Ciência com foco nas populações vulneráveis do Sul e Norte Global / Jornal da USP
A ciência nunca foi neutra e talvez nunca venha a ser, porque atende a grupos e interesses específicos da sociedade. Um exemplo clássico é o registro fotográfico histórico das crianças correndo pelas ruas do Vietnã, na tentativa de se protegerem de um agente químico desenvolvido em laboratórios da Universidade de Harvard. Esse exemplo ressalta que a ciência não é neutra: ela serve a poderes estabelecidos.
Se ampliarmos essa reflexão, observaremos como as relações de poder e exclusão na ciência também se expressam na divisão simbólica do mundo em Norte e Sul Global. No Norte, fazem-nos crer que se concentram as chamadas melhores instituições de ensino, os periódicos de maior prestígio, os pesquisadores mais citados, os cientistas mais reconhecidos, os alunos considerados mais bem-sucedidos e aqueles que, em tese, terão trajetórias de maior visibilidade.
#Ciência
via Jornal da USP
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