Presenças indígenas na universidade: deslocamentos e multiletramentos / Trabalhos em Linguística Aplicada
Fundamentado teoricamente em autores como Brian Street, Davi Kopenawa, Célia Xakriabá e André Baniwa, o trabalho analisa as tensões decorrentes da centralidade do modelo autônomo de escrita alfabética e das dinâmicas eurocêntricas acadêmicas, tecendo diálogos com as práticas comunicativas orais e visuais de diferentes populações indígenas. O material empírico, mobilizado para a análise de diferentes regimes de conhecimento e práticas de letramento, reúne experiências didáticas desenvolvidas com estudantes indígenas, com destaque para a produção de memes sobre suas vivências acadêmicas. A análise dessas produções evidencia tensões relacionadas à linguagem acadêmica, à escrita, à leitura, ao uso de referências e às normas de produção científica, ao mesmo tempo em que revela pontes dialógicas possíveis entre diferentes modos de aprender, comunicar e produzir conhecimentos, em direção à justiça epistêmica. Defende-se, assim, que os letramentos acadêmicos podem ser compreendidos como espaços de interlocução e transformação dos próprios modos de produção e legitimação do conhecimento na universidade.
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Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8684638

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