Tecnocapitalismo, não tecnofeudalismo / EPTIC

Tecnocapitalismo, não tecnofeudalismo / EPTIC

Este artigo questiona o conceito de tecnofeudalismo e propõe o tecnocapitalismo periférico como alternativa analítica. A partir de uma perspectiva marxista articulada à Economia Política da Comunicação latino-americana, argumenta-se que o capitalismo digital não supera, mas reconfigura a lógica capitalista. Avançando em relação a Morozov (2022; 2023) e Yan (2024), o artigo integra a materialidade institucional das plataformas, o papel constitutivo da atenção e da desinformação na valorização digital e as formas específicas de dependência infraestrutural, assimetria regulatória e colonialismo de dados que marcam a inserção do Sul Global no tecnocapitalismo.

#Tecnocapitalismo #Tecnofeudalismo #Bigtechs #Plataformi

Disponível em: https://periodicos.ufs.br/eptic/article/view/23861

Documentário “Quem está tomando conta desse espaço?”

Documentário “Quem está tomando conta desse espaço?”

“Quem está tomando conta desse espaço?” é um filme-documentário que percorre a trajetória da luta pela regulação das plataformas digitais no Brasil. Idealizado e produzido pela Coalizão de Direitos na Rede, o projeto busca percorrer os caminhos que vão das eleições de 2018 ao lobby inédito das big techs contra o PL 2630, dos ataques às escolas ao ECA Digital, e das disputas no Congresso às perguntas que ainda seguem sem resposta. O intuito é registrar uma história coletiva sobre quem luta para que a tecnologia sirva às pessoas, e não o contrário.

A Coalizão Direitos na Rede, responsável pela iniciativa, é uma rede de entidades que reúne organizações acadêmicas e da sociedade civil em defesa dos direitos digitais, tendo como temas principais de atuação: acesso, liberdade de expressão, proteção de dados pessoais e privacidade na Internet.

#BigTechs #ECADigital #PL2630

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7TMH6vYH0wY

Big techs: A era do monopólio total / Outras palavras

Big techs: A era do monopólio total / Outras palavras

A hipótese central deste artigo é que o que distingue as big techs dos monopólios históricos não é apenas a escala, mas a existência de um mecanismo de retroalimentação entre as camadas que controlam. Cada dado extraído do comportamento dos usuários fortalece a infraestrutura tecnológica, que atrai mais usuários, que geram mais dados. Essa flywheel cria uma vantagem que se compõe de forma exponencial — algo que monopólios de recurso fixo, como petróleo, patentes de medicamentos ou espectro eletromagnético jamais conseguiram replicar. E porque esse loop atravessa simultaneamente camadas econômicas, epistêmicas e políticas, ele escapa das categorias regulatórias desenhadas para mercados de produto único. E tem na liberdade de expressão sua principal mercadoria.

#BigTechs

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/big-techs-a-era-do-monopolio-total/

Biometria comportamental: quando nossos últimos dez “curtidas” nos denunciam / The Conversation

Biometria comportamental: quando nossos últimos dez “curtidas” nos denunciam / The Conversation

via The ConversationPara manter esse mercado em movimento perpétuo, instituições e empresas impõem campanhas invasivas. Elas nos obrigam a usar códigos QR em restaurantes ou baixar aplicativos específicos para estacionar ou acessar descontos, até mesmo a usar códigos QR para acessar horários de transporte público — canais projetados para gerar dependência e extrair dados (qual serviço usamos, quando, onde, etc.) em tempo real, que são então vendidos para o maior lance.

A solução não é nos resignarmos a isso ou cairmos na noção moralizante de “deveríamos ler melhor os termos de serviço”.

É necessária uma política estrutural para desativar essa infraestrutura que prospera rastreando-nos e, em última análise, nos polariza e isola para manipulação. A neutralidade da rede deve ser entendida em seu sentido mais amplo: significa garantir que nenhuma empresa possa usar nossos dados de navegação ou alterar, filtrar ou manipular nossa experiência online.

#BigTechs #CapitalismoDeDados #MídiasSociais #Regulamentação

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/biometria-de-la-conducta-cuando-nuestros-ultimos-diez-me-gusta-nos-delatan-276017

Adeus às buscas na internet / Outras Palavras

Adeus às buscas na internet / Outras Palavras

Anatomia de uma regressão. Como às big techs devastam o ecossistema da rede, apropriam-se de todo o saber disponível e o mercantilizam, excluindo os autores. Por que a prática devasta a criação e pode produzir colapso. Quais as alternativas

Hoje, a ascensão da IA marca uma ruptura decisiva. Os serviços de Visão Geral de IA do Google, a Busca Copilot do Bing, o ChatGPT da OpenAI, o Claude da Anthropic, o Llama da Meta e o Grok da xAI funcionam efetivamente como um novo oligopólio daquilo que vem sendo cada vez mais chamado de “mecanismos de resposta”. Eles se interpõem entre os usuários e as fontes de onde eles obtêm informações. Essa mudança ameaça a viabilidade econômica da criação de conteúdo, degrada o compartilhamento de informações e concentra o poder informacional.

Para sustentar a web, um novo sistema de Integridade Artificial deve ser incorporado a esses “mecanismos de resposta” de IA, priorizando três aspectos: procedência clara, que torne as fontes de informação visíveis e rastreáveis de forma consistente; fluxos de valor justos, que garantam que os criadores compartilhem parte do valor gerado mesmo quando os usuários não clicam em seu conteúdo; e resiliência,um espaço de informação comum que impede que o conhecimento aberto desmorone por trás de paywalls.

#RecuperaçãoDaInformação #MediaçãoAlgorítmica #Buscadores #BigTechs

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/como-big-techs-arruinam-a-internet/

Sob o domínio das big techs: plataformização, colonialismo digital e a experiência literária no Bookstagram / Liinc

Sob o domínio das big techs / Liinc

A análise evidencia que a visibilidade midiática nas plataformas é distribuída de forma desigual, favorecendo formatos e narrativas alinhadas aos interesses comerciais e ao desempenho algorítmico. Isso gera tensões entre autenticidade, engajamento performático e estratégias de monetização. A revisão teórica reflete sobre os efeitos da plataformização, da datificação e da economia da atenção sobre as práticas culturais. Os resultados indicam que, embora os criadores de conteúdo literário desenvolvam estratégias de resistência e valorização de repertórios locais, suas atuações seguem moduladas por infraestruturas algorítmicas que limitam sua autonomia criativa e sua inserção no mercado cultural digital.

#BigTechs #ColonialismoDigital #Bookstagram #MediaçãoAlgorítmica

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7607

Em 2026, big techs gastarão PIB trimestral do Brasil / Olhar digital

Em 2026, big techs gastarão PIB trimestral do Brasil / Olhar digital

Amazon, Microsoft, Google e Meta devem gastar, juntas, mais de US$ 630 bilhões este ano. Estamos falando de R$ 3,3 trilhões. Só a título de comparação, em 2024, o Produto Interno Bruto do Brasil inteiro foi de R$ 11,8 trilhões. Em 2025, o PIB do terceiro trimestre no país foi de R$ 3,2 trilhões.

Gastos por empresa projetados para 2026:
Amazon: cerca de US$ 200 bilhões
Microsoft: estimativa do mercado de US$ 140 bilhões.
Google: despesas de capital entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em 2026, quase o dobro do valor investido em 2025.
Meta: entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões, frente aos US$ 72,22 bilhões registrados no ano anterior.

#BigTechs

via Olhar digital

Disponível em: https://olhardigital.com.br/2026/02/06/inteligencia-artificial/em-2026-big-techs-gastarao-pib-trimestral-do-brasil/

Eleições: A ameaça invisível das big techs / Outras palavras

Eleições: A ameaça invisível das big techs / Outras palavras

A eleição brasileira de 2026 já começou — e ela não está acontecendo no território físico, mas no território cognitivo. Enquanto o debate público olha para pesquisas, candidatos e alianças partidárias, a disputa real se desenrola em outra camada da realidade: a arquitetura invisível das plataformas digitais, onde algoritmos e capital privado constroem aquilo que chamo de gerrymandering digital. Trata-se de uma técnica sofisticada, capaz de reorganizar o eleitorado não por regiões geográficas, como no gerrymandering clássico, mas por regiões emocionais, grupos de comportamento, padrões de vulnerabilidade psicológica e tendências de engajamento afetivo. Em vez de redesenhar distritos no mapa, as plataformas redesenham o mapa mental do país.

#Eleições #MediaçãoAlgorítmica #BigTechs

via Outras palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/eleicoes-ameaca-invisivel-das-big-techs/

Como o Google pagou milhões à imprensa para evitar regulação / Núcleo

Como o Google pagou milhões à imprensa para evitar regulação / Núcleo

Por meio do Destaques, o Google se comprometeu a gastar um bilhão de dólares em jornalismo no mundo todo. Nesse processo, impulsionou dependência financeira e uma cultura de sigilo, coagiu veículos a abrirem mão de reivindicações de direitos autorais e possivelmente se blindou contra futuras ações legais pelo uso de notícias para treinar modelos de inteligência artificial.

É o que revela a investigação colaborativa e transnacional A Mão Invisível das Big Techs, liderada pela Agência Pública e pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), em parceria com outros 15 veículos trabalhando em 13 países.

#Google #BigTechs

via Núcleo

Disponível em: https://nucleo.jor.br/reportagem/2025-09-16-como-o-google-pagou-milhoes-a-imprensa-para-evitar-regulacao/

Internet: das ilusões libertárias à realidade do capital financeiro / Revista Sociedad

Internet: das ilusões libertárias à realidade do capital financeiro / Revista Sociedad

Este texto analisa a evolução histórica e política da internet, desde suas origens como um projeto acadêmico financiado pelo Pentágono na década de 1970 até seu uso generalizado e transformação em uma infraestrutura global. Inicialmente, a internet foi concebida como uma rede colaborativa, aberta e livre de controle governamental, um ideal que ganhou força em seus primeiros anos. No entanto, com sua expansão global a partir das décadas de 1980 e 1990, o controle passou para o setor privado, impulsionado por capitalistas de risco e empreendedores do Vale do Silício, consolidando empresas como Google e Facebook. A governança da internet, liderada por instituições como a ICANN, reflete um modelo supranacional com forte influência dos EUA. Hoje, a internet enfrenta desafios relacionados à consolidação tecnológica e política, distanciando-se de seus ideais iniciais e destacando seu papel central dentro do capitalismo global.

#Internet #BogTechs

Disponível em: https://publicaciones.sociales.uba.ar/index.php/revistasociedad/article/view/10039

A mão invisível das Big Techs / Outras palavras

A mão invisível das Big Techs / Outras palavras

Agência Pública lança, em conjunto com 12 parceiros, série de reportagens sobre o papel destas grandes corporações – sua influência sobre o espaço público e sua ambição de poder. Veja como elas agiram para sabotar o PL das Fake News no Brasil.

#BigTechs #PLdasFakesNews #GovernoBolsonaro

Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasmidias/a-mao-invisivel-das-big-techs/

UE publica diretrizes para IA e aumenta pressão sobre Big Techs / Núcleo

UE publica diretrizes para IA e aumenta pressão sobre Big Techs

A União Europeia lançou novas diretrizes de boas práticas para modelos de inteligência artificial de propósito geral, como o ChatGPT. O documento, que acompanha a implementação do AI Act, estabelece diretrizes para garantir que a IA operada no bloco seja segura, confiável e centrada no ser humano.
O AI Act é a regulação geral da União Europeia para sistemas de inteligência artificial. Tanto a lei quanto o novo conjunto de normas têm sido alvo de críticas de big techs como a Meta, mesmo ao estabelecer compromissos voltados à prevenção de riscos sistêmicos associados à tecnologia.

#BigTechs #Regulamentação #UniãoEuropéia

via Núcleo

Disponível em: https://nucleo.jor.br/curtas/2025-07-18-ue-publica-diretrizes-para-ia-e-aumenta-pressao-sobre-big-techs/