A ascensão das publicações ‘predatórias’ – por Carmino de Souza / Hora Campinas
Predatory publishing refere-se a periódicos e editoras que cobram (e muito caro) autores por publicar, afirmam práticas de revisão por pares e indexação que não existem ou são fraudadas, e priorizam receita rápida em detrimento da qualidade científica. O fenômeno não é marginal: estudos e levantamentos indicam um crescimento exponencial do volume de artigos veiculados por veículos questionáveis desde 2010, com estimativas que apontam um salto de dezenas de milhares para centenas de milhares de artigos em um intervalo curto de tempo.
Enfrentar o problema exige combinar vigilância (listas e curadorias confiáveis), capacitação (alfabetização científica e editorial) e reforma nas práticas de avaliação acadêmica. Sem isso, o risco é que a ciência, cuja autoridade se baseia em processos rigorosos e verificáveis, perca a confiança que lhe permite orientar decisões públicas e privadas. A resposta é, portanto, técnica e ética — e precisa ser coletiva, transparente e adaptativa, porque os agentes do estelionato editorial também mudam de tática rapidamente.
#RevistasPredatórias
via Hora Campinas
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