A contribuição de Dorothy Porter Wesley para a Organização e Representação do Conhecimento da diáspora africana como prática contra-hegemônica frente ao viés racial / REBECIN

A contribuição de Dorothy Porter Wesley para a Organização e Representação do Conhecimento da diáspora africana como prática contra-hegemônica frente ao viés racial / REBECIN

Os resultados iniciais indicam que a classificação desenvolvida por Dorothy Porter Wesley operou como uma prática contra-hegemônica ao romper com a lógica da Classificação Decimal de Dewey, a qual invisibilizava temas afro-diaspóricos. Wesley elaborou uma estrutura própria que desafiou a hegemonia eurocêntrica por meio da criação de categorias específicas e da ampliação vocabular, conferindo legitimidade à produção intelectual da diáspora africana. Conclui-se que o enfrentamento do viés racial na ORC transcende questões técnicas, exigindo dos profissionais uma postura ética e política que deve ser construída desde a formação, por meio da revisão curricular, da educação antirracista, decolonial e intercultural e da promoção de experiências didático-pedagógicas voltadas aos saberes ancestrais e tradicionais.

#DorothyPorterWesley #OrganizaçãoDoConhecimento #Decolonialidade

Disponível em: https://portal.abecin.org.br/rebecin/article/view/471

Aportes teórico-metodológicos para organização do conhecimento interdisciplinar: uma proposta aplicável ao conhecimento étnico-racial brasileiro / PPGCI – UFF

Aportes teórico-metodológicos para organização do conhecimento interdisciplinar: uma proposta aplicável ao conhecimento étnico-racial brasileiro / PPGCI – UFF

Como resultado apresenta um conjunto de aportes – Teoria da Decolonialidade, Teoria dos Objetos de Fronteira, Teoria do conceito e outras teorias para definições de conceitos, Teoria dos Níveis Integrativos, Teoria da Interseccionalidade, Teoria da Classificação Facetada e a atribuição de identificadores únicos – distribuídos em sete etapas para a representação de conceitos em contextos interdisciplinares. A validação da proposta de aportes foi realizada pela representação dos conceitos de raça e a viabilidade da aplicação da proposta foi averiguada pela aplicação na Integrative Levels Classification. Os resultados obtidos demonstram a capacidade do conjunto de aportes em representar conceitos relacionados a um mesmo referente, utilizados por diferentes disciplinas e enquadramentos epistemológicos, sob perspectiva ecológica, sem subordinações indevidas ou invisibilização, o que é fundamental para a representação do conhecimento interdisciplinar. Conclui-se que a organização do conhecimento interdisciplinar sob perspectiva ecológica pode ser aplicada ao campo dos estudos étnico-raciais e se constitui em uma metodologia replicável para outros campos interdisciplinares que possuem conceitos disputados e semanticamente variáveis.

#Decolonialidade #QuestõesÉtnicoRaciais #OrganizaçãoDoConhecimento

Disponível em: https://app.uff.br/riuff/handle/1/43515

Perspectivas decoloniais e saberes tradicionais na Ciência da Informação brasileira / RDBCI

Perspectivas decoloniais e saberes tradicionais na Ciência da Informação brasileira: um estudo dos trabalhos publicados nos anais do ENANCIB / RDBCI

Resultados:Os resultados evidenciam a predominância de estudos orientados pelas perspectivas decoloniais, especialmente a partir de 2021. As publicações concentram-se em Grupos de Trabalho que discutem as dimensões epistemológica, política e sociocultural da informação. Predominam métodos de abordagem qualitativa, análises teórico-conceituais e pesquisas empíricas em contextos indígenas, afro-diaspóricos e comunitários, observando-se diferentes níveis de aprofundamento conceitual e articulação entre os temas.Conclusão: Conclui-se que os assuntos vêm ganhando visibilidade no evento de maneira heterogênea, evidenciando temas em construção e a necessidade de aprofundamento das pesquisas que integrem criticamente perspectivas decoloniais e saberes tradicionais às práticas informacionais.

#ENANCIB #FundamentosDaCI #Decolonialidade

Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8682532

Mapeando a biblioteconomia crítica na Ciência da Informação: uma revisão de escopo / Journal of Librarianship and Information Science

Mapeando a biblioteconomia crítica na Ciência da Informação: uma revisão de escopo / Journal of Librarianship and Information Science

Este artigo apresenta uma revisão de escopo e uma análise bibliométrica da biblioteconomia crítica no âmbito da Ciência da Informação e Biblioteconomia (CIB). Embora o interesse pela biblioteconomia crítica tenha crescido, a pesquisa existente permanece fragmentada e fortemente concentrada no Norte Global. Utilizando a estrutura de Arksey e O’Malley e o PRISMA, identificamos 86 artigos em periódicos com revisão por pares, publicados entre 2006 e 2025. A coocorrência de palavras-chave e o mapeamento da rede de citações foram realizados utilizando o VOSviewer. Três temas emergiram: pedagogia e letramento informacional, que estão bem estabelecidos; crítica estrutural e decolonial, que está emergindo, mas ainda não consolidada; e prática instrucional com foco em questões raciais, que permanece limitada. A revisão destaca uma distribuição restrita de autoria e produção acadêmica, amplamente centrada na América do Norte, com mínima representação do Sul Global.

#Biblioteconomia #Decolonialidades

Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/09610006251393721?mi=ehikzz

Intersecção entre a vulnerabilidade informacional e a decolonialidade na Ciência da Informação Brasileira / RDBCI

Intersecção entre a vulnerabilidade informacional e a decolonialidade na Ciência da Informação Brasileira / RDBCI

O capitalismo afeta grupos em vulnerabilidade informacional, em decorrência do passado colonial/escravagista do Brasil. Nesse aspecto, a decolonialidade possibilita que grupos em vulnerabilidade informacional que vivenciam as consequências de um passado escravagista/colonialista, superem situações excludentes e despertem sua força.  Conclusão: Buscamos responder quais as intersecções e possíveis contribuições teóricas e conceituais da decolonialidade frente à Ciência da Informação com enfoque na vulnerabilidade informacional. 

#Decolonialidade #VulnerabilidadeInformacional

Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8678692

Verbetes feministas antirracistas decoloniais / Livros Abertos da USP

Verbetes feministas antirracistas decoloniais / Livros Abertos da USP

O presente livro é resultado de um processo iniciado nas discussões da disciplina Feminismos e Teoria Crítica, ofertada no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo. Decorrência de uma construção coletiva da turma, este trabalho surgiu em resposta a uma dupla necessidade, sintetizada como os dois objetivos da obra: por um lado, a ideia de propor um registro das discussões que possibilitasse a ampliação das interlocuções, com vistas a evitar que os debates ali iniciados restassem retidos no espaço da sala de aula; e por outro, para contribuir com a disseminação de discussões feministas, antirracistas e decoloniais contemporâneas.

#Dicionários #Feminismo #EducaçãoAntirracista #Decolonialidade

Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1711

Conexão Atlândica: branquitude, decolonialitude e educomunicação em discursos de docentes de Joanesburgo, de Maputo e de São Paulo / PPGCI – USP

Conexão Atlândica: branquitude, decolonialitude e educomunicação em discursos de docentes de Joanesburgo, de Maputo e de São Paulo / PPGCI – USP

A presente pesquisa, de natureza qualitava, invesga – com base em discursos de educadoras e de educadores das cidades de São Paulo, no Brasil; de Joanesburgo, na África do Sul; e de Maputo, em Moçambique -, em que medida e de que maneira a branquitude e as colonialidades estão presentes nas dinâmicas sociais, de ensino-aprendizagem e nos currículos das escolas públicas do ensino básico em que são docentes. (…) Entre os resultados obdos, destaca-se a definição de 31 categorias representavas da branquitude e das colonialidades presentes nas cosmovisões de brasileiras/os, moçambicanas/os e sul-africanas/os e, como consequência, na docência e nos sistemas de ensino locais. Além disso, foi empreendida discussão epistemológica em torno dos conceitos de decolonialitudes e de educomunidades (…).

#Decolonialidade #EduComunicação #Educação

Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27164/tde-08062022-110935/pt-br.php

História e Memória da (Re)existência Xokó: narrativas decoloniais e os desafios da autoafirmação identitária indígena no tempo presente (1978 — 2022) / PPGCI – UFAL

História e Memória da (Re)existência Xokó: narrativas decoloniais e os desafios da autoafirmação identitária indígena no tempo presente (1978 — 2022) / PPGH – UFAL

Quanto às fontes históricas, trabalhamos nesta pesquisa com entrevistas, jornais, documentos oficiais, documentos produzidos por órgãos de apoio à causa indígena e buscamos intercâmbios entre a Antropologia e a História social e cultural, baseando-se na Teoria Decolonial (Seligmann-Silva, 2022), que, em conjunto com as outras epistemologias, consegue responder nossas questões, ou pelo menos chegar o mais próximo possível delas. As narrativas ao longo desta dissertação demonstram traços da nossa realidade de luta e adaptabilidades políticas, sociais e culturais no tempo presente enquanto indígenas pertencentes ao povo Xokó da Ilha de São Pedro/Caiçara, do Município de Porto da Folha, no Estado de Sergipe.

#PovosIndígenas #Decolonialidade

Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/14951

Narrativas indígenas: um caminho decolonial para compreender a memória e informação / Divulga-CI

Narrativas indígenas: um caminho decolonial para compreender a memória e informação

Se “o futuro é ancestral”, como adverte Krenak (2022), a memória ancestral pode ser o ponto de partida que nos conecta, no presente, a um outro tempo-espaço. Isso significa que as narrativas indígenas, ao iluminarem o passado, nos direcionam e dão luz a um outro futuro possível. A voz do escritor, que hoje se potencializa pela disseminação notória de seus livros, prova como a escrita — assim como outras ferramentas — pode ser incorporada a favor de suas lutas.

#CulturaIndígena #Memória #Decolonialidade

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-4-abr-2025/narrativas-indigenas-um-caminho-decolonial-para-compreender-a-memoria-e-informacao-por-juliana-okawati/

Entrevista com Marilia Winkler sobre sua pesquisa que analisou como o tema “feminismo decolonial” aparece nos trabalhos da Ciência da Informação / Divulga-CI

Entrevista com Marilia Winkler sobre sua pesquisa que analisou como o tema “feminismo decolonial” aparece nos trabalhos da Ciência da Informação

Confira nossa entrevista com a pesquisadora Marilia Winkler, mestra em Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos e bibliotecária escolar no Colégio Elite, em Piracicaba (SP). Em sua pesquisa, Marilia considerou gênero e raça no contexto latino-americano, resultando na construção de uma rede semântica conceitual. Na entrevista, conheça o percurso, o processo de pesquisa e dicas da pesquisadora.

via Divulga-CI

#Entrevista #Feminismo #Decolonialidade

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-2-fev-2025/entrevista-com-marilia-winkler-sobre-sua-pesquisa-que-analisou-como-o-tema-feminismo-decolonial-aparece-nos-trabalhos-da-ciencia-da-informacao/

Fontes de informação alternativas / Logeion

Fontes de informação alternativas

Observou-se uma variedade de práticas de tradições orais dos entrevistados que são fontes de informação, a saber: as contações de histórias, as brincadeiras, a dança, a musicalidade e as artes marciais. Conclui-se que as práticas de tradição oral Griô podem ser utilizadas como fontes de informação em que a história e cultura local de uma comunidade são a gênese informacional, a partir das interações entre as pessoas.

#Oralidade #Decolonialidade #FontesDeInformação

Disponível em: https://revista.ibict.br/fiinf/article/view/7337

Narrativas indígenas: um caminho decolonial para compreender a memória e informação / TransInformação

Narrativas indígenas: um caminho decolonial para compreender a memória e informação

Como resultado, fica evidente que, ainda que atualmente, os registros dessas narrativas em suportes de informação, tais como os livros, tenham ganhado espaço e importância para essas comunidades – que os assumem como um meio de resistência e fortalecimento da memória – esses só adquirem sentido quando conectados à sua práxis. Com base nos materiais analisados, conclui-se que os sábios e sábias indígenas atuam como mediadores da informação, desempenhando um papel protagonista no processo de transmissão da sabedoria ancestral.

#Decolonialidade #Memória #PovosIndígenas

Disponível em: https://www.scielo.br/j/tinf/a/Xhd8Yhv8bQ7QjFFXwXrwPhs/?lang=pt