A sociedade algorítmica: dados, código e plataformas na era da desinformação / Dykinson

A sociedade algorítmica: dados, código e plataformas na era da desinformação / Dykinson

Vivemos em um mundo complexo onde uma rede de tecnologias opera invisivelmente em um número crescente de situações. Quando viajamos, usamos um GPS que nos guia até o nosso destino. Se precisamos ouvir uma música, podemos pedir ao nosso alto-falante inteligente: em poucos segundos, este dispositivo a encontrará e ela estará tocando em nosso quarto. Automaticamente, um fluxo interminável de conteúdo se desdobra diante de nós sempre que entramos no TikTok. Quando terminamos de assistir a um vídeo no YouTube, a plataforma recomenda um conjunto de produções semelhantes. Se não sabemos como redigir um contrato, o ChatGPT pode fazer isso por nós.

Em todas essas ações, diferentes tipos de algoritmos convergem, atuando de forma eficaz e imperceptível, modulando nossa experiência diária. Definindo nossas interações na internet. Prevendo o que gostaremos com base no que compramos, pesquisamos ou lemos. Facilitando a visualização de alguns conteúdos e ocultando outros. Determinando com quem conversamos (e com quem discutimos) nas redes sociais. Os algoritmos (quase) sempre têm a solução que procuramos. Vivemos em uma sociedade algorítmica.

#MediaçãoAlgorítmica #Desinformação #SociedadeDaInformação

Disponível em: https://www.dykinson.com/cart/download/ebooks/24149/

A IA generativa não é uma “calculadora de palavras”. 5 razões pelas quais essa ideia é enganosa / The Conversation

A IA generativa não é uma “calculadora de palavras”. 5 razões pelas quais essa ideia é enganosa / The Conversation

1. Calculadoras não provocam alucinações nem persuadem.
2. Calculadoras não apresentam dilemas éticos fundamentais.
3. Calculadoras não minam a autonomia.
4. Calculadoras não possuem viés social e linguístico.
5. Calculadoras não são “máquinas que fazem tudo”.

#IA #MediaçãoAlgorítmica

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/generative-ai-is-not-a-calculator-for-words-5-reasons-why-this-idea-is-misleading-263323

Regimes de informação algorítmicos / TPBCI

Regimes de informação algorítmicos / TPBCI

Os resultados demonstram que algoritmos operam como agentes moduladores que moldam comportamentos e restringem a diversidade informacional. Conclui-se que a sociedade pós-panóptica consolida regimes algorítmicos que ampliam a vigilância e limitam as liberdades individuais e coletivas para atender interesses mercadológicos. O estudo aponta a urgência da soberania algorítmica e do letramento crítico como caminhos para a emancipação humana contra o colonialismo de dados e a mercantilização das subjetividades. A tecnologia revela-se, assim, como expressão das contradições de classe no capitalismo digital.

#RegimesDeInformação #MediaçãoAlgorítmica

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/817

Adeus às buscas na internet / Outras Palavras

Adeus às buscas na internet / Outras Palavras

Anatomia de uma regressão. Como às big techs devastam o ecossistema da rede, apropriam-se de todo o saber disponível e o mercantilizam, excluindo os autores. Por que a prática devasta a criação e pode produzir colapso. Quais as alternativas

Hoje, a ascensão da IA marca uma ruptura decisiva. Os serviços de Visão Geral de IA do Google, a Busca Copilot do Bing, o ChatGPT da OpenAI, o Claude da Anthropic, o Llama da Meta e o Grok da xAI funcionam efetivamente como um novo oligopólio daquilo que vem sendo cada vez mais chamado de “mecanismos de resposta”. Eles se interpõem entre os usuários e as fontes de onde eles obtêm informações. Essa mudança ameaça a viabilidade econômica da criação de conteúdo, degrada o compartilhamento de informações e concentra o poder informacional.

Para sustentar a web, um novo sistema de Integridade Artificial deve ser incorporado a esses “mecanismos de resposta” de IA, priorizando três aspectos: procedência clara, que torne as fontes de informação visíveis e rastreáveis de forma consistente; fluxos de valor justos, que garantam que os criadores compartilhem parte do valor gerado mesmo quando os usuários não clicam em seu conteúdo; e resiliência,um espaço de informação comum que impede que o conhecimento aberto desmorone por trás de paywalls.

#RecuperaçãoDaInformação #MediaçãoAlgorítmica #Buscadores #BigTechs

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/como-big-techs-arruinam-a-internet/

Sob o domínio das big techs: plataformização, colonialismo digital e a experiência literária no Bookstagram / Liinc

Sob o domínio das big techs / Liinc

A análise evidencia que a visibilidade midiática nas plataformas é distribuída de forma desigual, favorecendo formatos e narrativas alinhadas aos interesses comerciais e ao desempenho algorítmico. Isso gera tensões entre autenticidade, engajamento performático e estratégias de monetização. A revisão teórica reflete sobre os efeitos da plataformização, da datificação e da economia da atenção sobre as práticas culturais. Os resultados indicam que, embora os criadores de conteúdo literário desenvolvam estratégias de resistência e valorização de repertórios locais, suas atuações seguem moduladas por infraestruturas algorítmicas que limitam sua autonomia criativa e sua inserção no mercado cultural digital.

#BigTechs #ColonialismoDigital #Bookstagram #MediaçãoAlgorítmica

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7607

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Evidencia-se que a lógica algorítmica das plataformas digitais, aliada à economia da atenção, potencializa a viralização desses conteúdos, aprofundando desigualdades informacionais. Contudo, o estudo também identifica formas de resistência nos ambientes digitais, especialmente por meio da atuação de coletivos feministas que constroem contra-narrativas e preservam a memória de mulheres vítimas de ataques informacionais. Conclui-se que a desinformação de gênero constitui uma ameaça estrutural à democracia e à cidadania, exigindo políticas públicas, ações educativas e novas abordagens teóricas que integrem a perspectiva de gênero no campo informacional.

#Gênero #Desinformação #MediaçãoAlgorítmica #DiscursoDeÓdio

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7612

A eficácia e os desafios das proibições das redes sociais / TIC, Educação e Web

A eficácia e os desafios das proibições das redes sociais / TIC, Educação e Web

A verdadeira revolução regulatória está a deslocar-se do “o que se vê” para “como a app é construída”. A Comissão Europeia já investiga o TikTok pelo seu “design viciante”, atingindo o núcleo do modelo de negócio das tecnológicas. Esta abordagem assemelha-se à regulação de serviços financeiros: exige-se transparência, dever de cuidado e auditorias antes do lançamento de novas funcionalidades.

Esta mudança é economicamente assimétrica. Enquanto no Facebook apenas 5% dos utilizadores são menores, no Snapchat essa fatia sobe para 20%, explicando por que algumas empresas lutam com mais ferocidade contra estas leis. Os elementos agora sob fogo regulatório incluem:

  • Infinite Scroll (rolagem infinita que elimina os pontos de paragem natural);
  • Reprodução automática de vídeos (reforço positivo contínuo);
  • Notificações push desenhadas para fragmentar a atenção;
  • Algoritmos de recomendação que priorizam a retenção sobre o bem-estar.

#MídiasSociais #MediaçãoAlgorítmica #Crianças

Disponível em: https://jfborges.wordpress.com/2026/02/19/a-eficacia-e-os-desafios-das-proibicoes-das-redes-sociais/

Entre o museu algorítmico e a falsificação da memória: IA no centro da crise da historicidade do Holocausto / Jornal da USP

Entre o museu algorítmico e a falsificação da memória: IA no centro da crise da historicidade do Holocausto / Jornal da USP

A inteligência artificial não é, em si, incompatível com práticas de memória, educação e preservação histórica. Ao contrário, pode oferecer instrumentos valiosos para análise, acesso e mediação de acervos. O desafio contemporâneo consiste em impedir que essas tecnologias sejam integralmente capturadas por lógicas de mercado e engajamento, em detrimento da historicidade.

Preservar a memória do Holocausto em tempos de IA exige mais do que combater imagens falsas. Exige repensar criticamente os regimes algorítmicos que organizam o visível, restituir à curadoria seu caráter ético e político e reafirmar a singularidade histórica contra sua diluição estatística. Em última instância, trata-se de decidir se a memória coletiva será orientada pela responsabilidade histórica ou pela lógica indiferente do cálculo.

#Memória #IA # #MediaçãoAlgorítmica #Holocausto

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/entre-o-museu-algoritmico-e-a-falsificacao-da-memoria-ia-no-centro-da-crise-da-historicidade-do-holocausto/

O viés algorítmico como dispositivo de reprodução das assimetrias informacionais / Observatório de Imprensa

O viés algorítmico como dispositivo de reprodução das assimetrias informacionais / Observatório de Imprensa

Pesquisa publicada pelo Oxford Internet Institute da Universidade de Oxford, em colaboração com a University of Kentucky, em 20 de janeiro de 2026, evidenciou que o ChatGPT apresenta viés sistemático favorável a regiões ocidentais economicamente desenvolvidas quando responde a perguntas que abrangem desde “Onde as pessoas são mais bonitas?” até “Qual país é mais seguro?”, reproduzindo preconceitos historicamente consolidados nos dados que alimentam esses sistemas (https://www.ox.ac.uk/news/2026-01-20-new-study-finds-chatgpt-amplifies-global-inequalities).

#MediaçãoAlgorítmica #AssimetriaInformacional #ChatGPT

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/tecnologia/o-vies-algoritmico-como-dispositivo-de-reproducao-das-assimetrias-informacionais/

A censura digital transfere o controle da informação para algoritmos, pressão econômica e desinformação / Laboratório de Periodismo

A censura digital transfere o controle da informação para algoritmos, pressão econômica e desinformação / Laboratório de Periodismo

A censura digital já não exige proibições explícitas ou o encerramento de redações; em vez disso, opera através de algoritmos opacos, pressão económica e campanhas de desinformação que corroem a visibilidade do jornalismo sem deixar vestígios óbvios, de acordo com o estudo académico “A Metamorfose da Censura na Era Digital: Desafios Algorítmicos e o Futuro do Jornalismo”, de autoria de José Francisco Díaz Cuesta e Serafín Barros Garbín (Universidade Complutense de Madrid) e publicado na revista Comunicación y Hombre.

O estudo argumenta que a censura contemporânea deixou de ser exclusivamente um ato direto do Estado, transformando-se num sistema híbrido onde convergem a violência física, o assédio judicial, o estrangulamento financeiro e a regulação algorítmica. A investigação, baseada numa revisão sistemática da literatura académica publicada entre 2015 e 2024 e em relatórios de organizações internacionais como a Repórteres Sem Fronteiras e a UNESCO, identifica uma mutação estrutural que afeta o cerne do sistema democrático: a capacidade do jornalismo para responsabilizar o poder.

#Censura #MediaçãoAlgorítmica #Jornalismo

via Laboratório de Periodismo

Disponível em: https://laboratoriodeperiodismo.org/la-censura-digital-desplaza-el-control-informativo-hacia-algoritmos-presion-economica-y-desinformacion/

Metadados como a ‘Alma Digital’: O sucesso de um livro agora depende da conversa com a IA? / PublishNews

Metadados como a ‘Alma Digital’: O sucesso de um livro agora depende da conversa com a IA? / PublishNews

O ano de 2026 marca um ponto de inflexão para o mercado editorial mundial. Nos últimos meses estamos discutindo o impacto de IAs que redigem textos e são assistentes criativos, ferramentas como o Ask This Book, que permitem “conversar” com uma obra, e ainda a problemática fundamental do respeito dos direitos autorais.
Hoje quero falar sobre um outro aspecto estratégico do mercado, a discoverability, ou a possibilidade de seu livro ser encontrado em uma loja online.

A Amazon está lançando o Amazon Rufus. É um assistente de compras, movido por IA generativa que age não apenas como um sistema de busca, mas como um novo curador cultural que altera a lógica de sobrevivência de qualquer título no oceano digital. Importante: o recurso é usado para todo tipo de produtos, não só para livros.

#Metadados #IA #MercadoEditorial #Curadoria #MediaçãoAlgorítmica

via PublishNews

Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2026/02/09/metadados-como-a-alma-digital-o-sucesso-de-um-livro-agora-depende-da-conversa-com-a-ia

Eleições: A ameaça invisível das big techs / Outras palavras

Eleições: A ameaça invisível das big techs / Outras palavras

A eleição brasileira de 2026 já começou — e ela não está acontecendo no território físico, mas no território cognitivo. Enquanto o debate público olha para pesquisas, candidatos e alianças partidárias, a disputa real se desenrola em outra camada da realidade: a arquitetura invisível das plataformas digitais, onde algoritmos e capital privado constroem aquilo que chamo de gerrymandering digital. Trata-se de uma técnica sofisticada, capaz de reorganizar o eleitorado não por regiões geográficas, como no gerrymandering clássico, mas por regiões emocionais, grupos de comportamento, padrões de vulnerabilidade psicológica e tendências de engajamento afetivo. Em vez de redesenhar distritos no mapa, as plataformas redesenham o mapa mental do país.

#Eleições #MediaçãoAlgorítmica #BigTechs

via Outras palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/eleicoes-ameaca-invisivel-das-big-techs/