Escrever a esperança é um ato radical — e imaginar o futuro é um ato de desobediência / Odisseu
Se observarmos a história contemporânea, perceberemos rapidamente que a literatura, e a arte em geral, sempre foi um canal importante de esperança contra os absurdos do mundo. Em vários casos, a ficção científica foi a representante desse processo. Ursula K. Le Guin, premiada autora americana, imaginou um planeta em que as pessoas não têm gênero, ainda na década de 1960; hoje, a discussão sobre cisgeneridade e colonização dos corpos é uma realidade. Le Guin também imaginou, na década seguinte, outro planeta, em que não existia propriedade privada, fronteiras ou trabalho forçado; em 1994, os zapatistas levantaram-se e tomaram de volta o poder sobre seu território, transformado em comuna. Hoje, o afrofuturismo imagina mundos em que a história, os valores e as cosmovisões dos povos negros espalhados pelo planeta se transformaram em realidade comum, e as palavras de lideraças quilombolas e indígenas, como Nego Bispo e Alton Krenak, repercutem entre aqueles que desejam futuros melhores.
#Literatura
via O Odisseu
Disponível em: https://oodisseu.com.br/escrever-a-esperanca-e-um-ato-radical-e-imaginar-o-futuro-e-um-ato-de-desobediencia/
