Vote pela educação: por que o Porvir se posiciona nestas eleições / Porvir
No cenário atual, identificamos riscos concretos de retrocesso na construção de uma educação de qualidade, democrática e emancipadora, diante do avanço de ideias e práticas antidemocráticas promovidas pela extrema-direita no Brasil.
É nesse contexto que decidimos nos posicionar em relação à eleição presidencial, sem abrir mão do compromisso com os fatos, do rigor jornalístico e da pluralidade de perspectivas, desde que fundamentadas no respeito aos direitos humanos e aos valores democráticos.
Defender uma educação transformadora também é defender as condições políticas e sociais necessárias para que ela exista.
O ‘Nexo’ mostra os resultados das eleições para presidente por local de votação, o nível geográfico mais detalhado possível.
Fonte: TSE (Tribunal Superior Eleitoral), cadastro de locais de votação e boletins de urna; Inep (Catálogo de Escolas 2023); IBGE (Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos 2022); GeoNames.
Mapa das Eleições 2026: veja ao vivo o resultado para presidente e governador por Estado e cidade / BBC
Acompanhe no mapa interativo abaixo a apuração dos resultados em tempo real na eleição para presidente e governador em seu Estado e município da eleição deste domingo (4/10).
As informações refletem a contagem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teve início após o fechamento das urnas.
Pesquisas mudaram ou o eleitor mudou? / Blog do Pedlowski
A consequência mais prudente é que as pesquisas deixaram uma faixa de incerteza maior do que os números isoladamente sugerem. O agregador do UOL chega ao domingo com Lula em 40,5% das intenções totais e Flávio em 37,2%, diferença de 3,3 pontos, mas essa média esconde uma dispersão considerável entre os institutos.
Assim, talvez a principal questão desta eleição não seja descobrir qual pesquisa “acertou” na manhã de domingo, mas observar quem efetivamente comparecerá às urnas e como se comportará a parcela do eleitorado que deixou sua decisão para as últimas horas. Em uma disputa tão concentrada, diferenças relativamente pequenas de abstenção entre regiões e grupos sociais, além de eventual migração de votos das candidaturas menores, podem produzir um resultado diferente da fotografia captada por qualquer levantamento individual. Pesquisa eleitoral mede intenção de voto; a urna mede quem compareceu e apertou o botão.
Entidades do livro enviam carta aberta a candidatos à Presidência / Publish News
Transformação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em lei, orçamento para livros protegido e garantido, autonomia das redes e escolas, investimentos na formação dos professores, atualização das carreiras docentes, diálogo permanente com a sociedade civil e o setor do livro, elaboração de editais e atas de registro de preços. Essas são algumas das propostas contidas em uma carta aberta das entidades do livro (CBL, Snel e Abrelivros) para os candidatos à presidência da República — as eleições ocorrem no próximo domingo, dia 4 de outubro.
Entre os principais candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) possuem planos específicos para o livro e a leitura, com muitas das propostas se sobrepondo a artigos do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Já Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não mencionam o assunto em suas propostas de governo. As informações são da revista Quatro Cinco Um.
Processos sobre desinformação e propaganda digital triplicam nas eleições de 2026 / Núcleo
O volume de reclamações judiciais sobre desinformação e publicidade digital irregular quase triplicou na Justiça Eleitoral em 2026 em relação às eleições de 2022, totalizando 9.571 processos no mesmo período até 1º.out.2026.
Esse montante corresponde a 11,4% do total de processos desse ciclo eleitoral, frente a 4,1% das eleições de 2022, de acordo com análise de dados feita pelo Núcleo.
A maioria desse tipo de processos envolve propaganda irregular em redes sociais e na internet em geral, inclusive impulsionamento de conteúdo denunciado.
Por que cada vez menos jovens votam no Brasil — e o que explica esse fenômeno / BBC
“A idade mediana do brasileiro, entre 2010 e 2022, subiu de 29 para 35 anos”, explica o sociólogo Rafael da Costa, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Mas o envelhecimento da população, segundo ele, é só parte da explicação. Há também uma crise de confiança entre os jovens e a política institucional tradicional.
Uma pesquisa da Fundação Friedrich Ebert (FES) mostra que 57% dos jovens brasileiros afirmam não confiar nos partidos políticos — embora 66% ainda considerem a democracia a melhor forma de governo. “Isso não significa necessariamente um afastamento da política”, pondera Costa.
O direito à literatura nas eleições / Quatro cinco um
A Quatro Cinco Um leu o plano de governo dos candidatos que marcam mais de 1% nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência — Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Augusto Cury — e procurou os diretórios das campanhas em busca de propostas detalhadas para o livro e a leitura. Eis o que descobrimos:
Nas 76 páginas de “Para o Brasil vencer o atraso”, plano de governo do favorito a enfrentar Lula num provável segundo turno, as palavras “livros” e “leitura” não são citadas nenhuma vez. A reportagem procurou a campanha do senador entre julho e agosto — por e-mails e troca de mensagens com a assessoria do seu partido, o PL, a coordenação da campanha presidencial e a assessoria no Senado —, mas não obteve respostas.
Ao e-mail indicado pela assessoria foram encaminhadas mensagens para entender se Flávio tem ideias para o enfrentamento da perda de leitores e para a reversão dos baixos índices brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) — em 2022, entre os 81 países avaliados, o Brasil figurou na 52ª posição em leitura.
‘Abundância’ não justifica quadro da desinformação / Revista Educação
Para as novas gerações, a enorme quantidade de informação disponível já constitui parte natural do ambiente em que vivem. A desinformação não atua apenas sobre essa abundância, mas principalmente sobre a forma como os conteúdos são selecionados, organizados, distribuídos e interpretados. Ela envolve tanto processos intencionais de manipulação quanto falhas de compreensão, ausência de contexto, ausência de estrutura, desigualdades de acesso ao conhecimento e baixa capacidade crítica para avaliar fontes e evidências.
A abundância informacional não explica o momento que vivemos; ela é parte do contexto (exerce influência), mas não tem necessariamente relação causal. A desinformação está diretamente relacionada à qualidade e à equidade da educação básica, às desigualdades sociais, à confiança nas instituições, ao funcionamento das plataformas digitais e às condições concretas de participação na vida pública.
Soberania se constrói com ciência / Jornal da Ciência
A SBPC mantém, como sempre, sua independência político-partidária. O Observatório não apoia, recomenda ou se opõe a candidaturas. Seu papel é oferecer informação, promover o debate e dar transparência aos compromissos assumidos. Queremos que ciência, tecnologia e inovação sejam discutidas nas eleições com propostas, metas, recursos e responsabilidades claramente apresentados à sociedade.
Convidamos a comunidade científica e toda a sociedade a participar. Conheçam as propostas, consultem as adesões, enviem perguntas e levem esse debate às candidaturas de seus estados. Às candidatas e aos candidatos, o convite é igualmente aberto: conheçam a agenda construída pela comunidade científica, dialoguem conosco e assumam publicamente os compromissos que estiverem de acordo com seus projetos para o País.
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