Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

O senso comum costuma tratar a Ditadura Militar (1964-1985) como um período de vácuo de debate racial no Brasil. A narrativa histórica sugere que o mito da democracia racial impedia qualquer discussão legislativa sobre discriminação ou direitos específicos. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade da Antuérpia (Bélgica), publicada na revista Sociedade e Estado, analisou 183 projetos de lei apresentados entre 1946 e 2012 e descobriu um cenário diferente. Mesmo nos anos de chumbo, o Congresso produziu dezenas de propostas tentando criar direitos para a população negra. A diferença é que, naquela época, elas eram feitas para não funcionar.

“A hipótese era que na ditadura teríamos menos propostas, já que o regime vendia o Brasil como uma vitrine da democracia racial. Mas encontramos mais de 30 projetos desse tipo no período”, explica Ana Júlia França Monteiro, autora do estudo. A pesquisadora classifica essas propostas como “acomodacionistas”, aquelas que reconhecem a diferença racial para garantir direitos, como as cotas. O estudo mostra, porém, que o regime militar operava num paradoxo: permitia a apresentação dos projetos, mas garantia que fossem arquivados. A única lei aprovada no período foi justamente uma de perfil “integracionista”, que reforçava a ideia de que somos todos iguais, alinhada ao discurso oficial.

via Bori

#DitaduraMilitar #Racismo #DesigualdadeRacial

Disponível em: https://abori.com.br/politica-e-etica/ditadura-projetos-lei-racismo-congresso/

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

Durante a análise do documentário foram identificadas o uso de práticas de desinformação como descontextualização de fatos, negacionismo histórico, fake news, uso de imagens fora de contexto, mal-informação, bem como elementos cinematográficos que buscam conquistar o público por meio dos sentimentos e crenças. Conclui-se que o documentário produzido pelo “Brasil Paralelo” funciona como uma “propaganda” que prega a neutralidade, mas busca principalmente munir seu público de argumentos sem fundamentação criteriosa ou fiel aos fatos, que vão ser propagados nas redes sociais, gerando debates vazios, tendo a desinformação como premissa e por consequência vão se instalar no imaginário social e criar uma nova narrativa sobre os fatos que levaram ao acontecimento da ditadura militar no Brasil e as consequências desse processo.

#Memória #Desinformação #Ditadura #BrasilParalelo

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84706

Memória e biografias da resistência na Biblioteconomia / RCA

Memória e biografias da resistência na Biblioteconomia / RCA

Foram reconstruídas as trajetórias de sete sujeitos, cuja atuação abrange desde militância armada até práticas cotidianas de preservação da informação. Os resultados revelam um panorama diversificado, incluindo ações coletivas em organizações políticas, redes de apoio e preservação de acervos censurados. Destaca-se o papel ético e político do bibliotecário, que ultrapassa o espaço físico das bibliotecas, envolvendo a defesa da democratização do conhecimento e dos direitos humanos. O artigo reforça a importância do reconhecimento histórico dessas trajetórias e do fortalecimento da memória como instrumento para a construção de uma sociedade democrática.

#Bibliotecários #Ditadura #Censura #Biografias

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rca/article/view/68953

Não foi ditadura? O papel do professor de história no combate ao negacionismo / Café e História

Não foi ditadura? O papel do professor de história no combate ao negacionismo / Café e História

Para Rosenilde Alves de Lima, os professores de história são peça-chave no debate público sobre a ditadura. “Provavelmente, se conseguirmos demarcar as fronteiras que separam as narrativas negacionistas das narrativas historiográficas reguladas pela operação historiográfica e do ensino, os professores podem ter melhores condições de contrapor e explicar esse fenômeno complexo e inescrutável”, defende a pesquisadora. Rosenilde desenvolveu uma dissertação intitulada “Histórias públicas e ditadura militar: a verdade sedutora dos negacionistas como um problema para o ensino de história”, defendida em 2021, no Mestrado Profissional em Ensino de História da Universidade Regional do Cariri.

#História #Negacionismo #Ditadura

via Café e História

Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/negacionismo-ditadura-ensino-de-historia/

Por que a ditadura matou povos indígenas — e por que precisamos da Comissão Nacional Indígena da Verdade / Café História

Por que a ditadura matou povos indígenas — e por que precisamos da Comissão Nacional Indígena da Verdade

Aos povos indígenas foi negado o reconhecimento de mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura civil-militar. A CNV apurou, entre 1946 e 1988, as mortes de 8.341 indígenas. Do total, 1.180 pertenciam ao povo Tapayuna, 118 ao Parakanã, 72 ao Araweté, 14 ao Arara, 176 ao Panará, 2.650 ao Waimiri Atroari, 354 ao Yanomami e 85 ao Xavante de Marãiwatsédé. Além disso, antes da ditadura, ocorreram genocídios de aproximadamente 3.500 Cinta-Larga, em 1963, e de 192 Xetá, em data provável entre as décadas de 1950 e 1960.

#PovosIndígenas #Ditadura

via Café História

Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/povos-indigenas-ditadura-verdade/

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