As mulheres que a história da ciência esqueceu / Ciência e Cultura
É preciso revisar os próprios critérios pelos quais o mérito científico é reconhecido, ampliar a diversidade nos espaços de decisão, considerar as diferentes condições de produção da pesquisa, combater vieses na avaliação e garantir que mulheres negras, indígenas e de outros grupos historicamente sub-representados também possam permanecer e ascender na carreira. O próprio desenho de políticas recentes já aponta nessa direção: chamadas do CNPq passaram a prever ações específicas para meninas e mulheres nas ciências exatas, engenharias e computação e iniciativas voltadas à internacionalização de pesquisadoras negras, indígenas, quilombolas e ciganas.
Talvez a pergunta mais importante, portanto, não seja quantas mulheres conseguiram “vencer” apesar das barreiras. Essa formulação coloca novamente sobre elas a responsabilidade por superar um sistema que não foi construído em condições iguais. A pergunta é outra: que ciência poderia ter sido construída se tantas mulheres tivessem recebido, desde o início, as mesmas oportunidades de reconhecimento, financiamento, autoria e liderança? Não há como responder retrospectivamente. Mas é possível olhar para os nomes que foram esquecidos e perceber que a história conhecida da ciência brasileira é apenas uma parte da história que efetivamente aconteceu.
#MulheresNaCiência #CiênciaBrasileira
via Ciência e Cultura
Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=11045

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