Memória, informação e esquecimento: uma análise histórico-discursiva dos relatórios técnicos institucionais da Biblioteca Pública Benedito Leite (1915-1919) / Transinformação

Memória, informação e esquecimento: uma análise histórico-discursiva dos relatórios técnicos institucionais da Biblioteca Pública Benedito Leite (1915-1919) / Transinformação

 Entre 1915 e 1919, os relatórios da Biblioteca Pública Benedito Leite constroem, de forma progressiva, uma narrativa institucional que oscila entre a reivindicação de reconhecimento e a consagração simbólica. Esses documentos evidenciam a valorização do acervo como patrimônio cultural e a autoafirmação da biblioteca como agente social. Ao mesmo tempo, os relatórios revelam dinâmicas de esquecimento institucionalizado, como perdas documentais, degradação física e ausência de políticas de preservação. A memória projetada nesses relatórios convive com silenciamentos e seleções que configuram o acervo como espaço de disputas simbólicas. Assim, a construção da memória institucional não é neutra, mas resulta de estratégias discursivas que buscam afirmar a relevância da Biblioteca Pública Benedito Leite diante dos desafios da preservação e da continuidade histórica.

#BibliotecasPúblicas #Memória #Esquecimento

Disponível em: https://doi.org/10.1590/2318-0889202638e2616005

As bibliotecas universitárias como incentivadoras da memória / Bibliomar

As bibliotecas universitárias como incentivadoras da memória / Bibliomar

Este estudo tem como objetivo analisar a Biblioteca Sant’Ana como lugar de memória, evidenciando suas práticas e estratégias de preservação e promoção do saber. A metodologia adotada baseou-se em pesquisa bibliográfica, com consulta a bases de dados acadêmicas, além da análise de documentos institucionais da referida faculdade, enquadrando-se em um estudo de caso. A discussão abrange conceitos sobre memória, cultura e a função social das bibliotecas, propondo estratégias para fortalecer o papel da Biblioteca Sant’Ana como espaço simbólico, dinâmico e educativo. Os resultados apontam que a biblioteca apresenta iniciativas relevantes como atualização semestral do acervo, espaços de estudo diversificados e vínculo com o Núcleo de Arte e Cultura, criado em 2024. Ainda assim, identifica-se a necessidade de ampliar ambientes físicos, implementar sistemas automatizados de informação e investir em ações que valorizem a história institucional. Conclui-se que a Biblioteca Sant’Ana se configura como organismo em crescimento e possui potencial significativo para consolidar-se como lugar de memória no ambiente universitário.

#BibliotecasUniversitárias #Memória

Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/bibliomar/article/view/27277

Impactos cognitivos do uso excessivo das redes sociais: atenção, memória e emoção / Encontros Bibli

Impactos cognitivos do uso excessivo das redes sociais: atenção, memória e emoção / Encontros Bibli

Resultados: Os achados indicam que o uso excessivo das redes sociais está associado a prejuízos na atenção, à sobrecarga e redução da capacidade de memória e a alterações emocionais, como ansiedade e baixa tolerância à frustração. Tais efeitos repercutem na produtividade, na qualidade das interações sociais e no bem-estar geral.

Conclusões: O estudo oferece subsídios para compreender os impactos cognitivos do uso intensivo das redes sociais e para fundamentar estratégias que minimizem efeitos negativos, incentivando práticas digitais mais equilibradas.

#MidiasSociais #Cognição #Memória #Emoção

Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/108315

O aflorar no Recife : narrativas femininas na revista O Lyrio (1902-1904)

O aflorar no Recife : narrativas femininas na revista O Lyrio (1902-1904)

No início do século XX, a imprensa periódica feminina constituiu um importante espaço de expressão, disseminação de informação e resistência. Ante o exposto, este estudo objetiva de forma geral: evidenciar as narrativas femininas presentes na revista O Lyrio como expressão das práticas socioculturais do Recife entre os anos de 1902 e 1904. (…) Para o tratamento dos resultados foram estabelecidas seis categorias temáticas, sendo elas: afetos e subjetividades; críticas ou resistências; educação; religião e moral; representação feminina e vida social. Por fim, esta dissertação destaca as narrativas presentes no periódico O Lyrio como forma de expressão feminina, expondo como as mulheres refletiam, dialogavam e questionavam sobre as práticas socioculturais propagadas no Recife no início do século XX, revelando traços de um sistema patriarcal e o ímpeto disruptivo dessas damas.

#Gênero #Memória

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68465

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

Durante a análise do documentário foram identificadas o uso de práticas de desinformação como descontextualização de fatos, negacionismo histórico, fake news, uso de imagens fora de contexto, mal-informação, bem como elementos cinematográficos que buscam conquistar o público por meio dos sentimentos e crenças. Conclui-se que o documentário produzido pelo “Brasil Paralelo” funciona como uma “propaganda” que prega a neutralidade, mas busca principalmente munir seu público de argumentos sem fundamentação criteriosa ou fiel aos fatos, que vão ser propagados nas redes sociais, gerando debates vazios, tendo a desinformação como premissa e por consequência vão se instalar no imaginário social e criar uma nova narrativa sobre os fatos que levaram ao acontecimento da ditadura militar no Brasil e as consequências desse processo.

#Memória #Desinformação #Ditadura #BrasilParalelo

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84706

Entre o museu algorítmico e a falsificação da memória: IA no centro da crise da historicidade do Holocausto / Jornal da USP

Entre o museu algorítmico e a falsificação da memória: IA no centro da crise da historicidade do Holocausto / Jornal da USP

A inteligência artificial não é, em si, incompatível com práticas de memória, educação e preservação histórica. Ao contrário, pode oferecer instrumentos valiosos para análise, acesso e mediação de acervos. O desafio contemporâneo consiste em impedir que essas tecnologias sejam integralmente capturadas por lógicas de mercado e engajamento, em detrimento da historicidade.

Preservar a memória do Holocausto em tempos de IA exige mais do que combater imagens falsas. Exige repensar criticamente os regimes algorítmicos que organizam o visível, restituir à curadoria seu caráter ético e político e reafirmar a singularidade histórica contra sua diluição estatística. Em última instância, trata-se de decidir se a memória coletiva será orientada pela responsabilidade histórica ou pela lógica indiferente do cálculo.

#Memória #IA # #MediaçãoAlgorítmica #Holocausto

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/entre-o-museu-algoritmico-e-a-falsificacao-da-memoria-ia-no-centro-da-crise-da-historicidade-do-holocausto/

Entre estantes e memória: A biblioteca privativa de Francisco Brennand, o artista que criava sonhos / PPGCI – UFPE

Entre estantes e memória: A biblioteca privativa de Francisco Brennand, o artista que criava sonhos / PPGCI – UFPE

A pesquisa apresenta os acervos existentes no Ateliê, exibindo os aspectos infomemoriais do patrimônio bibliográfico da biblioteca privativa e de seu colecionador. Para isso, a pesquisa está embasada na metodologia da Etnografia dos arquivos, proposta por Luciana Quillet Heymann, em seu livro “O Lugar do arquivo” (2012). A pesquisa adota uma abordagem qualitativa quando utilizada para análise dos vestígios, rastros de memória e marcas de proveniência em sua coleção. Quanto aos fins da pesquisa, caracteriza se pelo método descritivo, e no que diz respeito aos meios, será utilizado o método técnico bibliográfico e documental. Como referencial teórico, pretende-se também trazer os estudos de desenvolvimento de coleções a partir de Waldomiro de Castro Santos Vergueiro, abordar tipologias e modelos teóricos. Como resultados, esperamos evidenciar as narrativas infomemoriais possíveis de vida e obra, revelando o patrimônio bibliográfico-documental de Francisco Brennand, especialmente o que consta do ateliê do artista.

#Memória #Proveniência #BibliotecasParticulares

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68111

Museu algorítmico: se suas paredes falassem… / Jornal da USP

Museu algorítmico: se suas paredes falassem… / Jornal da USP

A memória digital tornou-se um museu tão vasto que já não cabe em nenhuma instituição humana. É um museu sem paredes, sem acervos estabilizados e sem a lentidão curatorial que outrora garantia alguma linearidade ao tempo. Se a modernidade transformou antigas câmaras de maravilhas coletadas aleatoriamente em museus públicos destinados a organizar o visível, a cultura digital elevou essa operação a uma escala industrial. O que antes era gabinete de curiosidades, depois coleção moderna, agora se converteu em uma imensa instituição automatizada: o museu algorítmico.

#MuseuAlgorítmico #MediaçãoAlgorítmica #Memória

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/museu-algoritmico-se-suas-paredes-falassem/

Corpo, memória cultural e informação no Quilombo do Cafundó – Entrevista com Thais Pereira da Silva / Divulga-CI

Corpo, memória cultural e informação no Quilombo do Cafundó – Entrevista com Thais Pereira da Silva / Divulga-CI

Confira nossa entrevista com a pesquisadora Thais Pereira da Silva, doutora em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo. Em sua tese, Thais evidenciou que narrativas, danças, língua, gestos e expressões corporais funcionam como suportes informacionais que sustentam e perpetuam saberes, identidades e heranças ancestrais. Na entrevista, conheça a construção da tese, o processo de pós-graduação e as expectativas da pesquisadora.

#Entrevistas #Memórias #SaberesAncestrais

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-11-nov-2025/corpo-memoria-cultural-e-informacao-no-quilombo-do-cafundo-entrevista-com-thais-pereira-da-silva/

Fios da Memória. Um Olhar Museológico sobre Fragmentos do Passado / U. Porto

Fios da Memória. Um Olhar Museológico sobre Fragmentos do Passado / U. Porto

Mais do que mostrar objetos, esta proposta procura revelar o trabalho meticuloso – e tantas vezes invisível – de estudo e documentação de coleções. A proposta não se limita a exibir um conjunto de objetos: procura ligá-los por um fio, ténue mas resistente, tecido de vidas, de usos, de olhares. Um fio que entrelaça, com sobriedade e emoção, a missão de preservar a memória social e a história. E é nesse gesto atento, feito de rigor, respeito e humanidade, que o museólogo dá voz ao passado e constrói, com delicadeza, pontes para o futuro.

#Memória #Exposições

Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/169512

Sentidos sobre o passado e disputas simbólicas no presente / TPBCI

Sentidos sobre o passado e disputas simbólicas no presente / TPBCI

Os resultados apresentam como o termo Regime Militar é disputado em torno das discussões sobre a Justiça de Transição e a necessidade de mediação terminológica do termo no protótipo do tesauro. As considerações finais confirmam que há uma disputa simbólica sobre o termo Regime Militar e a importância da garantia cultural para identificação de elementos de difícil compreensão sobre a Justiça de Transição.

#DitaduraMilitar #Memória #OrganizaçãoDoConhecimento

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/767

Mulher – memória do mundo, por Luciana Nabuco / Divulga-CI

Mulher – memória do mundo, por Luciana Nabuco / Divulga-CI

“O corpo feminino é outro imenso elo com a memória. (…) A mãe gera igualmente memórias e seu leite não contém apenas nutrientes orgânicos, mas também histórias imemoriais, marcas do passado, sentimentos e sonhos. A mãe que morre nos deixa sua marca indelével, simbolicamente na cicatriz do centro do nosso eixo corpo, como a dizer: ‘você esteve ligado em mim’”, pondera a escritora, artista visual, professora e tradutora acreana Luciana Nabuco.

#Memória #Mulheres

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-8-ago-2025/editorial-mulher-memoria-do-mundo-por-luciana-nabuco/