Patrimônio afro-brasileiro: preservar é reconhecer o Brasil / Ciência e Cultura
A preservação do patrimônio afro-brasileiro é também uma forma de reconhecer a própria identidade do Brasil. Quilombos, terreiros de candomblé, rodas de capoeira, samba, acarajé e festejos populares são parte de uma herança cultural construída ao longo de séculos e que reúne dimensões materiais e imateriais. Para Carlos Moura, advogado, ativista de direitos humanos e fundador e primeiro presidente da Fundação Cultural Palmares, reconhecer e proteger esses bens é fundamental para enfrentar o racismo estrutural e valorizar a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira.
(…) A preservação do patrimônio também desempenha um papel importante na educação. Conhecer a história da resistência negra, das lutas contra a escravidão e das formas de organização e expressão desenvolvidas pela população negra permite confrontar versões do passado que durante muito tempo minimizaram ou ocultaram essa participação. Nesse sentido, iniciativas educacionais, como as previstas pela Lei 10.639, que estabelece o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, podem contribuir para formar novas gerações mais conscientes sobre a diversidade e a história do país.
#PatrimônioCulturalNegro
via Ciência e Cultura
Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=10740
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