O arquivo que não guarda: quando a memória virou cálculo / Jornal da USP

O arquivo que não guarda: quando a memória virou cálculo / Jornal da USP

O arquivo que não guarda: quando a memória virou cálculo / Jornal da USP

O arquivo sempre foi um campo de poder. Decidir o que merece ser guardado é decidir o que merece ser lembrado, e decidir o que merece ser lembrado é, em parte, decidir o que existe. A novidade algorítmica não inventou essa dimensão política, subtraiu o humano, radicalizou-a e a tornou mais opaca.

Se os sistemas de inteligência artificial vão mesmo se tornar a infraestrutura central da memória coletiva, e há bons motivos para acreditar que sim, então a Arquivologia precisa estar dentro dessa infraestrutura, não apenas diante dela. Precisa participar das decisões sobre como os dados são curados, como os modelos são treinados, como as saídas são documentadas. Precisa transformar a custódia sociotécnica de conceito em prática.

O arquivo que não guarda — que calcula, projeta, reconfigura — ainda é um arquivo. Mas é um arquivo que exige de nós uma nova forma de atenção.

#Arquivos #IA

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/o-arquivo-que-nao-guarda-quando-a-memoria-virou-calculo/

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