O profissional de informação como coautor em síntese de evidência científica / BAD Atas

O profissional de informação como coautor em síntese de evidência científica / BAD Atas

A integração dos profissionais de informação em equipas de investigação tem-se traduzido num aumento de publicações científicas com a sua coautoria como reconhecimento do seu contributo intelectual em áreas que não a da Ciência da Informação. A aposta na formação contínua dos profissionais de informação, a criação do Núcleo de Apoio à Investigação, a colaboração no Ensino, as formações lecionadas e a presença de uma bibliotecária e médica na equipa da biblioteca sustentou essa evolução. Esta comunicação pretende partilhar as estratégias implementadas, as boas práticas desenvolvidas e os resultados alcançados, refletindo sobre o papel dos profissionais de informação como investigadores e coautores em publicações médicas, assim como os desafios enfrentados.

#Bibliotecários #RevisãoSistemática #InformaçãoEmSaúde

Disponível em: https://publicacoes.bad.pt/revistas/index.php/congressosbad/article/view/3191

Protocolo de revisão sistemática: do procedimento administrativo à garantia metodológica / biblioGETAFE

Protocolo de revisão sistemática: do procedimento administrativo à garantia metodológica / biblioGETAFE

O protocolo só serve como garantia metodológica se for elaborado antes do início da revisão, se incluir decisões suficientemente detalhadas e se permanecer rastreável ao longo da evolução do projeto. Na prática, uma parcela significativa dos problemas não decorre da completa ausência de um protocolo, mas sim de seu uso incompleto, retrospectivo ou meramente formal.

Um dos erros mais frequentes é a elaboração tardia do protocolo. Se o documento for preparado após o início da triagem ou depois que a equipe já tiver tomado decisões relevantes sobre critérios de elegibilidade, desfechos, fontes de dados ou análises, o protocolo perde sua função primordial: evitar decisões influenciadas pelos resultados obtidos. Nesse caso, ele deixa de ser um planejamento prospectivo e se torna uma reconstrução posterior do método.

#RevisãoSistemática

via biblioGETAFE

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2026/05/24/protocolo-de-revision-sistematica-de-tramite-administrativo-a-garantia-metodologica/

Google Acadêmico em Revisão Sistemática

Google Acadêmico em Revisão Sistemática

Em “Redefinindo a Busca em Revisões Sistemáticas de Ciências Não Médicas”, conduzimos um estudo exploratório utilizando nossos projetos de síntese de evidências para investigar até que ponto artigos encontrados em múltiplas bases de dados tradicionais poderiam ser localizados por meio de buscas bem estruturadas no Google Acadêmico. Enquanto as revisões sistemáticas médicas se baseiam em bases de dados específicas (como PubMed e Medline), as Revisões Sistemáticas de Ciências Não Médicas (RSCNM) exigem buscas que abrangem centenas de bases de dados multidisciplinares. Pesquisadores dedicam inúmeras horas à elaboração de protocolos de busca para cada base de dados, à busca e ao download de dados, apenas para se depararem com uma quantidade enorme de artigos duplicados em sua biblioteca inicial. O Google Acadêmico resolve essa ineficiência ao agregar conteúdo de diversas fontes (incluindo repositórios institucionais, servidores de pré-prints e periódicos interdisciplinares), com pouquíssimas ou nenhuma duplicata, tornando-se particularmente adequado para RSNNM.(…) Os autores reconhecem que priorizar o Google Scholar como base de dados principal é algo incomum atualmente para NMSSRs; no entanto, argumentamos que mais pesquisas devem ser dedicadas a tornar essa abordagem mais rigorosa e popular.

#RevisãoSistemática

Disponível em: https://doi.org/10.1177/09610006261445270

Literatura cinzenta em revisões sistemáticas: por que não devemos ignorá-la / biblioGETAFE

Literatura cinzenta em revisões sistemáticas: por que não devemos ignorá-la / biblioGETAFE

Quando falamos de revisões sistemáticas, muitas vezes pensamos em buscas em múltiplas bases de dados bibliográficas, utilizando estratégias booleanas extensas e complexas. Mas devemos lembrar que algumas evidências relevantes nem sempre chegam aos periódicos científicos, ou não chegam com a mesma rapidez ou visibilidade. É aí que entra a literatura cinzenta. Teses, relatórios técnicos, registros de ensaios clínicos, resumos de congressos e documentos regulatórios podem fornecer informações valiosas para reduzir vieses, completar o mapa de evidências e melhorar a transparência do processo de revisão. Encontrá-la nem sempre é fácil, mas ignorá-la sem justificativa pode enfraquecer uma síntese.

A literatura cinzenta não é um mero detalhe nem uma garantia automática de qualidade. Acima de tudo, é uma fonte potencialmente útil para melhorar a abrangência, reduzir certos vieses e capturar evidências que nem sempre circulam pelos canais de publicação tradicionais. A busca por ela apresenta desafios e não deve ser feita com o mesmo rigor em todas as revisões. No entanto, omiti-la sem uma justificativa fundamentada pode deixar de fora uma parcela significativa das evidências e enfraquecer a robustez da síntese final.

#RevisãoSistemática

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2026/03/23/literatura-gris-en-revisiones-sistematicas-por-que-no-deberiamos-pasarla-por-alto/

Como fazer uma revisão sistemática? / PPGCP – UFPE

Como fazer uma revisão sistemática? / PPGCP – UFPE

Como elaborar uma revisão sistemática nas ciências sociais? Este trabalho apresenta um tutorial sobre revisão sistemática da literatura tendo como estudo de caso as políticas públicas culturais no Brasil. O objetivo é descrever como é feita uma revisão sistemática na área de ciências sociais e como esse tipo de trabalho pode contribuir para estudos científicos. Metodologicamente, o desenho de pesquisa examina o conteúdo de 78 artigos publicados em periódicos científicos com Qualis A1, A2, B1 e B2 verificados na Plataforma Sucupira da Capes entre 2012 e 2022. Combinamos uma análise bibliométrica e uma abordagem teórico-metodológica para a observação das políticas públicas culturais.

#RevisãoSistemática

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/54511/3/TCC%20MARI%20FINAL.pdf

O que significa dizer que a busca para uma revisão sistemática deve ser exaustiva? / biblioGETAFE

O que significa dizer que a busca para uma revisão sistemática deve ser exaustiva? / biblioGETAFE

A exaustividade não é o mesmo que “realizar uma busca extensa” ou “usar muitas palavras-chave”. Significa conceber um processo que vise identificar o conjunto mais completo e imparcial de estudos relevantes para uma questão predefinida. O Manual Cochrane (1) afirma isso diretamente: a busca deve ser o mais abrangente possível para reduzir o risco de viés de publicação/relatório e identificar a maior quantidade possível de evidências relevantes.

Isso significa usar absolutamente todos os métodos imagináveis? Não, significa decidir (e justificar) como obter um conjunto completo e imparcial de evidências com os recursos disponíveis.

#RevisãoSistemática

via biblioGETAFE

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2026/03/04/que-significa-que-la-busqueda-para-una-revision-sistematica-debe-de-ser-exhaustiva/

Sua pesquisa bibliográfica é realmente exaustiva? / Bibliogetafe

Sua pesquisa bibliográfica é realmente exaustiva? / Bibliogetafe

Em uma revisão sistemática, buscamos alta sensibilidade, mas isso frequentemente aumenta o “ruído” (resultados irrelevantes). Não existe um limiar universal de 100%, portanto, a equipe de revisão deve decidir quando a busca é “suficientemente boa”.

Fórmula de sensibilidade (recall):

Sensibilidade = (Estudos do conjunto encontrados) / (Número total de estudos do conjunto indexados no banco de dados)

Exemplo prático: Se o seu conjunto de referência consiste em 5 artigos indexados no Scopus e sua busca retorna 4 deles: Cálculo: 4 / 5 = 0,8 Resultado: Sensibilidade de 80%.

Interpretação: 20% da literatura principal é “invisível” para a sua busca atual, o que exige uma justificativa técnica para determinar se esse nível de risco é aceitável ou se requer refinamento.

#PesquisaBibliográfica #RevisãoSistemática #EstratégiasDeBusca

via Bibliogetafe

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2026/02/09/tu-busqueda-bibliografica-es-realmente-exhaustiva/

A importância de um bom resumo em revisões sistemáticas: inteligência artificial e triagem de estudos / Biblioteca GETAFE

A importância de um bom resumo em revisões sistemáticas: inteligência artificial e triagem de estudos / Biblioteca GETAFE

Um artigo recente publicado no Journal of Clinical Epidemiology (Write Your Abstracts Carefully – The Impact of Abstract Reporting Quality on Findability by Semi-Automated Title-Abstract Screening Tools, Spiero et al., 2025) demonstra claramente essa ideia:

  • Resumos de maior qualidade (medidos pelos critérios TRIPOD) são mais facilmente identificados como relevantes por ferramentas de triagem semiautomatizadas.
  • O uso de subtítulos em resumos estruturados também aumenta a probabilidade de os artigos serem detectados.
  • Em contrapartida, fatores como o tamanho do resumo ou a variação terminológica não influenciam a capacidade das ferramentas de identificar artigos relevantes.

#RevisãoSistemática #Resumos #IA

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2025/09/26/la-importancia-de-un-buen-resumen-en-las-revisiones-sistematicas-inteligencia-artificial-y-cribado-de-estudios/

Estruturas metodológicas PICO e PRISMA 2020 na preparação de artigos de revisão sistemática: O que todo pesquisador deve saber e dominar / Ciência Latina

Estruturas metodológicas PICO e PRISMA 2020 na preparação de artigos de revisão sistemática: O que todo pesquisador deve saber e dominar / Ciência Latina

Nesse contexto, o objetivo geral desta pesquisa foi aprofundar as estruturas metodológicas PICO (População, Intervenção, Comparação, Desfecho) e PRISMA (Elementos principais para o desenvolvimento de revisões sistemáticas e meta-análises) para o desenvolvimento de uma questão de pesquisa adequada e para a busca de artigos científicos para a revisão sistemática, servindo como guia por meio da apresentação da teoria e exemplos de sua aplicabilidade. A metodologia consistiu em uma revisão da literatura científica utilizando a metodologia PRISMA na base de dados Scopus, complementada com o SciELO, obtendo-se um total de 15 artigos para análise. Os resultados permitiram aprofundar e fornecer exemplos da aplicação das metodologias PICO, relacionadas ao desenvolvimento da questão de pesquisa, e PRISMA, relacionadas à busca sistemática de artigos científicos.

#PICO #PRISMA #RevisãoSistemática

Disponível em: https://doi.org/10.37811/cl_rcm.v9i1.16491

Um guia prático para incorporar IA em revisões sistemáticas / BiblioGeTAFE

Um guia prático para incorporar IA em revisões sistemáticas / BiblioGeTAFE

A inteligência artificial (IA) pode acelerar e fortalecer fases específicas de uma revisão sistemática (RS), mas não substitui o julgamento metodológico ou a verificação humana. Este guia resume quando e como usar a IA com segurança, qual supervisão aplicar e como documentar seu uso em protocolos e manuscritos. Trata-se de um guia prático e aplicado para equipes de revisão sistemática que desejam começar a incorporar ferramentas de IA de forma responsável, em consonância com a Declaração Conjunta Cochrane-Campbell-JBI-CEE e as recomendações RAISE.

#Guias #RevisãoSistemática #IA

via BiblioGETAFE

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2025/11/11/guia-practica-para-incorporar-ia-en-revisiones-sistematicas/

A 5ª lei de ranganathan na era dos dados: uma revisão sistemática sobre o oferecimento de serviços de visualização de dados por bibliotecas / Encontros Bibli

A 5ª lei de ranganathan na era dos dados: uma revisão sistemática sobre o oferecimento de serviços de visualização de dados por bibliotecas / Encontros Bibli

Ao analisar o panorama das características das bibliotecas descritas em cada um dos 26 estudos, ficou evidente que as 59 bibliotecas que oferecem serviços de visualização de dados são predominantemente acadêmicas, sendo apenas uma oriunda de um centro de pesquisa. Essa afirmativa demonstra que esse tipo de serviço advém da necessidade de pesquisadores, professores e alunos, associados às atividades de pesquisa, desenvolverem competências relacionadas ao tratamento, análise e visualização, tanto para entender e manusear melhor os dados resultantes de suas investigações quanto para comunicá-los com mais clareza e eficiência. (…)

A revisão sistemática realizada neste estudo permitiu mapear e identificar diferentes tipos de serviços de visualização de dados que são oferecidos por bibliotecas acadêmicas. Ao reunir estudos que versam sobre essa temática, foram identificadas seis categorias — Suporte, Treinamento, Recursos informacionais, Infraestrutura, Ferramentas e softwares, e Eventos — que evidenciam como a visualização de dados vem ganhando espaço nas práticas bibliotecárias, em um contexto em que os dados se tornam matéria-prima para a realização de pesquisas científicas.

#ProdutosEServiços #VisualizaçãoDeDados #RevisãoSistemática

Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/105840

Vale ver também o protocolo da revisão sistemática: https://zenodo.org/records/8092445

IA em revisões sistemáticas: onde ela contribui e como pode ser bem utilizada? / BiblioGETAFE

IA em revisões sistemáticas: onde ela contribui e como pode ser bem utilizada? / BiblioGETAFE

Uma revisão de escopo (n=196 relatórios; 37 focados em LLMs) constatou que os LLMs já são utilizados em 10 das 13 etapas da RS (principalmente busca, seleção e extração). O GPT foi o LLM mais comum. Metade dos estudos classificou seu uso como promissor, um quarto como neutro e um quinto como pouco promissor. A busca foi, de longe, a etapa mais questionada; no RoB, a concordância com humanos foi apenas leve a aceitável (Lieberum JL et al., 2024).

#RevisãoSistemática #IA

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2025/10/22/ia-en-revisiones-sistematicas-donde-aporta-y-como-usarla-bien/