Racismo ambiental e gênero: um colapso anunciado / Outras Palavras

Racismo ambiental e gênero: um colapso anunciado / Outras Palavras

O racismo ambiental manifesta-se, assim, na seletividade do lucro e na distribuição desigual do risco. Para uma concessionária de energia ou água, investir em resiliência climática em áreas de encosta não gera o dividendo esperado. O resultado é o que assistimos repetidamente: na primeira tempestade, as periferias são as primeiras a apagar e as últimas a ter o serviço restabelecido. Para a mulher negra, chefe de família e principal habitante dessas áreas de risco, a falta de energia é a perda da comida comprada com esforço, a impossibilidade de higienizar a casa após a lama e o aumento da insegurança nas ruas sem iluminação.

#RacismoAmbiental #Desigualdade

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/desigualdades-mundo/racismo-ambiental-e-genero-um-colapso-anunciado/

Um Manifesto das Periferias pela Justiça Climática / Outras palavras

Um Manifesto das Periferias pela Justiça Climática / Outras palavras

O conceito de racismo ambiental revela que os impactos da degradação ambiental e da crise climática não são distribuídos de forma igualitária: recaem, sobretudo, sobre populações negras, indígenas e periféricas. Essa realidade se expressa no abandono das políticas públicas, na ausência de saneamento básico, na precariedade da coleta de lixo e na exposição cotidiana a riscos ambientais que colocam vidas em permanente vulnerabilidade. Reconhecer o racismo ambiental é compreender que as injustiças ambientais são também injustiças raciais e territoriais.

#RacismoAmbiental #COP30 #MudançasClimáticas #JustiçaClimática

via Outras palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/manifesto-das-periferias-pela-justica-climatica/

Mapas da desigualdade: Como dados revelam o racismo ambiental no Brasil / Ciência & Cultura

Mapas da desigualdade: Como dados revelam o racismo ambiental no Brasil / Ciência & Cultura

O racismo ambiental não é um fenômeno acidental, mas um legado de desigualdades estruturais. Bairros pobres abrigam lixões, rios poluídos cortam comunidades indígenas, e zonas de sacrifício—como a região de Bhopal, na Índia, ou Flint, nos EUA — são quase sempre habitadas por populações marginalizadas. Na Amazônia, o avanço do garimpo e do agronegócio contamina rios e expulsa povos tradicionais, enquanto mapas gerados por satélites expõem o desmatamento que avança sobre terras protegidas. Sensores remotos e algoritmos conseguem, hoje, prever quais áreas serão mais afetadas por secas ou enchentes, mas também revelam um padrão: são as mesmas onde o Estado historicamente falhou em garantir direitos básicos.

via Ciência & Cultura

#RacismoAmbiental

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8698