Jornalista Filipa Almeida Mendes publica livro sobre “As Mulheres Cientistas que a História Tentou Esquecer” / CCA
Com prefácio de Elvira Fortunato, cientista e ex-ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, este livro “não é apenas um exercício de memória ou um gesto de reparação histórica, é também um alerta“, sublinha a autora, porque “ao apagar sistematicamente as mulheres da narrativa científica, não só distorcemos o passado como empobrecemos o presente e limitamos o futuro“, refere ainda.
O protagonismo da mulher na Ciência revelado pelos arquivos – Entrevista com Leide Mota / Divulga-CI
Confira nossa entrevista com a arquivista e pesquisadora Leide Mota de Andrade, mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia. Em sua dissertação, Leide analisa correspondências do acervo pessoal da cientista Sonia Andrade e seu Currículo Lattes, evidenciando ações de informação relacionadas à mediação, à disseminação científica e às atividades formativas. Na entrevista, conheça mais sobre o percurso da pesquisa e pesquisadora.
Mulheres na ciência: brasileiras lideram prêmio que reconhece soluções de inovação industrial / Exame
Segundo dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) divulgados em 2025, as mulheres representam cerca de 24,2% da força de trabalho da indústria brasileira.
A presença feminina em cargos de liderança industrial também tem crescido: passou de 24% em 2008 para 31,8% em 2021, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Já a pesquisa global da 3M revela que 81% dos brasileiros concordam que as mulheres têm potencial inexplorado em carreiras científicas, enquanto 78% acreditam que expandir sua presença na indústria é é essencial para o avanço tecnológico e sustentável do país.
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência e o compromisso com o futuro / Jornal da Ciência
“Promover a presença plena de mulheres e meninas na ciência exige políticas educacionais consistentes, condições de permanência, ambientes seguros e critérios de avaliação sensíveis às desigualdades reais. É uma condição para que o Brasil utilize de forma integral o seu potencial humano e avance de maneira sustentável e democrática”, escreve Francilene Garcia, presidente da SBPC
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, é um marco para lembrarmos que o desenvolvimento científico depende de oportunidades reais para todos e todas. Em 2026, nessa mesma data, a SBPC realizou a cerimônia de entrega do 7º Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, reforçando seu compromisso com a valorização de pesquisadoras que transformaram suas áreas e geraram impacto concreto na sociedade. Ao reconhecer essas trajetórias, a SBPC celebra conquistas importantes, ao mesmo tempo em que chama a atenção para os desafios que ainda limitam a participação feminina na ciência brasileira.
Meninas e mulheres na ciência: o desafio de romper o ‘teto de vidro’ no Brasil / ABC
De acordo com a Unesco, a média global de mulheres nessas áreas é de 35%, enquanto a média de pesquisadoras é ainda menor: 33,3%. Para a Dra. Helena Bonciani Nader, professora sênior da Unifesp e a primeira mulher a presidir a ABC (Academia Brasileira de Ciências) em mais de um século, a data é um chamado à reflexão.
“A ciência é uma profissão que te dá muita liberdade, mas que também cobra de você muitas coisas. Não é fácil chegar. As mulheres são as que mais se formam na universidade, mas quando você olha no topo da carreira, elas não são a maioria”, comenta.
Lançada nova edição da Divulga-CI – Edição Especial: Mulheres e Meninas na Ciência
Editorial: Maria Nélida Gonzalez Maresca – Biobibliografia Entrevistas: Aline Laureano Suave, Larissa Alves, Leide Mota de Andrade e Letícia Pereira de Souza Perspectivas: Bernardina Maria Juvenal Freire de Oliveira, Elizete Vieira Vitorino, Maria Giovanna Guedes Farias, Leilah Santiago Bufrem e Priscila Sena Na foto: Área de convivência do Setor de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Paraná Fotografia: Genilson Geraldo
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro / Biblioteca UFRGS
Ao longo dos anos, persiste uma significativa disparidade de gênero em todos os níveis das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) em todo o mundo. Embora as mulheres tenham feito progressos consideráveis no aumento de sua participação no ensino superior, elas ainda são sub-representadas nesses campos.
A igualdade de gênero sempre foi uma questão central para as Nações Unidas. A igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas darão uma contribuição crucial não apenas para o desenvolvimento econômico mundial, mas também para o progresso em todas as metas e objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável .
Mulheres, ciência e o desafio da equidade / Ciência & Cultura
Os números globais, no entanto, mostram que o desafio permanece profundo. Dados da UNESCO indicam que as mulheres representam apenas cerca de um terço dos pesquisadores no mundo — 31,1% em 2022 — um avanço tímido em relação aos 29,4% registrados dez anos antes. Embora jovens mulheres sejam hoje maioria no acesso ao ensino superior em diversas regiões, elas correspondem a apenas 35% dos formados em áreas científicas. A desigualdade se acentua ao longo da carreira, especialmente nos cargos de liderança, nos espaços de decisão e no setor privado, onde os homens continuam amplamente dominantes.
11 de fevereiro – Dia Internaca ional de Mulheres e Meninas na Ciência / Rede Nacional de Ciência Para a Ciência
Nas últimas décadas, a mídia também tem desempenhado um papel relevante na mudança desse cenário. Mulheres cientistas passaram a aparecer com mais frequência em jornais, programas de televisão, podcasts, plataformas digitais e iniciativas de divulgação científica, falando sobre suas pesquisas, suas trajetórias e sobre os desafios da carreira. Essa presença mostra mulheres reais, atuantes em múltiplas áreas do conhecimento, e ajuda a construir representações mais plurais, especialmente para crianças e adolescentes.
Um estudo de 2025 solicitou especificamente que as crianças desenhassem uma mulher cientista. Enquanto as meninas desenharam mulheres modernas e reais, os meninos tiveram mais dificuldade e criaram figuras sensacionalistas; alguns sequer conseguiram desenhar uma mulher. Portanto, fica o alerta de que é crucial incluir os meninos nessas conversas para normalizar a presença feminina na ciência para todos.
Meninas e Mulheres na Ciência: Vivências em um Projeto de Extensão pela Construção da Autonomia Feminina / Educação Pública
O projeto foi estruturado sob os eixos temáticos: (1) perspectiva histórica da desigualdade de gênero na formação da sociedade brasileira; (2) identidade das meninas em suas dimensões pessoal, familiar e territorial; (3) referências femininas que influenciaram a construção da identidade das meninas; (4) formas como desejavam inspirar outras meninas. A metodologia do projeto baseou-se em encontros presenciais, de forma participativa e horizontal, priorizando a escuta ativa, o protagonismo juvenil e o diálogo. A partir de ações reflexivas, afetivas e científicas, o projeto buscou fortalecer a autoestima e o pertencimento das participantes ao universo científico. Os resultados indicam impacto positivo na formação das adolescentes, evidenciando o potencial da iniciativa para ser replicada em outros contextos escolares. Como desdobramento, foi elaborado um guia orientador para apoiar a replicação do projeto, além de uma pesquisa para analisar sua efetividade em diferentes territórios, reafirmando seu compromisso com a democratização do conhecimento e a equidade de gênero na ciência.
Equidade de gênero: quando a representatividade transforma trajetórias na ciência / Science Arena
A ciência é diversa, plural, feita por homens e mulheres, pessoas brancas, pretas, de diferentes origens e trajetórias. E isso é o que a torna mais rica e transformadora. Também por isso é tão importante termos mulheres cientistas em posições de liderança. Isso porque o empoderamento feminino na pesquisa científica, incluindo nas chamadas ciências duras, acontece quando outras mulheres as veem nesses lugares, atuando e liderando grupos de pesquisa, e percebem que também podem chegar lá.
A representatividade inspira, abre caminhos e transforma possibilidades em realidade.
Qual é a aparência de uma cientista? As crianças estão desenhando mulheres mais do que nunca / Science
Nas décadas de 1960 e 1970, menos de 1% dos estudantes retratavam cientistas como mulheres. Mas a porcentagem de mulheres nos desenhos de “desenhe um cientista” — como o da imagem, feito por uma menina da terceira série em San Antonio, Texas — aumentou ao longo do tempo, chegando a cerca de 34% em 2016. E os números são ainda mais impressionantes quando se observam os desenhos feitos por meninas: cerca de 1% desenhava mulheres nas duas primeiras décadas — mas na última década, mais da metade desenhou mulheres, relatam pesquisadores na revista Child Development.
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