Uma ode à biblioteca / Off Lattes

Uma ode à biblioteca / Off Lattes

Uma ode à biblioteca / Off Lattes

Para além das questões acadêmicas e questões de acessibilidade cultural, livros são diários abertos. Você expõe partes sensíveis da sua vida, personalidade, natureza a partir daqueles que escolhe ter para si. O que a biblioteca de alguém com Shakespeare, Dante, Dostoiévski, Tolstói, e tantos outros, está me dizendo sobre aquele sujeito? O que a biblioteca de alguém que possui Harry Potter, As Crônicas de Nárnia, Percy Jackson me diz sobre aquela outra pessoa? Enfim, as escolhas literárias que você faz depõem a favor (ou contra, a depender) de quem você é. Logo, eu posso até não conhecer essas pessoas a fundo, mas começo a ter sinais de como elas funcionam também a partir daquilo que compõe o mundo cultural delas.

Nessa direção, faço uma ode à biblioteca. Tenham bibliotecas, construam em torno de si uma redoma de livros, uma muralha literária, tenham livros de consulta, de estudos, de lazer, de sofrimento, de raiva, de amor, de paixão. Não importa. Apenas tenham livros. Com a aceleração da vida, estamos lendo mais telas do que papéis e isso certamente tem nos prejudicado. Não preciso trazer aqui, mais uma vez, os dados comprobatórios de tal afirmação, já é de conhecimento público.

Não é idiota possuir livros, afinal, idiota vem de idiotia, que advém do termo grego ἰδιώτης “aquele que é fechado em si mesmo”, “sujeito que não participa da vida pública”, “indivíduo privado”. Se tem uma coisa que os livros não fazem é deixar você alheio à coisa pública ou deixá-lo ensimesmado, fechado em si. Pelo contrário, eles abrem as portas: do mundo, das relações, da vida.

#BibliotecasPessoais #BibliotecasParticulares

via Off Lattes

Disponível em: https://offlattes.com/archives/19752

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