Desinformação científica na Espanha 2026 / FECYT

Desinformação científica na Espanha 2026 / FECYT

Desinformação científica na Espanha 2026 / FECYT

A propensão a disseminar desinformação não pode ser compreendida apenas observando-se quem compartilha o quê. Existe um conjunto de atitudes em relação à ciência e à comunidade científica que molda mais profundamente a forma como as pessoas se relacionam com as informações científicas e sua disposição para repassá-las sem verificação. Esta edição mede — pela primeira vez — o chamado “populismo científico” (a tendência de desconfiar do conhecimento especializado e defender o senso comum ou a experiência pessoal como alternativas válidas) por meio de seis afirmações avaliadas em uma escala de 1 a 7.

Os resultados mostram que essa atitude está presente em uma minoria significativa da sociedade espanhola. A afirmação que gerou maior concordância (29,4%; notas de 5 a 7) é a de que pessoas comuns deveriam participar de decisões sobre o que os cientistas pesquisam. Em seguida, vêm afirmações que expressam preferência pelo conhecimento cotidiano em detrimento do conhecimento científico: 27,2% concordam que as pessoas comuns deveriam confiar mais em suas próprias experiências de vida do que nas recomendações dos cientistas, e 25,5% acreditam que nossa sociedade deveria confiar mais no senso comum do que em estudos científicos.

A crença de que a comunidade científica está mancomunada com a classe política e as corporações conta com a concordância de 25,2%. No extremo oposto do espectro, a afirmação que obteve menos apoio é a de que os cientistas buscam apenas o próprio benefício — com apenas 18,8% de concordância —, o que sugere que a desconfiança é sistêmica, e não pessoal: a desconfiança não se dirige ao cientista individual, mas sim à estrutura institucional que o cerca.

#DesinformaçãoCientífica #Cientistas

Disponível em: https://www.fecyt.es/sites/default/files/2026-07/001_Maqueta-IBERIFIER-Reports-Desinformacion-cientifica-en-Espana_fecyt-ACCESIBLE.pdf

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