Literatura cinzenta em revisões sistemáticas: por que não devemos ignorá-la / biblioGETAFE
Quando falamos de revisões sistemáticas, muitas vezes pensamos em buscas em múltiplas bases de dados bibliográficas, utilizando estratégias booleanas extensas e complexas. Mas devemos lembrar que algumas evidências relevantes nem sempre chegam aos periódicos científicos, ou não chegam com a mesma rapidez ou visibilidade. É aí que entra a literatura cinzenta. Teses, relatórios técnicos, registros de ensaios clínicos, resumos de congressos e documentos regulatórios podem fornecer informações valiosas para reduzir vieses, completar o mapa de evidências e melhorar a transparência do processo de revisão. Encontrá-la nem sempre é fácil, mas ignorá-la sem justificativa pode enfraquecer uma síntese.
A literatura cinzenta não é um mero detalhe nem uma garantia automática de qualidade. Acima de tudo, é uma fonte potencialmente útil para melhorar a abrangência, reduzir certos vieses e capturar evidências que nem sempre circulam pelos canais de publicação tradicionais. A busca por ela apresenta desafios e não deve ser feita com o mesmo rigor em todas as revisões. No entanto, omiti-la sem uma justificativa fundamentada pode deixar de fora uma parcela significativa das evidências e enfraquecer a robustez da síntese final.
#RevisãoSistemática
Disponível em: https://bibliogetafe.com/2026/03/23/literatura-gris-en-revisiones-sistematicas-por-que-no-deberiamos-pasarla-por-alto/













