É preciso falar do custo cognitivo da IA / Outras palavras

É preciso falar do custo cognitivo da IA / Outras palavras

Cometer erros e experimentar caminhos que talvez não levem a lugar algum é crucial para o pensamento. Terceirizar essas etapas custa caro à cognição. Ao invés “aliviar” o esforço de pensar, ferramenta poderia ser um interlocutor capaz de impulsionar nosso raciocínio.

(…) Nem sempre será fácil distinguir uma ferramenta que amplia uma capacidade de outra que nos poupa de exercê-la, até porque a mesma ferramenta pode fazer as duas coisas em momentos diferentes. A inteligência artificial pode nos permitir pensar sobre problemas que antes estavam fora de nosso alcance e, ao mesmo tempo, tornar dispensável o exercício de partes do processo que costumávamos executar.

Talvez, por isso, uma tecnologia capaz de responder a praticamente qualquer pergunta introduza uma questão que não existia com a mesma intensidade antes: descobrir quais respostas queremos obter imediatamente e quais perguntas ainda vale a pena carregar conosco por algum tempo.

#SedentarismoCognitivo #IA

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/e-preciso-falar-do-custo-cognitivo-da-ia/

IA e soberania cognitiva: estamos perdendo a capacidade de decidir? / Exame

IA e soberania cognitiva: estamos perdendo a capacidade de decidir? / Exame

Se a ciência cognitiva já documenta os riscos da delegação irrefletida do pensamento à máquina, o Direito começa a reagir a suas consequências práticas.

Juízes no Brasil e no exterior vêm definindo responsabilidades quando a IA erra, e o fio condutor dessas decisões é inequívoco: persiste o dever de verificar antes de aceitar.

No Brasil, o exemplo mais didático veio do Paraná: em junho, a 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná multou em R$ 20 milhões um advogado que, atuando em causa própria, citou um precedente do STJ que simplesmente não existe.

A lição é clara: invocar a ferramenta como origem do erro não afasta a responsabilidade profissional.

#IA

via Exame

Disponível em: https://exame.com/bussola/ia-e-soberania-cognitiva-estamos-perdendo-a-capacidade-de-tomar-decisoes/

IA e soberania cognitiva: estamos perdendo a capacidade de decidir? / Exame

IA e soberania cognitiva: estamos perdendo a capacidade de decidir? / Exame

No contexto da era da IA em que vivemos, “soberania cognitiva” é a capacidade de formar opiniões, avaliar evidências e tomar decisões sem terceirizar essas funções a um algoritmo. Parece abstrato, mas os dados são concretos.

Um estudo do MIT Media Lab, intitulado Your Brain on ChatGPT (2025), investigou o que acontece quando pessoas usam assistentes de IA para tarefas de redação e introduziu o conceito de “dívida cognitiva”:

ao delegar o trabalho de pensar à máquina, acumulamos um déficit em habilidades e conhecimentos que deixamos de desenvolver.

Os participantes que usaram ChatGPT para escrever ensaios apresentaram pior desempenho em testes de retenção e menor capacidade de articular os próprios argumentos, mesmo os argumentos que, tecnicamente, haviam “escrito”. A conclusão é intuitiva, mas perturbadora: quando a IA pensa por nós, nós pensamos menos. Esse fenômeno não se limita a experimentos controlados.

#SedentarismoCognitivo

via Exame

Disponível em: https://exame.com/bussola/ia-e-soberania-cognitiva-estamos-perdendo-a-capacidade-de-tomar-decisoes/

A inteligência artificial impede as crianças de aprenderem? / School Information System

A inteligência artificial impede as crianças de aprenderem? / School Information System

Estudantes e crianças estão utilizando cada vez mais a inteligência artificial . Uma pesquisa realizada no ano passado pela Chegg, uma empresa de tecnologia educacional, revelou que 80% dos estudantes universitários de países desenvolvidos a utilizavam em seus estudos. Pesquisas mais recentes apontam para 94% na Grã-Bretanha e 93% na Alemanha.

Essa ampla adoção alimentou preocupações sobre o impacto que a tecnologia pode estar tendo na aprendizagem. Professores relatam corrigir redações idênticas que suspeitam terem sido produzidas em massa pelo ChatGPT. No entanto, evidências concretas sobre os efeitos da IA ​​na educação ainda são escassas.

(…) Os resultados são surpreendentes. Após seis meses, os alunos que utilizaram IA viram sua nota média nas tarefas de casa aumentar 18% em todas as disciplinas. O tempo gasto para concluir cada tarefa caiu de uma média de 64 minutos para 45. Mas, na época das provas, esses mesmos alunos obtiveram notas 20% inferiores às dos colegas que não contaram com a ajuda da IA. Antes, as notas das tarefas de casa previam o desempenho nas provas; agora, paradoxalmente, aqueles que obtêm as notas mais altas têm maior probabilidade de se sair pior nas provas.

#IA #SedentarismoCognitivo #Educação

Disponível em: https://www.schoolinfosystem.org/2026/08/19/does-ai-stop-children-from-learning/

Ver também: https://www.economist.com/graphic-detail/2026/08/18/does-ai-stop-children-from-learning

Uso de IA pode causar déficit permanente nas habilidades de crianças, diz pesquisador / Folha de S. Paulo

Uso de IA pode causar déficit permanente nas habilidades de crianças, diz pesquisador / Folha de S. Paulo

Professor titular na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, há anos ele estuda – e defende – o uso da tecnologia para auxiliar a aprendizagem. Blikstein, no entanto, vê com preocupação o entusiasmo e a velocidade com que ferramentas de inteligência artificial têm sido adotadas nas escolas.

Para ele, nenhuma outra tecnologia mudou tão radicalmente a relação dos estudantes com o ensino. Essas transformações, no entanto, têm ocorrido sem serem acompanhadas de evidências científicas que comprovem possíveis benefícios na educação ou de regulamentações para evitar abusos.

#IA #Educação #Cognição #SedentarismoCognitivo

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/uso-de-ia-pode-causar-deficit-permanente-nas-habilidades-de-criancas-diz-pesquisador.shtml

As habilidades cognitivas que talvez estejamos perdendo silenciosamente para a IA / Hackernoon

E em termos de habilidades, há trabalhadores em diversos setores que descobriram que sua produtividade assistida por IA veio à custa de habilidades que eles nem percebiam que estavam perdendo até precisarem delas. Radiologistas que identificam achados sinalizados pela IA , mas que enfrentam cada vez mais dificuldades com casos em que a IA não encontra nada e a patologia é sutil. Advogados que conseguem produzir peças processuais com auxílio de IA de forma eficiente, mas que percebem que seu raciocínio jurídico independente está enferrujado . Escritores que conseguem gerar conteúdo rapidamente, mas que perderam a capacidade de sentar diante de uma página em branco e produzir algo original a partir de um pensamento genuíno. Agora pense no que mencionei acima: são adultos, pessoas que passaram anos aprimorando suas habilidades antes da chegada da IA, e, no entanto, essas mesmas pessoas estão começando a perceber algo incômodo: suas habilidades, que antes pareciam naturais após anos de experiência, agora exigem mais esforço e raciocínio, e, na maioria dos casos, tornam-se mais dependentes da ferramenta do que pretendiam. (…)

Cada geração herda um mundo moldado pela anterior. Mas imagine o que significa para esta geração herdar um mundo onde a inteligência não está mais confinada à experiência humana, mas é uma característica permanente do seu entorno, e, além disso, as crianças que responderão a essas perguntas ainda estão crescendo, e quando puderem nos contar como foi herdar a IA, muitas das escolhas que moldaram o seu mundo já terão sido feitas.

#IA #Cognição #SedentarismoCognitivo

Disponível em: https://hackernoon.com/the-cognitive-skills-we-may-be-quietly-losing-to-ai

Usuários de IA estão “desligando” o pensamento crítico, diz estudo / GizBr

Usuários de IA estão “desligando” o pensamento crítico, diz estudo / GizBr

A Universidade da Pensilvânia, nos EUA, divulgou estudo sobre interação entre usuários e sistemas de inteligência artificial. A pesquisa envolveu 1.372 participantes em mais de 9.500 testes individuais. Os resultados mostram que as pessoas aceitaram raciocínio falho de IA em 73,2% das ocasiões. A rejeição das respostas incorretas ocorreu em apenas 19,7% das vezes.

Os cientistas formularam a hipótese de que usuários que consultassem frequentemente o chatbot permitiriam que respostas incorretas “substituíssem processos intuitivos e deliberativos”. Isso prejudicaria o desempenho geral e evidenciaria os perigos da rendição cognitiva.

#IA #Cognição

via GizBr

Disponível em: https://gizbr.uol.com.br/usuarios-aceitam-erros-ia/

‘O maior risco da IA não é substituir, é fazer você parar de pensar’, diz especialista / Exame

‘O maior risco da IA não é substituir, é fazer você parar de pensar’, diz especialista / Exame

Um dos principais pontos do debate foi o impacto da inteligência artificial sobre o comportamento humano, especialmente entre jovens profissionais. Campos trouxe uma reflexão que marcou o encontro: o risco de uma “atrofia cognitiva” diante do uso excessivo da tecnologia.

“Hoje as pessoas usam inteligência artificial até para mandar um WhatsApp. A gente está delegando tudo, inclusive o pensamento”, afirmou. Ela destacou que esse movimento já afeta processos seletivos, em que candidatos utilizam IA em todas as etapas, do currículo às respostas, o que pode comprometer a autenticidade e o desenvolvimento profissional.

#IA #Cognição

via Exame

Disponível em: https://exame.com/carreira/o-maior-risco-da-ia-nao-e-substituir-e-fazer-voce-parar-de-pensar-diz-especialista/

A biblioteca pública contra o comportamento sedentário cognitivo / EnRed@2.0

A biblioteca pública contra o comportamento sedentário cognitivo / EnRed@2.0

Hoje em dia, a imediatidade importa mais do que a profundidade. Opiniões são emitidas instantaneamente, sem a aplicação do conhecimento e da experiência que exigem tempo e paciência. O esforço, que é o que realmente nos enriquece, é desvalorizado em comparação com uma mensagem rápida que é compartilhada e gera curtidas num piscar de olhos.

Todos esses comportamentos passivos que exigem pouco esforço mental têm sido chamados de “sedentarismo cognitivo”, que consiste em consumir informações fáceis sem qualquer análise intelectual real.

Isso se relaciona a outros dois termos: custo cognitivo e dívida cognitiva. Custo cognitivo se refere ao quanto nos custa realizar tarefas como memorizar um número de telefone, encontrar o caminho para algum lugar ou resolver um problema de matemática. A dívida cognitiva, por outro lado, é a consequência de permitir que a IA pense por nós. Se delegamos tarefas cerebrais complexas, como ler, analisar, resumir, abstrair e até mesmo imaginar, a essa tecnologia, enfraquecemos nossas mentes e, como um músculo que não é usado, elas acabam se deteriorando e atrofiando. Nossos cérebros precisam de treinamento constante para se manterem ágeis e fortes.

#IA #SedentarismoCognitivo

via EnRed@2.0

Disponível em: https://ws168.juntadeandalucia.es/iaap/revista/2026/03/22/la_biblioteca_publica_contra_el_sedentarismo_cognitivo/