(Não) julgue um livro pela capa / Scripta
Este artigo analisa o trabalho de composição das capas do romance Quarentas dias, de Maria Valéria Rezende, nas duas edições publicadas (2014 e 2024). A análise visa a deslindar alguns caminhos interpretativos sugeridos pelas referidas capas a partir de seu modo de composição. Ao fim da análise, constata-se, pelo estratégico planejamento de cada capa, que a da primeira edição ressalta o aspecto metaliterário do romance, focalizando o exercício da escrita da narradora construída como autora, ao passo que a segunda capa coloca em destaque a temática da desigualdade social brasileira, que se mostra encarnada no contraditório espaço urbano encenado no romance.
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Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/scripta/article/view/35425

