto

Disponível em: https://universoabierto.org/2025/09/11/el-promedio-de-palabras-por-oracion-en-los-bestsellers-cae-a-menos-de-la-mitad-1931-2025/

As múltiplas formas de ler: representações da leitura na Lisboa oitocentista em O primo Basílio, de Eça de Queirós / Alea

As múltiplas formas de ler: representações da leitura na Lisboa oitocentista em O primo Basílio, de Eça de Queirós / Alea

A incorporação da literatura nas cenas do romance queirosiano, portanto, aparece ora como principal elemento, ora como um componente secundário que enriquece as descrições, sempre com relevância para a narrativa, e nos permite uma interpretação dos eventos do contexto literário e das manifestações artísticas a partir de perspectivas mais ricas e sutis.
Um ponto em comum entre os personagens femininos e masculinos, leitores n’O primo Basílio, é a leitura de jornais. Também utilizado como um elemento que incrementa os detalhes dos cenários e colabora para a produção de sentido, os periódicos aparecem de diversas maneiras e é possível ampliar, por meio deles, o conhecimento da sociedade de então e saber como era a vida em Lisboa.

#HistóriaDaLeitura #PráticasDeLeitura #Literatura

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/alea/article/view/69381

Se a vida imitasse a arte: mediações em rede na cultura participativa dos fãs de literatura queer como estímulo para adaptações audiovisuais / PPGCI – UFC

Se a vida imitasse a arte: mediações em rede na cultura participativa dos fãs de literatura queer como estímulo para adaptações audiovisuais / PPGCI – UFC

Os resultados apontam para o reconhecimento dos fãs, isto é, na perspectiva dos grupos de produtores e consumidores participantes da pesquisa, como essenciais para a popularização das obras no âmbito digital. Conclui-se que as práticas de mediação da informação realizadas pelos fãs, sobretudo aqueles que administram páginas na internet e disseminam informações, desempenham uma notável influência no processo de adaptação das produções literárias para produtos audiovisuais. Além disso, identifica-se que essas ações mediadoras também contribuem para a criação e fortalecimento de ambientes digitais inclusivos e acolhedores para a comunidade LGBTQIAPN+, bem como reforçam a importância e o envolvimento dos fãs nas transformações culturais, políticas e sociais.

#MediaçãoDaInformação #LGBTQIAP+ #Literatura #MediaçãoDaLeitura

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81512

Cenas da escravidão em romances oitocentistas / Livros Abertos da USP

Cenas da escravidão em romances oitocentistas / Livros Abertos da USP

O livro aborda um tema pouco tratado pela crítica literária: as representações da escravidão nas narrativas ficcionais oitocentistas de língua portuguesa. No primeiro capítulo buscamos mostrar como as representações da escravidão têm sido pouco abordadas pela crítica literária que trabalha sobre o oitocentos, tanto no Brasil, como em Portugal. Já no segundo voltamos a nossa atenção a duas obras brasileiras em que a escravidão é central: As vítimas algozes de Manuel Joaquim de Macedo, publicado em 1869, e A escrava Isaura de Bernardo Guimarães, livro de 1875, que colocamos em diálogo com obras publicadas em outros países: Portugal, França e Estados Unidos.

#Literatura #Escravidão

Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1661

Tantos livros escritos por IA estão sendo publicados que a Amazon tomou uma decisão sem precedentes / IGN

Tantos livros escritos por IA estão sendo publicados que a Amazon tomou uma decisão sem precedentes

A simples presença massiva desses textos nas livrarias eletrônicas, dificulta a localização de obras de autores independentes que não usam IA. Se o mercado literário estiver inundado de baixa qualidade, o leitor terá muito mais dificuldade em encontrar uma obra de qualidade feita por um humano (seja ela com ou sem auxílio de IA).

Outra tendência semelhante a esta também se tornou um problema real: resumos de livros populares escritos por IA. Existem muitos por aí. Além disso, por vezes, esses resumos podem até confundir o usuário e fazê-lo acreditar que se trata da obra original.

#IA #Literatura #Amazon

via IGN

Disponível em: https://br.ign.com/amazon-1/120256/news/tantos-livros-escritos-por-ia-estao-sendo-publicados-que-a-amazon-tomou-uma-decisao-sem-precedentes

O Nome da Rosa / Otlet

O Nome da Rosa

Um dos elementos mais icônicos do filme é a representação da biblioteca como um labirinto. Este espaço físico, repleto de corredores escuros e intrincados, simboliza a complexidade do conhecimento e as dificuldades que surgem de sua busca. Cada porta fechada e cada passagem confusa representam as barreiras impostas pelos que estão no poder para impedir o acesso à verdade.

#Bibliotecas #Literatura

via Otlet

Disponível em: https://www.revistaotlet.com/el-nombre-de-la-rosa/