Revistas predatórias: um fenômeno global que afeta a comunidade científica de forma desigual / Open Science
Em dezembro passado, três pesquisadores — Kyle Siler, Philippe Vincent-Lamarre e Vincent Larivière — publicaram um estudo no servidor de pré-publicações SocArXiv, com o objetivo de mapear as práticas de publicação em periódicos científicos duvidosos em todo o mundo. O estudo revela que pesquisadores de países em desenvolvimento publicam proporcionalmente mais em editoras predatórias, mas que são os países ricos que financiam esse mercado.
Para realizar este estudo, os autores utilizaram o Lacuna, um banco de dados que haviam iniciado em 2021 para um estudo anterior publicado na Nature. Esse recurso reúne quase 910.000 artigos publicados até 2020 por editoras provavelmente predatórias (Austin, MedCrave, OMICS, SciencePG, SCIRP e Serials) ou editoras de “zona cinzenta” (Frontiers, Hindawi, MDPI e Academic Journals), além de, para comparação, 54 milhões de artigos “convencionais” indexados na Web of Science entre 2008 e 2020.
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via Open Science

