Por que os chatbots concordam tanto com você? / Jornal da USP

Por que os chatbots concordam tanto com você? / Jornal da USP

Um artigo publicado na revista AI & Society propõe que a chamada “bajulação”, comum nas respostas de chatbots, pode ser uma característica da própria arquitetura dos grandes modelos de linguagem. O estudo The hidden functions of sycophancy in AI systems: steering, consistency, and cognitive dependency argumenta que respostas excessivamente agradáveis não são apenas um defeito do funcionamento da inteligência artificial, mas um mecanismo multifuncional que ajuda a sustentar a interação com os usuários.

A atualização da versão 4 do ChatGPT, em 2025, acabou produzindo um modelo que, segundo a própria empresa, gerava respostas “excessivamente apoiadoras, mas não sinceras”. A atualização gerou uma onda de críticas por parte dos usuários e forçou a empresa a voltar atrás. Já a empresa Anthropic, por outro lado, tentou eliminar a bajulação do chatbot Claude, mas criou um problema ainda maior por conta do tom excessivamente adversarial que surgiu e, por isso, também teve que reverter a atualização.

#Chatbots #MediaçãoAlgorítmica

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/por-que-os-chatbots-concordam-tanto-com-voce/

Quem controla as eleições na era digital / Outras palavras

Quem controla as eleições na era digital / Outras palavras

A soberania de um país não se resume ao controle do território e à autonomia de suas instituições. Em uma sociedade conectada, depende também da capacidade de compreender e fiscalizar as infraestruturas que organizam a informação, os dados e a comunicação pública.

Um país pode realizar eleições formalmente livres e, ao mesmo tempo, depender de empresas estrangeiras para distribuir parcela expressiva das mensagens que alimentam o debate eleitoral. Quando essas empresas controlam sistemas, dados e critérios de visibilidade, sem que as instituições nacionais disponham de meios suficientes para auditá-los, surge uma assimetria de poder que precisa ser enfrentada.

Soberania digital não significa fechar as fronteiras à tecnologia nem entregar ao governo o controle das opiniões na internet. Significa submeter decisões privadas que afetam a democracia à transparência, à fiscalização independente e às leis nacionais.

#SoberaniaDigital #Eleições #MediaçãoAlgorítmica #Democracia

via Outras palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/pochmann-quem-controla-eleicoes-era-digital/

A vida sob recomendação dos algoritmos / Jornal da USP

A vida sob recomendação dos algoritmos / Jornal da USP

A vida sob recomendação dos algoritmos

Ao analisar hábitos e comportamentos, sistemas de recomendação personalizam conteúdos, mas também podem criar bolhas e reduzir o contato com diferentes pontos de vista.

Os sistemas de recomendação são algoritmos que analisam uma enorme quantidade de dados sobre o comportamento dos usuários, como cliques, curtidas, buscas, tempo de visualização e histórico de compras, para prever o que cada pessoa provavelmente vai consumir em seguida. Embora facilitem a escolha diante de milhões de opções, esses sistemas podem influenciar e até moldar os gostos dos usuários.

#MediaçãoAlgorítmica

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/a-vida-sob-recomendacao-dos-algoritmos/

A desinformação em tempo de algoritmos e ‘air fryers’ / Cuadernos de Periodistas

A desinformação em tempo de algoritmos e ‘air fryers’ / Cuadernos de Periodistas

A produção de desinformação e propaganda tornou-se incrivelmente barata; além disso, esse conteúdo é criado e disseminado para atingir um segmento da população cuidadosamente selecionado — tal como acontece quando, após decidir que precisa de uma “air fryer”, seu feed do Instagram é subitamente inundado de anúncios desses aparelhos. Neste caso, porém, em vez de fritadeiras elétricas, falamos de conteúdo que alimenta seus preconceitos mais profundos, especificamente para provocar raiva. Ainda assim, os padrões da guerra cognitiva permanecem os mesmos: explorar a desconfiança e o ódio para semear a divisão.

#Desinformação #IA #MediaçãoAlgorítmica

Disponível em: https://www.cuadernosdeperiodistas.com/la-desinformacion-en-tiempos-de-algoritmos-y-air-fryers/

95% dos estudantes já usam IA — e agora sentem-se sozinhos por causa disso / TIC, Educação e Web

95% dos estudantes já usam IA — e agora sentem-se sozinhos por causa disso / TIC, Educação e Web

Um dos estudos de caso incluídos no relatório é particularmente esclarecedor. Investigadores de quatro universidades — Queen Mary University of London, Erasmus University Rotterdam, Universidade de Campinas e McMaster University — testaram quatro abordagens de ensino com estudantes de medicina, usando um assistente de IA clínica para diagnóstico.

O resultado foi inesperado: os estudantes que usaram apenas IA, sem feedback humano, obtiveram os piores resultados — mas eram os mais confiantes. Os que combinaram IA com feedback de professores tiveram o melhor desempenho. O professor Rakesh Patel, um dos investigadores, resumiu o problema com uma imagem certeira: é como dar a alguém um desportivo de alta potência antes de aprender a conduzir. A ferramenta está lá, é poderosa, mas sem preparação adequada pode causar danos.

#MediaçãoAlgorítmica

via TIC, Educação e Web

Disponível em: https://jfborges.com/2026/06/18/95-dos-estudantes-ja-usam-ia-e-agora-sentem-se-sozinhos-por-causa-disso-estudo/

A IA tem “escolhas embutidas”, diz professor sobre modelos de linguagem / Núcleo

A IA tem “escolhas embutidas”, diz professor sobre modelos de linguagem / Núcleo

Ao longo da conversa, Raniê foi enfático ao rebater o discurso de que IA é “só uma ferramenta” e que o que importa é como você a usa. Ele defende que, ao contrário de um pincel ou uma câmera, esses sistemas têm a programação de quem os construiu embutida na linha de raciocínio.

“Eu não conheço um martelo que vai pedir para alguém tentar suicídio, como o Chat fez algum tempo atrás com um jovem. Não conheço uma chave de fenda que vai se recusar a funcionar como o DeepSeek se recusa quando você coloca a foto do Tank Man e pede para ele descrever o que vê.”

#MediaçãoAlgorítmica

via Núcleo

Disponível em: https://nucleo.jor.br/curtas/2026-04-22-ia-nao-e-ferramenta-tem-escolhas-embutidas-diz-professor/

A sociedade algorítmica: dados, código e plataformas na era da desinformação / Dykinson

A sociedade algorítmica: dados, código e plataformas na era da desinformação / Dykinson

Vivemos em um mundo complexo onde uma rede de tecnologias opera invisivelmente em um número crescente de situações. Quando viajamos, usamos um GPS que nos guia até o nosso destino. Se precisamos ouvir uma música, podemos pedir ao nosso alto-falante inteligente: em poucos segundos, este dispositivo a encontrará e ela estará tocando em nosso quarto. Automaticamente, um fluxo interminável de conteúdo se desdobra diante de nós sempre que entramos no TikTok. Quando terminamos de assistir a um vídeo no YouTube, a plataforma recomenda um conjunto de produções semelhantes. Se não sabemos como redigir um contrato, o ChatGPT pode fazer isso por nós.

Em todas essas ações, diferentes tipos de algoritmos convergem, atuando de forma eficaz e imperceptível, modulando nossa experiência diária. Definindo nossas interações na internet. Prevendo o que gostaremos com base no que compramos, pesquisamos ou lemos. Facilitando a visualização de alguns conteúdos e ocultando outros. Determinando com quem conversamos (e com quem discutimos) nas redes sociais. Os algoritmos (quase) sempre têm a solução que procuramos. Vivemos em uma sociedade algorítmica.

#MediaçãoAlgorítmica #Desinformação #SociedadeDaInformação

Disponível em: https://www.dykinson.com/cart/download/ebooks/24149/

A IA generativa não é uma “calculadora de palavras”. 5 razões pelas quais essa ideia é enganosa / The Conversation

A IA generativa não é uma “calculadora de palavras”. 5 razões pelas quais essa ideia é enganosa / The Conversation

1. Calculadoras não provocam alucinações nem persuadem.
2. Calculadoras não apresentam dilemas éticos fundamentais.
3. Calculadoras não minam a autonomia.
4. Calculadoras não possuem viés social e linguístico.
5. Calculadoras não são “máquinas que fazem tudo”.

#IA #MediaçãoAlgorítmica

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/generative-ai-is-not-a-calculator-for-words-5-reasons-why-this-idea-is-misleading-263323

Regimes de informação algorítmicos / TPBCI

Regimes de informação algorítmicos / TPBCI

Os resultados demonstram que algoritmos operam como agentes moduladores que moldam comportamentos e restringem a diversidade informacional. Conclui-se que a sociedade pós-panóptica consolida regimes algorítmicos que ampliam a vigilância e limitam as liberdades individuais e coletivas para atender interesses mercadológicos. O estudo aponta a urgência da soberania algorítmica e do letramento crítico como caminhos para a emancipação humana contra o colonialismo de dados e a mercantilização das subjetividades. A tecnologia revela-se, assim, como expressão das contradições de classe no capitalismo digital.

#RegimesDeInformação #MediaçãoAlgorítmica

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/817

Adeus às buscas na internet / Outras Palavras

Adeus às buscas na internet / Outras Palavras

Anatomia de uma regressão. Como às big techs devastam o ecossistema da rede, apropriam-se de todo o saber disponível e o mercantilizam, excluindo os autores. Por que a prática devasta a criação e pode produzir colapso. Quais as alternativas

Hoje, a ascensão da IA marca uma ruptura decisiva. Os serviços de Visão Geral de IA do Google, a Busca Copilot do Bing, o ChatGPT da OpenAI, o Claude da Anthropic, o Llama da Meta e o Grok da xAI funcionam efetivamente como um novo oligopólio daquilo que vem sendo cada vez mais chamado de “mecanismos de resposta”. Eles se interpõem entre os usuários e as fontes de onde eles obtêm informações. Essa mudança ameaça a viabilidade econômica da criação de conteúdo, degrada o compartilhamento de informações e concentra o poder informacional.

Para sustentar a web, um novo sistema de Integridade Artificial deve ser incorporado a esses “mecanismos de resposta” de IA, priorizando três aspectos: procedência clara, que torne as fontes de informação visíveis e rastreáveis de forma consistente; fluxos de valor justos, que garantam que os criadores compartilhem parte do valor gerado mesmo quando os usuários não clicam em seu conteúdo; e resiliência,um espaço de informação comum que impede que o conhecimento aberto desmorone por trás de paywalls.

#RecuperaçãoDaInformação #MediaçãoAlgorítmica #Buscadores #BigTechs

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/como-big-techs-arruinam-a-internet/

Sob o domínio das big techs: plataformização, colonialismo digital e a experiência literária no Bookstagram / Liinc

Sob o domínio das big techs / Liinc

A análise evidencia que a visibilidade midiática nas plataformas é distribuída de forma desigual, favorecendo formatos e narrativas alinhadas aos interesses comerciais e ao desempenho algorítmico. Isso gera tensões entre autenticidade, engajamento performático e estratégias de monetização. A revisão teórica reflete sobre os efeitos da plataformização, da datificação e da economia da atenção sobre as práticas culturais. Os resultados indicam que, embora os criadores de conteúdo literário desenvolvam estratégias de resistência e valorização de repertórios locais, suas atuações seguem moduladas por infraestruturas algorítmicas que limitam sua autonomia criativa e sua inserção no mercado cultural digital.

#BigTechs #ColonialismoDigital #Bookstagram #MediaçãoAlgorítmica

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7607

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Evidencia-se que a lógica algorítmica das plataformas digitais, aliada à economia da atenção, potencializa a viralização desses conteúdos, aprofundando desigualdades informacionais. Contudo, o estudo também identifica formas de resistência nos ambientes digitais, especialmente por meio da atuação de coletivos feministas que constroem contra-narrativas e preservam a memória de mulheres vítimas de ataques informacionais. Conclui-se que a desinformação de gênero constitui uma ameaça estrutural à democracia e à cidadania, exigindo políticas públicas, ações educativas e novas abordagens teóricas que integrem a perspectiva de gênero no campo informacional.

#Gênero #Desinformação #MediaçãoAlgorítmica #DiscursoDeÓdio

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7612