A evolução do Ideb / A Terra é redonda
A educação pública, de forma abstrata, começa a frequentar o debate sobre a sucessão política para o poder executivo. Cada candidato ao executivo federal, assim como aqueles que almejam ocupar os tronos dos executivos estaduais, exibe, com orgulho, os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Ronaldo Caiado, por exemplo, regozija-se por ter atingido o primeiro lugar entre as redes públicas estaduais. O Ideb converteu-se, por assim dizer, em um apelo retórico que encerra, sem nem ter iniciado, qualquer diálogo sobre a real situação da escola pública e dos profissionais da educação básica.
O Ideb mede, mensura, compara, ranqueia, dados que, teoricamente, traduzem o desempenho escolar em português e matemática e as taxas de aprovação nas dezenas de milhares de escolas públicas brasileiras. O argumento ufanista, à luz da retrospectiva do Ideb, se justifica. Mas há algo o índice não revela: quem paga, com o próprio corpo, o preço desse desempenho?
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via A Terra é redonda
Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/a-evolucao-do-ideb/

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