Mapas da desigualdade: Como dados revelam o racismo ambiental no Brasil / Ciência & Cultura
O racismo ambiental não é um fenômeno acidental, mas um legado de desigualdades estruturais. Bairros pobres abrigam lixões, rios poluídos cortam comunidades indígenas, e zonas de sacrifício—como a região de Bhopal, na Índia, ou Flint, nos EUA — são quase sempre habitadas por populações marginalizadas. Na Amazônia, o avanço do garimpo e do agronegócio contamina rios e expulsa povos tradicionais, enquanto mapas gerados por satélites expõem o desmatamento que avança sobre terras protegidas. Sensores remotos e algoritmos conseguem, hoje, prever quais áreas serão mais afetadas por secas ou enchentes, mas também revelam um padrão: são as mesmas onde o Estado historicamente falhou em garantir direitos básicos.
via Ciência & Cultura
#RacismoAmbiental
Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8698
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