A evolução da coautoria na Ciência Política brasileira: tendências temporais e padrões de gênero / Revista de Sociologia e Política
Resultados: A média de autores por publicação passou de 1,04 em 1999 para 1,96 em 2025, crescimento de 88%. Ambos os periódicos levaram 17 anos para superar a marca de dois autores por trabalho. A autoria individual permanece predominante (65%), seguida por duplas (22%) e trios (9%). Mulheres correspondem a apenas 29% das primeiras autorias. Não há diferença estatisticamente significativa no nível médio de coautoria entre homens (1,58) e mulheres (1,53). Discussão: O crescimento da coautoria na Ciência Política brasileira acompanha tendências internacionais e reflete a combinação de desenhos de pesquisa mais complexos, maior sofisticação metodológica e pressões institucionais por produtividade. No que diz respeito ao gênero, o dado mais relevante não é a ausência de diferença na intensidade da coautoria, mas o que ela revela: as mulheres colaboram tanto quanto os homens, o que desloca a desigualdade para etapas anteriores da trajetória acadêmica, manifestando-se na sub-representação na primeira autoria.
#Coautoria #Gênero #ProduçãoCientífica
Disponível em: https://doi.org/10.1590/1678-98732434e011

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