Marisa Midori fala dos riscos que envolvem livros e a IA / Jornal da USP

Marisa Midori fala dos riscos que envolvem livros e a IA / Jornal da USP

Marisa Midori fala dos riscos que envolvem livros e a IA / Jornal da USP

“Foi apenas um prelúdio; onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” Foi com essa frase, do escritor alemão Heinrich Heine (1797–1856), que a professora Marisa Midori iniciou sua coluna desta semana. “Esse trecho foi extraído da peça Almansor, de 1821, no momento em que um muçulmano denuncia a queima do Alcorão pela Inquisição, após a reconquista de Granada”, explica ela. “Pensei muito nessa passagem trágica de Heine, que nos remete não apenas à queima de livros promovida pela Inquisição, na Europa Moderna, mas também à grande fogueira de livros promovida por Goebbels no início do regime nazista, na Alemanha. Mas não foi por essas razões que essa frase me veio à memória. Explico: embora as empresas de desenvolvimento de inteligência artificial não estejam necessariamente queimando os livros, livros estão sendo destruídos em função de um projeto muito polêmico”, continua a colunista.

#Bibliocídio

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/marisa-midori-fala-dos-riscos-que-envolvem-livros-e-a-ia/

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