Políticas de preservação do patrimônio cultural indígena: estudo etnográfico na Aldeia Ketyjug Tegtu (Três Soitas) de Santa Maria, RS / PPGCI – UFSC

Políticas de preservação do patrimônio cultural indígena: estudo etnográfico na Aldeia Ketyjug Tegtu (Três Soitas) de Santa Maria, RS / PPGCI – UFSC

Políticas de preservação do patrimônio cultural indígena: estudo etnográfico na Aldeia Ketyjug Tegtu (Três Soitas) de Santa Maria, RS / PPGCI – UFSC

Os resultados revelam que, apesar das leis que reconhecem o patrimônio cultural imaterial, ainda há fragilidades nas ações que garantam o protagonismo das comunidades indígenas. A preservação da língua Kaingang, a valorização dos anciãos como guardiões dos saberes e a integração das tradições no cotidiano escolar foram destacadas como fundamentais para a sustentabilidade cultural. Verificou-se também que centros culturais e museus indígenas podem ser espaços estratégicos de salvaguarda, desde que autogestionados e alinhados às suas formas de organização e prioridades. A partir dessa análise, foi desenvolvido um Modelo Orientador de Preservação do Patrimônio Cultural Indígena, concebido como referência para comunidades, gestores culturais e formuladores de políticas públicas. Esse modelo articula dimensões normativas, teóricas e vivenciais, propondo diretrizes que fortalecem a oralidade, a língua materna, a participação comunitária, os espaços de memória e a presença da cultura indígena nos currículos escolares. A tese conclui que a preservação do patrimônio cultural indígena exige não apenas normativas legais, mas o reconhecimento da autonomia das comunidades na condução desses processos. Valorizar os saberes Kaingang é essencial para construir políticas culturais plurais e superar os paradigmas coloniais ainda presentes nas práticas de preservação.

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Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272041

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