Publicação científica em periódicos de acesso aberto: dimensões política e econômica no âmbito dos institutos federais do Brasil / PPGCI – UFPE

Publicação científica em periódicos de acesso aberto: dimensões política e econômica no âmbito dos institutos federais do Brasil / PPGCI – UFPE

entre os principais resultados obtidos, constatou-se que a maior parte do valor pago em APC (87,4%) pelos IF foi destinado aos editores comerciais, além disso, o custo médio por área de conhecimento pode variar de acordo com as áreas, sendo nas Ciências Biológicas, Engenharias e Multidisciplinar a média mais alta. Quanto à oferta de subsídio aos pesquisadores para o pagamento de APC, notou-se que a maioria dos IF dispõe de um normativo para esta finalidade. Outrossim, nos documentos evidenciou-se a influência dos indicadores bibliométricos, especialmente quanto aos requisitos para a concessão do custeio de APC. No que se refere à percepção dos gestores sobre a publicação em periódicos AA com APC, os participantes compreendem que o pagamento de uma taxa pode contribuir com os custos para a manutenção dos periódicos, contudo, consideram que os valores praticados são significativamente altos e podem restringir as opções de publicação dos autores. Sobre as ações institucionais formativas, elas são parcialmente ofertadas e direcionadas ao público da pós graduação stricto sensu. Quanto às ações institucionais de monitoramento dos custos com APC, elas são realizadas pela maioria dos IF, considerando apenas os dados das solicitações atendidas nos editais de apoio à publicação em periódicos. Conclui-se que o financiamento às APC apenas no âmbito institucional mostra-se incerto, diante da insuficiência de recurso financeiro para atender toda a demanda.

#AcessoAberto #InstitutosFederais #APC

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67026

O Poison Book Project e a importância da materialidade histórica do livro / Preservabiblio

O Poison Book Project e a importância da materialidade histórica do livro / Preservabiblio

Originado no âmbito da Biblioteca, Jardim e Museu Winterthur, junto à Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, o “Poison Book Project” foi criado para investigar o uso de pigmentos potencialmente tóxicos em encadernações de tecido do século XIX, principalmente o arsênico, que dá origem ao ‘verde venenoso’, mas também outros, como o mercúrio e o chumbo. Além disso, o projeto busca ainda explorar os riscos associados ao manuseio desse tipo de encadernação, presente em diversas bibliotecas.

À primeira vista, temos a impressão de que a preocupação primária do Projeto é garantir a saúde daqueles que precisam lidar com esses livros (afinal, é uma substância perigosa, mesmo que em baixa proporção) e ainda a preservação correta dos próprios ‘livros envenenados’ e dos outros ao redor, procurando a maneira correta de manusear, de permitir o acesso, de armazenar, etc.

#HistóriaDoLivro

via Preservabiblio

Disponível em: https://preservabiblio.substack.com/p/o-poison-book-project-e-a-importancia

A Open Journals Collective é lançada para oferecer às bibliotecas uma “saída fácil” de grandes contratos / Research Information

A Open Journals Collective é lançada para oferecer às bibliotecas uma “saída fácil” de grandes contratos / Research Information

A OJC tem como objetivo devolver o controle da publicação acadêmica à comunidade acadêmica, permitindo que as bibliotecas invistam coletivamente em três coleções iniciais, abrangendo 284 periódicos de acesso aberto indexados no DOAJ nas áreas de artes, humanidades e ciências sociais (AHSS) e ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).

Em vez de negociar inúmeros pequenos acordos, as bibliotecas participam por meio de um modelo único de adesão em níveis, projetado para proteger a bibliodiversidade e sustentar periódicos que sejam gratuitos para leitura e publicação.

#OpenJournalsCollective #FormaçãoDeColeções

via Research Information

Disponível em: https://www.researchinformation.info/news/open-journals-collective-launches-to-give-libraries-exit-ramp-from-big-deals/

Curiosidade como habilidade profissional / RIPS Law Librarian Blog

Curiosidade como habilidade profissional / RIPS Law Librarian Blog

A curiosidade não é apenas um traço de personalidade, mas uma habilidade que podemos desenvolver e praticar. Assim como aprendemos a usar a busca booleana e a conduzir uma entrevista de referência, podemos aprender a ser mais curiosos.

Curiosidade profissional significa fazer perguntas proativamente para as quais não temos respostas. Significa perceber quando algo não corresponde às nossas expectativas e questionar o porquê. Significa investigar quando há algo mais a descobrir (embora o bom senso profissional também signifique saber quando o bom já é bom o suficiente!). 

Todos nós temos um nível básico de curiosidade, mas a curiosidade profissional é diferente. É a curiosidade combinada com a capacidade de saber onde procurar e como persistir quando as coisas se complicam. Requer discernimento para saber quais perguntas são mais importantes. Essa combinação é o que a torna uma habilidade profissional desenvolvida, e não apenas uma característica inata.

#Curiosidade

via RIPS Law Librarian Blog

Disponível em: https://ripslawlibrarian.wordpress.com/2026/01/27/curiosity-as-a-professional-skill/

Dimensões da sustentabilidade das mídias digitais nativas / Cuadernos.info

Dimensões da sustentabilidade das mídias digitais nativas / Cuadernos.info

Os resultados confirmam o consenso entre os especialistas sobre três aspectos-chave que moldam a sustentabilidade dos meios de comunicação: 1) promover iniciativas concretas, como a reconexão com o público por meio de projetos voltados para as comunidades locais; 2) vincular a sustentabilidade financeira à inovação e à diversificação; e 3) priorizar a responsabilidade social corporativa com base na ética, na transparência da informação, na proteção de dados e na promoção da diversidade.

#Jornalismo

Disponível em: https://cuadernosinfo.uc.cl/index.php/cdi/article/view/97654

Retratações científicas no YouTube: informação, ambiguidade e desinformação na circulação de artigos retratados em vídeos de divulgação científica / PPGCI – UFSC

Retratações científicas no YouTube: informação, ambiguidade e desinformação na circulação de artigos retratados em vídeos de divulgação científica / PPGCI – UFSC

Foram empregadas técnicas de altmetria e análise de conteúdo, com categorização informacional dos vídeos em informação científica, ambiguidade científica e desinformação científica. As menções indiretas apresentaram maior ocorrência (525; 60%) em comparação às menções diretas (354; 40%). Esses artigos apresentaram média de 1,06 menção por vídeo, abrangendo, sobretudo, áreas das Ciências da Saúde e da Vida. (…) Conclui-se que a retratação científica não interrompe a circulação social dos artigos no YouTube. A maior ocorrência de menções indiretas e de enquadramentos desinformativos ou ambíguos indica que a correção científica não regula automaticamente o uso da informação em plataformas digitais, nas quais conteúdos menos alinhados à evidência tendem a alcançar maior engajamento, impondo desafios à divulgação científica contemporânea.

#Retratação #YouTube #DivulgaçãoCientífica #Desinformação

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271970

Acordos transformativos no Brasil: avanço necessário ou dependência ampliada? / SciELO

Acordos transformativos no Brasil: avanço necessário ou dependência ampliada? / SciELO

A partir de 2024, a CAPES intensificou sua política de acordos transformativos com editoras científicas internacionais, firmando contratos com Springer Nature, Wiley, Elsevier, IEEE, American Chemical Society (ACS) e Royal Society Publishing. Esses acordos permitem que pesquisadores brasileiros vinculados a mais de 430 instituições publiquem em acesso aberto sem custear individualmente as taxas de processamento de artigos (article processing charges, APCs). A iniciativa representa um investimento significativo, estimado em mais de US$ 43 milhões anuais, e levanta questões importantes sobre os rumos da comunicação científica no país.

O presente texto propõe uma análise dessa política, considerando três dimensões: o contexto internacional de críticas aos acordos transformativos, as experiências de países e instituições que optaram por caminhos alternativos e a posição singular do Brasil como líder histórico no acesso aberto não comercial por meio da Rede SciELO.

via SciELO

#AcordosTransformativos #OligolópiosCientíficos

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2026/01/28/acordos-transformativos-no-brasil-avanco-necessario-ou-dependencia-ampliada/

Universidades de Sheffield, Lancaster e Surrey são as mais recentes a optar por não participar do novo acordo com a Elsevier / Times Higher Education

Universidades de Sheffield, Lancaster e Surrey são as mais recentes a optar por não participar do novo acordo com a Elsevier / Times Higher Education

Mais três universidades do Reino Unido confirmaram que não assinarão mais periódicos da Elsevier, com uma instituição do Russell Group criticando os termos “financeiramente insustentáveis” do acordo firmado em nível nacional.

Em um comunicado divulgado em 27 de janeiro, a Universidade de Sheffield revelou que estava firmando contratos de três anos com a Taylor & Francis, a Springer Nature, a Wiley e a Sage, mas que estava recusando uma oferta da Elsevier, a maior editora acadêmica do mundo.

“Infelizmente, o acordo com a Elsevier continua sendo financeiramente insustentável e não teremos condições de aderir a ele”, explicou a empresa.

A Universidade de Lancaster e a Universidade de Surrey também confirmaram que não assinarão um novo acordo com a Elsevier, juntando-se às universidades de Essex, Kent e Sussex entre aquelas que abriram mão do acesso direto aos 2.800 periódicos da editora.

#OligopóliosCientíficos #Elsevier

via Times Higher Education

Disponível em: https://tagteam.harvard.edu/hub_feeds/3997/feed_items/17209728

O relatório MAHA foi atualizado para substituir citações que não existiam / NOTUS

O relatório MAHA foi atualizado para substituir citações que não existiam / NOTUS

A Casa Branca está minimizando os problemas de citação do relatório da Comissão “Make America Healthy Again”, mesmo enquanto se esforça para corrigi-los.

Uma investigação da NOTUS publicada na quinta-feira constatou que pelo menos sete das citações do relatório aparentemente não existiam. A Casa Branca atribuiu publicamente quaisquer problemas com o relatório a “problemas de formatação”.

Horas depois, uma nova versão do relatório MAHA foi publicada no site da Casa Branca com todas as sete citações substituídas — cinco por referências completamente diferentes e duas por referências a estudos reais escritos pelos mesmos autores das citações anteriores inexistentes.

#Citação #GovernoTrump #InformaçãoEmSaúde

via NOTUS

Disponível em: https://www.notus.org/health-science/maha-report-update-citations

Linguagem e construção do conhecimento acadêmico / Jornal da Universidade

Linguagem e construção do conhecimento acadêmico / Jornal da Universidade

Iniciar-se num campo do conhecimento requer, assim, dominar a dinâmica dos códigos, numa espécie de “alfabetização continuada obrigatória (ou necessária)”. Isso significa que a alfabetização é mais do que saber um conjunto de signos; é, antes, adentrar gradualmente em processos de significação que se constituem com a produção do pensamento – em atos de fala, na identificação de objetos, enfim, nos registros de pesquisa –, afinal, a pesquisa é, também, um texto, um assentamento.

#Linguagem #Ciência

via Jornal da Universidade

Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/linguagem-e-construcao-do-conhecimento-academico/

Wikipédia 25 anos: um reforço à ciência aberta no Brasil / Science Arena

Wikipédia 25 anos: um reforço à ciência aberta no Brasil / Science Arena

“A enciclopédia e outras plataformas da Wikimedia funcionam como um ponto de partida (muitas vezes despertado por vídeos curtos vistos nas redes sociais) para aprofundamentos com base sólida”, avalia Rusenbeck Filho.

Para Arrigo, da USP, é fundamental que pesquisadores ocupem plataformas comerciais, como as redes sociais, a fim de divulgar seus trabalhos e combater a desinformação. No entanto, ele ressalva, é também preciso refletir sobre o impacto real das plataformas com fins lucrativos e as possíveis implicações de modelos comerciais para a difusão do conhecimento.

#Wikipedia #CiênciaAberta

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/noticias/wikipedia-25-anos-um-reforco-a-ciencia-aberta-no-brasil/

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