Vozes de Abya Yala: perspectivas indígenas sobre identidade e ancestralidade / Zenodo

Vozes de Abya Yala: perspectivas indígenas sobre identidade e ancestralidade / Zenodo

Vozes de Abya Yala reúne oito entrevistas com intelectuais indígenas de diferentes territórios e povos do continente, resultado da segunda temporada do projeto Caminhos de Abya Yala, coordenado por Alessandra Seixlack, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ao longo dessas conversas, emergem pensamentos e modos de (re)existências que, embora diversos, dialogam entre si ao desafiar as narrativas ocidentais que historicamente reduziram os povos indígenas a uma história única e linear.

As vozes aqui reunidas inspiram outros caminhos para conhecer e habitar o planeta. Suas reflexões desestabilizam os centros tradicionais de produção do saber, abrindo espaço para mudanças de paradigma que tensionam o antropocentrismo ainda dominante na disciplina da História e nas Humanidades. Pensar a partir de Abya Yala é, aqui, reconhecer a potência de epistemologias que recolocam as vidas humanas e não humanas em redes de relação, responsabilidade e cuidado.

#PovosIndígenas #CulturaIndígena

Disponível em: https://zenodo.org/records/18474003

Dicionário kuikuro valoriza saber indígena e amplia preservação linguística no Brasil / Pesquisa Fapesp

Dicionário kuikuro valoriza saber indígena e amplia preservação linguística no Brasil / Pesquisa Fapesp

Parceria entre instituições de pesquisa e comunidade registra vocabulário, cultura material e escrita alfabética desenvolvida por professores kuikuro desde os anos 1990.

#Dicionários #CulturaIndígena #LínguasIndígenas #SaberesAncestrais

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dicionario-kuikuro-valoriza-saber-indigena-e-amplia-preservacao-linguistica-no-brasil/

Políticas de preservação do patrimônio cultural indígena: estudo etnográfico na Aldeia Ketyjug Tegtu (Três Soitas) de Santa Maria, RS / PPGCI – UFSC

Políticas de preservação do patrimônio cultural indígena: estudo etnográfico na Aldeia Ketyjug Tegtu (Três Soitas) de Santa Maria, RS / PPGCI – UFSC

Os resultados revelam que, apesar das leis que reconhecem o patrimônio cultural imaterial, ainda há fragilidades nas ações que garantam o protagonismo das comunidades indígenas. A preservação da língua Kaingang, a valorização dos anciãos como guardiões dos saberes e a integração das tradições no cotidiano escolar foram destacadas como fundamentais para a sustentabilidade cultural. Verificou-se também que centros culturais e museus indígenas podem ser espaços estratégicos de salvaguarda, desde que autogestionados e alinhados às suas formas de organização e prioridades. A partir dessa análise, foi desenvolvido um Modelo Orientador de Preservação do Patrimônio Cultural Indígena, concebido como referência para comunidades, gestores culturais e formuladores de políticas públicas. Esse modelo articula dimensões normativas, teóricas e vivenciais, propondo diretrizes que fortalecem a oralidade, a língua materna, a participação comunitária, os espaços de memória e a presença da cultura indígena nos currículos escolares. A tese conclui que a preservação do patrimônio cultural indígena exige não apenas normativas legais, mas o reconhecimento da autonomia das comunidades na condução desses processos. Valorizar os saberes Kaingang é essencial para construir políticas culturais plurais e superar os paradigmas coloniais ainda presentes nas práticas de preservação.

#PatrimônioCultural #PovosIndígenas #CulturaIndígena

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272041

Rede de atenção à pessoa indígena: percursos, projetos e transformações / Livros Abertos da USP

Rede de atenção à pessoa indígena: percursos, projetos e transformações / Livros Abertos da USP

A obra apresenta um panorama de projetos estruturados em três eixos inter-relacionados — bem-viver e saúde, formação e educação, e justiça e direitos —, oferecendo aos leitores um mergulho em trabalhos com protagonismo indígena. Mais do que um relato institucional, a história da Rede narra a busca pela indigenização da Psicologia e do conhecimento científico, reafirmando a contribuição essencial dos saberes indígenas para repensar nossos modos de estar no mundo. É nosso desejo que esta obra possa contribuir para os estudos sobre indigenização do conhecimento, políticas de permanência e a construção de uma psicologia plural e efetivamente comprometida com os povos originários.

#PovosIndígenas #CulturaIndígena

Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1761

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A história e a arte dos povos indígenas no Brasil são fundamentais não apenas para compreender a riqueza e a diversidade cultural do país, mas também para valorizar a resistência e a resiliência dessas populações ao longo dos séculos. Nos museus brasileiros, essas histórias são contadas de formas cada vez mais inclusivas e autênticas, com a participação ativa das próprias comunidades indígenas.

Como afirmou a liderança indígena Cícero Pereira, do povo Kanindé, o museu é “a história que tinha lá atrás, é o que a gente tem aqui. O museu pros Kanindé é vida”. Para muitas comunidades, os museus funcionam como centros de documentação que ajudam na preservação e na transmissão dos saberes tradicionais, sendo um ponto de encontro entre as gerações mais velhas, que guardam o conhecimento ancestral, e os mais jovens, que começam a entender sua identidade e herança cultural de forma mais consciente.

#Museus #PovosIndígenas #CulturaIndígena

via Ciência & Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8916

Mesa permanente: Bibliotecas em comunidades étnicas e revitalização das línguas indígenas / Cerlalc

Mesa permanente: Bibliotecas em comunidades étnicas e revitalização das línguas indígenas / Cerlalc

Esta primeira sessão permitiu reconhecer a diversidade de experiências na região e reafirmou que as bibliotecas em contextos étnicos devem ser construídas desde e para as comunidades. O diálogo entre países, especialistas e representantes locais evidenciou a necessidade de fortalecer políticas, coleções e processos formativos que respondam à oralidade, às línguas originárias e aos saberes próprios. Com este horizonte, a mesa se projeta como um espaço em construção que acompanhará os sistemas de bibliotecas e as comunidades na busca de modelos mais inclusivos e interculturais, orientados para a preservação e revitalização do patrimônio cultural e linguístico dos povos indígenas.

#BibliotecasIndígenas #CulturaIndígena #LínguasIndígenas

Disponível em: https://cerlalc.org/mesa-permanente-bibliotecas-en-comunidades-etnicas-y-revitalizacion-de-las-lenguas-indigenas/

O que o mundo pode aprender com os povos indígenas / Ciência & Cultura

O que o mundo pode aprender com os povos indígenas / Ciência & Cultura

Celebrado em 9 de agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas é mais do que uma data simbólica. É um chamado global à escuta, ao respeito e à ação. Em 2025, o tema definido pelo Fórum dos Povos Indígenas no FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) — “O direito à autodeterminação dos povos indígenas: um caminho para a segurança e soberania alimentar” — reforça uma pauta urgente: os povos indígenas não são apenas vítimas das crises climática e alimentar, mas agentes fundamentais para enfrentá-las.

Com cerca de 476 milhões de pessoas vivendo em mais de 90 países, os povos indígenas representam menos de 6% da população mundial, mas falam mais da metade das línguas vivas do planeta e detêm vastos conhecimentos sobre agricultura, biodiversidade e adaptação ecológica. Em tempos de colapso ambiental, não há futuro sustentável sem o reconhecimento da autonomia, dos saberes e dos direitos dessas populações.

#PovosIndígenas #CulturaIndígena

via Ciência & Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8670

Produção científica indígena: línguas originárias e auto identificação étnica nos Repositórios Institucionais / SciELO

Produção científica indígena: línguas originárias e auto identificação étnica nos Repositórios Institucionais

Como resultado da pesquisa, foi criado um campo específico para a indicação da etnia ou povo de pertencimento dos estudantes indígenas autores. Além disso, os demais campos do Repositório foram atualizados com orientações que viabilizam a inserção de metadados em línguas indígenas. No campo de autoria, também foi reforçada a possibilidade de incluir múltiplos autores indígenas, respeitando a coautoria coletiva e os modos próprios de produção do conhecimento.

#ProduçãoCientífica #CulturaIndígena #Repositórios #Metadados

via SciELO

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2025/06/06/producao-cientifica-indigena/

Narrativas indígenas: um caminho decolonial para compreender a memória e informação / Divulga-CI

Narrativas indígenas: um caminho decolonial para compreender a memória e informação

Se “o futuro é ancestral”, como adverte Krenak (2022), a memória ancestral pode ser o ponto de partida que nos conecta, no presente, a um outro tempo-espaço. Isso significa que as narrativas indígenas, ao iluminarem o passado, nos direcionam e dão luz a um outro futuro possível. A voz do escritor, que hoje se potencializa pela disseminação notória de seus livros, prova como a escrita — assim como outras ferramentas — pode ser incorporada a favor de suas lutas.

#CulturaIndígena #Memória #Decolonialidade

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-4-abr-2025/narrativas-indigenas-um-caminho-decolonial-para-compreender-a-memoria-e-informacao-por-juliana-okawati/

Dados, informação e conhecimento no contexto da cultura impressa e digital / Universidad Nacional Autónoma de México

Dados, informação e conhecimento no contexto da cultura impressa e digital

Este livro aborda a relação entre dados, informação e conhecimento no contexto da cultura impressa e digital, de uma perspectiva de biblioteca e estudos da informação. Ao longo de onze capítulos, especialistas da área refletem sobre as transformações tecnológicas que redefiniram a gestão, a organização e o acesso à informação nas últimas décadas. O trabalho está estruturado em quatro seções principais: Organização da informação e do conhecimento; Ciência aberta, literacia digital e utilizadores; Informação e sociedade; e arquivos e recursos relacionados. Cada seção analisa desafios; e tendências atuais. Serão discutidos temas como governança de dados; o uso de LRM, BIBFRAME e RDA para projetar o catálogo do futuro; exclusão digital; o papel dos dados na prática cidadã e na ciência cidadã; e a preservação do patrimônio documental, entre outros.

#LivrosCI

Disponível em: https://ru.iibi.unam.mx/jspui/bitstream/IIBI_UNAM/1144/1/datos_informacion_conocimiento.pdf

Nove livros infantis de autores do Norte que valorizam a diversidade cultural do Brasil / Revista Educação

Nove livros infantis de autores do Norte que valorizam a diversidade cultural do Brasil

De bubuia com vovó Anica (ed. Rebuliço) / Autora: Lucia Morais Tucuju – Ilustradora: Luciana Grether
Amazonas – Água, pássaros, seres e milagres (ed. Salamandra) / Autor: Thiago de Mello – Ilustrador: Demóstenes
Manaus (ed. Barbatana) / Texto e ilustração: Irena Freitas
As serpentes que roubaram a noite e outros mitos (ed. Peirópolis) / Autor: Daniel Munduruku – Ilustrações: crianças Munduruku da aldeia Katõ
Castanha do Pará (Brasa Editora) / Autor e ilustrador: Gildati Jr
Eu sou macuxi e outras histórias (ed. Caos e Letras) / Autora: Julie Dorrico – Ilustrador: Gustavo Caboco
Originárias: uma antologia feminina de literatura indígena (ed. Companhia das Letras) / Autores: Trudruá Dorrico e outros autores – Ilustração: Maurício Negro
A boca da noite (ed. Zit) / Autor: Cristino Wapichana – Ilustradora: Graça Lima
Tomoromu, a Árvore do Mundo (Edições SM) / Autor: Cristino Wapichana – Ilustrador: Maurício Negro

via Revista Educação

#LitertaturaInfantoJuvenil #Amazônia #ListasDeLivros #CulturaIndígena

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2025/02/14/livros-infantis-norte/

Artefatos indígenas retornam ao Brasil após décadas de exílio na França / Ciência e Cultura

Artefatos indígenas retornam ao Brasil após décadas de exílio na França

Em um marco significativo para a preservação e valorização da cultura indígena brasileira, 585 artefatos de mais de 50 etnias que estavam retidos na França há mais de duas décadas estão retornando ao Brasil. Entre os itens estão máscaras, cocares, mantos, adereços, instrumentos musicais, cestarias, armas e esculturas, que irão compor o acervo do Museu do Índio, no Rio de Janeiro.

#ArteIndígena #CulturaIndígena #MuseuDoÍndio

via Ciência e Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=6692