Quando a ciência sai da estante / Jornal da USP
Portanto, o que frequentemente faz a diferença não está apenas na ciência em si, mas também na eficiência das cadeias de tradução. Quando essas cadeias funcionam bem, ideias que poderiam passar despercebidas podem gerar consequências materiais de proporções consideráveis. Quando falham, mesmo as descobertas importantes permanecem incapazes de promover uma reorganização social significativa.
A pandemia de covid-19 mostrou isso de forma dramática. Nunca a humanidade produziu tanta informação científica em tão pouco tempo. Sequenciamento genético, epidemiologia, imunologia e modelagem matemática avançaram de forma extraordinária. Mas a circulação desse conhecimento encontrou sistemas sociais profundamente fragmentados.
(…) Talvez seja justamente aqui que a ciência da informação, a semiótica e os sistemas complexos se tornem fundamentais para o século 21.
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via Jornal da USP
Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/marcos-buckeridge/quando-a-ciencia-sai-da-estante/
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