Quem na Academia é contra a Universidade Indígena? / Outras Palavras
O argumento central de Yamashita é tão frágil quanto uma função de onda não normalizada: se a universidade existe para produzir ciência, e ciência é um método universal, então não haveria razão para uma universidade “indígena”. Erro crasso, digno de um calouro no primeiro dia de aula de mecânica quântica.
Vamos por partes. A ciência, em especial, a Física, a Química e a Biologia podem ter pretensões de universalidade em seu método. Mas a universidade? Essa invenção medieval europeia é profundamente particular em sua história, em suas hierarquias, em seus mecanismos de exclusão, silenciamento e apagamento. Yamashita parece acreditar que a universidade brasileira é um espaço neutro, asséptico, onde o conhecimento flui livremente, independente de quem o produz ou de onde vem. Essa é a fantasia do cientista que nunca precisou olhar para o próprio chão.
#Universidades #PovosIndígenas #Unind
via Outras Palavras
Disponível em: https://outraspalavras.net/descolonizacoes/quem-na-academia-e-contra-a-universidade-indigena/
Deixe uma resposta