Plataforma DicWeb Indígena é lançada na UNIR / UNIR

Plataforma DicWeb Indígena é lançada na UNIR / UNIR

Disponível no endereço dicweb.app e com acesso institucional pelo portal dicweb.unir.br, a Plataforma DicWeb Indígena foi desenvolvida para apoiar a criação, organização e publicação de dicionários digitais de línguas indígenas. A ferramenta permite que professores, estudantes, pesquisadores, sábios, lideranças e demais membros das comunidades indígenas atuem como autores de seus dicionários, registrando palavras, significados e conhecimentos linguísticos e culturais.

Segundo o coordenador Quesler Fagundes Camargos, a plataforma amplia o acesso aos conhecimentos linguísticos produzidos pelas comunidades indígenas e contribui para a preservação e o fortalecimento das línguas da Amazônia. “A DicWeb Indígena nasce com uma missão muito clara: transformar a tecnologia em instrumento de valorização, preservação e fortalecimento das línguas indígenas da Amazônia. Mais do que reunir dicionários digitais, a plataforma cria um espaço público, acessível e colaborativo para que os conhecimentos linguísticos produzidos pelas comunidades indígenas circulem, permaneçam vivos e possam ser utilizados pelas próprias comunidades, pelas escolas e pela sociedade. Cada palavra registrada ali é também um gesto de resistência, memória e futuro”, afirma.

#Dicionários #PovosIndígenas #CulturaIndígena

via UNIR

Disponível em: https://www.unir.br/cartao/exibir/358

Saberes indígenas, desafios brasileiros / Jornal da Ciência

Saberes indígenas, desafios brasileiros / Jornal da Ciência

A criação da primeira Universidade Federal Indígena do Brasil (Unind), instituída pela Lei nº 15.418/2026 e sancionada pela Presidência da República no final de maio, representa um dos avanços mais expressivos da educação superior brasileira nas últimas décadas. Ela amplia o acesso dos povos indígenas à universidade e, sobretudo, reconhece institucionalmente que o Brasil produz ciência e conhecimento muito além dos limites da tradição acadêmica ocidental.

O Brasil reúne mais de três centenas de povos indígenas, centenas de línguas originárias e uma das maiores biodiversidades do planeta. Poucos países concentram uma riqueza tão extraordinária de saberes sobre seus territórios, ecossistemas e modos de vida. Fortalecer o diálogo entre esses saberes e a produção científica amplia as possibilidades da pesquisa, enriquece a formação acadêmica, impulsiona a inovação e qualifica as respostas da ciência brasileira aos desafios do desenvolvimento nacional.

#CulturaIndígena #SaberesAncestrais

Disponivel em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-saberes-indigenas-desafios-brasileiros/

A Soberania Digital indígena na Amazônia / Outras palavras

A Soberania Digital indígena na Amazônia / Outras palavras

Em Santarém, projeto que uniu reapropriação tecnológica e reconstrução comunitária deu origem ao hacktivismo no Baixo Amazonas. Hoje, através do letramento digital, lutam por uma governança territorial orientada por dados, saberes e pensamento contracolonial

O que me pareceu particularmente instigante ao longo das nossas conversas é como pensadores contracoloniais e indígenas como Nego Bispo, com noções como a colonização do imaginário, se encontram com a filosofia continental da tecnologia. Conceitos como alienação técnica, que Gama mobiliza em diálogo com Paulo Freire e Álvaro Vieira Pinto, são articulados com a filosofia de Gilbert Simondon sobre individuação e objetos técnicos. Aqui, a luta pela soberania digital deixa de ser enquadrada como um problema meramente técnico ou de infraestrutura e se torna cultural, epistêmica e ontológica. Trata-se de como cultivar um território digital enraizado em saberes ancestrais ao mesmo tempo em que se engaja criticamente com os sistemas tecnológicos globais.

#SoberaniaDigital #CulturaIndígena

via Outras palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/descolonizacoes/a-soberania-digital-indigena-na-amazonia/

É Sempre Ritual de Iniciação: Abya Yala, por Trudruá Dorrico Makuxi / Divulga-CI

É Sempre Ritual de Iniciação: Abya Yala, por Trudruá Dorrico Makuxi / Divulga-CI

Quando os estudantes, professores, artistas, ativistas indígenas refutam “ameríndios”, e mesmo “América”, “América Latina”, é por reconhecer que o termo “povos indígenas” refere-se, ainda, ao direito da “autodeterminação”.

O artigo 3, da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, define o conceito da seguinte maneira: “Os povos indígenas têm direito à autodeterminação. Em virtude desse direito determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural”.

Emocionante perceber que o acesso a esse direito demorou 489 anos e por isso mesmo, precisamos agarrá-lo, se apropriar dele, colocá-lo na ponta da língua, vigiá-lo, porque ele está sempre ameaçado. Abya Yala, como explica o intelectual maya k’iche’, Emil Keme’, não traz somente um nome, mas um paradigma que reivindica territórios, línguas, cartografias ancestrais, espiritualidades. Este livro [“Vozes de Abya Yala”] acompanha este projeto ao firmar o nome Abya Yala, tal como pedem os kunas, os aymaras, e agora os povos indígenas do Brasil neste projeto de retomada indígena continental.

#CulturaIndígena #PovosIndígenas

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-04-abr-2026/editorial-e-sempre-ritual-de-iniciacao-abya-yala-por-trudrua-dorrico-makuxi/

Lançada nova edição da Divulga-CI

Lançada nova edição da Divulga-CI

Editorial: Trudruá Dorrico Makuxi – É Sempre Ritual de Iniciação: Abya Yala
Entrevistas: Diego Leonardo de Souza Fonseca, Lilian Aguilar Teixeira e Priscila Maria Ferreira Guarate
Perspectivas: Carina Pataxó, Carlos Alexandre Barros Trubiliano, Fábio Alkmin e Francisco Aquinei Timóteo Queirós
Outras divulgações: Rodrigo Lins Barbosa – Indígenas e ditadura militar: crimes e corrupção no Serviço de Proteção aos Índios e Funai; Brisa Pozzi, Luana Cristina Alarcão e Patrícia Carneiro – Biblio Indexa e o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas
Na foto: Arte de Raysse Tupinambá no corredor da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Pará
Fotografia: João Arlindo dos Santos Neto

#PovosIndígenas #CulturaIndígena #RevistasCI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/category/v-4-n-04-abr-2026/

Vozes de Abya Yala: perspectivas indígenas sobre identidade e ancestralidade / Zenodo

Vozes de Abya Yala: perspectivas indígenas sobre identidade e ancestralidade / Zenodo

Vozes de Abya Yala reúne oito entrevistas com intelectuais indígenas de diferentes territórios e povos do continente, resultado da segunda temporada do projeto Caminhos de Abya Yala, coordenado por Alessandra Seixlack, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ao longo dessas conversas, emergem pensamentos e modos de (re)existências que, embora diversos, dialogam entre si ao desafiar as narrativas ocidentais que historicamente reduziram os povos indígenas a uma história única e linear.

As vozes aqui reunidas inspiram outros caminhos para conhecer e habitar o planeta. Suas reflexões desestabilizam os centros tradicionais de produção do saber, abrindo espaço para mudanças de paradigma que tensionam o antropocentrismo ainda dominante na disciplina da História e nas Humanidades. Pensar a partir de Abya Yala é, aqui, reconhecer a potência de epistemologias que recolocam as vidas humanas e não humanas em redes de relação, responsabilidade e cuidado.

#PovosIndígenas #CulturaIndígena

Disponível em: https://zenodo.org/records/18474003

Dicionário kuikuro valoriza saber indígena e amplia preservação linguística no Brasil / Pesquisa Fapesp

Dicionário kuikuro valoriza saber indígena e amplia preservação linguística no Brasil / Pesquisa Fapesp

Parceria entre instituições de pesquisa e comunidade registra vocabulário, cultura material e escrita alfabética desenvolvida por professores kuikuro desde os anos 1990.

#Dicionários #CulturaIndígena #LínguasIndígenas #SaberesAncestrais

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dicionario-kuikuro-valoriza-saber-indigena-e-amplia-preservacao-linguistica-no-brasil/

Políticas de preservação do patrimônio cultural indígena: estudo etnográfico na Aldeia Ketyjug Tegtu (Três Soitas) de Santa Maria, RS / PPGCI – UFSC

Políticas de preservação do patrimônio cultural indígena: estudo etnográfico na Aldeia Ketyjug Tegtu (Três Soitas) de Santa Maria, RS / PPGCI – UFSC

Os resultados revelam que, apesar das leis que reconhecem o patrimônio cultural imaterial, ainda há fragilidades nas ações que garantam o protagonismo das comunidades indígenas. A preservação da língua Kaingang, a valorização dos anciãos como guardiões dos saberes e a integração das tradições no cotidiano escolar foram destacadas como fundamentais para a sustentabilidade cultural. Verificou-se também que centros culturais e museus indígenas podem ser espaços estratégicos de salvaguarda, desde que autogestionados e alinhados às suas formas de organização e prioridades. A partir dessa análise, foi desenvolvido um Modelo Orientador de Preservação do Patrimônio Cultural Indígena, concebido como referência para comunidades, gestores culturais e formuladores de políticas públicas. Esse modelo articula dimensões normativas, teóricas e vivenciais, propondo diretrizes que fortalecem a oralidade, a língua materna, a participação comunitária, os espaços de memória e a presença da cultura indígena nos currículos escolares. A tese conclui que a preservação do patrimônio cultural indígena exige não apenas normativas legais, mas o reconhecimento da autonomia das comunidades na condução desses processos. Valorizar os saberes Kaingang é essencial para construir políticas culturais plurais e superar os paradigmas coloniais ainda presentes nas práticas de preservação.

#PatrimônioCultural #PovosIndígenas #CulturaIndígena

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272041

Rede de atenção à pessoa indígena: percursos, projetos e transformações / Livros Abertos da USP

Rede de atenção à pessoa indígena: percursos, projetos e transformações / Livros Abertos da USP

A obra apresenta um panorama de projetos estruturados em três eixos inter-relacionados — bem-viver e saúde, formação e educação, e justiça e direitos —, oferecendo aos leitores um mergulho em trabalhos com protagonismo indígena. Mais do que um relato institucional, a história da Rede narra a busca pela indigenização da Psicologia e do conhecimento científico, reafirmando a contribuição essencial dos saberes indígenas para repensar nossos modos de estar no mundo. É nosso desejo que esta obra possa contribuir para os estudos sobre indigenização do conhecimento, políticas de permanência e a construção de uma psicologia plural e efetivamente comprometida com os povos originários.

#PovosIndígenas #CulturaIndígena

Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1761

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A história e a arte dos povos indígenas no Brasil são fundamentais não apenas para compreender a riqueza e a diversidade cultural do país, mas também para valorizar a resistência e a resiliência dessas populações ao longo dos séculos. Nos museus brasileiros, essas histórias são contadas de formas cada vez mais inclusivas e autênticas, com a participação ativa das próprias comunidades indígenas.

Como afirmou a liderança indígena Cícero Pereira, do povo Kanindé, o museu é “a história que tinha lá atrás, é o que a gente tem aqui. O museu pros Kanindé é vida”. Para muitas comunidades, os museus funcionam como centros de documentação que ajudam na preservação e na transmissão dos saberes tradicionais, sendo um ponto de encontro entre as gerações mais velhas, que guardam o conhecimento ancestral, e os mais jovens, que começam a entender sua identidade e herança cultural de forma mais consciente.

#Museus #PovosIndígenas #CulturaIndígena

via Ciência & Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8916

Mesa permanente: Bibliotecas em comunidades étnicas e revitalização das línguas indígenas / Cerlalc

Mesa permanente: Bibliotecas em comunidades étnicas e revitalização das línguas indígenas / Cerlalc

Esta primeira sessão permitiu reconhecer a diversidade de experiências na região e reafirmou que as bibliotecas em contextos étnicos devem ser construídas desde e para as comunidades. O diálogo entre países, especialistas e representantes locais evidenciou a necessidade de fortalecer políticas, coleções e processos formativos que respondam à oralidade, às línguas originárias e aos saberes próprios. Com este horizonte, a mesa se projeta como um espaço em construção que acompanhará os sistemas de bibliotecas e as comunidades na busca de modelos mais inclusivos e interculturais, orientados para a preservação e revitalização do patrimônio cultural e linguístico dos povos indígenas.

#BibliotecasIndígenas #CulturaIndígena #LínguasIndígenas

Disponível em: https://cerlalc.org/mesa-permanente-bibliotecas-en-comunidades-etnicas-y-revitalizacion-de-las-lenguas-indigenas/

O que o mundo pode aprender com os povos indígenas / Ciência & Cultura

O que o mundo pode aprender com os povos indígenas / Ciência & Cultura

Celebrado em 9 de agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas é mais do que uma data simbólica. É um chamado global à escuta, ao respeito e à ação. Em 2025, o tema definido pelo Fórum dos Povos Indígenas no FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) — “O direito à autodeterminação dos povos indígenas: um caminho para a segurança e soberania alimentar” — reforça uma pauta urgente: os povos indígenas não são apenas vítimas das crises climática e alimentar, mas agentes fundamentais para enfrentá-las.

Com cerca de 476 milhões de pessoas vivendo em mais de 90 países, os povos indígenas representam menos de 6% da população mundial, mas falam mais da metade das línguas vivas do planeta e detêm vastos conhecimentos sobre agricultura, biodiversidade e adaptação ecológica. Em tempos de colapso ambiental, não há futuro sustentável sem o reconhecimento da autonomia, dos saberes e dos direitos dessas populações.

#PovosIndígenas #CulturaIndígena

via Ciência & Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8670